domingo, 6 de março de 2011

Poder/Agressividade

agressividade

 

Continuando a serie sobre as auto imagens idealizadas vamos agora para a distorção do poder: A Agressividade. Heins o que o guia fala sobre essa distorção.

 

“Na segunda categoria, está aquele que busca o poder. Esta pessoa pensa que poder e independência das outras pessoas resolverá todos os seus problemas. Este tipo, bem como o outro, pode apresentar muitas variações e subdivisões. Pode ser predominante ou subordinado às duas outras atitudes.

Aqui, a criança em crescimento acredita que a única maneira de estar a salvo é tornando-se tão forte e invulnerável, tão independente e sem emoções que nada e ninguém poderá atingi-la. Assim, esforça-se por negar todas as emoções humanas.

Quando, contudo, elas vêm à tona, sente-se profundamente envergonhado de qualquer emoção e as considera como fraqueza, seja uma fraqueza real ou imaginária. O amor e a bondade também seriam considerados como fraqueza e hipocrisia, não apenas na sua forma distorcida, como no tipo submisso mas, também, na forma real e saudável.

Calor, afeição, comunicação, altruísmo, tudo isto é desprezível e todas as vezes que suspeita de um impulso deste tipo em si, sente-se profundamente envergonhado, assim como o tipo submisso se envergonha do seu ressentimento e qualidades de dominação que se escondem por trás.

Existem muitas maneiras e áreas da vida e da personalidade nas quais este poder e agressividade podem manifestar-se. Eles podem estar direcionados, principalmente, para realizações.

A pessoa com um impulso de poder competirá e tentará ser melhor que qualquer outra. Qualquer competição é sentida como uma ofensa à posição de especial destaque que ele necessita para a sua "solução particular". Ou, pode ser uma atitude geral e menos definida em todas as suas relações humanas.

Ele, artificialmente, cultiva uma rudeza que não é mais verdadeira que a suavidade vulnerável da pessoa submissa. Nisto ele é igualmente desonesto e hipócrita porque ele, também, necessita do calor e afeição humanas.

Ele também sofre com seu isolamento. Ao não admitir este sofrimento ele é tão desonesto quanto os outros tipos. Sua Auto-Imagem Idealizada dita padrões de perfeição divina no que diz respeito à independência e poder.

Ele acredita que não precisa de ninguém, que é inteiramente auto-suficiente. Ao contrário dos outros, meros seres humanos, ele não necessita de amor, amizade ou ajuda. O orgulho nesta Imagem é muito óbvio, mas a desonestidade será menos fácil de detectar porque estes tipos usam a racionalização para esconder a hipocrisia do tipo "bonzinho".

Como esta Auto-Imagem Idealizada impõe um poder e independência em relação aos sentimentos e emoções humanas que ninguém consegue obter, fica sempre provado que a pessoa não pode ser o seu Eu ideal. Isto leva-o a fases de depressão e auto desprezo que, de novo, devem ser projetados nos outros, para que continuem inconscientes da dor dessa auto punição.

A incapacidade de ser o Self idealizado sempre produz este efeito. Também, quando analisamos séria e rigorosamente as imposições de qualquer tipo de Self idealizado, a onipotência, em qualquer de suas formas, sempre está presente.

Mas, estas reações emocionais são sutis e ilusórias, tão ocultas pelo conhecimento racional, que deve ser feita uma observação meticulosa acerca de alguns sentimentos, em certas ocasiões, a fim de obter consciência de tudo isto.

Somente o trabalho que vocês estão fazendo pode fazer emergir algumas destas atitudes que existem dentro de vocês. É, obviamente, muito mais fácil detectar quando um tipo é muito dominante numa única direção. Mas, na maioria dos casos, as atitudes estão mais ocultas e em conflito com os outros tipos.

Um sintoma posterior do tipo agressivo, que pensa que o poder é a solução para ele, é a visão artificialmente cultivada: "Como o mundo e as pessoas são más!".

E ele receberá muitas confirmações disso. Mas ele se orgulha dessa "objetividade" sua falta de credulidade, como uma justificativa para não gostar de ninguém.

Faz parte dos seus preceitos que ele não deve amar ninguém. Se o fizer, ou se, em algum momento, sua verdadeira natureza se mostrar, isso é uma transgressão grosseira da sua Auto-Imagem Idealizada e ele terá vergonha disso.

Em oposição, o tipo submisso orgulha-se de amar todas as pessoas e de considerar todos os seres humanos como bons pois ele precisa disso para poder manter sua atitude submissa. Em realidade, ele não se importa se as outras pessoas são boas ou más, contanto que elas o amem, apreciem, aprovem e o protejam.

Todas as avaliações das outras pessoas apoia-se nisto, não se importando com "explicações". Como todo mundo possui mesmo virtudes e faltas, elas podem ser escolhidas de acordo com a atitude que a outra pessoa toma em relação ao submisso.

Aquele que busca o poder nunca deve falhar em nada. Oposto ao tipo submisso, que se orgulha de suas falhas confirmando, assim, a sua vulnerabilidade e, conseqüentemente, forçando os outros a amá-lo e protegê-lo.

(Podem existir certas áreas da personalidade nas quais a falha é permitida porque aí a atitude predominante pode ser a submissão; assim como tipo submisso pode ter certas áreas da personalidade nas quais recorre ao poder como solução).

Ambas são igualmente rígidas, irreais e insatisfatórias. Assim e considerando o Self, qualquer destas "soluções" é uma fonte constante de dor e desilusão e, conseqüentemente, causam um aumento da falta de auto-respeito.

Como falei antes, existe sempre uma mistura de todas estas soluções" numa mesma pessoa, embora uma delas seja predominante. Daí, a pessoa não poder cumprir suas próprias imposições. Mesmo que fosse possível nunca falhar ou amar todas as pessoas, ou ser completamente independente dos outros, torna-se uma impossibilidade porque as imposições da Auto-Imagem idealizada de uma pessoa exigem, ao mesmo tempo, que ela ame e seja amada por todos e que os domine.

Para conseguir isso, vai precisar ser agressivo e, eventualmente, rude. Uma Auto-Imagem Idealizada pode, simultaneamente, exigir que uma pessoa seja sempre altruísta, a fim de obter amor; seja egoísta para conseguir poder; seja completamente indiferente e alheado de todas as emoções humanas para não ser perturbado.

Você pode avaliar o tamanho do conflito desta alma? Como esta alma deve estar distorcida! Qualquer que seja, sua atitude será errônea e levará à culpa, vergonha, inadequação e, conseqüentemente, à frustração e auto desprezo.”

( O Guia. Palestra 84: AMOR, PODER E SERENIDADE COMO ATRIBUTOS DIVINOS E COMO DISTORÇÕES)

 

Essa é a tuto imagem que eu menos vejo em mim. Não que ela não exista em mim. Existe. Como o proprio Guia diz há sempre uma mistura dos três. Mas é menos predominante. Porque em mim a submissão sempre foi bem mais forte. E o retraimento também. Falarei do retraimento no proximo post.

Esse trecho me ajudou no meu auto conhecimento principalmente na parte em que o Guiafaz uma comparação entre o tipo agressivo e o tipo submisso. Quando o Guia fala que o tipo submisso valoriza mais o fracasso no começo eu achei que isso não se aplicava a mim. Até que olhei de mais perto e com mais atenção. Então eu percebi que costumava falar muito mais dos meus fracassos do que das minhas conquistas. E mais costumava desvalorizar minhas conquistas. Se tirava uma nota boa pensava: “também estudando do jeito que eu estudo se não tirasse seria uma idiota mesmo.” Mas toda vez que a nota era baixa eu aumentava aquilo a ponto de me achar a pessoa mais idiota do mundo. E o que é isso se não valorizar mais o fracassdo?

Eu costuma falar para todos sobre os meus “fracassos”. Porque? Não seria para eles verem o quanto eu era incapaz e precisava de proteção? Sim, era exatamente isso. mas agora que tomei consciencia dessa minha tendencia essa atitude tem diminuido consideravelmente..

E eu realmente achava que deveria amar todas as pessoas. Mas esse amar era uma obrigação. Não era algo real e genuino. Era uma estrategia para conseguir o amor dos outros..

Mas seria incorreto afirmar que essa distorção está totalmente ausente. Agora que a submissãio enfraqueceu eu consigo ve-la em mim. Só que ela não me afeta tanto pois agora eu já tenho consciencia de que isso é uma distorção. E além do mais por mais que exista ela é bem mais fraca que a sibmissão e o retraimento.

O importante é sempre a conscoencia . Com a consciencia nenhuma dessas auto imagnes nos domina.

3 comentários:

  1. Novamente o texto não me agradou muito. É um tipo de discurso dominante/autorizado que eu não consigo digerir bem.

    Você ainda não falou sobre o retraimento e eu não conheço muito a respito, mas sim, como ele mesmo disse e você reafirmou, todo mundo é uma miscelânia disso tudo!

    A única coisa que eu discordo é que essas descobertas seriam mais interessantes se fossem fruto da auto observação e não indicação direta.

    De qualquer forma o que importa é o resultado final, que é o auto conhecimento, e fico contente desse método funcionar tanto contigo, Lu.

    Abraços.

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  2. Carlos,

    Gosto muito da sua sinceridade. Realmente vc não é obrigado.

    O que eu gosto no pathwork é que com ele eu não fico perdida. Ele me dá uma dica do que observar.

    Acho que cada um se adapta mais com uma determinada forma. E como vc disse o importante é o resultado final.

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  3. Oi Luciana.
    Post publicado na Teia.
    Até

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