terça-feira, 17 de maio de 2011

A Imagem Coletiva da Auto Importância

bajulação

 

“Falamos muitas vezes sobre os sentimentos de inferioridade e sua verdadeira origem. Essa é uma tendência importante da natureza humana, e portanto, precisa ser entendida no trabalho de autonhecimento de vocês. Acho que a essa altura  vocês já perceberam claramente que as verdadeiras razões para os sentimentos de inferioridade de vocês são ocultas. Subconscientemente vocês de fato registram suas imperfeições e inadequações, e apesar, de não quererem encara-las e aceita-las, o conhecimentos delas persiste. Isso vocês não conseguem erradicar. Assim, buscam alivio, e erradamente acreditam que podem fazer isso recebendo atenção, adoração e aprovação. Vocês já perceberam que por mais a provação que recebam o alivio é, na melhor das hipóteses muito temporário.

Nesse sentido gostaria de discutir a imagem de massa sobre o eu. Essa imagem de massa universal é a seguinte: “ Se eu receber atenção ou aprovação ou admiração, todo o meu valor fica estabelecido, não apenas aos olhos dos outros mas aos meus próprios olhos. Se não conseguir obter isso, nesse caso, sou inferior”. Nem é preciso dizer que essa é uma conclusão errada. E também não é preciso dizer que esse não é um pensamento consciente, e sim uma atitude emocional inconsciente. Nenhum de vocês vai deixar de comprovar a existência dessas emoções em vocês mesmos.

A manifestação dessa imagem varia conforme o temperamento e as características e de acordo com outras tendências que determinam a força e a maneira de manifestação, e ainda de acordo com o ambiente e a educação. Tudo isso em conjunto determina até que ponto é perceptível, até que ponto é forte e até que ponto é evidente o clamor por aprovação, e em que direção especifica existe a necessidade de importância do eu. Se a procura por aprovação é, até certo grau, evidente para outros seres humanos isso não significa que tal pessoa seja menos desenvolvida espiritualmente do que em outra no qual essa mesma tendência está mais oculta ou é mais sutil. Trata-se mais de uma questão do grau de ocultação. (…..)

São muitas as formas as formas e maneiras como vocês manifestam essas imagens de massa. Em outras palavras existem diferentes maneiras de buscar a admiração. Uma pessoa pode acreditar que a riqueza material lhe proporcionará maior estatura aos olhos do mundo. Para outros valores diferentes servem para se enquadrarem nessa categoria. Para algumas o meio pode ser uma determinada realização, um determinado talento. Para outras pode ser o bom caráter, correção, lealdade, inteligência. Para a maioria o meio é a junção de muitos atributos que se sipões que sirvam para atingir o mesmo fim, ou seja, a admiração.  E existe até mesmo o tipo de pessoa que usa a infelicidade como meio de suscitar a solidariedade. E naturalmente solidariedade também significa aprovação.

E mais uma vez peço que não confundam a manifestação oposta com o que é saudável nesse aspecto. “Não me importo com o que as pessoas dizem” é uma rebeldia. Quando existe rebeldia ainda existe escravidão. A rebeldia é uma tentativa de se livrar da escravidão., mas é a maneira incorreta de fazer. Vocês acreditam que se rebelam contra um mundo que procura obriga-lo a ter um determinado comportamento. Mas isso também é um erro. Na verdade vocês se rebelam contra a sua dependência da opinião do mundo. Portanto o remédio é descobrir porque vocês estão presos, o equivoco que leva a escravidão. é assim, e somente assim, que vocês conseguirão se libertar dessa escravidão, para não precisarem mais se rebelar. E vocês também não precisaram mais fazer esforços para obter uma coisa que na verdade não é sua salvação.”

(O Guia. Palestra 57: A Imagem Coletiva da auto importância)

 

Essa palestra retrata exatamente as coisas que tenho percebido em mim. Infelizmente eu costumava dar muita importância ao que as outras pessoas achavam de mim. E realmente achava que teria valor se as outras pessoas me aprovassem. Só que por mais que eu tentasse eu não conseguia. E isso fez com que eu acreditasse que era inferior as outras pessoas. Então agora eu percebo que essa conclusão foi justamente por eu ter essa imagem de massa forte em minha alma..

Eu buscava a aprovação principalmente através do meu “bom” caráter. sendo uma pessoa boa e com sentimentos nobres.Isso fez com que eu reprimisse muitas emoções minhas. As consideradas negativas. Que graças ao trabalho que estou fazendo estou tomando consciência delas e elas estão se soltando e sendo liberadas.

Eu também já usei a minha infelicidade para conseguir a solidariedade dos outros. Já que e eu não conseguia me sobressair em nada essa parecia uma boa maneira de chamar atenção. Boa em termos porque é uma maneira muito desagrave de conseguir isso.

E essa pressão por conseguir aprovação ficou tão grande que acabou me levando a rebeldia. Isso aconteceu até mesmo recentemente. srsrsrs. Eu comecei a me revoltar contra todos os que me exigiam ou pareciam me exigir determinados comportamentos. Mas na verdade, não era uma revolta contra aos outros. Era uma projeção da revolta contra a minha dependência.

Quem não é dependente simplesmente não se importa, não precisa se revoltar. Essa imagem ainda não está totalmente superada em mim. Mas agora pelo menos eu tenho consciência dela e da sua força…

4 comentários:

  1. Olá.
    Post divulgado na Teia.
    Até mais Luciana

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  2. Cara amiga,

    É muito interessante o seu artigo. Creio que nenhuma forma extrema de manifestação do ego seja saudável.

    Nem a baixa auto-estima, nem o excesso dela. em ambas as situações a pessoa acaba por construir uma imagem distorcida de si mesma e, geralmente, o resultado não é bom.

    Penso que seja importante sempre trabalharmos visando chegar o mais próximo possível de um ponto de equilíbrio!

    Beijos,

    Guta

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  3. Penso que devemos fazer as coisas com tranqüilidade, se são valorizadas muito bom, se não forem devemos não nos preocuparmos em demasia com isso, isso pode nos fazer mal.Gostei muito do texto.
    Abraço.

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  4. Guta,

    é verdade devemos sempre buscar o equilibrio. Eu sinceramente acredito que o equilibrio é a base de tudo...


    Fatima,


    Vc tem razão devemos fazer tudo com tranquilidade!!!

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