sábado, 23 de abril de 2011

Não é preciso mais controlar os sentimentos

tumblr_lg215smIqW1qeoc8do1_500

 

“Na aurora da humanidade,quando o homem eras um pouco mais consciente de si mesmo que um animal, ele se expressava e agia completamente a partir de sentimentos destrutivos. O homem primitivo não conhece inibição ou consciência. Ele está muito desligado dos seus semelhantes para sentir a dor deles como idêntica a sua própria. O sofrimento o fez cego por demais, porque sua cegueira o levou ao sofrimento. Assim ele destrói e indulgem seus impulsos destrutivos.

Em estágios seguintes da sua evolução ele aprende que isso o coloca em conflito com o seu ambiente, e, gradualmente, a consciência se expande como consequência da experiência vivida. Os primeiros processos de raciocínio mostram ao individuo que a expressão exterior daquilo que sente, sem controle, provoca ainda mais dor. Então se desenvolve uma “consciência social”, a qual é também resultante de seu instinto de auto-preservação.

Mas é apenas a convivência que determina essa espécie de consciência. Ela ainda está muito distante da experiência interior de unidade com o próximo. Ele chega porém ao limiar no qual aprende a conter o seu ímpeto de destruição. Através das experiências de muitas vidas, ao longo de milênios vivendo sob varias circunstancias, cada entidade aprende as desenvolver suas faculdades de razão e vontade.

O reino dos sentimentos é, a essa altura, predominantemente, ódio e malicia. Ainda assim é a parte mais viva e criativa das faculdades, ela é aquilo de auto perpetuador, no homem.

Uma vez que o mundo do sentimento  é predominantemente negativo e destrutivo, a sua natureza auto perpetuadora cria impulsão e compulsão de natureza altamente danosa e é por isso que é tão temido. Ele é mantido em cheque apenas pelo poder do raciocínio, de usar a mente, e do poder que tem a vontade de conter, disciplinar todos os impulsos espontâneos.

Quando essa consciência cresce e a negatividade do mundo dos sentimentos torna-se obvia, o homem faz o seu melhor para negar, encobrir , bloquear e desativar o reino dos sentimentos. O que então ocorre, porém, é que nesse processo o Eu espiritual torna-se ainda mais isolado, pois ele reside diretamente dentro do mundo interior dos sentimentos.

A mascara criativa dos sentimentos é o divino., mesmo que agora ele se manifeste de forma tão destrutiva. Portanto quando a razão e a vontade erguem uma barrocada em torno seus sentimentos de forma a se porem a salvo da criatividade auto-perpetuadora negativa elas também erigem uma outra barreira ao redor do amago divino – o processo auto perpetuador positivo- Não obstante é necessário que cada entidade passe por essa fase antes que a direção possa ser revertida.

Você ainda está embutido com a ordem que foi aprendida no decorrer de muitas existências: Devo manter minha destrutividade sob controle.

Quanto mais os sentimentos são negados, menos podem os sentimentos destrutivos se transformarem no original. Assim, uma consciencia se constroi, a qual é baseada na razão. Por muito tempo na história da evolução a razão parece ser a salvação, a graça salvadora, aquilo que controla, contem e domina o reino dos sentimentos.

Um número incalculável de entidades encontram-se agora nesse estágio. Elas desenvolveram a razão e a vontade suficientes para manter o reino dos sentimentos sob controle. Essa não foi uma escolha errada meu amigos, Foi necessário. Mas agora outro rumo deve ser tomado. , e é justamente isso que parece mais ameaçador, que parece estar em conflito com todos os seus esforços do passado”

( O guia. Palestra 165: Fases evolutivas da relação entre o domínio do sentimento da razão e da vontade)

 

Essa palestra me esclareceu muita coisa. eu acredito que eu seja uma dessas entidades que tiveram de usar a mente e a vontade para conter os impulsos destrutivos. Digo osso porque desde que eu me entendo por gente eu tenho a impressão que os sentimentos estragam a minha vida. srsrsrs

Realmente eu achava que se conseguisse agir apenas pela razão todos os meus problemas seriam resolvido.  o que mais me desagradava parecia ter a ver com meus sentimentos. Eram os meus sentimentos de insegurança que faziam eu ir mal na prova, não o fato de eu não saber a matéria. Era a minha raiva que gerava conflitos com as pessoas ao meu redor. E não o raciocínio. Meu raciocínio me dizia que eu não tinha nenhum motivo para ter aquela raiva toda.kkkkk

Mas no próprio pathwork eu descobri que agora eu posso observar meus sentimentos, minhas emoções negativas sem necessariamente agir de acordo com eles. Olhar para eles de uma forma mais distanciada, sem me envolver tanto. Sem negar o sentimento, nem julga-lo. Apenas aceitando que isso é algo que existe em você. Um aspecto seu mas que você não é obrigado a fazer o que esse aspecto manda.

E percebi que ao fazer isso você entra em contato com seus sentimentos positivos. Pois você aprende a ter compaixão por si mesmo. E com o tempo essa compaixão se expande aos outros.

sábado, 16 de abril de 2011

Dois extremos: Se achar superior e se achar inferior!

  superior e inferior

 

  

“Cada individuo vivo tem a compreensível tendência a querer parecer superior quando lida com seus semelhantes. Ele esconde os seus defeitos, oculta suas deficiências e quer mostrar o seu melhor lado. Por que? Isso ocorre porque ela anseia admiração, aceitação e amor. Ele pensa que ao mostrar o seu melhor lado ele receberá esse amor. E ainda assim todos vocês sabem que se você quer receber amor primeiro tem que da-lo.

 

Você realmente da amor ao impressionar as outras pessoas? De fato, é isso que você está fazendo consciente ou inconscientemente. Por outro lado você decididamente dá amor no sentido mais profundo quando se doa e se mostra como realmente é. Sem mascaras, mesmo que isso signifique um pouco de humilhação. Sim, meus amigos, dessa forma é que se dá a maior das dadivas. E Porque? Porque os seus semelhantes sentem-se tão inseguros quanto você. Caso eles o vejam tão perfeito quanto você  quer parecer, seus complexos de inferioridade crescerão ainda mais. Eles pensarão ou sentiram. Também consciente ou inconscientemente: Ele é tão perfeito, ou ela é tão perfeita, porque não posso ser tão perfeito assim? Eles vão se sentir solitários e deprimidos e vão desprezar-se ainda mais. Portanto, eles irão em sua cegueira e como única defesa, colocar uma concha ainda mais espessa ao redor de si mesmos, que os separara ainda mais de seus irmãos e irmãs, de forma muito semelhante ao que você faz ao quão tentar tanto parecer independente, duro e oh tão perfeito!

 

Por outro lado se você se mostra como realmente é, com todas as suas fraquezas, sem nenhum fingimento você dá uma grande e generosa dádiva , porque seu irmão ou sua irmã dirá ou sentirá: “ bem, ele não é melhor que eu”, e isso vai deixa-lo se sentindo melhor. Você vai receber dessa forma exatamente o que intentava ganhar: Amor, admiração! Você vai recebe-lo porque abriu mão. Você conhece a lei espiritual: primeiro você tem que abrir mão daquilo que você quer ganhar! Você desistiu de da admiração,O que quer dizer que você  abriu mão de causar uma impressão.  Você desistiu de querer o amor dos outros por parecer tão maravilhoso e ao invés disso aos presenteou diminuindo a solidão que sentiam em sua suposta imperfeição. Cada um pensa que está sozinho em suas imperfeições. Mesmo que possa ver e criticar as dos outros o tempo todo.  Você abriu mão da sua vaidade, você abriu mão de um pouco do seu ego.  Se você abre mão de si mesmo você entrega a maior dadiva que pode dar aos aos outros e portanto a lei tem que fazer efeito. (….)

 

Nada de exageros doentios! Nada de extremos! Pois como tudo mais aqui também existem dois extremos. Há também certas pessoas que indulguem ao auto desprezo, diminuindo-se aos olhos dos outros. Elas dizem: “ Eu sou tão ruim, sou tão pecador, eu sou isso , sou aquilo!” Essa é uma mascara tão falsa quanto o outro extremo. Uma pessoa assim quer por esses meios realizar a mesma coisa que o outro grupo que eu falei. é muito esperto por parte delas embora essa atitude seja adotada frequentemente de forma inconsciente. Acusando-se a si mesmas elas tomam a arma das mãos dos outros. desse modo eles acham impossível acusa-los, e ficam até inclinados a contradize-los em suas colocações., assim o ego é comfortavelmente apoiado. Além do mais você frequentemente pensa que ao acusar a si mesmo, que isso é suficiente, que você não precisa fazer esforço algum para superar suas deficiências. isso existe também e é tão ruim quanto o outro extremo!”

( O guia. Plestra17: O chamado)

Eu amei essa parte da palestra. Me identifiquei mais com o extremo do auto-desprezo.  Agora eu melhorei muito. Mas algumas vezes eu ainda me vejo me acusando. Dizendo a mim mesma que já devia ter melhorado mais. srsrsrs. E sabe tudo o que o Guia diz sobre esse extremo é verdade. No começo eu não concordei. Eu não achei que meu ego era confortado por essa atitude. Mas conforme eu fui me conhecendo melhor eu fui vendo que era verdade. Realmente eu fazia isso para retirar a arma da mão das outras pessoas. Eu me criaticava para diminuir a critica dos outros. Muitos realmente tendiam a me contradizer.  No começo eu até me sentia melhor com isso. Mas com o tempo eu fui acreditando em minhas auto acusações e passei a me sentir mal com os elogios. Pareciam que todos os elogios eram uma mentira!!

E eu realmente queria admiração por esse meio. Mas de forma diferente. Não por ser perfeita, mas por ser humilde. srsrs. Além do mais havia um imagem em mim de que meu sucesso incomoda as outras pessoas. Então para ser amada eu deveria ser um fracasso!! Sim, é loucura, mas as vezes nosso inconsciente é doido mesmo. srsrsrs

Quanto ao outro extremo eu concordei com tudo de cara. As vezes até acontece comigo, mas não é a minha tendência principal. Mas eu me vi completamente na reação da pessoa quando alguém tem essa atitude. Quando eu via alguém super admirado, que parecia muito segura eu automaticamente o colocava em um patamar superior ao meu. Eu me sentia ainda mais inferior. Eu achava que ninguém nunca iria querer ser amiga de alguém tão problemática quanto eu. srsrs. Ei me escondia por completo. Não apenas os defeitos.  Isso aconteceu ao ponto de eu duvidar que poderia ter amigos.

Eu não os culpo essas pessoas, até porque isso aconteceu devido a muna falta de consciência, eram questões que já estavam dentro de mim.  Agora melhorou bastante. Eu não ando mais me desprezando nem achando outros superiores. Bom, na questão de achar os outros superiores, as vezes eu acho sim, Mas agora é diferente,. Porque eu tenho consciência de que isso é uma ilusão. Então é só por um tempo. Perceber essas coisas é um alivio realmente!!!

sábado, 9 de abril de 2011

Auto piedade

aprender

 

“Pergunta: Com relação ao tipo certo de amor próprio você poderia falar sobre auto piedade e egocentrismo?

 

Resposta: Nem é preciso dizer que ambos são resultados da forma errada de amor próprio. No que concerne ao egocentrismo creio que isso já foi respondido pelo o que eu disse, embora eu não tenha usado essa palavra. Quanto a auto piedade vamos examinar o que a piedade do eu expressa. O que a alma diz com essa emoção? Ela diz: “Não acho que possa mudar coisa alguma. Portanto quero que meu mundo, meu ambiente, meus entes amados, Deus, vejam o quanto eu sofro e como eu estou pouco errado. O quanto me tornei vitima de circunstâncias fora do meu controle. Quero que os outros mudem. Se eu deixar claro o meu sofrimento talvez eles mudem.” Ninguém que perceba que nada acontece sem ter sido causado pela própria pessoa. (por mais que obviamente circunstancias externas indiquem o contrario) e que não possa ser mudado pela própria pessoa jamais cairá na auto piedade! Se vocês sentirem pena de si mesmos, é por que não aceitaram a realidade de que vocês, e somente vocês, são os senhores da sua própria vida. Essa verdade incomoda e muitas pessoas fogem dela, mas é a única que de fato torna vocês livres e independentes. Auto piedade é a rejeição total da responsabilidade por si mesmo. Indica o desejo oculto de culpar os outros – pessoas, Deus, a vida – a fazer as mudanças necessárias no lugar do eu”

( O Guia. Palestra 53: Amor  próprio)

 

Eu achei super legal a resposta do Guia sobre a auto piedade.  Eu sempre tive tendência a ela. No meu caso, acredito, que o fator principal tenha sido minha extrema insegurança. Eu me achava incapaz de quase tudo. E isso fazia parecer uma vantagem ter outras pessoas para tomar decisões por mim. Para cuidar de mim. Para serem responsáveis por minha vida. Afinal achava que as outras pessoas eram mais capazes do que eu. E saberiam lidar melhor com as situações da vida do que eu.

Para isso eu usava a auto piedade. Era uma estratégia para tentar fazer com que os outros tornassem o mundo exterior mais tranquilo para mim. Mas percebi que mesmo que fosse possível as pessoas mudarem só porque eu quero ainda assim eu não teria a tranqüilidade que busco. Porque a paz interior é algo interno, não depende de circunstancias externas.

Sendo assim não tem jeito.. a única solução real é assumir a responsabilidade pela própria vida e dissolver as obstruções internas!!

sábado, 2 de abril de 2011

Aceitação X Se Conformar

 

aceitação 22

 

“Existe uma maneira certa e produtiva, e uma maneira errada e destrutiva de aceitar e de rejeitar as frustrações da vida. O tipo certo de aceitação traz também, automaticamente, o tipo certo de rejeição da frustração. A aceitação certa é a consciência e a disposição em ver que cada situação ruim é produzida pelo próprio eu e voluntariamente tirada do campo de visão. Portanto, é preciso agüentar o resultado com coragem e sem auto leniência. A atitude então passa a ser que é preciso pagar pelos erros e que esse pagamento não é uma exigência injusta da vida. Essa atitude nunca é negativa e sem esperança, mas, ao contrário, leva ao tipo certo de rejeição do sofrimento. De fato, a pessoa expressa essa atitude na vida: "Não preciso sofrer pelo resto da vida. Estou disposto, de todo coração e com todo o empenho, a descobrir a causa e mudá-la. Portanto, sei que a vida pode proporcionar a satisfação que desejo e mereço, tanto mais que ajo como um adulto que não reivindica nenhum favor especial por sua ignorância e destrutividade.” Essa atitude concilia a aceitação certa com a rejeição da frustração certa.

 

A aceitação errada da frustração leva à rejeição errada da frustração e vice-versa. Quando a frustração é dramatizada e transformada em aniquilamento, como o “fim do meu mundo”, em pouco tempo isso se torna tão convincente que esse estado de espírito efetivamente parece confirmar essa realidade, e a pessoa consegue enumerar razões para justificar essa aparência. Enquanto isso, a personalidade diz: “Recuso-me a sofrer qualquer decepção. Preciso ter o que quero sempre, na mesma hora, exatamente à minha maneira, caso contrário vou achar que estou sendo perseguida.” Essa negação da responsabilidade por si mesmo leva a uma falsa aceitação, ou seja, desesperança, resignação, tristeza. Quando uma pequena e momentânea frustração, dificuldade ou decepção é transformada em tragédia e induz a pessoa a uma perspectiva negativa da vida em si, existe uma aceitação destrutiva. Se um episódio desagradável é transformado em catástrofe (apenas nas reações emocionais, que podem não ser expressas abertamente), a vontade rígida do eu, a insistência inflexível, a arrogância com que a pessoa exige um tratamento especial por parte da vida, e a distorção exagerada que transforma a dificuldade em insuperável e irremediável – em suma, a vontade do eu, o orgulho e o medo – geram na alma um clima sombrio e a dissensão. Eles desunem e ampliam a divisão dualista. É sempre fácil se perder em dois opostos, que são ambos errados quando parecem opostos reais. Isso é claramente ilustrado aqui. A aceitação e a rejeição da frustração não são opostas, mas podem ser uma bonita unidade. A atitude que passa a existir com base nessa unidade expressa tudo que é compatível com a natureza da vida. Cria um estado de descontração e confiança. Nega o tratamento especial injusto. Tem humildade e generosidade no sentido de afastar a tentação de jogar o mesmo velho jogo de sentir-se vítima e acusador.

 

Dessa maneira, vocês se tornam ativos e, ao mesmo tempo, receptivos, de modo que a substância criativa pode começar a brotar de vocês. Para vocês, estará superada a limitação da vida. Quando existe essa combinação certa da maneira certa de aceitar e rejeitar a frustração da vida, vocês têm domínio de si mesmos. São seus verdadeiros donos. E inversamente, quando vocês adotam a mistura errada e aceitação e rejeição de uma frustração da vida, vocês se afastam de si mesmos. Ficam descentralizados, pois a combinação errada automaticamente desativa suas melhores e mais íntimas forças. A negatividade assim gerada paralisa tudo que em vocês é essencial para a verdadeira identidade.”

( O Guia. Palestra 179: REAÇÕES EM CADEIA NA DINÂMICA DA SUBSTÂNCIA CRIATIVA DA VIDA)

 

Esse trecho da palestra para mim foi muito esclarecedor. Antes mesmo de encontra o pathwork eu já havia lido em outros lugares sobre a importância da aceitação. Isso me deixava confusa porque para mim eu já aceitava certas coisas. Mas isso não me parecia bom.

Através do pathweork eu entendi que eu tinha uma espécie de aceitação improdutiva. Um exemplo: Eu aceitei o fato de que nunca teria amigos de verdade. Ora isso na verdade não é uma aceitação é uma desistência… Não há esperança em mudar a situação ela é vista como imutável. Essa aceitação na verdade não é aceitação é desesperança…

Aceitação é a pessoa dizer a si mesmo: “sei que no momento não tenho amigos. Aceitarei isso como resultado de alguma falsa crença dentro de mim. Mas não precisa ser assim a vida toda. Vou olhar para dentro de mim e descobrir o que me bloqueia. Com isso poderei adotar novas atitudes e conseguir resultados mais satisfatórios”

Isso é aceitação é não se revoltar  com  a manifestação materializada dos nossos conflitos internos. E saber que ao trabalharmos o nosso interior a situação mudará. E isso é bem diferente de achar que uma situação é imutável e se conformar com ela…