domingo, 22 de maio de 2011

Se subestimar impede a pessoa de amar

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“A proibição contra o amor vem de dois enganos básicos.  O primeiro é a má interpretação da realidade. Em outras palavras, a ilusão, A ilusão produz confusão junto com uma serie de outras emoções negativas tais como medo, hostilidade, separatividade, auto-piedade, ambigüidade, vingança.

Essas emoções tornam o amor impossível. É incompreensível ter medo do amor desde que seus conceitos e percepções internas e sistemas de valores estejam harmonizados com a realidade.

O segundo engano é a subestimação do self e os conseqüentes sentimentos de inferioridade. Isso pode soar quase paradoxal. Visto superficialmente, certamente parece possível sentir-se inferior sem que isso impeça sua habilidade de amar.

Contudo, meus amigos, não é bem assim, pois, no momento em que você se subestima, não consegue ver a outra pessoa como algo real. Como resultado dos seus sentimentos de fraqueza e inadequação, as outras pessoas assumem i papel de gigantes contra o que vocês se defendem rejeitando, ressentindo-se ou desprezando-os.

Mesmo quando esse ultimo não acontece não lhes é possível a vulnerabilidade ou as necessidades humanas da outra pessoa. Sua fraqueza e força tornam-se descoladas e distorcidas.”

( O Guia. Palestra 133: O amor como um movimento espontâneo da alma)

Achei esse trecho da palestra extremamente interessante. Principalmente a parte que fala que a subestimação de si mesmo é obstáculo para o amor. No começo  eu tive dificuldade em compreender isso. Mas agora está claro.

Está claro porque eu passei a observar as minhas própria reações. A rejeição a outra pessoa nesse caso não é uma coisa obvia, mas acontece. Ao menos no meu caso. é mais ou menos assim . Eu penso: Aquela pessoa é tão legal, tão inteligente, tão sabia jamais seria a minha amiga.” Então o que acontece? Eu nem ouso me aproximar dela. Sequer dou a chance de ela me conhecer. E dessa forma eu a rejeito para que ela não me rejeite. Eu já fiz muito isso. Agora, graças ao meu trabalho de auto conhecimento, isso tem diminuído cada vez mais. E percebo surpresa que as pessoas não estão propensas a me rejeitar. srsrs

A outra questão também acontece. A imagem da outra pessoa fica totalmente distorcida para quem se subestima. Você não vê a outra pessoa. Você vê um super. herói. E quando a pessoa demonstra alguma fraqueza você não sente empatia. Você fica extremamente surpreso quando não decepcionado. E com certeza acaba exigindo mais da pessoa do que ela pode dar. E isso com certeza não é amar.

Essa também é uma reação que eu já observei em mim. Mas que agora graças a minha consciência também está diminuindo…

terça-feira, 17 de maio de 2011

A Imagem Coletiva da Auto Importância

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“Falamos muitas vezes sobre os sentimentos de inferioridade e sua verdadeira origem. Essa é uma tendência importante da natureza humana, e portanto, precisa ser entendida no trabalho de autonhecimento de vocês. Acho que a essa altura  vocês já perceberam claramente que as verdadeiras razões para os sentimentos de inferioridade de vocês são ocultas. Subconscientemente vocês de fato registram suas imperfeições e inadequações, e apesar, de não quererem encara-las e aceita-las, o conhecimentos delas persiste. Isso vocês não conseguem erradicar. Assim, buscam alivio, e erradamente acreditam que podem fazer isso recebendo atenção, adoração e aprovação. Vocês já perceberam que por mais a provação que recebam o alivio é, na melhor das hipóteses muito temporário.

Nesse sentido gostaria de discutir a imagem de massa sobre o eu. Essa imagem de massa universal é a seguinte: “ Se eu receber atenção ou aprovação ou admiração, todo o meu valor fica estabelecido, não apenas aos olhos dos outros mas aos meus próprios olhos. Se não conseguir obter isso, nesse caso, sou inferior”. Nem é preciso dizer que essa é uma conclusão errada. E também não é preciso dizer que esse não é um pensamento consciente, e sim uma atitude emocional inconsciente. Nenhum de vocês vai deixar de comprovar a existência dessas emoções em vocês mesmos.

A manifestação dessa imagem varia conforme o temperamento e as características e de acordo com outras tendências que determinam a força e a maneira de manifestação, e ainda de acordo com o ambiente e a educação. Tudo isso em conjunto determina até que ponto é perceptível, até que ponto é forte e até que ponto é evidente o clamor por aprovação, e em que direção especifica existe a necessidade de importância do eu. Se a procura por aprovação é, até certo grau, evidente para outros seres humanos isso não significa que tal pessoa seja menos desenvolvida espiritualmente do que em outra no qual essa mesma tendência está mais oculta ou é mais sutil. Trata-se mais de uma questão do grau de ocultação. (…..)

São muitas as formas as formas e maneiras como vocês manifestam essas imagens de massa. Em outras palavras existem diferentes maneiras de buscar a admiração. Uma pessoa pode acreditar que a riqueza material lhe proporcionará maior estatura aos olhos do mundo. Para outros valores diferentes servem para se enquadrarem nessa categoria. Para algumas o meio pode ser uma determinada realização, um determinado talento. Para outras pode ser o bom caráter, correção, lealdade, inteligência. Para a maioria o meio é a junção de muitos atributos que se sipões que sirvam para atingir o mesmo fim, ou seja, a admiração.  E existe até mesmo o tipo de pessoa que usa a infelicidade como meio de suscitar a solidariedade. E naturalmente solidariedade também significa aprovação.

E mais uma vez peço que não confundam a manifestação oposta com o que é saudável nesse aspecto. “Não me importo com o que as pessoas dizem” é uma rebeldia. Quando existe rebeldia ainda existe escravidão. A rebeldia é uma tentativa de se livrar da escravidão., mas é a maneira incorreta de fazer. Vocês acreditam que se rebelam contra um mundo que procura obriga-lo a ter um determinado comportamento. Mas isso também é um erro. Na verdade vocês se rebelam contra a sua dependência da opinião do mundo. Portanto o remédio é descobrir porque vocês estão presos, o equivoco que leva a escravidão. é assim, e somente assim, que vocês conseguirão se libertar dessa escravidão, para não precisarem mais se rebelar. E vocês também não precisaram mais fazer esforços para obter uma coisa que na verdade não é sua salvação.”

(O Guia. Palestra 57: A Imagem Coletiva da auto importância)

 

Essa palestra retrata exatamente as coisas que tenho percebido em mim. Infelizmente eu costumava dar muita importância ao que as outras pessoas achavam de mim. E realmente achava que teria valor se as outras pessoas me aprovassem. Só que por mais que eu tentasse eu não conseguia. E isso fez com que eu acreditasse que era inferior as outras pessoas. Então agora eu percebo que essa conclusão foi justamente por eu ter essa imagem de massa forte em minha alma..

Eu buscava a aprovação principalmente através do meu “bom” caráter. sendo uma pessoa boa e com sentimentos nobres.Isso fez com que eu reprimisse muitas emoções minhas. As consideradas negativas. Que graças ao trabalho que estou fazendo estou tomando consciência delas e elas estão se soltando e sendo liberadas.

Eu também já usei a minha infelicidade para conseguir a solidariedade dos outros. Já que e eu não conseguia me sobressair em nada essa parecia uma boa maneira de chamar atenção. Boa em termos porque é uma maneira muito desagrave de conseguir isso.

E essa pressão por conseguir aprovação ficou tão grande que acabou me levando a rebeldia. Isso aconteceu até mesmo recentemente. srsrsrs. Eu comecei a me revoltar contra todos os que me exigiam ou pareciam me exigir determinados comportamentos. Mas na verdade, não era uma revolta contra aos outros. Era uma projeção da revolta contra a minha dependência.

Quem não é dependente simplesmente não se importa, não precisa se revoltar. Essa imagem ainda não está totalmente superada em mim. Mas agora pelo menos eu tenho consciência dela e da sua força…

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Algo que Impede Nossa Grandeza se Manifestar

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“Quando se tornarem plenamente o seu próprio eu, no melhor sentido do termo, aparentemente serão dois opostos ao mesmo tempo: Um ser singular, especial, e um ser nada especial, mesmo que singular. Vocês são como todo mundo no sentido que todos são manifestações divinas. todos tem qualidades divinas e todos tem obstruções. Vocês podem se diferenciar na sua evolução, na sua abertura e na sua disposição em permanecer na verdade. Mas todos vocês se manifestam como ego e devem passar pela mesma luta para transcender esse ego. Mas são todos singulares pela forma como Deus pode se manifestar através de vocês quando se encontram livres de obstruções, quando permitem que sua especifica grandeza se manifeste. São todos gênios, já que são todos Deus.

Para o pequeno ego que afirma a qualidade especial do ego, essa noticia não é bem vinda. O pequeno ego quer se colocar acima dos outros, quer ser melhor que os outros, superior a todos. O eu Deus não tem esse tipo de exigência. Agora o que impede que a verdadeira grandeza possa fluir é precisamente a exigência do pequeno ego em querer se colocar acima dos outros., e então submete-los e provar e provar que é superior a todos os demais. Isso é um mal especifico que tem de ser desalojado. Essa mal provoca muitas outras atitudes que causam dor e sofrimento. E muitos outros padrões destrutivos e prejudiciais.

Isso também pode ser dito dessa forma: Se desejo me colocar acima dos outros porque me sinto um nada? Mas que tal inverter essa premissa? Vocês de fato se sentiriam um nada se não precisassem se sentir tão superiores? Arrisco dizer que não. Vocês se sentiriam invejosos, ciumentos, insignificantes, subservientes, malvados, responsável por impedir nos outros o próprio Deus deles – Ou seja, não amorosos- Se não quisessem se colocar acima dos outros? A sua consciência de Deus e a consciência de Deus da outra pessoa nunca,jamais, entram em conflito,. O que entra em conflito é apenas o ego, apenas o estado de separação.  O ego não é um, ele se divide. E normalmente entra em conflito e contradição consigo mesmo. A Consciência de Deus nunca tem que forçar o reconhecimento. Ela própria se reconhece e é suficiente em si mesma.”

(O  Guia: Palestra 212: A reivindicação da capacidade total de grandeza)

Eu li essa palestra no momento exato em que precisava le-la mesmo. Ela foi muito esclarecedora quanto a algumas atitudes que ando tendo e algumas emoções que ando sentindo.

Eu ando um pouco irritada ultimamente. E as vezes essa irritação se exacerba. Como o correu em nas ultimas conversas que tive com uma amiga minha. srsrs

Sabe, acho que o principal motivo da minha irritação é exatamente o que é dito nesse trecho. A exigência por reconhecimento. Talvez por eu ter me conformado a viver sem ele durante tanto tempo agora eu esteja tendo a reação oposta. Agora eu me irrito profundamente toda vez que alguém dá a entender, ou pelo menos  eu interpreto, que eu sou cega. Que ela vê mais claramente. Eu sinto como se a pessoa estivesse me diminuindo. Ou jogando coisas na minha cara sem ver que eu já melhorei em bastante coisa..

Mas se for analisar bem isso é orgulho. Afinal qual é o grande problema de outra pessoa estar vendo algo mais claramente? Nenhum!!! Na realidade isso não é nenhum problema. Apenas o pequeno ego vê isso como um problema, porque ele se sente deixado para trás. Outra pessoa me interpretar mal também não é nenhum problema. Afinal ninguém é obrigado a concordar comigo em tudo..

Estou percebendo que não se trata de uma corrida para ver quem se ilumina proeiro… Cada um deve respeitar seu próprio ritmo!!!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Liberdade e Auto-Responsabilidade

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“Da última vez, examinei o mundo de utopia na personalidade humana. Eu disse que a criança dentro de vocês exige tudo da forma que ela quer, do jeito que ela quer, e na hora que ela quer. Mas vai além disso. Isso implica também ter total liberdade sem responsabilidade. Vocês podem não ter consciência de que desejam exatamente isso. Mas tenho certeza, de que, ao examinarem algumas de suas reações e se perguntarem o que elas significam, quando chegarem a raiz delas, descobrirão que essa parte quer exatamente isso.Vocês, querem, acima de vocês, uma autoridade que conduza suas vidas de todas as formas do jeito que vocês desejam. Vocês querem total liberdade com relação a tudo, vocês querem tomar decisões e fazer escolhas livremente. Se elas foram acertadas o credito é de vocês. No entanto vocês não querem ser responsáveis por nada ruim que aconteça. Então vocês se recusam a ver a ligação entre um acontecimento e suas próprias ações e atitudes. Vocês encobrem tão bem essas relações entre causa efeito  que, depois de um certo tempo, é realmente preciso um esforça para traze-las a tona.Isto acontece porque vocês querem que as autoridades sejam responsáveis apenas pelas coisas ruins.

Muitos dos meus amigos que estão bem avançados nesse caminho confirmarão prontamente que essa parte existe neles. Se vocês examinarem esse pensamento ou atitude inconsciente até o fim verão que ele significa exatamente isso. Vocês querem liberdade sem auto responsabilidade. Assim vocês querem um Deus que mima, indulgente, como um pai que estraga o filho. Se esse Deus não puder ser encontrado – e naturalmente não poderá – Ele se torna um monstro aos seus olhos e vocês se afastam inteiramente de Deus.

É muito importante que encontrem em si mesmos aspectos que desejam exatamente isso: liberdade sem auto-reponsabilidade. Com a metodologia desse trabalho não deve ser difícil descobrir onde vocês desejam exatamente isso.

Se vocês refletirem sobre isso em toda a sua extensão vocês verão que isso é impossível. Isso é uma utopia. Na medida que vocês retiram a responsabilidade de si mesmos. Nessa mesma medida vocês se escravizam.”

(O Guia. Palestra 60: O abismo da Ilusão, Utopia, Liberdade e  Auto responsabilidade)

Essa palestra tem tudo a ver comigo e com o que eu estou vivendo no momento. Afinal eu estou com um grande desejo de maior autonomia, independência e liberdade. Ainda há esse desejo em mim de conseguir isso sem me responsabilizar por mim mesma.

E isso é totalmente impossível. Por exemplo, se uma pessoa não tem independência financeira. Ela estará sempre dependendo da aprovação de alguém para fazer um curso que queira. Ela não tem a responsabilidade de sustentar a casa. Mas não tem total liberdade para fazer o que quer..

Outro exemplo: Se você não assume a responsabilidade pelas suas emoções e acusa outras pessoas pela sua raiva, tristeza, depressão, angustia etc.… Você não será livre para mudar a situação. Estará sempre dependente da atitude da outra pessoa. Mas se você assume que a raiva ou qualquer outro sentimento desagradável é algo dentro de você mal resolvido. Você ganha liberdade. Já que dessa forma a mudança depende de você e não do outro.

Eu ajo sempre assim? Não.. As vezes eu esqueço. E isso é algo natural já que não se amadurece de um dia para o outro. Mas posso dizer que apesar do medo da responsabilidade não ter sumido totalmente. Eu já estou me responsabilizando mais por mim mesma…

domingo, 1 de maio de 2011

Se Esvaziar

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“Vamos tomar um exemplo comum muito simples, para vocês  me entenderem melhor. Cada um de vocês está constantemente com medo, de uma forma ou de outra, de ser inadequado, rejeitado, menosprezado, de não ser levado a serio. Esse é um problema de vocês, quer ou não percebam que consideram um problema e que lutam contra ele, tentando resolve-lo a sua própria maneira. Tentar resolver um problema que não existe cria problemas verdadeiros. A dificuldade contra a qual vocês lutam é uma idéia sem sentido, pois os outros não tem a intenção de rejeitar ou menosprezar vocês, como tantas vezes é a sua percepção emocional. Estejam ou não cientes disso nesse momento, nove décimos da atitude de vocês perante a vida, perante a si mesmo e aos outros é uma luta contra essa falsa premissa. Para defender-se contra essa terrível situação vocês constroem uma complicada estrutura.

Quando vocês seguem esse rumo, e muitas vezes já estão nesse rumo a algum tempo, sem pensar nele especificamente, os seus esforços se voltam para fazer com que esse fato temido não se torne realidade. Em outras palavras, vocês esperam adequar melhor suas defesas para terem condição de resolver melhor o problema da rejeição e da inadequação- Um problema que não existe, Enquanto vocês caminham nessa direção não podem sentir alivio. Primeiro vocês precisam admitir que todas as suas energias, todas as suas metas estão voltados para um objetivo cujo a base é falsa. Ao fazerem essa admissão você não vão fazer projeções no futuro, da imagem de vocês e de experiências perfeitas de vida no futuro, Você não precisarão fazer força para serem algo que não são. O agora será plenamente satisfatório. Onde quer que vocês estejam nesse momento é preciso ocorrer um esvaziamento!

Esvaziar-se significa reconhecer que o problema com o qual vocês lutam não é um problema real, e sim fruto da imaginação – Uma imagem! Com base nesse problema imaginário surge uma serie de equívocos gerais e específicos, outras atitudes destrutivas.”

( O Guia. Palestra 131: Interação entre a expressão e Impressão)

Eu adorei essa palestra e particularmente esse trecho da mesmo. Esclareceu muitas coisas com relação a minha vida. Eu realmente sempre me preocupei muito com a rejeição das pessoas. E O Guia tem razão esse não é um problema real. Porque embora algumas pessoas possam me rejeitar~mão é real que todas as pessoas me rejeitarão. No entanto era nisso que eu acreditava.

E então sabem o que eu fiz para evitar isso? Parei de ser eu mesma. Eu estava convencida de que se eu me mostrasse como sou seria rejeitada. Tentava ser agradável ao máximo, não expressar minha raiva, nem desacordo. E isso sim me criou problemas. Porque isso criou em mim o medo de me expor, de me mostrar como realmente era..

Outra coisa que aconteceu foi que eu passei a ficar nervosa quando as pessoas demonstravam me aceitar. Era o que eu mais queria, no entanto, eu sempre tinha a sensação de que apenas alguém que não tem uma imagem real de mim seria capaz de me aceitar…

Então como foi dito no trecho a cima a minha crença era totalmente ilusória. Mas essa crença ilusória gerou para mim dificuldades reais.

Felizmente eu já estou me esvaziando dessa crença e sendo eu mesma cada vez mais. E com isso também vejo que a rejeição nunca é de 100%. E estou aprendendo que mais importante do que ser aceito pelo outro e ser aceito por si mesmo..