domingo, 16 de janeiro de 2011

A Sabedoria Interna

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“Quero aproveitar esta oportunidade para reafirmar o que eu já disse tantas vezes e que alguns de vocês já começaram a perceber – mesmo que seja raramente, e de maneira incipiente --, ou seja, que o homem contém em si todo o conhecimento, toda a sabedoria e todos os poderes de que pode precisar para viver uma vida satisfatória. Eu já disse isso tantas vezes que talvez vocês estejam cansados de me ouvir repetir sempre a mesma coisa. Mas, infelizmente, são poucos os que realmente entendem a importância dessas palavras. Elas são encaradas como uma teoria, sem efeito real sobre vocês, apesar do fato de vocês seguirem o rumo certo neste caminho, que leva para o mundo interior do seu ser, e no qual vocês vão encontrar tudo de que precisam. Uma coisa é realizar este trabalho de autoconhecimento com uma noção vaga, uma visão nebulosa de que vão se tornar pessoas mais felizes e satisfeitas. Outra coisa é ter um objetivo claro e conciso, saber o quanto é importante que, no fundo da alma, vocês abrigam um poço de sabedoria, conhecimento, poder, amor – a solução para tudo que os deixa perplexos e confusos. Saber disso e avançar conscientemente na direção certa ajudará vocês a reunir forças para superar a resistência que sempre é um entrave para o auto-exame totalmente franco, por mais doloroso que às vezes possa parecer.

A meta da busca, do entendimento, da solução dos conflitos e distorções interiores é, em última análise, levar vocês ao contato com esse núcleo mais profundo – com o tesouro do amor divino, da sabedoria, da força que são inerentes a todos vocês. Se essa meta for claramente definida, deixará de haver conflito entre os interesses espirituais e mundanos.

Os seres humanos têm dois tipos de atitudes fundamentais. Um tipo de personalidade procura Deus. Procura o desenvolvimento espiritual. Deseja tornar-se uma pessoa melhor. Sua infelicidade e confusão o levam à busca espiritual. Como eu disse antes, muitos erram o caminho porque armazenam conhecimento relativo a teorias e doutrinas espirituais, sem dar o passo decisivo em sua própria alma. Mas se a mente assimila esse conhecimento apenas como um passo preliminar para transcender a mente, se houver o reconhecimento de que as obstruções da personalidade precisam ser entendidas e eliminadas para atingir o centro espiritual, a pessoa deixará de considerar que a vida com Deus entra em contradição com a vida da realização pessoal. A realização pessoal não parecerá egoísta e oposta à vida espiritual. Esse equívoco é comum entre pessoas que buscam a espiritualidade mas ainda não deram o passo final com relação a seus conflitos interiores, suas confusões íntimas. Quando elas reconhecem esses conflitos e confusões, elas o fazem apenas em teoria, esperando que seus defeitos sejam eliminados por meio de uma conveniente intervenção de um Deus exterior e da graça espiritual.

A outra atitude é a perspectiva da vida a ser vivida com o maior grau possível de felicidade e satisfação. Não estou me referindo à visão embrutecida de algumas pessoas que simplesmente não se importam com os outros. Estou me referindo àquelas que têm padrões de decência, que não querem o mal dos outros. Mas não estão interessadas em atividades espirituais. Há muitas pessoas assim que, por meio de sua inteligência, perceberam que os problemas estão dentro elas, e que tomam providências – possivelmente usando a psicologia terrena – para descobrir e corrigir as distorções. Se a pessoa se aprofundar o suficiente, se sua pesquisa for suficientemente profunda, e por conseqüência tiver início um processo de crescimento interior, se a busca não for interrompida no meio do caminho, ela acabará atingindo esse centro interior que nem sabia que existia. Ao encontrá-lo, ela descobre a realidade de Deus. Não pode ser de outra forma. Essa experiência interior mostrará que aquilo que a religião convencional ensina contém uma grande dose de verdade, que no entanto é tão diferente. Mostrará que encontrar o Deus interior não significa renunciar à felicidade pessoal – equívoco muitas vezes presente nas pessoas não religiosas. As fissuras e divisões, as contradições e “ou isso ou aquilo” são um produto da separação, do erro e da confusão. Na verdade, tudo é um, mas que isso não seja mera teoria. Sintam isso ao descobrir o centro do seu próprio ser, onde de fato vocês se realizam, e percebem que as incompatibilidades se unem.

Já faz muito tempo que temos – e continuaremos a ter – o objetivo de descobrir o quê, em vocês, atrapalha o contato com o centro mais interior do eu. Não há outro meio de atingi-lo. Não existem atalhos. E, meus amigos, não pensem que a chegada a esse tesouro é um acontecimento súbito e dramático. O processo é sempre gradual. Em muitos casos, vocês nem mesmo sabem que, em alguns aspectos, já o atingiram, enquanto em outros ainda não conseguiram fazê-lo, porque ainda restam barreiras. Pode haver marchas e contramarchas, vocês podem oscilar até terem liberdade suficiente e consciência suficiente para funcionarem basicamente a partir do centro interior. Isso não significa que vocês serão perfeitos, que terão superado todos os problemas e instintos inferiores. O profundo conhecimento e a consciência total deles indicará que o núcleo do eu espiritual não está mais oculto e fora de alcance.

Quanto mais uma pessoa está infeliz e perdida, tanto mais se sente vazia e faminta – faminta talvez de afeto e entendimento – e tanto menos está em contato com o eu interior real, que tem o poder de nutri-la constantemente, de sustentá-la e guiá-la para permitir a total realização de sua vida. A solidão será preenchida porque ela passará a entender o motivo real de sua solidão.”

( O Guia. Palestra 116:

ALCANÇANDO O CENTRO ESPIRITUAL – A LUTA ENTRE
O EU INFERIOR E A CONSCIÊNCIA SUPERPOSTA)

Axhei muito legal esse trecho da palestra. Até porque é sempre bom eu ter lembretas do fato de toda a sabedoria já estar em mim. é sempre bom ler isso para eu não me esquecer. srsrs.  E me lembrar sempre que eu não preciso procurar alguém sabio para encontrar as respostas que procuro e sim olhar para dentro de mim mesmo.

Na verdade todos nós somos sabios. Mas a maioria das pessoas ainda não consegue acessar a sua sabedoria interna. Isso ocorre devido a conflitos interiorires e falsas crenças que bloqueiam nosso acesso ao nosso eu real. Por isso o aut conhecimento e o trabalho interior é tão importante. É só atraves dele que conseguimos acessar o nosso eu real e descobrimos quem realmente somos.

Sabe eu nunca nem fui mesmo uma pessoa espiritual propriamente dita. Eu não gostava de religiões nem de rituais. Então eu particularmente me encaixo mais no segundo tipo de pessoa que o Guia fala. E o que me atraiu para o pathwork foi justamente que a abordagem dele é psicologica. srsrs

E realmente resolver os conflitos internos está me levando aos poucos a essa sabedoria interna. Antão eu posso afirmar poe experi~encia propria que tudo o que é dito nesse trexo é realmente verdadeiro.

3 comentários:

  1. Muito bom, são experiencias que vivemos e que nos dão novos caminhos.
    Abraços forte

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  2. Olá Luciana!

    Assim como a sabedoria, tudo encontra-se em nosso próprio interior! Basta nos dar conta que estamos mergulhados no eter da vida! De tudo o que o mundo apresenta se abarca um pouco em nós, por isso, que da sabedoria oriental já se dizia que enquanto um ainda não estiver bem consigo mesmo, há muito o que se trabalhar nosso próprio interior! A felicidade do todo implica sempre em nós!

    Um abraço,
    "Todo o Conhecimento é Luz que Inspira a Alma" -*Vera Luz*-

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  3. Olá.
    Post publicado na Teia.
    Até mais.

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