sábado, 26 de março de 2011

Causa Interior

 

causa e efeito papodelider wendell carvalho

 

“Este é um ponto de máxima importância. Eu sugiro que todos explorem o que é que os torna mais infelizes nas suas vidas. Do que é que vocês sofrem? Vocês sofrem de uma situação evidente,tal como, por exemplo, insatisfação com um parceiro, falta de um parceiro adequado? Então olhe para si e pergunte: qual é a sua intencionalidade a este respeito? E quando você puder verificar que existe uma voz em você que diz, "Não, eu não quero me dar ao amor, ao relacionamento e ao sexo oposto o que eu tenho de melhor", então vocês terão encontrado a explicação para seu sofrimento. Poderão delinear o elo entre causa e efeito.


Se lhes falta segurança financeira, explore se podem encontrar uma intencionalidade negativa que diz, "Eu não quero ser capaz de tomar conta de mim mesmo porque, se o fizer, eu sairei do"gancho" do meus pais; ou pode ser que esperem de mim algo que eu não quero dar".Novamente, é necessário que vocês conectem o elo que a sua intencionalidade negativa traz o resultado, não importando quão sutil e secretamente elas possam existir, talvez escondidas sob uma hiper-atividade, na direção da realização. Esta hiper-atividade pode enganá-los e vocês podem até pensar que ela é suficiente para alcançar o resultado positivo, ao mesmo tempo em que vocês desconsideram o poder da intencionalidade negativa oculta. Se já estiverem conscientes dela,podem ainda negar sua importância. Se ainda não estiverem conscientes dela, esta é uma boa hora para começar a explorar as regiões internas da sua mente nas quais possam detectar a chave que leva ao resultado indesejável.”

(O Guia. Palestra 196: COMPROMISSO - CAUSA E EFEITO)

Farei uma breve explicação . Como não dá para colocar a palestra inteira. As vezes fico na duvida se o trecho colocado ficou claro: Esse trecho trata da intencionalidade negativa. Muitas vezes é uma intencionalidade inconsciente e na consciência desejamos exatamente o contrario dessa intencionalidade. Vou dar um exemplo da minha vivência para explicar..

Eu conscientemente estou com um desejo muito grande de conseguir minha independia financeira. Mas ao mesmo tempo existe medo de ser totalmente responsável por mim mesma. Por causa da imagem que eu tenho de não ser capaz. Uma falsa crença que era muito forte em mim. Agora ela enfraqueceu mas ainda existe.

Por isso me identifiquei muito com o segundo paragrafo que coloquei. Apenas trocaria o não quero dar para não posso dar. Então eu fico divida porque eu quero e não quero ao mesmo tempo. E isso acaba frustrando os meus esforços. E bloqueando essa parte da minha vida.Então a causa da minha “dificuldade” não é nenhum fator externo e sim minhas próprias crenças errôneas. A causa é interior!!

Mas o bom é que eu tenho consciência dessa intencionalidade negativa. E isso por si só já a enfraquece. A intencionalidade negativa não desapresse de uma ora para outra. Mas vai se dissolvendo a medida que expandimos nossa consciência. E eu já sinto que ela está mais fraca…

Minha auto confiança ainda está vacilante, mas eu sei que com o tempo vou fortalece-la.

Perceber essas coisas não fazem mais eu me sentir culpada. é uma benção da aceitação. Quando conseguimos ver o que nos bloqueia e não nos culpar por isso percebemos que é a nossa própria energia interior que cria a nossa vida. E isso é bom porque mudar a energias interior está em nossas mãos!!!!

domingo, 20 de março de 2011

A Auto Imagem Idealizada

 

mascara

 

“Na infância, não importa quais tenham sido as circunstâncias particulares, você foi doutrinado com admoestações sobre a importância de ser bom, de ser santo, de ser perfeito. Quando isso não ocorria, você era frequentemente castigado , de uma forma ou outra.

Talvez o pior castigo tenha sido o fato de seus pais afastarem de você o seu afeto; eles ficavam zangados e você tinha a impressão de que não era mais amado. Não é de se estranhar que  a “maldade” fosse associada ao castigo e a “bondade com a recompensa e felicidade. Portanto ser “bom” e ”perfeito” tornou-se um imperativo; tornou-se uma questão de vida ou morte para você.

Mesmo assim, você sabia perfeitamente bem, que não era tão bom e tão perfeito quanto o mundo parecia esperar que você fosse. Isso tinha de ser escondido; transformou-se num segredo carregado de culpa. Foi assim que você começou a construir um falso eu. Este era, pensava você, a sua proteção e o seu meio de conseguir tudo aquilo que você desesperadamente queria – Vida, felicidade e auto confiança.

A consciência dessa frente falsa começou a desaparecer, mas você foi e é permanentemente permeado pela culpa de fingir que é alguém que não é. Você luta cada vez mais para tornar-se esse falso Eu, esse Eu idealizado. Você estava , e inconscientemente ainda está convencido de que , caso se esforce o suficiente, um dia será esse eu, Mas esse processo artificial de forçar-se a ser algo que não é jamais será capaz de atingir o auto-aperfeiçoamento, uma ato purificação e crescimento genuínos, porque você começou a construir um eu irreal sobre um alicerce falso, deixando de fora o seu Ei verdadeiro. De fato , você o está tentando esconder desesperadamente.

( O Guia. Livro: Não temas o mal – O método Pathwork  para a transformação do Eu Inferior. Capitulo 8: A Auto- imagem idealizada)

Eu adoro o pathwork  principalmente pelo fato de que quando eu  leio alguns trechos muitas coisas em minha vida começam a fazer sentido. As vezes os textos ativam memorias adormecidas. E este foi um deles. Vou contar o que eu me lembrei. Foi algo simples. Que me levou a uma conclusão errônea. E essa conclusão afetou toda a minha vida…

Eu tinha uns 8 ou 9 anos.  Fui fazer texte para a natação. Eu já sabia nadar todos os estilos. Mas antes de mim uma outra menina, acho que mais velha do que eu foi fazer o teste. E ela não colocava a cabeça na água. E então eu virei para a minha mãe e disse: Olha ela, nem coloca a cabeça na água. E ri. Minha mãe me repreendeu na hora. E a repreensão estava correta.

No entanto em minha cabeça infantil, eu achei aquela repreensão a maior que eu tinha recebido. me senti muito mal e me senti culpada.  Então eu tomei uma decisão. Eu nunca mais iria rir de ninguém. Não importa quem fosse. Não importava nem mesmo o que fizessem comigo. E nisso estava embutido não me defender de doações. Ser boa o tempo todo com todos. Não importa se eles era bons comigo ou não.

Ao lembrar disso tudo fez sentido. Porque esse rir estava no sentido de humilhar. E na minha cabeça eu me defender das zoações seria de certa forma humilhar. E eu não podia fazer isso . Fosse como fosse.  Eu tinha de ser boa com todos.  Foi a conclusão que eu tirei daquele episodio. Custe o que custasse. Não sei se foi aí que começou , mas contribuiu muito para a formação da submissão em mim.

Eu tinha dificuldade em me afirmar porque tinha medo de ser agressiva demais e eu tinha de ser boa. Hoje eu sei que ser boa não significa se deixar ser humilhada…

quinta-feira, 10 de março de 2011

Eu abro mão do papel de vitima

oaoel de vitima

“Para se esconder dos outros- E principalmente de si mesmo- você~e produz algo que parece o oposto daquilo que quer ocultar. O papel assumido torna-se uma segunda natureza, mas ele não tem nada a ver com você. Ele é meramente um habito que você não pode abandonar enquanto não estiver disposto a olhar o que existe por trás dele. É muito importante que você se desiluda da imagem que projeta no mundo e cuja veracidade tenta ardentemente convencer-se. A artificialidade desse papel deve ser desmascarada. Ele sempre lhe parece ser bom de alguma maneira, mesmo  que só em fingir ser vitima.

Contudo o papel assumido contém os mesmos aspectos que você tenta tão ardentemente ocultar. Se você se esconde e o seu papel é o de ser perseguido pelo ódio e pelas injustiças das acusações dos outros, nessa idéia jaz seu próprio ódio. Esse A fachada do papel nunca é intrinsicamente diferente do que ela encobre. Fingir ser vitima do ódio alheio é a mesma coisa que uma atitude de ódio. Esse é apenas um exemplo. O próprio jogo tem de ser exposto, não só para revelar o que oculta, mas também para por a nu seus verdadeiros aspectos e o que eles realmente significam. A energia criadora negativa está totalmente envolvida na imagem apresentada. Eu sugiro que você tome algum tempo para identificar os vários papeis que escolheu. Veja se pode perceber como o papel que supostamente é muito nobre é tão destrutivo quanto o que se encontra dissimilado por trás dele. Na verdade não poderia ser de outro modo ima vez que você~e não pode esconder as energias da corrente da alma. . Você~e não pode faze-las diferentes do que são através do fingimento. Não importa o quanto tente.”

( O Guia. Livro. Não Temas o Mal- O método pathwork para a transformação do Eu Inferior, Capitulo 17: Como vencer a negatividade)

Na primeira vez que eu li esse trecho eu não consegui aplica-lo em minha vida. Na época eu ainda estava muito apegada a minha auto imagem idealizada. Isso me impedia de admitir certas coisas. De assumir certas atitudes minhas. Mas eu evolui. E descobri que a única forma de alguém se tornar uma pessoa equilibrada é tratando dos desequilíbrios. E para isso é preciso, primeiramente admitir que eles existem.

E hoje eu consigo ver alguns papeis que eu assumi. Exemplos:

A menina vitima de preconceito no colégio: Bom isso era verdade e algumas pessoas realmente tiveram preconceito com relação a mim. Mas então me veio a pergunta: Será que nunca tive preconceito com meus colegas de escola? A resposta é sim. Porque no fundo eu achava todos um bando de superficiais, mesmo sem conhece-los bem.

Isso me leva ao outro papel : A menina vitima de julgamentos: Verdade, muitas pessoas já me julgaram. Agora eu me pergunto será que eu nunca julguei ninguém? Sim, eu já julguei. Como eu disse eu achava meus colegas de escola um bando de fúteis.

Então a única coisa que aconteceu é que eu estava recebendo de volta a energia que eu emanava. Apenas não conseguia admitir isso. Porque isso ia contra o que eu achava que deveria ser. Para eu admitir isso foi preciso eu abrir mão da minha auto imagem idealizada. Abrir mão de querer ser uma espécie de santa. E aceitar que eu também tenho meu lado humano.

E abrir mão de ser a vitima. Pois apesar de todos os desconfortos há “vantagens” em ser vitima. Vantagens entre aspas é claro pois não é uma vantagem real. Você não precisa se responsabilizar por nada. O problema são ou outros. tem sempre aquela pessoa que quer proteger a vitima. Então a vitima recebe proteção.

Mas ser vitima deixa a pessoa em um beco sem saída. A pessoa se torna dependente de coisas extensa. A pessoa fica impotente.

Agora eu seu que é muito melhor admitir que eu criei uma situação indesejável, mesmo que tenha sido inconscientemente. Porque nesse caso a solução volta para as minhas mãos. Nesse caso eu dependo de mim e não de outra pessoa.

Mas no começo eu tive problemas com relação a isso. Porque? Porque eu não confiava em mim. Deixar que os outros cuidem de você parece favorável ou mesmo o melhor a fazer quando alguém não confia em si próprio.

Para deixar o papel de vitima é preciso auto-confiança. E isso é algo que estou adquirindo apenas agora. E apenas agora eu estou tendo a coragem para afirmar: Eu abro mão do papel de vitima!!!!

terça-feira, 8 de março de 2011

Serenidade/Retraimento

serenidade

 

Agora vamos para a terceira auto imagem idealizada. A distorção da serenidade: O retraimento. Heins o que o guia fala a respeito:

 

“Vamos, agora, considerar o terceiro atributo, a serenidade, escolhida como um solução e sendo, conseqüentemente, distorcida. Originalmente, uma pessoa pode ter sido tão atormentada entre os dois primeiros aspectos que pode buscar uma saída escapando dos seus problemas internos e, conseqüentemente, da vida como tal.

Ou seja, sob a ausência, ou falsa serenidade ele ainda está "partido ao meio", apenas não em consciência disso. Ela construiu uma fachada muito forte de falsa serenidade, mas ficará evidente que ela, realmente, estava construída sobre areia.

O tipo ausente e o que busca o poder parecem ter algo em comum, que é o distanciamento dos sentimentos e das emoções, o desapego aos outros e uma grande necessidade de independência. Embora , muitos dos motivos emocionais subjacentes sejam similares - medo de magoar-se e se desapontar, medo de depender dos outros e, conseqüentemente, sentir-se inseguro, as imposições da Auto-Imagem Idealizada desses dois tipos são muito diferentes.

O que busca o poder tem orgulho da sua hostilidade e espírito de luta agressivo. O ausente é inteiramente inconsciente de que tais sentimentos existem e todas as vezes que eles vêm à tona, ele se sente chocado pois eles vão contra as suas exigências.

Estas exigências são: ele deve olhar de modo benigno e desapegadamente para todos os seres humanos, conhecendo suas fraquezas e qualidades, mas sem ser afetado ou incomodado por nenhuma delas. Se isto fosse verdade, seria realmente Serenidade.

Mas, não há ser humano que o tenha conseguido. Daí, tais exigências serem tão irreais e irrealizáveis. Elas também incluem orgulho e hipocrisias; orgulho, porque não se é tão divino no desapego, justiça e objetividade.

Em realidade, sua visão pode ser apenas "colorida" por aquilo que as outras pessoas pensam dele, como , por exemplo, os tipos submissos. Mas ele é orgulhoso demais para admitir que ele próprio, alguém tão especial, possa ser atingido por tais fraquezas humanas.

Ele se considera acima de tudo isso. E, como não é verdade, como ele é tão dependente como os outros dois tipos, ele é, igualmente, desonesto. E, como isso não é verdadeiro e jamais poderá ser enquanto ele for um ser humano, ele não deve ceder aos padrões e imposições da sua Auto-Imagem Idealizada que o torna tão culpado, frustrado e com auto desprezo quanto os outros dois tipos.

Estes três tipos principais estão delineados muito por alto, de maneira muito geral. É desnecessário dizer que existem muitas variações. De acordo com a força, intensidade e distribuição destas "soluções", é que se manifestará a tirania da Auto-Imagem idealizada. Tudo isto deve ser buscado no trabalho individual.”

(  O Guia. Palestra 84: AMOR, PODER E SERENIDADE COMO ATRIBUTOS DIVINOS E COMO DISTORÇÕES)

 

Como eu disse em posts anteriores o retraimento junto com a submissão são as defesas que eu mais vejo em mim. Na verdade o que eu percebi é que no meu caso o retraimento foi algo necessário para eu conseguir manter a minha atitude submissa. Vou explicar.

Na submissão uma das auto exigências é a pessoa nunca sentir raiva, ressentimento etc… Mas obviamente isso é uma tarefa impossível. Todos sentem os sentimentos considerados negativos em algum momento da vida.

E eu sofri bullying no colégio. E obviamente havia momentos em que eu ficava com raiva dos meus “agressores”. Mas espere um momento. Eu não podia ficar com raiva. Na minha cabeça apenas pessoas ruins e de péssimo caráter ficavam com raiva. Então o que eu fiz? Neguei a raiva e o ressentimento. E disse a mim mesma que nada que os outros faziam me afetava. E muitas vezes ficava repetindo isso para as pessoas. Eu parecia estar tentando convencê-las. Mas na verdade eu estava tentando me convencer.

Porque eu sabia que era muito afetada pelo o que as pessoas falavam de mim. mas não queria ser porque não queria ser vulnerável. E eu sabia que me importar me tornaria vulnerável as zoações.  Então eu fingia não me incomodar e durante um tempo consegui enganar até a mim mesma.

O retraimento é uma atitude de “eu não me importo”.  Acontece que no retraimento essa atitude é fingimento. No fundo ela se importa apenas não admite isso. E isso era exatemente o que eu fazia com releção ao bullying que sofria.

Além disso foi necessário entorpecer meus sentimentos para não perceber o meu ressentimento. Ter ressentimentos era contra a minha auto imagem idealizada. Era algo que eu me proibia de sentir.

Hoje eu considero importantíssimo ter serenidade com relação a si mesmo. Ou seja, se eu estou com raiva é importante eu aceitar isso sem me julgar por isso. Conseguir observar meus próprios sentimentos e emoções sem me condenar.

Apenas sendo sereno com relação a nos mesmos conseguiremos ser serenos com relação ao mundo exterior também…

domingo, 6 de março de 2011

Poder/Agressividade

agressividade

 

Continuando a serie sobre as auto imagens idealizadas vamos agora para a distorção do poder: A Agressividade. Heins o que o guia fala sobre essa distorção.

 

“Na segunda categoria, está aquele que busca o poder. Esta pessoa pensa que poder e independência das outras pessoas resolverá todos os seus problemas. Este tipo, bem como o outro, pode apresentar muitas variações e subdivisões. Pode ser predominante ou subordinado às duas outras atitudes.

Aqui, a criança em crescimento acredita que a única maneira de estar a salvo é tornando-se tão forte e invulnerável, tão independente e sem emoções que nada e ninguém poderá atingi-la. Assim, esforça-se por negar todas as emoções humanas.

Quando, contudo, elas vêm à tona, sente-se profundamente envergonhado de qualquer emoção e as considera como fraqueza, seja uma fraqueza real ou imaginária. O amor e a bondade também seriam considerados como fraqueza e hipocrisia, não apenas na sua forma distorcida, como no tipo submisso mas, também, na forma real e saudável.

Calor, afeição, comunicação, altruísmo, tudo isto é desprezível e todas as vezes que suspeita de um impulso deste tipo em si, sente-se profundamente envergonhado, assim como o tipo submisso se envergonha do seu ressentimento e qualidades de dominação que se escondem por trás.

Existem muitas maneiras e áreas da vida e da personalidade nas quais este poder e agressividade podem manifestar-se. Eles podem estar direcionados, principalmente, para realizações.

A pessoa com um impulso de poder competirá e tentará ser melhor que qualquer outra. Qualquer competição é sentida como uma ofensa à posição de especial destaque que ele necessita para a sua "solução particular". Ou, pode ser uma atitude geral e menos definida em todas as suas relações humanas.

Ele, artificialmente, cultiva uma rudeza que não é mais verdadeira que a suavidade vulnerável da pessoa submissa. Nisto ele é igualmente desonesto e hipócrita porque ele, também, necessita do calor e afeição humanas.

Ele também sofre com seu isolamento. Ao não admitir este sofrimento ele é tão desonesto quanto os outros tipos. Sua Auto-Imagem Idealizada dita padrões de perfeição divina no que diz respeito à independência e poder.

Ele acredita que não precisa de ninguém, que é inteiramente auto-suficiente. Ao contrário dos outros, meros seres humanos, ele não necessita de amor, amizade ou ajuda. O orgulho nesta Imagem é muito óbvio, mas a desonestidade será menos fácil de detectar porque estes tipos usam a racionalização para esconder a hipocrisia do tipo "bonzinho".

Como esta Auto-Imagem Idealizada impõe um poder e independência em relação aos sentimentos e emoções humanas que ninguém consegue obter, fica sempre provado que a pessoa não pode ser o seu Eu ideal. Isto leva-o a fases de depressão e auto desprezo que, de novo, devem ser projetados nos outros, para que continuem inconscientes da dor dessa auto punição.

A incapacidade de ser o Self idealizado sempre produz este efeito. Também, quando analisamos séria e rigorosamente as imposições de qualquer tipo de Self idealizado, a onipotência, em qualquer de suas formas, sempre está presente.

Mas, estas reações emocionais são sutis e ilusórias, tão ocultas pelo conhecimento racional, que deve ser feita uma observação meticulosa acerca de alguns sentimentos, em certas ocasiões, a fim de obter consciência de tudo isto.

Somente o trabalho que vocês estão fazendo pode fazer emergir algumas destas atitudes que existem dentro de vocês. É, obviamente, muito mais fácil detectar quando um tipo é muito dominante numa única direção. Mas, na maioria dos casos, as atitudes estão mais ocultas e em conflito com os outros tipos.

Um sintoma posterior do tipo agressivo, que pensa que o poder é a solução para ele, é a visão artificialmente cultivada: "Como o mundo e as pessoas são más!".

E ele receberá muitas confirmações disso. Mas ele se orgulha dessa "objetividade" sua falta de credulidade, como uma justificativa para não gostar de ninguém.

Faz parte dos seus preceitos que ele não deve amar ninguém. Se o fizer, ou se, em algum momento, sua verdadeira natureza se mostrar, isso é uma transgressão grosseira da sua Auto-Imagem Idealizada e ele terá vergonha disso.

Em oposição, o tipo submisso orgulha-se de amar todas as pessoas e de considerar todos os seres humanos como bons pois ele precisa disso para poder manter sua atitude submissa. Em realidade, ele não se importa se as outras pessoas são boas ou más, contanto que elas o amem, apreciem, aprovem e o protejam.

Todas as avaliações das outras pessoas apoia-se nisto, não se importando com "explicações". Como todo mundo possui mesmo virtudes e faltas, elas podem ser escolhidas de acordo com a atitude que a outra pessoa toma em relação ao submisso.

Aquele que busca o poder nunca deve falhar em nada. Oposto ao tipo submisso, que se orgulha de suas falhas confirmando, assim, a sua vulnerabilidade e, conseqüentemente, forçando os outros a amá-lo e protegê-lo.

(Podem existir certas áreas da personalidade nas quais a falha é permitida porque aí a atitude predominante pode ser a submissão; assim como tipo submisso pode ter certas áreas da personalidade nas quais recorre ao poder como solução).

Ambas são igualmente rígidas, irreais e insatisfatórias. Assim e considerando o Self, qualquer destas "soluções" é uma fonte constante de dor e desilusão e, conseqüentemente, causam um aumento da falta de auto-respeito.

Como falei antes, existe sempre uma mistura de todas estas soluções" numa mesma pessoa, embora uma delas seja predominante. Daí, a pessoa não poder cumprir suas próprias imposições. Mesmo que fosse possível nunca falhar ou amar todas as pessoas, ou ser completamente independente dos outros, torna-se uma impossibilidade porque as imposições da Auto-Imagem idealizada de uma pessoa exigem, ao mesmo tempo, que ela ame e seja amada por todos e que os domine.

Para conseguir isso, vai precisar ser agressivo e, eventualmente, rude. Uma Auto-Imagem Idealizada pode, simultaneamente, exigir que uma pessoa seja sempre altruísta, a fim de obter amor; seja egoísta para conseguir poder; seja completamente indiferente e alheado de todas as emoções humanas para não ser perturbado.

Você pode avaliar o tamanho do conflito desta alma? Como esta alma deve estar distorcida! Qualquer que seja, sua atitude será errônea e levará à culpa, vergonha, inadequação e, conseqüentemente, à frustração e auto desprezo.”

( O Guia. Palestra 84: AMOR, PODER E SERENIDADE COMO ATRIBUTOS DIVINOS E COMO DISTORÇÕES)

 

Essa é a tuto imagem que eu menos vejo em mim. Não que ela não exista em mim. Existe. Como o proprio Guia diz há sempre uma mistura dos três. Mas é menos predominante. Porque em mim a submissão sempre foi bem mais forte. E o retraimento também. Falarei do retraimento no proximo post.

Esse trecho me ajudou no meu auto conhecimento principalmente na parte em que o Guiafaz uma comparação entre o tipo agressivo e o tipo submisso. Quando o Guia fala que o tipo submisso valoriza mais o fracasso no começo eu achei que isso não se aplicava a mim. Até que olhei de mais perto e com mais atenção. Então eu percebi que costumava falar muito mais dos meus fracassos do que das minhas conquistas. E mais costumava desvalorizar minhas conquistas. Se tirava uma nota boa pensava: “também estudando do jeito que eu estudo se não tirasse seria uma idiota mesmo.” Mas toda vez que a nota era baixa eu aumentava aquilo a ponto de me achar a pessoa mais idiota do mundo. E o que é isso se não valorizar mais o fracassdo?

Eu costuma falar para todos sobre os meus “fracassos”. Porque? Não seria para eles verem o quanto eu era incapaz e precisava de proteção? Sim, era exatamente isso. mas agora que tomei consciencia dessa minha tendencia essa atitude tem diminuido consideravelmente..

E eu realmente achava que deveria amar todas as pessoas. Mas esse amar era uma obrigação. Não era algo real e genuino. Era uma estrategia para conseguir o amor dos outros..

Mas seria incorreto afirmar que essa distorção está totalmente ausente. Agora que a submissãio enfraqueceu eu consigo ve-la em mim. Só que ela não me afeta tanto pois agora eu já tenho consciencia de que isso é uma distorção. E além do mais por mais que exista ela é bem mais fraca que a sibmissão e o retraimento.

O importante é sempre a conscoencia . Com a consciencia nenhuma dessas auto imagnes nos domina.

sexta-feira, 4 de março de 2011

A resposta de um amigo

 

resposta

Olá pessoal,

 

No post anterior eu falei sobre a submissão e disse que havia me identificado muito com essa distorção do amor. A ponto de me sentir mal. E na epoca eu me senti tão mal ao ler e identificar isso em mim que precisei recorrer a um amigo. Ele é super consciente. E eu posso dizer que é um privilegio tê-lo como amigo.  E foi ele quem mew introdiuziu no auto-conhecimento. Eu costumava me depreciar muito. E esse amigo me recomendou que eu começasse a falar coisas boas sobre mim. Pois bem, eu comecei. Só que depois que eu li sobre a submissão eu vi que as qualidades que via em mim eram na verdade distorção. Então eu mandei um email para ele falando sobre isso. Perguntando se eu tinha alguma parte saudavel a final. A resposta dele foi tão boa que resolvi coloca-la aqui para que outras pessoas possam vê-la:

 

Querida Luciana,


Com a experiência criada até o momento, você pode escolher se dar um crédito, escolher acreditar em você, na sua capacidade de conseguir ver algo, mesmo que não esteja óbvio no momento ou que leve algum tempo.


Que tal isso? Que tal começar a ser menos exigente?! Talvez você não consiga ver o futuro da humanidade daqui a mil anos, mas certamente consegue respirar e deixar a vida fluir, deixar as coisas virem no tempo que tiverem que vir...
Assim como tudo o que você tem descoberto nos últimos meses, todos os segredos serão revelados... no tempo apropriado.
Tão real quanto suas áreas desequilibradas, são suas áreas saudáveis. Você possui as duas.
O livro ressalta várias vezes que não se trata de reprimir ou se identificar com essas áreas ou aspectos da personalidade. TRATA-SE DE TRANSCENDÊ-LAS!!!


É notório perceber que os humanos tendem a se identificarem com os chamados aspectos positivos. Por exemplo, a maioria gosta de se chamar altruísta e convence-se a si mesmo que faz algo, mesmo que esse algo seja negativo, em nome do bem, do amor, da justiça, etc, etc, etc...


Da mesma forma, a negação das coisas "más" que fazemos acaba por nos deixar igualmente desconfortáveis e insatisfeitos.
Eu digo que você tem qualidades. O livro diz que você, na verdade, não as possui.
Certamente o livro não está tentando te desanimar ou te confundir. Mas lembre-se a que o mesmo se propõe: tratar da verdade, doa o quanto doer.

Você as possui, mas perceba como você se identifica com elas... e agora você começa a criar consciência sobre as consequências dessa identificação, você começa a compreender o lado negativo de algo que você julgava apenas positivo.

Você consegue perceber que, do jeito que você vive, tantos seus defeitos quanto suas qualidades te levam ao mesmo estado de espírito: baixa auto-estima, ansiedade, agressividade, medo?!

Você está começando a viver a vida como ela realmente é: mutável!

As coisas nunca são exatamente o que parecem ser. Isso pode parecer cansativo e até injusto. Mas é verdade!

Nós não estamos aqui para pararmos na beira do caminho e ficarmos reclamando ou discutindo. Partimos do pressuposto de que exista uma maneira de viver a vida sem os sacrifícios e dores que a maioria da população experimenta.

Quando você não tinha nada, eu disse para você olhar para as suas "qualidades". Agora o livro está dizendo para você olhar melhor para elas... e perceber que elas ainda não são suas verdadeiras qualidades.

A lógica de tudo isso é que antes você se identificava apenas com seus aspectos negativos. E durante esse tempo você se permitiu se identificar com alguns aspectos positivos.

Agora o próximo passo é ir além disso. Agora seu objetivo deve ser transcendê-los.

A base de seu desequiíbrio, seja físico, emocional, mental ou espiritual, está exatamente nessa "armadilha": a dualidade!

A sua plenitude e satisfação estarão do outro lado dessa ilusão. A ilusão de que existe um certo e um errado, um bem e um mal, uma qualidade e um defeito... embora tudo isso "realmente" exista no mundo em que você "vive".

Trata-se de passar a viver em outro mundo... mas sem morrer, ficar louca ou se isolar das pessoas. Apenas se permitindo ser perfeita num sentido muito mais amplo e profundo do que você antes concebia.

Por isso, minha sugestão é que você continue acreditando em você, continue se permitindo novas possibilidades... e respirando.

Lembre-se que a leitura desse livro não é algo simples. Respeite-se!