domingo, 7 de agosto de 2011

O Desejo segundo o Pathwork

 

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“Vamos definir de uma vez por todas as diferenças entre motivações saudáveis e doentias do desejos. Não vamos nos preocupar com desejos que são obviamente doentios porque eles são destrutivos. Vamos sondar as regiões mais profundas da mente e da alma onde os desvios existem de uma maneira muito sutil e discreta. Você pode ter um desejo perfeitamente legitimo, e, ainda assim, doentio. As motivações doentias e tensas estão sempre ligadas ao medo. É por isso que em certas doutrinas se fala tanto no estado de não desejo que é, no plano onde a maioria de vocês está, uma impossibilidade. Então nos resta tentar encontrar a diferença entra o que faz um desejo ser saudável e o que faz o mesmo ser doentio. Uma das explicações é essa: Quando você deseja uma coisa por ela mesma, esse desejo é saudável, mas quando você deseja alguma coisa como meio de obter um fim, esse desejo é doentio. Se for esse caso o desejo automaticamente se torna tenso. Ele passa a ser uma necessidade e portanto o medo vem no seu rastro

Vou dar um exemplo: Se você deseja segurança financeira pelo desejo de desfrutar esse estado não tem nada de doentio nisso. Mas se você deseja segurança financeira para impressionar os outros ou para mitigar um sentimento de inferioridade então o desejo passa a ser doentio. O objetivo foi distorcido para preencher uma necessidade diferente daquela que deveria preencher de forma saudável. Essa situação pode passar perfeitamente despercebida, Você pode sentir apenas uma necessidade premente. Podem ser encontradas explicações racionais em abundância sobre o porque o desejo é tão urgente. Enquanto por baixo as verdadeiras motivações permanecem ocultas.”

( O Guia. Palestra 56: A Capacidade de Desejar)

 

Mais uma vez eu encontro um trecho do pathwork que parece ter sido escrito especialmente para mim. Essa é uma situação que eu vivi a pouco tempo. Na verdade ainda estou vivendo mas agora tenho mais consciência dela.

Esse exemplo de desejo doentio caiu como uma luva para mim. Eu ainda estou trabalhando para conseguir minha independência financeira e pouco tempo atrás fiquei literalmente desesperado por não te-la ainda.

E eu percebi que muito do meu desespero não era por conta da minha depenica financeira por si só. E sim por eu acreditar que as outras pessoas me veriam como incapaz por causa dela.

Então eu queria independência financeira não apenas para ter mais autonomia mas para provar que sou capaz. Para diminuir o meu complexo de inferioridade. Então esse desejo era um meio para atingir um fim, exatamente como é dito na palestra.

Eu acreditar que a independência financeira daria um fim na minha imagem de menina incapaz fez esse desejo se tornar tenso. Veio com ele o medo de nunca conseguir provar que sou capaz. Isso tornou o desejo urgente e fez com que ficasse impaciente demais para esperar que o que plantei com minhas novas atitudes desse frutos.

E agora que tomei consciência de tudo isso estou um pouco mais tranquila. E sei que essa necessidade de provar que sou capaz é uma ilusão. Afinal não preciso provar nada para ninguém.

4 comentários:

  1. Suas postagens são sempre profundas, sem meias palavras e acabam por colocar o dedo em alguma ferida, mas isso é muito bom! Gosto de vir por aqui. Queria ter mais tempo para navegar por belas e excelentes páginas que tenho encontrado.
    Abraços

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  2. Olá.
    Post divulgado no blog Teia.
    Até mais

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  3. Hoje estou passando apenas para lhe fazer um convite.
    Estou falando do www.superlinks.blog.br que é um site agregador que vale a pena visitar, pois é mais um espaço no qual você poderá publicar seus links de matérias, pois é um site sério e com critérios bem positivos.
    Espero que goste da dica.
    Um grande abraço

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  4. Parabéns pelo post,muito lindo e reflexivo...

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