quinta-feira, 10 de março de 2011

Eu abro mão do papel de vitima

oaoel de vitima

“Para se esconder dos outros- E principalmente de si mesmo- você~e produz algo que parece o oposto daquilo que quer ocultar. O papel assumido torna-se uma segunda natureza, mas ele não tem nada a ver com você. Ele é meramente um habito que você não pode abandonar enquanto não estiver disposto a olhar o que existe por trás dele. É muito importante que você se desiluda da imagem que projeta no mundo e cuja veracidade tenta ardentemente convencer-se. A artificialidade desse papel deve ser desmascarada. Ele sempre lhe parece ser bom de alguma maneira, mesmo  que só em fingir ser vitima.

Contudo o papel assumido contém os mesmos aspectos que você tenta tão ardentemente ocultar. Se você se esconde e o seu papel é o de ser perseguido pelo ódio e pelas injustiças das acusações dos outros, nessa idéia jaz seu próprio ódio. Esse A fachada do papel nunca é intrinsicamente diferente do que ela encobre. Fingir ser vitima do ódio alheio é a mesma coisa que uma atitude de ódio. Esse é apenas um exemplo. O próprio jogo tem de ser exposto, não só para revelar o que oculta, mas também para por a nu seus verdadeiros aspectos e o que eles realmente significam. A energia criadora negativa está totalmente envolvida na imagem apresentada. Eu sugiro que você tome algum tempo para identificar os vários papeis que escolheu. Veja se pode perceber como o papel que supostamente é muito nobre é tão destrutivo quanto o que se encontra dissimilado por trás dele. Na verdade não poderia ser de outro modo ima vez que você~e não pode esconder as energias da corrente da alma. . Você~e não pode faze-las diferentes do que são através do fingimento. Não importa o quanto tente.”

( O Guia. Livro. Não Temas o Mal- O método pathwork para a transformação do Eu Inferior, Capitulo 17: Como vencer a negatividade)

Na primeira vez que eu li esse trecho eu não consegui aplica-lo em minha vida. Na época eu ainda estava muito apegada a minha auto imagem idealizada. Isso me impedia de admitir certas coisas. De assumir certas atitudes minhas. Mas eu evolui. E descobri que a única forma de alguém se tornar uma pessoa equilibrada é tratando dos desequilíbrios. E para isso é preciso, primeiramente admitir que eles existem.

E hoje eu consigo ver alguns papeis que eu assumi. Exemplos:

A menina vitima de preconceito no colégio: Bom isso era verdade e algumas pessoas realmente tiveram preconceito com relação a mim. Mas então me veio a pergunta: Será que nunca tive preconceito com meus colegas de escola? A resposta é sim. Porque no fundo eu achava todos um bando de superficiais, mesmo sem conhece-los bem.

Isso me leva ao outro papel : A menina vitima de julgamentos: Verdade, muitas pessoas já me julgaram. Agora eu me pergunto será que eu nunca julguei ninguém? Sim, eu já julguei. Como eu disse eu achava meus colegas de escola um bando de fúteis.

Então a única coisa que aconteceu é que eu estava recebendo de volta a energia que eu emanava. Apenas não conseguia admitir isso. Porque isso ia contra o que eu achava que deveria ser. Para eu admitir isso foi preciso eu abrir mão da minha auto imagem idealizada. Abrir mão de querer ser uma espécie de santa. E aceitar que eu também tenho meu lado humano.

E abrir mão de ser a vitima. Pois apesar de todos os desconfortos há “vantagens” em ser vitima. Vantagens entre aspas é claro pois não é uma vantagem real. Você não precisa se responsabilizar por nada. O problema são ou outros. tem sempre aquela pessoa que quer proteger a vitima. Então a vitima recebe proteção.

Mas ser vitima deixa a pessoa em um beco sem saída. A pessoa se torna dependente de coisas extensa. A pessoa fica impotente.

Agora eu seu que é muito melhor admitir que eu criei uma situação indesejável, mesmo que tenha sido inconscientemente. Porque nesse caso a solução volta para as minhas mãos. Nesse caso eu dependo de mim e não de outra pessoa.

Mas no começo eu tive problemas com relação a isso. Porque? Porque eu não confiava em mim. Deixar que os outros cuidem de você parece favorável ou mesmo o melhor a fazer quando alguém não confia em si próprio.

Para deixar o papel de vitima é preciso auto-confiança. E isso é algo que estou adquirindo apenas agora. E apenas agora eu estou tendo a coragem para afirmar: Eu abro mão do papel de vitima!!!!

2 comentários:

  1. Oi Luciana.
    Post divulgado na Teia.
    Até mais.

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  2. O trecho fala de escondermos nossas fraquezas do mundo e, principalmente, de nós mesmos.

    Muitos demoram a aceitar suas verdadeiras chagas e alguns, mesmo quando as reconhecem, as escondem com a justificativa que "ninguém precisa saber da vida dele".

    Só com o tempo e a experiência que percebemos o quanto faz mal pra nós mesmos nos escondermos num casulo, não é, Flor?

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