sexta-feira, 4 de março de 2011

A resposta de um amigo

 

resposta

Olá pessoal,

 

No post anterior eu falei sobre a submissão e disse que havia me identificado muito com essa distorção do amor. A ponto de me sentir mal. E na epoca eu me senti tão mal ao ler e identificar isso em mim que precisei recorrer a um amigo. Ele é super consciente. E eu posso dizer que é um privilegio tê-lo como amigo.  E foi ele quem mew introdiuziu no auto-conhecimento. Eu costumava me depreciar muito. E esse amigo me recomendou que eu começasse a falar coisas boas sobre mim. Pois bem, eu comecei. Só que depois que eu li sobre a submissão eu vi que as qualidades que via em mim eram na verdade distorção. Então eu mandei um email para ele falando sobre isso. Perguntando se eu tinha alguma parte saudavel a final. A resposta dele foi tão boa que resolvi coloca-la aqui para que outras pessoas possam vê-la:

 

Querida Luciana,


Com a experiência criada até o momento, você pode escolher se dar um crédito, escolher acreditar em você, na sua capacidade de conseguir ver algo, mesmo que não esteja óbvio no momento ou que leve algum tempo.


Que tal isso? Que tal começar a ser menos exigente?! Talvez você não consiga ver o futuro da humanidade daqui a mil anos, mas certamente consegue respirar e deixar a vida fluir, deixar as coisas virem no tempo que tiverem que vir...
Assim como tudo o que você tem descoberto nos últimos meses, todos os segredos serão revelados... no tempo apropriado.
Tão real quanto suas áreas desequilibradas, são suas áreas saudáveis. Você possui as duas.
O livro ressalta várias vezes que não se trata de reprimir ou se identificar com essas áreas ou aspectos da personalidade. TRATA-SE DE TRANSCENDÊ-LAS!!!


É notório perceber que os humanos tendem a se identificarem com os chamados aspectos positivos. Por exemplo, a maioria gosta de se chamar altruísta e convence-se a si mesmo que faz algo, mesmo que esse algo seja negativo, em nome do bem, do amor, da justiça, etc, etc, etc...


Da mesma forma, a negação das coisas "más" que fazemos acaba por nos deixar igualmente desconfortáveis e insatisfeitos.
Eu digo que você tem qualidades. O livro diz que você, na verdade, não as possui.
Certamente o livro não está tentando te desanimar ou te confundir. Mas lembre-se a que o mesmo se propõe: tratar da verdade, doa o quanto doer.

Você as possui, mas perceba como você se identifica com elas... e agora você começa a criar consciência sobre as consequências dessa identificação, você começa a compreender o lado negativo de algo que você julgava apenas positivo.

Você consegue perceber que, do jeito que você vive, tantos seus defeitos quanto suas qualidades te levam ao mesmo estado de espírito: baixa auto-estima, ansiedade, agressividade, medo?!

Você está começando a viver a vida como ela realmente é: mutável!

As coisas nunca são exatamente o que parecem ser. Isso pode parecer cansativo e até injusto. Mas é verdade!

Nós não estamos aqui para pararmos na beira do caminho e ficarmos reclamando ou discutindo. Partimos do pressuposto de que exista uma maneira de viver a vida sem os sacrifícios e dores que a maioria da população experimenta.

Quando você não tinha nada, eu disse para você olhar para as suas "qualidades". Agora o livro está dizendo para você olhar melhor para elas... e perceber que elas ainda não são suas verdadeiras qualidades.

A lógica de tudo isso é que antes você se identificava apenas com seus aspectos negativos. E durante esse tempo você se permitiu se identificar com alguns aspectos positivos.

Agora o próximo passo é ir além disso. Agora seu objetivo deve ser transcendê-los.

A base de seu desequiíbrio, seja físico, emocional, mental ou espiritual, está exatamente nessa "armadilha": a dualidade!

A sua plenitude e satisfação estarão do outro lado dessa ilusão. A ilusão de que existe um certo e um errado, um bem e um mal, uma qualidade e um defeito... embora tudo isso "realmente" exista no mundo em que você "vive".

Trata-se de passar a viver em outro mundo... mas sem morrer, ficar louca ou se isolar das pessoas. Apenas se permitindo ser perfeita num sentido muito mais amplo e profundo do que você antes concebia.

Por isso, minha sugestão é que você continue acreditando em você, continue se permitindo novas possibilidades... e respirando.

Lembre-se que a leitura desse livro não é algo simples. Respeite-se!

2 comentários:

  1. OI Luciana
    Mais um post publicado na Teia.
    Até mais.

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  2. Não sei a qual livro ele se refere, mas pelo conteúdo da conversa, acho que ese tal livro pode te ajudar demais.

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