domingo, 30 de janeiro de 2011

Acessar o eu verdadeiro

meu-verdadeiro-eu-2841984-31469

“Você, no seu mundo, está tão condicionado a uma ênfase exagerada no processo de pensamento, no intelecto, na mente e na força de vontade que você acredita que pode, de algum modo, tornar-se você mesmo por um ato direto de vontade e usando diretamente o seu processo de pensamento crescer e desenvolver-se espiritualmente. Por exemplo, você aprendeu que ser bom e amar indica desenvolvimento espiritual. Então você tenta ser bom e amar ordenando-o aos seus pensamentos e dirigindo a sua força de vontade para fazê-lo. Você sabe agora, com base em todo o nosso trabalho anterior, que isso não é possível. Isso, no final das contas, equivale a querer ser algo que você não é.

O seu Eu Verdadeiro não pode ser governado pela vontade nem pela força. Ele é uma manifestação direta, não do pensamento e da vontade, mas de uma experiência espontânea, criativa que passa a existir sem convite, quando menos se espera. É muito importante lembrar disso e nunca perdê-lo de vista. Inadvertidamente, inconscientemente, espontaneamente - e ainda assim de forma deliberada - você ainda espera e luta pela manifestação do seu Eu Verdadeiro por atos de pensamentos e vontade, doutrinando-se a si mesmo com conceitos - em outras palavras, por meio de processos intelectuais. Isso não pode ser feito, meus amigos.

Então pode surgir a questão: por quê afinal usar o intelecto, o pensamento e a vontade no seu árduo trabalho neste Pathwork? A resposta é que, ao usar sua mente e vontade para compreender a confusão e o erro da sua mente e da sua vontade e motivações mal dirigidas, você indiretamente ocasiona o nascimento do Eu Verdadeiro.”

(O Guia. Palestra 104:O INTELECTO E A VONTADE COMO INSTRUMENTOS OU OBSTÁCULO DA AUTO-REALIZAÇÃO)

Esse trecho me chamou atenção. Na verdade a palestra toda chamou mas não dá para po-la toda aqui. srsrs. Coloquei esse trecho porque ele mostra claramente o engano que eu cometi ao tentar crescer espiritualmente. Eu tentei me forçar a ter apenas sentimentos considerados bons e nobres. E como eu mesma descobri se força a sentir algo é impossível. Simplesmente não funciona. E por conta de eu fazer tanto esforça e não dar certo eu passei a me considerar péssima pessoa.

Demorei a perceber duas coisas: Nenhum ser humano tem apenas sentimentos nobres. E não pode forçar a sentir algo o máximo que se consegue com isso é uma mudança superficial e até mesmo hipócrita.

O que funciona é a consciência. Saber quais são nossos “pontos fracos” e não nos julgarmos por te-los. Temos de ter aceitação e compaixão por nós mesmo.  Pode parecer paradoxal mas quando não sabemos da existência de alguma parte nossa ela nos domina. Quando adquirimos consciência deixamos de ser refém delas. E podemos até curar essas partes. E dessa forma o nosso eu verdadeiro fica acessível.

Ele já existe, não é preciso cria-lo. Há simplesmente falsas crenças encobrindo-os. Questionando e mudando essas crenças o eu verdadeiro passa a ficar acessível.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Um Pouco da Minha história

quadro_fim_da_jornada

Hoje resolvi dar uma pausa nos meus comentários sobre as palestras do pathwork e contar um pouco da minha história. Acho interessante os leitores do meu blog saberem um pouco sobre como cheguei até aqui. Então vou contar a minha história de forma resumida. Com os acontecimentos mais importantes.

Quando eu era pequena eu era uma criança muito tímida. Minha mãe diz que muitas vezes eu ficava ao lado dela nas festas ao invés de sair para brincar. Então acho que desde nova eu tinha essa dificuldade em me aproximar das pessoas.

Quando fui para a Classe de alfabetização eu tive dificuldades para aprender a ler. De fato eu quase repeti. Meu relacionamento com os colegas de classe não era fácil. E eu era muito zoada.

Com o tempo eu melhorei na escola. Mas isso parece ter incomodado muitos dos meu colegas. Eles começaram a ser irônicos comigo. W eu “perdi os poucos “amigos” que tinha. E passei a ficar totalmente isolada. Nessa época eu cheguei a uma conclusão: ‘Não se pode ter tudo, ou eu sou boa aluna ou tenho amigos”. Achava que tinha de abrir mão de uma das coisas. E como eu parecia não ter habilidade para me enturmar eu escolhi os estudos. E depois ter uma boa carreira. E assim eu desisti de ter amigos e mergulhei nos estudos. Virei o que se costuma chamar de Nerd ou CDF. E Não fazia praticamente nada além de estudar. Afinal essa parecia ser minha única capacidade.

E assim, eu levei a vida até me formar na faculdade. Daí tive dificuldades em arrumar emprego. Logico, para mim eu não poderia ser nada além de estudante. Mesmo tendo me formado eu não me via como uma profissional. Eu entrei em crise parecia que eu não poderia ter nada. Nem amigos, nem carreira.

Foi então que eu entrei no pathwork. E nesse momento eu vi que o que eu não tinha conseguindo não tinha nada a ver com o fato de eu ser incapaz. E sim com minhas crenças. São nossas crenças que criam nossas vidas. E Minha crença era que eu não podia ser nada além de uma estudante.

E eu aprendi que se são nossas crenças que criam nossas vidas são elas quem devemos questionar. E quando questionamos nossas crenças elas se enfraquecem o suficiente para que outras crenças tomem seu lugar. E assim eu fui questionando. E hoje eu tenho amizades, comecei a atender como nutricionista, além de ter iniciado um novo curso. Passei a me expor mais e a ser mais verdadeira. E tudo isso foi fruto de uma mudança de crenças.

domingo, 16 de janeiro de 2011

A Sabedoria Interna

sabedoria_interna

“Quero aproveitar esta oportunidade para reafirmar o que eu já disse tantas vezes e que alguns de vocês já começaram a perceber – mesmo que seja raramente, e de maneira incipiente --, ou seja, que o homem contém em si todo o conhecimento, toda a sabedoria e todos os poderes de que pode precisar para viver uma vida satisfatória. Eu já disse isso tantas vezes que talvez vocês estejam cansados de me ouvir repetir sempre a mesma coisa. Mas, infelizmente, são poucos os que realmente entendem a importância dessas palavras. Elas são encaradas como uma teoria, sem efeito real sobre vocês, apesar do fato de vocês seguirem o rumo certo neste caminho, que leva para o mundo interior do seu ser, e no qual vocês vão encontrar tudo de que precisam. Uma coisa é realizar este trabalho de autoconhecimento com uma noção vaga, uma visão nebulosa de que vão se tornar pessoas mais felizes e satisfeitas. Outra coisa é ter um objetivo claro e conciso, saber o quanto é importante que, no fundo da alma, vocês abrigam um poço de sabedoria, conhecimento, poder, amor – a solução para tudo que os deixa perplexos e confusos. Saber disso e avançar conscientemente na direção certa ajudará vocês a reunir forças para superar a resistência que sempre é um entrave para o auto-exame totalmente franco, por mais doloroso que às vezes possa parecer.

A meta da busca, do entendimento, da solução dos conflitos e distorções interiores é, em última análise, levar vocês ao contato com esse núcleo mais profundo – com o tesouro do amor divino, da sabedoria, da força que são inerentes a todos vocês. Se essa meta for claramente definida, deixará de haver conflito entre os interesses espirituais e mundanos.

Os seres humanos têm dois tipos de atitudes fundamentais. Um tipo de personalidade procura Deus. Procura o desenvolvimento espiritual. Deseja tornar-se uma pessoa melhor. Sua infelicidade e confusão o levam à busca espiritual. Como eu disse antes, muitos erram o caminho porque armazenam conhecimento relativo a teorias e doutrinas espirituais, sem dar o passo decisivo em sua própria alma. Mas se a mente assimila esse conhecimento apenas como um passo preliminar para transcender a mente, se houver o reconhecimento de que as obstruções da personalidade precisam ser entendidas e eliminadas para atingir o centro espiritual, a pessoa deixará de considerar que a vida com Deus entra em contradição com a vida da realização pessoal. A realização pessoal não parecerá egoísta e oposta à vida espiritual. Esse equívoco é comum entre pessoas que buscam a espiritualidade mas ainda não deram o passo final com relação a seus conflitos interiores, suas confusões íntimas. Quando elas reconhecem esses conflitos e confusões, elas o fazem apenas em teoria, esperando que seus defeitos sejam eliminados por meio de uma conveniente intervenção de um Deus exterior e da graça espiritual.

A outra atitude é a perspectiva da vida a ser vivida com o maior grau possível de felicidade e satisfação. Não estou me referindo à visão embrutecida de algumas pessoas que simplesmente não se importam com os outros. Estou me referindo àquelas que têm padrões de decência, que não querem o mal dos outros. Mas não estão interessadas em atividades espirituais. Há muitas pessoas assim que, por meio de sua inteligência, perceberam que os problemas estão dentro elas, e que tomam providências – possivelmente usando a psicologia terrena – para descobrir e corrigir as distorções. Se a pessoa se aprofundar o suficiente, se sua pesquisa for suficientemente profunda, e por conseqüência tiver início um processo de crescimento interior, se a busca não for interrompida no meio do caminho, ela acabará atingindo esse centro interior que nem sabia que existia. Ao encontrá-lo, ela descobre a realidade de Deus. Não pode ser de outra forma. Essa experiência interior mostrará que aquilo que a religião convencional ensina contém uma grande dose de verdade, que no entanto é tão diferente. Mostrará que encontrar o Deus interior não significa renunciar à felicidade pessoal – equívoco muitas vezes presente nas pessoas não religiosas. As fissuras e divisões, as contradições e “ou isso ou aquilo” são um produto da separação, do erro e da confusão. Na verdade, tudo é um, mas que isso não seja mera teoria. Sintam isso ao descobrir o centro do seu próprio ser, onde de fato vocês se realizam, e percebem que as incompatibilidades se unem.

Já faz muito tempo que temos – e continuaremos a ter – o objetivo de descobrir o quê, em vocês, atrapalha o contato com o centro mais interior do eu. Não há outro meio de atingi-lo. Não existem atalhos. E, meus amigos, não pensem que a chegada a esse tesouro é um acontecimento súbito e dramático. O processo é sempre gradual. Em muitos casos, vocês nem mesmo sabem que, em alguns aspectos, já o atingiram, enquanto em outros ainda não conseguiram fazê-lo, porque ainda restam barreiras. Pode haver marchas e contramarchas, vocês podem oscilar até terem liberdade suficiente e consciência suficiente para funcionarem basicamente a partir do centro interior. Isso não significa que vocês serão perfeitos, que terão superado todos os problemas e instintos inferiores. O profundo conhecimento e a consciência total deles indicará que o núcleo do eu espiritual não está mais oculto e fora de alcance.

Quanto mais uma pessoa está infeliz e perdida, tanto mais se sente vazia e faminta – faminta talvez de afeto e entendimento – e tanto menos está em contato com o eu interior real, que tem o poder de nutri-la constantemente, de sustentá-la e guiá-la para permitir a total realização de sua vida. A solidão será preenchida porque ela passará a entender o motivo real de sua solidão.”

( O Guia. Palestra 116:

ALCANÇANDO O CENTRO ESPIRITUAL – A LUTA ENTRE
O EU INFERIOR E A CONSCIÊNCIA SUPERPOSTA)

Axhei muito legal esse trecho da palestra. Até porque é sempre bom eu ter lembretas do fato de toda a sabedoria já estar em mim. é sempre bom ler isso para eu não me esquecer. srsrs.  E me lembrar sempre que eu não preciso procurar alguém sabio para encontrar as respostas que procuro e sim olhar para dentro de mim mesmo.

Na verdade todos nós somos sabios. Mas a maioria das pessoas ainda não consegue acessar a sua sabedoria interna. Isso ocorre devido a conflitos interiorires e falsas crenças que bloqueiam nosso acesso ao nosso eu real. Por isso o aut conhecimento e o trabalho interior é tão importante. É só atraves dele que conseguimos acessar o nosso eu real e descobrimos quem realmente somos.

Sabe eu nunca nem fui mesmo uma pessoa espiritual propriamente dita. Eu não gostava de religiões nem de rituais. Então eu particularmente me encaixo mais no segundo tipo de pessoa que o Guia fala. E o que me atraiu para o pathwork foi justamente que a abordagem dele é psicologica. srsrs

E realmente resolver os conflitos internos está me levando aos poucos a essa sabedoria interna. Antão eu posso afirmar poe experi~encia propria que tudo o que é dito nesse trexo é realmente verdadeiro.

sábado, 8 de janeiro de 2011

O Não Interior

Não interior

 

“Algum tempo atrás, quando discutimos as imagens, eu também falei da substância da alma, que é o material que registra as perspectivas e atitudes de uma pessoa para com a vida. Quando essas perspectivas e atitudes derivam de uma impressão verdadeira, e portanto prevalece uma atitude construtiva, a substância da alma é moldada de tal forma que a vida da pessoa é favorável, satisfatória, significativa, plena e feliz. Quando as impressões se baseiam em conclusões erradas, o molde da substância da alma cria situações desfavoráveis e destrutivas. Em resumo, o destino de uma pessoa nada mais é do que a soma total de sua personalidade, daquilo que ela expressa e emana da maneira como a substância da alma é moldada em termos de realidade ou irrealidade. A consciência do homem é como o escultor, sua substância de alma é como o material que ele usa para criar. É a personalidade inteira, incluindo todos os planos, que determina o destino. Se uma pessoa tem um conceito saudável, construtivo, realista e verdadeiro em uma determinada área da vida, mas apenas em alguns níveis de sua personalidade, enquanto outros níveis expressam o contrário, essa contradição e metas opostas afetam negativamente a substância da alma, mesmo que a atitude verdadeira e positiva seja mais forte e consciente e que a negativa fique oculta. Assim, é essencial revelar as áreas ocultas para entender por que fica faltando uma determinada realização na vida.

Foi somente há pouco tempo e pela primeira vez, que alguns dos meus amigos do caminho descobriram que nessas áreas ocultas, existia um não que eles jamais poderiam ter percebido antes. Ao contrário, estavam convencidos de que desejavam com todas as suas forças aquilo que não se realizava – ou de que certamente não desejavam uma experiência desagradável. Achariam absurda a simples sugestão de que essa poderia ser uma luta inconsciente.

Pois bem, esses nãos estão diretamente relacionados à imagem original, ao falso conceito que moldou a imagem na substância da alma. É esse conceito errado básico que faz o homem se afastar, rejeitar, recusar temerosamente aquilo que mais deseja, agindo com tal sutileza que a imagem parece fatalmente se confirmar. Por exemplo, se uma pessoa tem uma idéia incorreta básica de que é inadequada e não pode ser bem-sucedida, essa convicção fará com que ela se comporte de tal maneira que na realidade irá agir inadequadamente, e assim confirme a idéia original. Além disso, ela passará a ter medo do sucesso exatamente por causa da idéia de que não está à altura – e isso é assustador. Uma vez descoberto esse não específico ao sucesso, o comportamento, o modo de agir daí decorrentes, as expressões óbvias e sutis a esse respeito, vocês entenderão que a falta de sucesso não acontece porque vocês são inadequados, mas vocês são inadequados porque acham que são e temem qualquer situação que ponha isso à prova.”

(O Guia. Palestra 125: TRANSIÇÃO DA CORRENTE DO NÃO PARA A CORRENTE DO SIM)

 

Todos nós temos alguns objetivos que por mais que nos esforcemos não conseguimos concretiza-los. Particularmente comigo isso acontecia em muitas áreas da minha vida. Não importava i esforço que eu fazia os resultados sempre me pareciam muito insatisfatórios. Por muito tempo eu achei que fosse menos capaz de realizar coisas comparada com as outras pessoas em geral. Mas depois que eu entrei no pathwork descobri que se tratava apenas de um não inconsciente. E vi que os resultados insatisfarios nada tinham a ver com moinha capacidade ou incapaciddade.

Tem muito mais a ver com as falsas crenças que temos. O exemplo que o Guia dá nesse trecho se encaixa perfeitamente no meu caso. Eu me considerava inadequada, incapaz de ter sucesso. Então apesar de eu querer muito o sucesso a crença de que eu era inadequada acabava frustrando todos os meus esforços.

Não porque eu fosse realmente incapaz. Mas o fato de eu ter uma crença tão arraigada da minha incapacidade acabava me deixando nervosa exatamente nos momentos em que eu estava chegando perto da realização. Afinal uma crença como essa faz o sucesso parecer assustador. Como alguém que acredita ser incapaz poderia não temer não conseguir sustenta-lo?

Pessoas que não acreditam em si mesmas veem o cair do sucesso, digamos assim, como questão de tempo. Quando elas tem o sucesso se sentem como impostoras. Como se estivessem em um trono que na verdade não pertencem a elas. E que é só uma questão de tempo para as pessoas descobrirem isso.

Quando eu por fim enxerguei todos esses sentimentos e pensamentos em mim eu percebi que o caminho para eu conseguir minha realização não era eu me esforçar mais.  E sim questionar minhas crenças e aos poucos ir mudando-as. Até porque com crenças como essas ninguém consegue atingir objetivo algum.

Acredito que o máximo que podemos fazer para melhorar a nossa vida, torna-la mais satisfario é nos aceitarmos como somos no momento e questionarmos nossas crenças. As outras mudanças ocorrem naturalmente e são decorrentes dessas atitudes.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Criação e Motivação

motivação

 

“É necessário, em primeiro lugar, compreender que ninguém cria nada sozinho. Nada novo jamais é criado. Isso seria uma impossibilidade. Mas é possível fazer uma coisa que já existe se manifestar. É um fato que tudo, absolutamente tudo, já existe. A palavra tudo não consegue transmitir o alcance desse conceito. Quando alguém fala sobre a infinitude de Deus, sobre a infinidade da criação, essa é uma parte do significado. Não existe um estado de existência, nenhuma experiência, situação, conceito, sentimento, objeto ou manifestação – de qualquer tipo ou grau – que já não exista. Existe como uma possibilidade, e no potencial já está dado o produto final. Eu entendo que é difícil para os homens aceitar essa idéia, já que é tão contrária ao modo de pensamento, de existência e de experimentação, ao nível de consciência que o homem geralmente tem. Mas quanto mais vocês aprofundarem seus pensamentos sobre esse assunto, mais fácil será perceber, entender, compreender.

Nada novo é criado, tudo já existe. Existe em outro nível de existência, de experiência, de consciência. Tudo pode ser descoberto agora mesmo, imediatamente, se e quando as obstruções específicas são eliminadas. Conhecer e entender os princípios da criação – que tudo já existe, e que o homem pode fazer essas possibilidades de existência se manifestarem – é um dos pré-requisitos necessários.

Antes de o homem poder criar novas possibilidades de desenvolvimento e extensões completamente novas de experiência em sua vida pessoal, é necessário que primeiro aprenda a aplicar essas leis da criação a suas áreas problemáticas, àqueles aspectos de sua vida nos quais está enfrentando problemas, está limitado, em desvantagem – onde se sente preso. O desenvolvimento saudável é uma seqüência da criação de uma personalidade saudável. O aprendizado e a compreensão das leis da criação só podem acontecer se uma pessoa primeiro aplicá-las às áreas atormentadas da personalidade.

Qualquer possibilidade que pode ser imaginada, pode ser realizada. Suponham que vocês estejam em uma situação de conflito, e não conseguem ver a saída. Enquanto não imaginarem a saída, vocês realmente não podem concretizar a possibilidade que já existe. Ou se seus conceitos sobre a saída são nebulosos ou irreais, também o serão as soluções temporárias que parecerão ser as únicas possibilidades. O mesmo se aplica, é claro, à sua vida como um todo, bem como a áreas específicas. Se vocês realmente compreenderem que existe um número infinito de possibilidades em qualquer situação dada, podem encontrar soluções onde até então era impossível encontrar.

É prerrogativa do homem utilizar essas leis da criação, buscar essas possibilidades infinitas para desenvolver e tomar parte das oferendas da vida. Se a vida do homem parece tão limitada, é somente porque ele está convencido de que sua vida deve ser limitada. Ele não consegue imaginar nada além do que ele vivenciou até agora, e do que vivencia no presente. Essa é precisamente a primeira desvantagem. Portanto, para poder desenvolver suas próprias possibilidades de felicidade, suas mentes devem compreender esse princípio. Vocês não podem trazer à vida o que não podem imaginar. Vocês deveriam meditar sobre essa frase, pois sua compreensão irá abrir novas portas. E também deveriam entender que há uma grande diferença entre conceber novas possibilidades de expansão, de felicidade, de um lado, e sonhar acordado, de outro. Sonhar acordado de forma desejosa, resignada, substituindo a chata realidade pela fantasia não é em absoluto o que se quer dizer aqui, e isso realmente é um obstáculo à concepção correta dos potenciais da vida. Eu estou me referindo a um conceito de realidade vigoroso, ativo, dinâmico, do que é possível. Quando vocês sabem que alguma coisa que querem ocasionar existe em princípio, já deram o primeiro passo para sua realização.

Portanto, convido cada um de vocês a refletir sobre o que realmente imaginam sobre as possibilidades para suas vidas. Se examinarem de perto a si mesmos, verificarão inicialmente que imaginam possibilidades negativas, que naturalmente temem e querem evitar. Vocês se defendem contra as possibilidades negativas. Vocês usam a maior parte de suas energias psíquicas para se defender das possibilidades negativas. Isso significa motivação negativa.

A motivação negativa não significa necessariamente uma intenção destrutiva. Quanto a isso, uma motivação positiva, nesse contexto, pode significar uma intenção ou objetivo muito destrutivo. Evitar uma possibilidade temida significa motivação negativa. Em um exame rigoroso de seus processos mentais e emocionais, vocês descobrirão que são, em grande medida, motivados negativamente. Essa é uma das primeiras obstruções que os mantêm em uma prisão imaginária e desnecessária. Isso se aplica, é claro, a todos os níveis de sua personalidade. Aplica-se ao nível mental, onde não conseguem realmente ver as perspectivas infinitas da experiência, da expansão, do estímulo, de todos os tipos de possibilidades maravilhosas e felizes que é prerrogativa de vocês concretizar nessa vida. Ela existe ao nível emocional, no qual vocês não permitem o fluxo espontâneo e natural de seus sentimentos. Com medo, ansiedade e suspeita, vocês impedem esse fluxo espontâneo do que realmente sentem. E ela existe fisicamente, quando não permitem que seu corpo vivencie o prazer que é seu destino vivenciar.”

(O Guia. Palestra 157: INFINITAS POSSIBILIDADES DE EXPERIÊNCIAS PREJUDICADAS PELA DEPENDÊNCIA EMOCIONAL)

Esse trecho da plesatra me chamou muita atenção. E esclareceu muitas coisas na minha vida. O mais esclarecer foi a parte que falou da motivação negativa. Se uma pessoa se esforça para evitar uma situação negativa o que ela faz na verdade é atrair essa situação para si. Afinal é essa a relidade que a pessoa está imaginando. É isso que ela acredita que vai acontecer do contrario não precisaria fazer nada para evita-la.

Eu posso ver que é assim que acontece em minha própria vida. Durante muito tempo em tudo o que fazia meu principal objetivo era evitar a rejeição. Eu via a rejeição por todos os lados. E hoje eu percebo que no fundo eu achava que a rejeição era algo certo. Tentava desesperadamente evita-la e nada funcionava. A verdade é que eu não conseguia me imaginar sendo aceita.

Com a crença de que a rejeição é certa ser aceita é realmente impossível. Porque mesmo que apareça alguém que consiga ver o eu verdadeiro da pessoa. Se tal pessoa vê a rejeição como algo certo, ela não vai acreditar que a outra pessoa não a está rejeitando

Isso aconteceu comigo. Eu encontrei uma pessoa que me valoriza. Mas no começo eu pensava: “ahh isso é porque ele não me conhece direito. Quando ele ver os meus defeitos ele irá embora.”  Bom ele não foi. srsrs

com o tempo eu acabei acreditando.  Mas isso só aconteceu porque ele já era uma pessoa bem consciente. Se não fosse acredito que não. Mas não porque eu não tenha nada de bom. Mas porque o nervosismo que eu ficava quando achava que alguém poderia gostar de mim era tanto que eu acabava realmente me comportando de forma inadequada por isso muitas pessoas já se afastaram de mim porque nem todos conseguem ver o que está por tras de um comportamento. Esse é apenas um exemplo de como a motivação negativa age. Pode ocorrer algo semelhante em todos os setores do vida.

No momento a minha motivação quanto a isso é simplesmente ser eu mesma. O que é simples e ao mesmo tempo complicado. srsrsr. Mas eu quero ser eu mesma sem me importar tanto com a aceitação e rejeição. E eu percebo que fazendo assim a aceitação acaba sendo bem maior.