domingo, 16 de outubro de 2011

O Estado de Contentaramento




"O Universo todo é constituido de tal forma que cada individuo criado é capaz de estar em estado constante de contentamento. Todo o individuo criado é feito de tal forma que isso não é apenas uma teoria, mas sim o estado de ser natural do homem. É a lei natural. Quando uma pessoa não está em estado de contentamento, sua situação é não natural.

Quando falo de contentamento, não estou me referindo a um futuro vago - Nesta vida ou em uma vida além do estado fisico de existencia. O contentamento é de fato possível exatamente aqui, exatamente agora. Não depende de algum feito complicado, de um estado de perfeição alheio ao modo de ser natural de vocês. Não depende de acontecimentos exteriores, ou na verdade, de qulquer coisa diferente do que é neste exato minuto. O homem tem a propensão a achar que se isso ou aquilo fosse diferente(dentro dele ou a sua volta), nada impediria sua felicidade. Mas a felicidade é possível agora mesmo, como vocês são agora."


(O guia: Palestra 150: Gostar de si mesmo, condição para o estado de contentamento)


Esse trecho da pelestra me chamou muita atenção. Principalmente a ultima frase que coloquei: a felicidade é possível agora mesmo, como vocês são agora.

Eu já havia lido essa palestra antes. Mas não tinha dado muita atenção a essa frase. Já há um tempo eu tenho aprendido a aceitar as condições externas. A aceitar que nem todas as pessoas irão gostar de mim, ou que jamais serei aprovada por todas as pessoas, por exemplo.

Mas percebo que na hora de aceitar a mim mesma nem sempre eu consigo com tanta eficiência. Apesar de já ter lido inumeras vezes, e em diversos locais, não só no path, sobre a grande importancia disso.

Recentemente eu fiquei com raiva e até mogoada com uma pessoa que me ajudou muito e continua me ajudando. E eu não aceitei isso muito bem. Afinal era muita ingratidão ficar magoado com uma pessoa que me juda tanto. srsr.

Eu fiquei bem mal. Mas agora eu percebo que o que me deixou mal e infeliz não foi o sentimento em si. Foi a não aceitação do mesmo e o auto julgamento por estar sentindo isso. E também, percebo que eu só fiquei tão magoada porque eu não me permiti sentir os pequenois descontentamentos a medida que iam aparecendo e eles foram se acumulando. Felizmente eu não tive dificuldade em liberar esses descontentamentos. E depois disso que me senti outra pessoa.

Essa experiência me mostrou o seguinte: as emoções negativas só tem o poder de acabar com nossa felicidade quando a julgamos e tentamos reprimi-las. Quando não as aceitamos. De outra maneira elas são bem temporarias. Elas vem e vão muito rapidamente.

O que verdadeiramente causa insatisfação não são as emoções negativas em si. São o julgamento das mesmas e não aceitação do nosso eu humano.

domingo, 4 de setembro de 2011

O Plano dualista.





"O plano dualista é o plano do ego. O plano unificado é o mundo do centro divino, o eu maior. O ego encontra roda a sua existencia no palano em que se sente a vontade. Renunciar a esse plano significa abandonar as exigencias do pequeno ego. Isso não significa aniquilação, mas para o ego parece ser exatamente isso. Na verdade o ego é uma particula, um aspecto isolado da inteligencia-mestram o eu interior, verdadeiro, Aquele não é diferente deste; apenas há nele menos do eu verdadeiro. por ser separado e limitado ele é menos confiavel. Mas isso não signfoca que o ego deva ser destruido aniquilado. Na verdade chegará o momento em que o ego se integratá ao verdadeito eu., formando um unico eu, mais pleno, mais equipado. Ele terá um patrimonio maior do que você pode imaginar.

Mas o ego separado pensa que esse desenvolvimento significa aniquilação. No seu modo limitado, o ego existe apenas como um ser separado; daí ele busca ainda maior separação. (....)

Enquanto houver identificação total com o ego, você continuará a cultivar mais separação,e a consequencia será a auto-idealização. Desse ponto de vista a autoglorificação e a idealização parecem ser a salvação e a garantia que ameniza seus medos existenciais. O ego pensa: "se todos ao meu redor me considerarem especial, melhor que os outros, esperto, bonito, talentoso, feliz, infeliz ou mesmo mau - ou qualquer outra caracteristica que tenha escolhido para sua autoglorificação- então receberei a privação, o amor, a admiração, e a concordancia de que necessito para viver". Esse argumento significa que em algum ponto do seu interior, você acredita que pode existir apenas se for percebido, afirmado e confirmado pelos outros. Isso pode parecer exagero mas não é.

Assim sua salvação parece estar nos que reconhecem a sua existencia somente se você for especial. Ao mesmo tempo , a mensagem emitida pelo eu verdadeiro , e que você interpreta mal, quer que você demone a vida, mas você a domina no pano errado. Toda pseudo-solução é um artificuio que vocês dispões para eliminar os obstaculos que o inpedem de ser algo especial."

( O guia. Livro o caminho da auto transformação. Capitulo 5: Unidade e dualidade)

Coloquei um trecho desse capitulo porque ele foi muito esclarecedor para mim. Mas antes de falar especificamente o que ele me esclareceu gostaria de fazer algumas observações. Notem que esse ser especial que o ego que não precisa necessariamente ser especial de uma forma positiva.

A verdade é que tanto se achar o pior como p melhor são duas faces da mesma moeda. Ambas são dualistas. Ambas vem da crença de que melhores e piores existem. Ambos se veem diferentes das outras pessoas. Ambos se veem como especiais. Um especial por ser o melhor e o outro especial por ser o pior.

Quem se considera o melhor espera receber amor através da admiração. E quem se considera o pior espera receber através da piedade. Nem a admiração nem a piedade são amor. No entanto é isso que a pessoa acredita que recebe nesses casos. Sendo assim ambos dependem de outras pessoas para se sentir bem.

E eu estive por muito tempo no extremo do pior. Mas gora isso está mudando. Só que as vezes eu me pego tentando exigir que as outras pessoas me deem valor. se as pessoas não veem meu crescimento eu acabo achando isso injusto. E isso ainda é ser dependente das outras pessoas. Só terei transcendido a dualidade quando o que os outros consideram de mim não for tão importante. Coisa que eu consigo em alguns momentos , mas em outros não. O que é natural. Já que não se muda de uma hora para outra. E é essencial eu respeitar o meu próprio ritmo.


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Amor Autentico



“Como vocês podem atingir esse amor autentico? Não é tentando forçar, isso seria impossível. Só pode ser atingido indiretamente. Comecem com vocês mesmos. Investiguem todo o seu ser, sem enganos. Descubram as obstrução: egocentrismo, auto piedade, vaidade e orgulho. Depois que perceberem a sua extensão, vocês estarão caminhando para o amor autentico, verdadeiro.

Se você concentram o seu amor em uma unica pessoa, e se isso for feito da maneira errada indicando doença da alma nessa área, então tal amor lhes enfraquece. Talvez tenham medo de perder o amor do outro, e por isso procurem mudar de personalidade, o que no entanto resulta em humilhação. As vezes vocês pensam que esse é sinal do verdadeiro amor mas é auto-engano. Quem sente amor saudável e autentico jamais compromete sia dignidade

Talvez não seja fácil perceber a diferença, mas meditem no que eu disse e vocês terão mais condições de entender. Aqueles que são capazes de sentir o amor real e autentico, deixando de lado o orgulho, os pequenos infortuneos, mantendo a integridade interior, sem abrir mão dela por medo de perder o amor do outro., esses jamais serão maltratados. O amor autentico sempre mantem a sua dignidade. Vocês podem sofrer uma desilusão mas não passar por uma humilhação indevida. Esse tipo de amor se basta, essa dignidade gera respeito, não rebaixamento ou maus tratos. O amor saudável – que enxerga, não é cego. Que é forte , não é fraco – sempre é leal ao eu interior simplesmente porque, ao eliminar o pequeno ego, ele não deseja satisfazer seus desejos egoístas. Assim o amor real é isento de tendências masoquistas ou sádicas, é saudável e não apresenta egocentrismo ou correntes que sufocam a personalidade.”

( O Guia. Palestra 04: O cansaço do Mundo em contraposição ao amor)



Esse trecho dessa palestra me fez refletir muito. Percebo que muitas das vezes o que chamamos de amor é apenas carência. é busca de alguém que nos aceite e nos ame. Quando é assim na verdade não nos importamos com a outra pessoa e sim a atitude dela com relação a nos. O mais importante passa a ser que o outro nos ame, nos aprove, nos aceite… E isso gera problemas porque nessas circunstâncias não seremos mais nos mesmos e sim o que a outra pessoa espera de nós.

E também vamos esperar certas atitudes da outra pessoa. Isso não é amor é uma tentativa de que outra pessoa supra nossas carências.

Por isso é importante aprender a amar a si mesmo. Já que se nos amamos, se nos aceitamos não precisaremos suprir essa necessidade com outra pessoa. E dessa forma estaremos livres para amar de verdade o outro. Porque não iremos precisar exigir que ele nos aceite o tempo todo.

Poderemos aceitar melhor o fato de alguém não gostar de nós. deixar o outro livre para não gostar de nós. E assim não precisaremos nos humilhar para conseguir o amor do outro. Infelizmente eu já fiz muito isso. mas agora não. estou aprendendo a não precisar dos outros para me valorizar.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Felicidade e Medo


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“Se você deseja a felicidade porque teme a infelicidade, a felicidade permanecerá inacessível. Se você deseja a felicidade por querer estar feliz e não por temer a infelicidade. Se você deseja a felicidade por querer estar feliz, e não por temer a infelicidade nenhum bloqueio com relação a realização existirá. E esta é uma enorme diferença.”
( O Guia. Palestra 130: Abundancia versus aceitação)

Coloquei esse pequeno trecho da palestra pois acredito que esse trecho resume a ideia de toda a palestra. E esse pequeno trecho já foi o suficiente para eu compreender diversas coisas em minha vida.
O que é dito aí é totalmente verdadeiro. Se você teme a infelicidade não pode realmente ser feliz. Porque mesmo em momentos de alegria em momentos em que não haveria motivos para a tristeza a pessoa não estará em paz. Porque? Porque estará acompanhado do medo de que essa alegria acabe. O que sem duvida acontecerá já que tudo na vida é mutável. E não há apenas momentos de alegrias e contentamento na vida de ninguém…
No entanto se você souber que pode suportar os momentos de angustia, tristeza, que são emoções que normalmente fazem as pessoas se sentirem infelizes, você conseguirá aproveitar melhor seus momentos de alegria.  Já que não estará a assustado com a possiblidade de ter alguma dor.
Se a pessoa souber que é capaz de sobreviver mesmo ao momentos mais difíceis ela não ficará desesperada quando esse momento acontecer.E a dor não será insuportável.
E assim ocorre com todo o resto. Se uma pessoa é rica e tem medo de ficar pobre , não conseguirá aproveitar a sua riqueza. Estará sempre procurado  e até poupando dinheiro. srsrs. Se uma pessoa tem medo de perder os amigos, ela estará sempre preocupada de um dia perde-los..
Enfim a pessoa só consegue aproveitar algo que tem não tiver medo de perder..

domingo, 7 de agosto de 2011

O Desejo segundo o Pathwork

 

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“Vamos definir de uma vez por todas as diferenças entre motivações saudáveis e doentias do desejos. Não vamos nos preocupar com desejos que são obviamente doentios porque eles são destrutivos. Vamos sondar as regiões mais profundas da mente e da alma onde os desvios existem de uma maneira muito sutil e discreta. Você pode ter um desejo perfeitamente legitimo, e, ainda assim, doentio. As motivações doentias e tensas estão sempre ligadas ao medo. É por isso que em certas doutrinas se fala tanto no estado de não desejo que é, no plano onde a maioria de vocês está, uma impossibilidade. Então nos resta tentar encontrar a diferença entra o que faz um desejo ser saudável e o que faz o mesmo ser doentio. Uma das explicações é essa: Quando você deseja uma coisa por ela mesma, esse desejo é saudável, mas quando você deseja alguma coisa como meio de obter um fim, esse desejo é doentio. Se for esse caso o desejo automaticamente se torna tenso. Ele passa a ser uma necessidade e portanto o medo vem no seu rastro

Vou dar um exemplo: Se você deseja segurança financeira pelo desejo de desfrutar esse estado não tem nada de doentio nisso. Mas se você deseja segurança financeira para impressionar os outros ou para mitigar um sentimento de inferioridade então o desejo passa a ser doentio. O objetivo foi distorcido para preencher uma necessidade diferente daquela que deveria preencher de forma saudável. Essa situação pode passar perfeitamente despercebida, Você pode sentir apenas uma necessidade premente. Podem ser encontradas explicações racionais em abundância sobre o porque o desejo é tão urgente. Enquanto por baixo as verdadeiras motivações permanecem ocultas.”

( O Guia. Palestra 56: A Capacidade de Desejar)

 

Mais uma vez eu encontro um trecho do pathwork que parece ter sido escrito especialmente para mim. Essa é uma situação que eu vivi a pouco tempo. Na verdade ainda estou vivendo mas agora tenho mais consciência dela.

Esse exemplo de desejo doentio caiu como uma luva para mim. Eu ainda estou trabalhando para conseguir minha independência financeira e pouco tempo atrás fiquei literalmente desesperado por não te-la ainda.

E eu percebi que muito do meu desespero não era por conta da minha depenica financeira por si só. E sim por eu acreditar que as outras pessoas me veriam como incapaz por causa dela.

Então eu queria independência financeira não apenas para ter mais autonomia mas para provar que sou capaz. Para diminuir o meu complexo de inferioridade. Então esse desejo era um meio para atingir um fim, exatamente como é dito na palestra.

Eu acreditar que a independência financeira daria um fim na minha imagem de menina incapaz fez esse desejo se tornar tenso. Veio com ele o medo de nunca conseguir provar que sou capaz. Isso tornou o desejo urgente e fez com que ficasse impaciente demais para esperar que o que plantei com minhas novas atitudes desse frutos.

E agora que tomei consciência de tudo isso estou um pouco mais tranquila. E sei que essa necessidade de provar que sou capaz é uma ilusão. Afinal não preciso provar nada para ninguém.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Reações Desproporcionais

 

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“O segundo estado doentio que eu gostaria de discutir é a questão das reações desproporcionais, do exagero. sobre isso  já falamos um pouco em outras ocasiões. Eu mencionei, por exemplo a frequência em que vocês dramatizam as situações em que estão envolvidos. Mas anteriormente essa reação se aplicava mais as manifestações externas desse aspecto, demonstrada principalmente por algumas estruturas de personalidade. Mas esse aspecto também pode estar presente naqueles que, externamente, dramatizam muito pouco as suas emoções. Em outras palavras, o aspecto pode não ser visível.No entanto em algum plano emocional ele sempre existe. (….)

Por exemplo, um pequeno elogio, em si mesmo não muito importante, pode salvar o dia de vocês. Uma aprovação casual pode mudar totalmente o seu estado de espirito. Da mesma forma qualquer pequena critica ou desaprovação pode estregar por completo o humor de vocês. Pode lança-los na depressão e no mau humor. No primeiro caso há um aumento desproporcional da auto confiança, no segundo caso ela cai. Há muitos outros exemplos mas vocês precisaram descobrir essas reações a medida que prosseguirem, aprendendo a tirar do esconderijo as reações emocionais. Em qualquer caso vocês sobem ou caem devido a um único aspecto – Seja ou não verdadeiro – referente ao que outra pessoa pensa de vocês. No primeiro caso, do ponto de vista emocional, vocês se percebem bons, perfeitos dignos de amor. No segundo caso uma pequena critica faz com que vocês não se sintam bons, pelo menos aos olhos da outra pessoa. Isso é muito difícil de detectar porque intelectualmente vocês sabem muito bem que isso é um absurdo, e sempre que essas reações aparecem vocês se furtam a avalia-las integralmente. “

 

(O guia, Palestra 90: Moralização, reações desproporcionais, Necessidades)

 

Escolhi comentar esse trecho da palestra pois mais uma vez me vi em algo que o guia descreve. Esse tipo de reação emocional se repetiu muito na minha vida. Hoje nem tanto, mas ainda acontece se eu não tomar cuidado.

Hoje percebo que, por mais que negasse e dissesse que não estava nem aí para o que os outros diziam, as criticas me afetavam sim. E muito. Acontece que raramente deixava transparecer. Ficava tudo dentro mim sem jamais ser expressado.

Inúmeras vezes diante da menor critica eu pensava: “ Fulano tem razão sou mesmo uma porcaria.” Sim, eu me defendia. Mas no intimo não só dava razão a critica como me condenava muito mais severamente que a própria pessoa que me criticou. Um exemplo apenas para vocês entenderem. Se a critica foi que eu não lavei a louça direito. Eu já pensava: Não faço nada direito mesmo. Só que normalmente eu me defendia ao invés de verbalizar isso. Mas no fundo eu achava a critica acertada e me criticava mais ainda. srsrs

Essas reações desproporcionais as vezes acontecem comigo em outras situações. Se eu tento fazer algo e não consigo me veem pensamentos do tipo: Nunca conseguirei isso. Sou uma incapaz.

Antigamente eu me deixava dominar por esses pensamentos derrotistas, hoje não. Quando eles aparecem eu já os questionam lembrado que nãos conseguir uma vez não significa não consegui mais tarde. E que inúmeras pessoas só conseguirão um emprego depois de muitas entrevistas. Ou que só passaram do vestibular depois de varias tentativas. Enfim, é possível dar inúmeros outros exemplos. E esse questionamento já diminui o impacto desses pensamentos em mim e eu me sinto pronta para continuar o meu caminho…

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Como Parei de me Desprezar

 

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“Naturalmente seria infantil imaginar que o que vocês não apreciam em si mesmos não existe porque vocês procuram evitar encarar esse aspecto, mas o eu inferior é imaturo e ignorante. Portanto eu digo: Não se esquivem do que está em vocês! Muitas pessoas que vão a psiquiatras muitas vezes sofrem um colapso ao ficaram cara a cara com o eu inferior diante o tratamento. Mas isso não será possível se vocês souberem que o eu inferior não é o ser final.É essa ideia errada que leva as pessoas analisadas a tal desprezo por si próprias e aversão por si próprias que ocorre um colapso. Mas todos vocês sabem que o eu inferior não passa de uma camada , que é algo temporário. Ele estás aqui agora e deve ser considerado. Mas é temporário e não é o eu real. Existe o eu superior que se manifesta através de suas boas qualidades. Na generosidade, na amabilidade, por exemplo. Mas mesmo que ele ainda não consiga se manifestar, bem escondido, atrás do eu inferior, está o eu superior em sua brilhante perfeição.”

( O Guia. Palestra 25: O Caminho: Passos Iniciais)

 

Escolhi esse pequeno trecho dessa palestra pois ele ilustra a principal descoberta que eu fiz no pathwork. Antes do pathwork , mesmo sem fazer uma terapia bem sucedida, que realmente me fizesse entrar em contato com meu lado negro essa aversão por mim mesma aconteceu.

Isso porque eu não era tão boa em esconder de mim mesma essa lado negro. Por mais que me esforçasse para ser gentil e amável eu via que em muitas ocasiões eu era na verdade egoísta e mesquinha. E que na maior parte das vezes minha gentileza era apenas uma mascara para conseguir a aprovação das pessoas.

E mesmo que eu não deixasse transparecer, já que sempre fui boa em me fazer de indiferente. Eu sabia sofria e me condenava por ter esses sentimentos negativos em mim. Eu achava que não poderia ter. Para mim pessoas boas teriam de ter pensamentos e sentimentos harmoniosos o tempo todo.

E por estar tão ficada em esconder meus sentimentos “negativos”  eu não acreditava que realmente havia os “positivos “ em mim. Passei a ver o meu lado “negativo” como real e o “positivo” como mascara.

Eu entrei mesmo em colapso. Cheguei muitas vezes a pensar: “Realmente não há nada de bom em mim”.  Embora muitas vezes isso não fosse verbalizado.

No pathwork eu aprendi que todos tem momentos de raiva. E ter momentos de raiva não significa ser raivosa o tempo todo. Que ter momentos de egoísmo não sínica ser egoísta o tempo todo.

E que quando não temos consciência de uma caracteriza ela nos domina. Mas se temos consciencia controle sobre ela , ela para de nos dominar.

Podemos sentir todas as emoções. Mas podemos escolher como manifestá-las. Ou não manifestá-las, mas ter consciência de que ela está lá. E através dela aprender mais sobre nós mesmos. Dessa forma até mesmo uma emoção “negativa” nos beneficia. O problema não é a emoção. é como lidamos com ela.

domingo, 22 de maio de 2011

Se subestimar impede a pessoa de amar

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“A proibição contra o amor vem de dois enganos básicos.  O primeiro é a má interpretação da realidade. Em outras palavras, a ilusão, A ilusão produz confusão junto com uma serie de outras emoções negativas tais como medo, hostilidade, separatividade, auto-piedade, ambigüidade, vingança.

Essas emoções tornam o amor impossível. É incompreensível ter medo do amor desde que seus conceitos e percepções internas e sistemas de valores estejam harmonizados com a realidade.

O segundo engano é a subestimação do self e os conseqüentes sentimentos de inferioridade. Isso pode soar quase paradoxal. Visto superficialmente, certamente parece possível sentir-se inferior sem que isso impeça sua habilidade de amar.

Contudo, meus amigos, não é bem assim, pois, no momento em que você se subestima, não consegue ver a outra pessoa como algo real. Como resultado dos seus sentimentos de fraqueza e inadequação, as outras pessoas assumem i papel de gigantes contra o que vocês se defendem rejeitando, ressentindo-se ou desprezando-os.

Mesmo quando esse ultimo não acontece não lhes é possível a vulnerabilidade ou as necessidades humanas da outra pessoa. Sua fraqueza e força tornam-se descoladas e distorcidas.”

( O Guia. Palestra 133: O amor como um movimento espontâneo da alma)

Achei esse trecho da palestra extremamente interessante. Principalmente a parte que fala que a subestimação de si mesmo é obstáculo para o amor. No começo  eu tive dificuldade em compreender isso. Mas agora está claro.

Está claro porque eu passei a observar as minhas própria reações. A rejeição a outra pessoa nesse caso não é uma coisa obvia, mas acontece. Ao menos no meu caso. é mais ou menos assim . Eu penso: Aquela pessoa é tão legal, tão inteligente, tão sabia jamais seria a minha amiga.” Então o que acontece? Eu nem ouso me aproximar dela. Sequer dou a chance de ela me conhecer. E dessa forma eu a rejeito para que ela não me rejeite. Eu já fiz muito isso. Agora, graças ao meu trabalho de auto conhecimento, isso tem diminuído cada vez mais. E percebo surpresa que as pessoas não estão propensas a me rejeitar. srsrs

A outra questão também acontece. A imagem da outra pessoa fica totalmente distorcida para quem se subestima. Você não vê a outra pessoa. Você vê um super. herói. E quando a pessoa demonstra alguma fraqueza você não sente empatia. Você fica extremamente surpreso quando não decepcionado. E com certeza acaba exigindo mais da pessoa do que ela pode dar. E isso com certeza não é amar.

Essa também é uma reação que eu já observei em mim. Mas que agora graças a minha consciência também está diminuindo…

terça-feira, 17 de maio de 2011

A Imagem Coletiva da Auto Importância

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“Falamos muitas vezes sobre os sentimentos de inferioridade e sua verdadeira origem. Essa é uma tendência importante da natureza humana, e portanto, precisa ser entendida no trabalho de autonhecimento de vocês. Acho que a essa altura  vocês já perceberam claramente que as verdadeiras razões para os sentimentos de inferioridade de vocês são ocultas. Subconscientemente vocês de fato registram suas imperfeições e inadequações, e apesar, de não quererem encara-las e aceita-las, o conhecimentos delas persiste. Isso vocês não conseguem erradicar. Assim, buscam alivio, e erradamente acreditam que podem fazer isso recebendo atenção, adoração e aprovação. Vocês já perceberam que por mais a provação que recebam o alivio é, na melhor das hipóteses muito temporário.

Nesse sentido gostaria de discutir a imagem de massa sobre o eu. Essa imagem de massa universal é a seguinte: “ Se eu receber atenção ou aprovação ou admiração, todo o meu valor fica estabelecido, não apenas aos olhos dos outros mas aos meus próprios olhos. Se não conseguir obter isso, nesse caso, sou inferior”. Nem é preciso dizer que essa é uma conclusão errada. E também não é preciso dizer que esse não é um pensamento consciente, e sim uma atitude emocional inconsciente. Nenhum de vocês vai deixar de comprovar a existência dessas emoções em vocês mesmos.

A manifestação dessa imagem varia conforme o temperamento e as características e de acordo com outras tendências que determinam a força e a maneira de manifestação, e ainda de acordo com o ambiente e a educação. Tudo isso em conjunto determina até que ponto é perceptível, até que ponto é forte e até que ponto é evidente o clamor por aprovação, e em que direção especifica existe a necessidade de importância do eu. Se a procura por aprovação é, até certo grau, evidente para outros seres humanos isso não significa que tal pessoa seja menos desenvolvida espiritualmente do que em outra no qual essa mesma tendência está mais oculta ou é mais sutil. Trata-se mais de uma questão do grau de ocultação. (…..)

São muitas as formas as formas e maneiras como vocês manifestam essas imagens de massa. Em outras palavras existem diferentes maneiras de buscar a admiração. Uma pessoa pode acreditar que a riqueza material lhe proporcionará maior estatura aos olhos do mundo. Para outros valores diferentes servem para se enquadrarem nessa categoria. Para algumas o meio pode ser uma determinada realização, um determinado talento. Para outras pode ser o bom caráter, correção, lealdade, inteligência. Para a maioria o meio é a junção de muitos atributos que se sipões que sirvam para atingir o mesmo fim, ou seja, a admiração.  E existe até mesmo o tipo de pessoa que usa a infelicidade como meio de suscitar a solidariedade. E naturalmente solidariedade também significa aprovação.

E mais uma vez peço que não confundam a manifestação oposta com o que é saudável nesse aspecto. “Não me importo com o que as pessoas dizem” é uma rebeldia. Quando existe rebeldia ainda existe escravidão. A rebeldia é uma tentativa de se livrar da escravidão., mas é a maneira incorreta de fazer. Vocês acreditam que se rebelam contra um mundo que procura obriga-lo a ter um determinado comportamento. Mas isso também é um erro. Na verdade vocês se rebelam contra a sua dependência da opinião do mundo. Portanto o remédio é descobrir porque vocês estão presos, o equivoco que leva a escravidão. é assim, e somente assim, que vocês conseguirão se libertar dessa escravidão, para não precisarem mais se rebelar. E vocês também não precisaram mais fazer esforços para obter uma coisa que na verdade não é sua salvação.”

(O Guia. Palestra 57: A Imagem Coletiva da auto importância)

 

Essa palestra retrata exatamente as coisas que tenho percebido em mim. Infelizmente eu costumava dar muita importância ao que as outras pessoas achavam de mim. E realmente achava que teria valor se as outras pessoas me aprovassem. Só que por mais que eu tentasse eu não conseguia. E isso fez com que eu acreditasse que era inferior as outras pessoas. Então agora eu percebo que essa conclusão foi justamente por eu ter essa imagem de massa forte em minha alma..

Eu buscava a aprovação principalmente através do meu “bom” caráter. sendo uma pessoa boa e com sentimentos nobres.Isso fez com que eu reprimisse muitas emoções minhas. As consideradas negativas. Que graças ao trabalho que estou fazendo estou tomando consciência delas e elas estão se soltando e sendo liberadas.

Eu também já usei a minha infelicidade para conseguir a solidariedade dos outros. Já que e eu não conseguia me sobressair em nada essa parecia uma boa maneira de chamar atenção. Boa em termos porque é uma maneira muito desagrave de conseguir isso.

E essa pressão por conseguir aprovação ficou tão grande que acabou me levando a rebeldia. Isso aconteceu até mesmo recentemente. srsrsrs. Eu comecei a me revoltar contra todos os que me exigiam ou pareciam me exigir determinados comportamentos. Mas na verdade, não era uma revolta contra aos outros. Era uma projeção da revolta contra a minha dependência.

Quem não é dependente simplesmente não se importa, não precisa se revoltar. Essa imagem ainda não está totalmente superada em mim. Mas agora pelo menos eu tenho consciência dela e da sua força…

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Algo que Impede Nossa Grandeza se Manifestar

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“Quando se tornarem plenamente o seu próprio eu, no melhor sentido do termo, aparentemente serão dois opostos ao mesmo tempo: Um ser singular, especial, e um ser nada especial, mesmo que singular. Vocês são como todo mundo no sentido que todos são manifestações divinas. todos tem qualidades divinas e todos tem obstruções. Vocês podem se diferenciar na sua evolução, na sua abertura e na sua disposição em permanecer na verdade. Mas todos vocês se manifestam como ego e devem passar pela mesma luta para transcender esse ego. Mas são todos singulares pela forma como Deus pode se manifestar através de vocês quando se encontram livres de obstruções, quando permitem que sua especifica grandeza se manifeste. São todos gênios, já que são todos Deus.

Para o pequeno ego que afirma a qualidade especial do ego, essa noticia não é bem vinda. O pequeno ego quer se colocar acima dos outros, quer ser melhor que os outros, superior a todos. O eu Deus não tem esse tipo de exigência. Agora o que impede que a verdadeira grandeza possa fluir é precisamente a exigência do pequeno ego em querer se colocar acima dos outros., e então submete-los e provar e provar que é superior a todos os demais. Isso é um mal especifico que tem de ser desalojado. Essa mal provoca muitas outras atitudes que causam dor e sofrimento. E muitos outros padrões destrutivos e prejudiciais.

Isso também pode ser dito dessa forma: Se desejo me colocar acima dos outros porque me sinto um nada? Mas que tal inverter essa premissa? Vocês de fato se sentiriam um nada se não precisassem se sentir tão superiores? Arrisco dizer que não. Vocês se sentiriam invejosos, ciumentos, insignificantes, subservientes, malvados, responsável por impedir nos outros o próprio Deus deles – Ou seja, não amorosos- Se não quisessem se colocar acima dos outros? A sua consciência de Deus e a consciência de Deus da outra pessoa nunca,jamais, entram em conflito,. O que entra em conflito é apenas o ego, apenas o estado de separação.  O ego não é um, ele se divide. E normalmente entra em conflito e contradição consigo mesmo. A Consciência de Deus nunca tem que forçar o reconhecimento. Ela própria se reconhece e é suficiente em si mesma.”

(O  Guia: Palestra 212: A reivindicação da capacidade total de grandeza)

Eu li essa palestra no momento exato em que precisava le-la mesmo. Ela foi muito esclarecedora quanto a algumas atitudes que ando tendo e algumas emoções que ando sentindo.

Eu ando um pouco irritada ultimamente. E as vezes essa irritação se exacerba. Como o correu em nas ultimas conversas que tive com uma amiga minha. srsrs

Sabe, acho que o principal motivo da minha irritação é exatamente o que é dito nesse trecho. A exigência por reconhecimento. Talvez por eu ter me conformado a viver sem ele durante tanto tempo agora eu esteja tendo a reação oposta. Agora eu me irrito profundamente toda vez que alguém dá a entender, ou pelo menos  eu interpreto, que eu sou cega. Que ela vê mais claramente. Eu sinto como se a pessoa estivesse me diminuindo. Ou jogando coisas na minha cara sem ver que eu já melhorei em bastante coisa..

Mas se for analisar bem isso é orgulho. Afinal qual é o grande problema de outra pessoa estar vendo algo mais claramente? Nenhum!!! Na realidade isso não é nenhum problema. Apenas o pequeno ego vê isso como um problema, porque ele se sente deixado para trás. Outra pessoa me interpretar mal também não é nenhum problema. Afinal ninguém é obrigado a concordar comigo em tudo..

Estou percebendo que não se trata de uma corrida para ver quem se ilumina proeiro… Cada um deve respeitar seu próprio ritmo!!!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Liberdade e Auto-Responsabilidade

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“Da última vez, examinei o mundo de utopia na personalidade humana. Eu disse que a criança dentro de vocês exige tudo da forma que ela quer, do jeito que ela quer, e na hora que ela quer. Mas vai além disso. Isso implica também ter total liberdade sem responsabilidade. Vocês podem não ter consciência de que desejam exatamente isso. Mas tenho certeza, de que, ao examinarem algumas de suas reações e se perguntarem o que elas significam, quando chegarem a raiz delas, descobrirão que essa parte quer exatamente isso.Vocês, querem, acima de vocês, uma autoridade que conduza suas vidas de todas as formas do jeito que vocês desejam. Vocês querem total liberdade com relação a tudo, vocês querem tomar decisões e fazer escolhas livremente. Se elas foram acertadas o credito é de vocês. No entanto vocês não querem ser responsáveis por nada ruim que aconteça. Então vocês se recusam a ver a ligação entre um acontecimento e suas próprias ações e atitudes. Vocês encobrem tão bem essas relações entre causa efeito  que, depois de um certo tempo, é realmente preciso um esforça para traze-las a tona.Isto acontece porque vocês querem que as autoridades sejam responsáveis apenas pelas coisas ruins.

Muitos dos meus amigos que estão bem avançados nesse caminho confirmarão prontamente que essa parte existe neles. Se vocês examinarem esse pensamento ou atitude inconsciente até o fim verão que ele significa exatamente isso. Vocês querem liberdade sem auto responsabilidade. Assim vocês querem um Deus que mima, indulgente, como um pai que estraga o filho. Se esse Deus não puder ser encontrado – e naturalmente não poderá – Ele se torna um monstro aos seus olhos e vocês se afastam inteiramente de Deus.

É muito importante que encontrem em si mesmos aspectos que desejam exatamente isso: liberdade sem auto-reponsabilidade. Com a metodologia desse trabalho não deve ser difícil descobrir onde vocês desejam exatamente isso.

Se vocês refletirem sobre isso em toda a sua extensão vocês verão que isso é impossível. Isso é uma utopia. Na medida que vocês retiram a responsabilidade de si mesmos. Nessa mesma medida vocês se escravizam.”

(O Guia. Palestra 60: O abismo da Ilusão, Utopia, Liberdade e  Auto responsabilidade)

Essa palestra tem tudo a ver comigo e com o que eu estou vivendo no momento. Afinal eu estou com um grande desejo de maior autonomia, independência e liberdade. Ainda há esse desejo em mim de conseguir isso sem me responsabilizar por mim mesma.

E isso é totalmente impossível. Por exemplo, se uma pessoa não tem independência financeira. Ela estará sempre dependendo da aprovação de alguém para fazer um curso que queira. Ela não tem a responsabilidade de sustentar a casa. Mas não tem total liberdade para fazer o que quer..

Outro exemplo: Se você não assume a responsabilidade pelas suas emoções e acusa outras pessoas pela sua raiva, tristeza, depressão, angustia etc.… Você não será livre para mudar a situação. Estará sempre dependente da atitude da outra pessoa. Mas se você assume que a raiva ou qualquer outro sentimento desagradável é algo dentro de você mal resolvido. Você ganha liberdade. Já que dessa forma a mudança depende de você e não do outro.

Eu ajo sempre assim? Não.. As vezes eu esqueço. E isso é algo natural já que não se amadurece de um dia para o outro. Mas posso dizer que apesar do medo da responsabilidade não ter sumido totalmente. Eu já estou me responsabilizando mais por mim mesma…

domingo, 1 de maio de 2011

Se Esvaziar

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“Vamos tomar um exemplo comum muito simples, para vocês  me entenderem melhor. Cada um de vocês está constantemente com medo, de uma forma ou de outra, de ser inadequado, rejeitado, menosprezado, de não ser levado a serio. Esse é um problema de vocês, quer ou não percebam que consideram um problema e que lutam contra ele, tentando resolve-lo a sua própria maneira. Tentar resolver um problema que não existe cria problemas verdadeiros. A dificuldade contra a qual vocês lutam é uma idéia sem sentido, pois os outros não tem a intenção de rejeitar ou menosprezar vocês, como tantas vezes é a sua percepção emocional. Estejam ou não cientes disso nesse momento, nove décimos da atitude de vocês perante a vida, perante a si mesmo e aos outros é uma luta contra essa falsa premissa. Para defender-se contra essa terrível situação vocês constroem uma complicada estrutura.

Quando vocês seguem esse rumo, e muitas vezes já estão nesse rumo a algum tempo, sem pensar nele especificamente, os seus esforços se voltam para fazer com que esse fato temido não se torne realidade. Em outras palavras, vocês esperam adequar melhor suas defesas para terem condição de resolver melhor o problema da rejeição e da inadequação- Um problema que não existe, Enquanto vocês caminham nessa direção não podem sentir alivio. Primeiro vocês precisam admitir que todas as suas energias, todas as suas metas estão voltados para um objetivo cujo a base é falsa. Ao fazerem essa admissão você não vão fazer projeções no futuro, da imagem de vocês e de experiências perfeitas de vida no futuro, Você não precisarão fazer força para serem algo que não são. O agora será plenamente satisfatório. Onde quer que vocês estejam nesse momento é preciso ocorrer um esvaziamento!

Esvaziar-se significa reconhecer que o problema com o qual vocês lutam não é um problema real, e sim fruto da imaginação – Uma imagem! Com base nesse problema imaginário surge uma serie de equívocos gerais e específicos, outras atitudes destrutivas.”

( O Guia. Palestra 131: Interação entre a expressão e Impressão)

Eu adorei essa palestra e particularmente esse trecho da mesmo. Esclareceu muitas coisas com relação a minha vida. Eu realmente sempre me preocupei muito com a rejeição das pessoas. E O Guia tem razão esse não é um problema real. Porque embora algumas pessoas possam me rejeitar~mão é real que todas as pessoas me rejeitarão. No entanto era nisso que eu acreditava.

E então sabem o que eu fiz para evitar isso? Parei de ser eu mesma. Eu estava convencida de que se eu me mostrasse como sou seria rejeitada. Tentava ser agradável ao máximo, não expressar minha raiva, nem desacordo. E isso sim me criou problemas. Porque isso criou em mim o medo de me expor, de me mostrar como realmente era..

Outra coisa que aconteceu foi que eu passei a ficar nervosa quando as pessoas demonstravam me aceitar. Era o que eu mais queria, no entanto, eu sempre tinha a sensação de que apenas alguém que não tem uma imagem real de mim seria capaz de me aceitar…

Então como foi dito no trecho a cima a minha crença era totalmente ilusória. Mas essa crença ilusória gerou para mim dificuldades reais.

Felizmente eu já estou me esvaziando dessa crença e sendo eu mesma cada vez mais. E com isso também vejo que a rejeição nunca é de 100%. E estou aprendendo que mais importante do que ser aceito pelo outro e ser aceito por si mesmo..

sábado, 23 de abril de 2011

Não é preciso mais controlar os sentimentos

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“Na aurora da humanidade,quando o homem eras um pouco mais consciente de si mesmo que um animal, ele se expressava e agia completamente a partir de sentimentos destrutivos. O homem primitivo não conhece inibição ou consciência. Ele está muito desligado dos seus semelhantes para sentir a dor deles como idêntica a sua própria. O sofrimento o fez cego por demais, porque sua cegueira o levou ao sofrimento. Assim ele destrói e indulgem seus impulsos destrutivos.

Em estágios seguintes da sua evolução ele aprende que isso o coloca em conflito com o seu ambiente, e, gradualmente, a consciência se expande como consequência da experiência vivida. Os primeiros processos de raciocínio mostram ao individuo que a expressão exterior daquilo que sente, sem controle, provoca ainda mais dor. Então se desenvolve uma “consciência social”, a qual é também resultante de seu instinto de auto-preservação.

Mas é apenas a convivência que determina essa espécie de consciência. Ela ainda está muito distante da experiência interior de unidade com o próximo. Ele chega porém ao limiar no qual aprende a conter o seu ímpeto de destruição. Através das experiências de muitas vidas, ao longo de milênios vivendo sob varias circunstancias, cada entidade aprende as desenvolver suas faculdades de razão e vontade.

O reino dos sentimentos é, a essa altura, predominantemente, ódio e malicia. Ainda assim é a parte mais viva e criativa das faculdades, ela é aquilo de auto perpetuador, no homem.

Uma vez que o mundo do sentimento  é predominantemente negativo e destrutivo, a sua natureza auto perpetuadora cria impulsão e compulsão de natureza altamente danosa e é por isso que é tão temido. Ele é mantido em cheque apenas pelo poder do raciocínio, de usar a mente, e do poder que tem a vontade de conter, disciplinar todos os impulsos espontâneos.

Quando essa consciência cresce e a negatividade do mundo dos sentimentos torna-se obvia, o homem faz o seu melhor para negar, encobrir , bloquear e desativar o reino dos sentimentos. O que então ocorre, porém, é que nesse processo o Eu espiritual torna-se ainda mais isolado, pois ele reside diretamente dentro do mundo interior dos sentimentos.

A mascara criativa dos sentimentos é o divino., mesmo que agora ele se manifeste de forma tão destrutiva. Portanto quando a razão e a vontade erguem uma barrocada em torno seus sentimentos de forma a se porem a salvo da criatividade auto-perpetuadora negativa elas também erigem uma outra barreira ao redor do amago divino – o processo auto perpetuador positivo- Não obstante é necessário que cada entidade passe por essa fase antes que a direção possa ser revertida.

Você ainda está embutido com a ordem que foi aprendida no decorrer de muitas existências: Devo manter minha destrutividade sob controle.

Quanto mais os sentimentos são negados, menos podem os sentimentos destrutivos se transformarem no original. Assim, uma consciencia se constroi, a qual é baseada na razão. Por muito tempo na história da evolução a razão parece ser a salvação, a graça salvadora, aquilo que controla, contem e domina o reino dos sentimentos.

Um número incalculável de entidades encontram-se agora nesse estágio. Elas desenvolveram a razão e a vontade suficientes para manter o reino dos sentimentos sob controle. Essa não foi uma escolha errada meu amigos, Foi necessário. Mas agora outro rumo deve ser tomado. , e é justamente isso que parece mais ameaçador, que parece estar em conflito com todos os seus esforços do passado”

( O guia. Palestra 165: Fases evolutivas da relação entre o domínio do sentimento da razão e da vontade)

 

Essa palestra me esclareceu muita coisa. eu acredito que eu seja uma dessas entidades que tiveram de usar a mente e a vontade para conter os impulsos destrutivos. Digo osso porque desde que eu me entendo por gente eu tenho a impressão que os sentimentos estragam a minha vida. srsrsrs

Realmente eu achava que se conseguisse agir apenas pela razão todos os meus problemas seriam resolvido.  o que mais me desagradava parecia ter a ver com meus sentimentos. Eram os meus sentimentos de insegurança que faziam eu ir mal na prova, não o fato de eu não saber a matéria. Era a minha raiva que gerava conflitos com as pessoas ao meu redor. E não o raciocínio. Meu raciocínio me dizia que eu não tinha nenhum motivo para ter aquela raiva toda.kkkkk

Mas no próprio pathwork eu descobri que agora eu posso observar meus sentimentos, minhas emoções negativas sem necessariamente agir de acordo com eles. Olhar para eles de uma forma mais distanciada, sem me envolver tanto. Sem negar o sentimento, nem julga-lo. Apenas aceitando que isso é algo que existe em você. Um aspecto seu mas que você não é obrigado a fazer o que esse aspecto manda.

E percebi que ao fazer isso você entra em contato com seus sentimentos positivos. Pois você aprende a ter compaixão por si mesmo. E com o tempo essa compaixão se expande aos outros.

sábado, 16 de abril de 2011

Dois extremos: Se achar superior e se achar inferior!

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“Cada individuo vivo tem a compreensível tendência a querer parecer superior quando lida com seus semelhantes. Ele esconde os seus defeitos, oculta suas deficiências e quer mostrar o seu melhor lado. Por que? Isso ocorre porque ela anseia admiração, aceitação e amor. Ele pensa que ao mostrar o seu melhor lado ele receberá esse amor. E ainda assim todos vocês sabem que se você quer receber amor primeiro tem que da-lo.

 

Você realmente da amor ao impressionar as outras pessoas? De fato, é isso que você está fazendo consciente ou inconscientemente. Por outro lado você decididamente dá amor no sentido mais profundo quando se doa e se mostra como realmente é. Sem mascaras, mesmo que isso signifique um pouco de humilhação. Sim, meus amigos, dessa forma é que se dá a maior das dadivas. E Porque? Porque os seus semelhantes sentem-se tão inseguros quanto você. Caso eles o vejam tão perfeito quanto você  quer parecer, seus complexos de inferioridade crescerão ainda mais. Eles pensarão ou sentiram. Também consciente ou inconscientemente: Ele é tão perfeito, ou ela é tão perfeita, porque não posso ser tão perfeito assim? Eles vão se sentir solitários e deprimidos e vão desprezar-se ainda mais. Portanto, eles irão em sua cegueira e como única defesa, colocar uma concha ainda mais espessa ao redor de si mesmos, que os separara ainda mais de seus irmãos e irmãs, de forma muito semelhante ao que você faz ao quão tentar tanto parecer independente, duro e oh tão perfeito!

 

Por outro lado se você se mostra como realmente é, com todas as suas fraquezas, sem nenhum fingimento você dá uma grande e generosa dádiva , porque seu irmão ou sua irmã dirá ou sentirá: “ bem, ele não é melhor que eu”, e isso vai deixa-lo se sentindo melhor. Você vai receber dessa forma exatamente o que intentava ganhar: Amor, admiração! Você vai recebe-lo porque abriu mão. Você conhece a lei espiritual: primeiro você tem que abrir mão daquilo que você quer ganhar! Você desistiu de da admiração,O que quer dizer que você  abriu mão de causar uma impressão.  Você desistiu de querer o amor dos outros por parecer tão maravilhoso e ao invés disso aos presenteou diminuindo a solidão que sentiam em sua suposta imperfeição. Cada um pensa que está sozinho em suas imperfeições. Mesmo que possa ver e criticar as dos outros o tempo todo.  Você abriu mão da sua vaidade, você abriu mão de um pouco do seu ego.  Se você abre mão de si mesmo você entrega a maior dadiva que pode dar aos aos outros e portanto a lei tem que fazer efeito. (….)

 

Nada de exageros doentios! Nada de extremos! Pois como tudo mais aqui também existem dois extremos. Há também certas pessoas que indulguem ao auto desprezo, diminuindo-se aos olhos dos outros. Elas dizem: “ Eu sou tão ruim, sou tão pecador, eu sou isso , sou aquilo!” Essa é uma mascara tão falsa quanto o outro extremo. Uma pessoa assim quer por esses meios realizar a mesma coisa que o outro grupo que eu falei. é muito esperto por parte delas embora essa atitude seja adotada frequentemente de forma inconsciente. Acusando-se a si mesmas elas tomam a arma das mãos dos outros. desse modo eles acham impossível acusa-los, e ficam até inclinados a contradize-los em suas colocações., assim o ego é comfortavelmente apoiado. Além do mais você frequentemente pensa que ao acusar a si mesmo, que isso é suficiente, que você não precisa fazer esforço algum para superar suas deficiências. isso existe também e é tão ruim quanto o outro extremo!”

( O guia. Plestra17: O chamado)

Eu amei essa parte da palestra. Me identifiquei mais com o extremo do auto-desprezo.  Agora eu melhorei muito. Mas algumas vezes eu ainda me vejo me acusando. Dizendo a mim mesma que já devia ter melhorado mais. srsrsrs. E sabe tudo o que o Guia diz sobre esse extremo é verdade. No começo eu não concordei. Eu não achei que meu ego era confortado por essa atitude. Mas conforme eu fui me conhecendo melhor eu fui vendo que era verdade. Realmente eu fazia isso para retirar a arma da mão das outras pessoas. Eu me criaticava para diminuir a critica dos outros. Muitos realmente tendiam a me contradizer.  No começo eu até me sentia melhor com isso. Mas com o tempo eu fui acreditando em minhas auto acusações e passei a me sentir mal com os elogios. Pareciam que todos os elogios eram uma mentira!!

E eu realmente queria admiração por esse meio. Mas de forma diferente. Não por ser perfeita, mas por ser humilde. srsrs. Além do mais havia um imagem em mim de que meu sucesso incomoda as outras pessoas. Então para ser amada eu deveria ser um fracasso!! Sim, é loucura, mas as vezes nosso inconsciente é doido mesmo. srsrsrs

Quanto ao outro extremo eu concordei com tudo de cara. As vezes até acontece comigo, mas não é a minha tendência principal. Mas eu me vi completamente na reação da pessoa quando alguém tem essa atitude. Quando eu via alguém super admirado, que parecia muito segura eu automaticamente o colocava em um patamar superior ao meu. Eu me sentia ainda mais inferior. Eu achava que ninguém nunca iria querer ser amiga de alguém tão problemática quanto eu. srsrs. Ei me escondia por completo. Não apenas os defeitos.  Isso aconteceu ao ponto de eu duvidar que poderia ter amigos.

Eu não os culpo essas pessoas, até porque isso aconteceu devido a muna falta de consciência, eram questões que já estavam dentro de mim.  Agora melhorou bastante. Eu não ando mais me desprezando nem achando outros superiores. Bom, na questão de achar os outros superiores, as vezes eu acho sim, Mas agora é diferente,. Porque eu tenho consciência de que isso é uma ilusão. Então é só por um tempo. Perceber essas coisas é um alivio realmente!!!

sábado, 9 de abril de 2011

Auto piedade

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“Pergunta: Com relação ao tipo certo de amor próprio você poderia falar sobre auto piedade e egocentrismo?

 

Resposta: Nem é preciso dizer que ambos são resultados da forma errada de amor próprio. No que concerne ao egocentrismo creio que isso já foi respondido pelo o que eu disse, embora eu não tenha usado essa palavra. Quanto a auto piedade vamos examinar o que a piedade do eu expressa. O que a alma diz com essa emoção? Ela diz: “Não acho que possa mudar coisa alguma. Portanto quero que meu mundo, meu ambiente, meus entes amados, Deus, vejam o quanto eu sofro e como eu estou pouco errado. O quanto me tornei vitima de circunstâncias fora do meu controle. Quero que os outros mudem. Se eu deixar claro o meu sofrimento talvez eles mudem.” Ninguém que perceba que nada acontece sem ter sido causado pela própria pessoa. (por mais que obviamente circunstancias externas indiquem o contrario) e que não possa ser mudado pela própria pessoa jamais cairá na auto piedade! Se vocês sentirem pena de si mesmos, é por que não aceitaram a realidade de que vocês, e somente vocês, são os senhores da sua própria vida. Essa verdade incomoda e muitas pessoas fogem dela, mas é a única que de fato torna vocês livres e independentes. Auto piedade é a rejeição total da responsabilidade por si mesmo. Indica o desejo oculto de culpar os outros – pessoas, Deus, a vida – a fazer as mudanças necessárias no lugar do eu”

( O Guia. Palestra 53: Amor  próprio)

 

Eu achei super legal a resposta do Guia sobre a auto piedade.  Eu sempre tive tendência a ela. No meu caso, acredito, que o fator principal tenha sido minha extrema insegurança. Eu me achava incapaz de quase tudo. E isso fazia parecer uma vantagem ter outras pessoas para tomar decisões por mim. Para cuidar de mim. Para serem responsáveis por minha vida. Afinal achava que as outras pessoas eram mais capazes do que eu. E saberiam lidar melhor com as situações da vida do que eu.

Para isso eu usava a auto piedade. Era uma estratégia para tentar fazer com que os outros tornassem o mundo exterior mais tranquilo para mim. Mas percebi que mesmo que fosse possível as pessoas mudarem só porque eu quero ainda assim eu não teria a tranqüilidade que busco. Porque a paz interior é algo interno, não depende de circunstancias externas.

Sendo assim não tem jeito.. a única solução real é assumir a responsabilidade pela própria vida e dissolver as obstruções internas!!

sábado, 2 de abril de 2011

Aceitação X Se Conformar

 

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“Existe uma maneira certa e produtiva, e uma maneira errada e destrutiva de aceitar e de rejeitar as frustrações da vida. O tipo certo de aceitação traz também, automaticamente, o tipo certo de rejeição da frustração. A aceitação certa é a consciência e a disposição em ver que cada situação ruim é produzida pelo próprio eu e voluntariamente tirada do campo de visão. Portanto, é preciso agüentar o resultado com coragem e sem auto leniência. A atitude então passa a ser que é preciso pagar pelos erros e que esse pagamento não é uma exigência injusta da vida. Essa atitude nunca é negativa e sem esperança, mas, ao contrário, leva ao tipo certo de rejeição do sofrimento. De fato, a pessoa expressa essa atitude na vida: "Não preciso sofrer pelo resto da vida. Estou disposto, de todo coração e com todo o empenho, a descobrir a causa e mudá-la. Portanto, sei que a vida pode proporcionar a satisfação que desejo e mereço, tanto mais que ajo como um adulto que não reivindica nenhum favor especial por sua ignorância e destrutividade.” Essa atitude concilia a aceitação certa com a rejeição da frustração certa.

 

A aceitação errada da frustração leva à rejeição errada da frustração e vice-versa. Quando a frustração é dramatizada e transformada em aniquilamento, como o “fim do meu mundo”, em pouco tempo isso se torna tão convincente que esse estado de espírito efetivamente parece confirmar essa realidade, e a pessoa consegue enumerar razões para justificar essa aparência. Enquanto isso, a personalidade diz: “Recuso-me a sofrer qualquer decepção. Preciso ter o que quero sempre, na mesma hora, exatamente à minha maneira, caso contrário vou achar que estou sendo perseguida.” Essa negação da responsabilidade por si mesmo leva a uma falsa aceitação, ou seja, desesperança, resignação, tristeza. Quando uma pequena e momentânea frustração, dificuldade ou decepção é transformada em tragédia e induz a pessoa a uma perspectiva negativa da vida em si, existe uma aceitação destrutiva. Se um episódio desagradável é transformado em catástrofe (apenas nas reações emocionais, que podem não ser expressas abertamente), a vontade rígida do eu, a insistência inflexível, a arrogância com que a pessoa exige um tratamento especial por parte da vida, e a distorção exagerada que transforma a dificuldade em insuperável e irremediável – em suma, a vontade do eu, o orgulho e o medo – geram na alma um clima sombrio e a dissensão. Eles desunem e ampliam a divisão dualista. É sempre fácil se perder em dois opostos, que são ambos errados quando parecem opostos reais. Isso é claramente ilustrado aqui. A aceitação e a rejeição da frustração não são opostas, mas podem ser uma bonita unidade. A atitude que passa a existir com base nessa unidade expressa tudo que é compatível com a natureza da vida. Cria um estado de descontração e confiança. Nega o tratamento especial injusto. Tem humildade e generosidade no sentido de afastar a tentação de jogar o mesmo velho jogo de sentir-se vítima e acusador.

 

Dessa maneira, vocês se tornam ativos e, ao mesmo tempo, receptivos, de modo que a substância criativa pode começar a brotar de vocês. Para vocês, estará superada a limitação da vida. Quando existe essa combinação certa da maneira certa de aceitar e rejeitar a frustração da vida, vocês têm domínio de si mesmos. São seus verdadeiros donos. E inversamente, quando vocês adotam a mistura errada e aceitação e rejeição de uma frustração da vida, vocês se afastam de si mesmos. Ficam descentralizados, pois a combinação errada automaticamente desativa suas melhores e mais íntimas forças. A negatividade assim gerada paralisa tudo que em vocês é essencial para a verdadeira identidade.”

( O Guia. Palestra 179: REAÇÕES EM CADEIA NA DINÂMICA DA SUBSTÂNCIA CRIATIVA DA VIDA)

 

Esse trecho da palestra para mim foi muito esclarecedor. Antes mesmo de encontra o pathwork eu já havia lido em outros lugares sobre a importância da aceitação. Isso me deixava confusa porque para mim eu já aceitava certas coisas. Mas isso não me parecia bom.

Através do pathweork eu entendi que eu tinha uma espécie de aceitação improdutiva. Um exemplo: Eu aceitei o fato de que nunca teria amigos de verdade. Ora isso na verdade não é uma aceitação é uma desistência… Não há esperança em mudar a situação ela é vista como imutável. Essa aceitação na verdade não é aceitação é desesperança…

Aceitação é a pessoa dizer a si mesmo: “sei que no momento não tenho amigos. Aceitarei isso como resultado de alguma falsa crença dentro de mim. Mas não precisa ser assim a vida toda. Vou olhar para dentro de mim e descobrir o que me bloqueia. Com isso poderei adotar novas atitudes e conseguir resultados mais satisfatórios”

Isso é aceitação é não se revoltar  com  a manifestação materializada dos nossos conflitos internos. E saber que ao trabalharmos o nosso interior a situação mudará. E isso é bem diferente de achar que uma situação é imutável e se conformar com ela…

sábado, 26 de março de 2011

Causa Interior

 

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“Este é um ponto de máxima importância. Eu sugiro que todos explorem o que é que os torna mais infelizes nas suas vidas. Do que é que vocês sofrem? Vocês sofrem de uma situação evidente,tal como, por exemplo, insatisfação com um parceiro, falta de um parceiro adequado? Então olhe para si e pergunte: qual é a sua intencionalidade a este respeito? E quando você puder verificar que existe uma voz em você que diz, "Não, eu não quero me dar ao amor, ao relacionamento e ao sexo oposto o que eu tenho de melhor", então vocês terão encontrado a explicação para seu sofrimento. Poderão delinear o elo entre causa e efeito.


Se lhes falta segurança financeira, explore se podem encontrar uma intencionalidade negativa que diz, "Eu não quero ser capaz de tomar conta de mim mesmo porque, se o fizer, eu sairei do"gancho" do meus pais; ou pode ser que esperem de mim algo que eu não quero dar".Novamente, é necessário que vocês conectem o elo que a sua intencionalidade negativa traz o resultado, não importando quão sutil e secretamente elas possam existir, talvez escondidas sob uma hiper-atividade, na direção da realização. Esta hiper-atividade pode enganá-los e vocês podem até pensar que ela é suficiente para alcançar o resultado positivo, ao mesmo tempo em que vocês desconsideram o poder da intencionalidade negativa oculta. Se já estiverem conscientes dela,podem ainda negar sua importância. Se ainda não estiverem conscientes dela, esta é uma boa hora para começar a explorar as regiões internas da sua mente nas quais possam detectar a chave que leva ao resultado indesejável.”

(O Guia. Palestra 196: COMPROMISSO - CAUSA E EFEITO)

Farei uma breve explicação . Como não dá para colocar a palestra inteira. As vezes fico na duvida se o trecho colocado ficou claro: Esse trecho trata da intencionalidade negativa. Muitas vezes é uma intencionalidade inconsciente e na consciência desejamos exatamente o contrario dessa intencionalidade. Vou dar um exemplo da minha vivência para explicar..

Eu conscientemente estou com um desejo muito grande de conseguir minha independia financeira. Mas ao mesmo tempo existe medo de ser totalmente responsável por mim mesma. Por causa da imagem que eu tenho de não ser capaz. Uma falsa crença que era muito forte em mim. Agora ela enfraqueceu mas ainda existe.

Por isso me identifiquei muito com o segundo paragrafo que coloquei. Apenas trocaria o não quero dar para não posso dar. Então eu fico divida porque eu quero e não quero ao mesmo tempo. E isso acaba frustrando os meus esforços. E bloqueando essa parte da minha vida.Então a causa da minha “dificuldade” não é nenhum fator externo e sim minhas próprias crenças errôneas. A causa é interior!!

Mas o bom é que eu tenho consciência dessa intencionalidade negativa. E isso por si só já a enfraquece. A intencionalidade negativa não desapresse de uma ora para outra. Mas vai se dissolvendo a medida que expandimos nossa consciência. E eu já sinto que ela está mais fraca…

Minha auto confiança ainda está vacilante, mas eu sei que com o tempo vou fortalece-la.

Perceber essas coisas não fazem mais eu me sentir culpada. é uma benção da aceitação. Quando conseguimos ver o que nos bloqueia e não nos culpar por isso percebemos que é a nossa própria energia interior que cria a nossa vida. E isso é bom porque mudar a energias interior está em nossas mãos!!!!

domingo, 20 de março de 2011

A Auto Imagem Idealizada

 

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“Na infância, não importa quais tenham sido as circunstâncias particulares, você foi doutrinado com admoestações sobre a importância de ser bom, de ser santo, de ser perfeito. Quando isso não ocorria, você era frequentemente castigado , de uma forma ou outra.

Talvez o pior castigo tenha sido o fato de seus pais afastarem de você o seu afeto; eles ficavam zangados e você tinha a impressão de que não era mais amado. Não é de se estranhar que  a “maldade” fosse associada ao castigo e a “bondade com a recompensa e felicidade. Portanto ser “bom” e ”perfeito” tornou-se um imperativo; tornou-se uma questão de vida ou morte para você.

Mesmo assim, você sabia perfeitamente bem, que não era tão bom e tão perfeito quanto o mundo parecia esperar que você fosse. Isso tinha de ser escondido; transformou-se num segredo carregado de culpa. Foi assim que você começou a construir um falso eu. Este era, pensava você, a sua proteção e o seu meio de conseguir tudo aquilo que você desesperadamente queria – Vida, felicidade e auto confiança.

A consciência dessa frente falsa começou a desaparecer, mas você foi e é permanentemente permeado pela culpa de fingir que é alguém que não é. Você luta cada vez mais para tornar-se esse falso Eu, esse Eu idealizado. Você estava , e inconscientemente ainda está convencido de que , caso se esforce o suficiente, um dia será esse eu, Mas esse processo artificial de forçar-se a ser algo que não é jamais será capaz de atingir o auto-aperfeiçoamento, uma ato purificação e crescimento genuínos, porque você começou a construir um eu irreal sobre um alicerce falso, deixando de fora o seu Ei verdadeiro. De fato , você o está tentando esconder desesperadamente.

( O Guia. Livro: Não temas o mal – O método Pathwork  para a transformação do Eu Inferior. Capitulo 8: A Auto- imagem idealizada)

Eu adoro o pathwork  principalmente pelo fato de que quando eu  leio alguns trechos muitas coisas em minha vida começam a fazer sentido. As vezes os textos ativam memorias adormecidas. E este foi um deles. Vou contar o que eu me lembrei. Foi algo simples. Que me levou a uma conclusão errônea. E essa conclusão afetou toda a minha vida…

Eu tinha uns 8 ou 9 anos.  Fui fazer texte para a natação. Eu já sabia nadar todos os estilos. Mas antes de mim uma outra menina, acho que mais velha do que eu foi fazer o teste. E ela não colocava a cabeça na água. E então eu virei para a minha mãe e disse: Olha ela, nem coloca a cabeça na água. E ri. Minha mãe me repreendeu na hora. E a repreensão estava correta.

No entanto em minha cabeça infantil, eu achei aquela repreensão a maior que eu tinha recebido. me senti muito mal e me senti culpada.  Então eu tomei uma decisão. Eu nunca mais iria rir de ninguém. Não importa quem fosse. Não importava nem mesmo o que fizessem comigo. E nisso estava embutido não me defender de doações. Ser boa o tempo todo com todos. Não importa se eles era bons comigo ou não.

Ao lembrar disso tudo fez sentido. Porque esse rir estava no sentido de humilhar. E na minha cabeça eu me defender das zoações seria de certa forma humilhar. E eu não podia fazer isso . Fosse como fosse.  Eu tinha de ser boa com todos.  Foi a conclusão que eu tirei daquele episodio. Custe o que custasse. Não sei se foi aí que começou , mas contribuiu muito para a formação da submissão em mim.

Eu tinha dificuldade em me afirmar porque tinha medo de ser agressiva demais e eu tinha de ser boa. Hoje eu sei que ser boa não significa se deixar ser humilhada…

quinta-feira, 10 de março de 2011

Eu abro mão do papel de vitima

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“Para se esconder dos outros- E principalmente de si mesmo- você~e produz algo que parece o oposto daquilo que quer ocultar. O papel assumido torna-se uma segunda natureza, mas ele não tem nada a ver com você. Ele é meramente um habito que você não pode abandonar enquanto não estiver disposto a olhar o que existe por trás dele. É muito importante que você se desiluda da imagem que projeta no mundo e cuja veracidade tenta ardentemente convencer-se. A artificialidade desse papel deve ser desmascarada. Ele sempre lhe parece ser bom de alguma maneira, mesmo  que só em fingir ser vitima.

Contudo o papel assumido contém os mesmos aspectos que você tenta tão ardentemente ocultar. Se você se esconde e o seu papel é o de ser perseguido pelo ódio e pelas injustiças das acusações dos outros, nessa idéia jaz seu próprio ódio. Esse A fachada do papel nunca é intrinsicamente diferente do que ela encobre. Fingir ser vitima do ódio alheio é a mesma coisa que uma atitude de ódio. Esse é apenas um exemplo. O próprio jogo tem de ser exposto, não só para revelar o que oculta, mas também para por a nu seus verdadeiros aspectos e o que eles realmente significam. A energia criadora negativa está totalmente envolvida na imagem apresentada. Eu sugiro que você tome algum tempo para identificar os vários papeis que escolheu. Veja se pode perceber como o papel que supostamente é muito nobre é tão destrutivo quanto o que se encontra dissimilado por trás dele. Na verdade não poderia ser de outro modo ima vez que você~e não pode esconder as energias da corrente da alma. . Você~e não pode faze-las diferentes do que são através do fingimento. Não importa o quanto tente.”

( O Guia. Livro. Não Temas o Mal- O método pathwork para a transformação do Eu Inferior, Capitulo 17: Como vencer a negatividade)

Na primeira vez que eu li esse trecho eu não consegui aplica-lo em minha vida. Na época eu ainda estava muito apegada a minha auto imagem idealizada. Isso me impedia de admitir certas coisas. De assumir certas atitudes minhas. Mas eu evolui. E descobri que a única forma de alguém se tornar uma pessoa equilibrada é tratando dos desequilíbrios. E para isso é preciso, primeiramente admitir que eles existem.

E hoje eu consigo ver alguns papeis que eu assumi. Exemplos:

A menina vitima de preconceito no colégio: Bom isso era verdade e algumas pessoas realmente tiveram preconceito com relação a mim. Mas então me veio a pergunta: Será que nunca tive preconceito com meus colegas de escola? A resposta é sim. Porque no fundo eu achava todos um bando de superficiais, mesmo sem conhece-los bem.

Isso me leva ao outro papel : A menina vitima de julgamentos: Verdade, muitas pessoas já me julgaram. Agora eu me pergunto será que eu nunca julguei ninguém? Sim, eu já julguei. Como eu disse eu achava meus colegas de escola um bando de fúteis.

Então a única coisa que aconteceu é que eu estava recebendo de volta a energia que eu emanava. Apenas não conseguia admitir isso. Porque isso ia contra o que eu achava que deveria ser. Para eu admitir isso foi preciso eu abrir mão da minha auto imagem idealizada. Abrir mão de querer ser uma espécie de santa. E aceitar que eu também tenho meu lado humano.

E abrir mão de ser a vitima. Pois apesar de todos os desconfortos há “vantagens” em ser vitima. Vantagens entre aspas é claro pois não é uma vantagem real. Você não precisa se responsabilizar por nada. O problema são ou outros. tem sempre aquela pessoa que quer proteger a vitima. Então a vitima recebe proteção.

Mas ser vitima deixa a pessoa em um beco sem saída. A pessoa se torna dependente de coisas extensa. A pessoa fica impotente.

Agora eu seu que é muito melhor admitir que eu criei uma situação indesejável, mesmo que tenha sido inconscientemente. Porque nesse caso a solução volta para as minhas mãos. Nesse caso eu dependo de mim e não de outra pessoa.

Mas no começo eu tive problemas com relação a isso. Porque? Porque eu não confiava em mim. Deixar que os outros cuidem de você parece favorável ou mesmo o melhor a fazer quando alguém não confia em si próprio.

Para deixar o papel de vitima é preciso auto-confiança. E isso é algo que estou adquirindo apenas agora. E apenas agora eu estou tendo a coragem para afirmar: Eu abro mão do papel de vitima!!!!

terça-feira, 8 de março de 2011

Serenidade/Retraimento

serenidade

 

Agora vamos para a terceira auto imagem idealizada. A distorção da serenidade: O retraimento. Heins o que o guia fala a respeito:

 

“Vamos, agora, considerar o terceiro atributo, a serenidade, escolhida como um solução e sendo, conseqüentemente, distorcida. Originalmente, uma pessoa pode ter sido tão atormentada entre os dois primeiros aspectos que pode buscar uma saída escapando dos seus problemas internos e, conseqüentemente, da vida como tal.

Ou seja, sob a ausência, ou falsa serenidade ele ainda está "partido ao meio", apenas não em consciência disso. Ela construiu uma fachada muito forte de falsa serenidade, mas ficará evidente que ela, realmente, estava construída sobre areia.

O tipo ausente e o que busca o poder parecem ter algo em comum, que é o distanciamento dos sentimentos e das emoções, o desapego aos outros e uma grande necessidade de independência. Embora , muitos dos motivos emocionais subjacentes sejam similares - medo de magoar-se e se desapontar, medo de depender dos outros e, conseqüentemente, sentir-se inseguro, as imposições da Auto-Imagem Idealizada desses dois tipos são muito diferentes.

O que busca o poder tem orgulho da sua hostilidade e espírito de luta agressivo. O ausente é inteiramente inconsciente de que tais sentimentos existem e todas as vezes que eles vêm à tona, ele se sente chocado pois eles vão contra as suas exigências.

Estas exigências são: ele deve olhar de modo benigno e desapegadamente para todos os seres humanos, conhecendo suas fraquezas e qualidades, mas sem ser afetado ou incomodado por nenhuma delas. Se isto fosse verdade, seria realmente Serenidade.

Mas, não há ser humano que o tenha conseguido. Daí, tais exigências serem tão irreais e irrealizáveis. Elas também incluem orgulho e hipocrisias; orgulho, porque não se é tão divino no desapego, justiça e objetividade.

Em realidade, sua visão pode ser apenas "colorida" por aquilo que as outras pessoas pensam dele, como , por exemplo, os tipos submissos. Mas ele é orgulhoso demais para admitir que ele próprio, alguém tão especial, possa ser atingido por tais fraquezas humanas.

Ele se considera acima de tudo isso. E, como não é verdade, como ele é tão dependente como os outros dois tipos, ele é, igualmente, desonesto. E, como isso não é verdadeiro e jamais poderá ser enquanto ele for um ser humano, ele não deve ceder aos padrões e imposições da sua Auto-Imagem Idealizada que o torna tão culpado, frustrado e com auto desprezo quanto os outros dois tipos.

Estes três tipos principais estão delineados muito por alto, de maneira muito geral. É desnecessário dizer que existem muitas variações. De acordo com a força, intensidade e distribuição destas "soluções", é que se manifestará a tirania da Auto-Imagem idealizada. Tudo isto deve ser buscado no trabalho individual.”

(  O Guia. Palestra 84: AMOR, PODER E SERENIDADE COMO ATRIBUTOS DIVINOS E COMO DISTORÇÕES)

 

Como eu disse em posts anteriores o retraimento junto com a submissão são as defesas que eu mais vejo em mim. Na verdade o que eu percebi é que no meu caso o retraimento foi algo necessário para eu conseguir manter a minha atitude submissa. Vou explicar.

Na submissão uma das auto exigências é a pessoa nunca sentir raiva, ressentimento etc… Mas obviamente isso é uma tarefa impossível. Todos sentem os sentimentos considerados negativos em algum momento da vida.

E eu sofri bullying no colégio. E obviamente havia momentos em que eu ficava com raiva dos meus “agressores”. Mas espere um momento. Eu não podia ficar com raiva. Na minha cabeça apenas pessoas ruins e de péssimo caráter ficavam com raiva. Então o que eu fiz? Neguei a raiva e o ressentimento. E disse a mim mesma que nada que os outros faziam me afetava. E muitas vezes ficava repetindo isso para as pessoas. Eu parecia estar tentando convencê-las. Mas na verdade eu estava tentando me convencer.

Porque eu sabia que era muito afetada pelo o que as pessoas falavam de mim. mas não queria ser porque não queria ser vulnerável. E eu sabia que me importar me tornaria vulnerável as zoações.  Então eu fingia não me incomodar e durante um tempo consegui enganar até a mim mesma.

O retraimento é uma atitude de “eu não me importo”.  Acontece que no retraimento essa atitude é fingimento. No fundo ela se importa apenas não admite isso. E isso era exatemente o que eu fazia com releção ao bullying que sofria.

Além disso foi necessário entorpecer meus sentimentos para não perceber o meu ressentimento. Ter ressentimentos era contra a minha auto imagem idealizada. Era algo que eu me proibia de sentir.

Hoje eu considero importantíssimo ter serenidade com relação a si mesmo. Ou seja, se eu estou com raiva é importante eu aceitar isso sem me julgar por isso. Conseguir observar meus próprios sentimentos e emoções sem me condenar.

Apenas sendo sereno com relação a nos mesmos conseguiremos ser serenos com relação ao mundo exterior também…

domingo, 6 de março de 2011

Poder/Agressividade

agressividade

 

Continuando a serie sobre as auto imagens idealizadas vamos agora para a distorção do poder: A Agressividade. Heins o que o guia fala sobre essa distorção.

 

“Na segunda categoria, está aquele que busca o poder. Esta pessoa pensa que poder e independência das outras pessoas resolverá todos os seus problemas. Este tipo, bem como o outro, pode apresentar muitas variações e subdivisões. Pode ser predominante ou subordinado às duas outras atitudes.

Aqui, a criança em crescimento acredita que a única maneira de estar a salvo é tornando-se tão forte e invulnerável, tão independente e sem emoções que nada e ninguém poderá atingi-la. Assim, esforça-se por negar todas as emoções humanas.

Quando, contudo, elas vêm à tona, sente-se profundamente envergonhado de qualquer emoção e as considera como fraqueza, seja uma fraqueza real ou imaginária. O amor e a bondade também seriam considerados como fraqueza e hipocrisia, não apenas na sua forma distorcida, como no tipo submisso mas, também, na forma real e saudável.

Calor, afeição, comunicação, altruísmo, tudo isto é desprezível e todas as vezes que suspeita de um impulso deste tipo em si, sente-se profundamente envergonhado, assim como o tipo submisso se envergonha do seu ressentimento e qualidades de dominação que se escondem por trás.

Existem muitas maneiras e áreas da vida e da personalidade nas quais este poder e agressividade podem manifestar-se. Eles podem estar direcionados, principalmente, para realizações.

A pessoa com um impulso de poder competirá e tentará ser melhor que qualquer outra. Qualquer competição é sentida como uma ofensa à posição de especial destaque que ele necessita para a sua "solução particular". Ou, pode ser uma atitude geral e menos definida em todas as suas relações humanas.

Ele, artificialmente, cultiva uma rudeza que não é mais verdadeira que a suavidade vulnerável da pessoa submissa. Nisto ele é igualmente desonesto e hipócrita porque ele, também, necessita do calor e afeição humanas.

Ele também sofre com seu isolamento. Ao não admitir este sofrimento ele é tão desonesto quanto os outros tipos. Sua Auto-Imagem Idealizada dita padrões de perfeição divina no que diz respeito à independência e poder.

Ele acredita que não precisa de ninguém, que é inteiramente auto-suficiente. Ao contrário dos outros, meros seres humanos, ele não necessita de amor, amizade ou ajuda. O orgulho nesta Imagem é muito óbvio, mas a desonestidade será menos fácil de detectar porque estes tipos usam a racionalização para esconder a hipocrisia do tipo "bonzinho".

Como esta Auto-Imagem Idealizada impõe um poder e independência em relação aos sentimentos e emoções humanas que ninguém consegue obter, fica sempre provado que a pessoa não pode ser o seu Eu ideal. Isto leva-o a fases de depressão e auto desprezo que, de novo, devem ser projetados nos outros, para que continuem inconscientes da dor dessa auto punição.

A incapacidade de ser o Self idealizado sempre produz este efeito. Também, quando analisamos séria e rigorosamente as imposições de qualquer tipo de Self idealizado, a onipotência, em qualquer de suas formas, sempre está presente.

Mas, estas reações emocionais são sutis e ilusórias, tão ocultas pelo conhecimento racional, que deve ser feita uma observação meticulosa acerca de alguns sentimentos, em certas ocasiões, a fim de obter consciência de tudo isto.

Somente o trabalho que vocês estão fazendo pode fazer emergir algumas destas atitudes que existem dentro de vocês. É, obviamente, muito mais fácil detectar quando um tipo é muito dominante numa única direção. Mas, na maioria dos casos, as atitudes estão mais ocultas e em conflito com os outros tipos.

Um sintoma posterior do tipo agressivo, que pensa que o poder é a solução para ele, é a visão artificialmente cultivada: "Como o mundo e as pessoas são más!".

E ele receberá muitas confirmações disso. Mas ele se orgulha dessa "objetividade" sua falta de credulidade, como uma justificativa para não gostar de ninguém.

Faz parte dos seus preceitos que ele não deve amar ninguém. Se o fizer, ou se, em algum momento, sua verdadeira natureza se mostrar, isso é uma transgressão grosseira da sua Auto-Imagem Idealizada e ele terá vergonha disso.

Em oposição, o tipo submisso orgulha-se de amar todas as pessoas e de considerar todos os seres humanos como bons pois ele precisa disso para poder manter sua atitude submissa. Em realidade, ele não se importa se as outras pessoas são boas ou más, contanto que elas o amem, apreciem, aprovem e o protejam.

Todas as avaliações das outras pessoas apoia-se nisto, não se importando com "explicações". Como todo mundo possui mesmo virtudes e faltas, elas podem ser escolhidas de acordo com a atitude que a outra pessoa toma em relação ao submisso.

Aquele que busca o poder nunca deve falhar em nada. Oposto ao tipo submisso, que se orgulha de suas falhas confirmando, assim, a sua vulnerabilidade e, conseqüentemente, forçando os outros a amá-lo e protegê-lo.

(Podem existir certas áreas da personalidade nas quais a falha é permitida porque aí a atitude predominante pode ser a submissão; assim como tipo submisso pode ter certas áreas da personalidade nas quais recorre ao poder como solução).

Ambas são igualmente rígidas, irreais e insatisfatórias. Assim e considerando o Self, qualquer destas "soluções" é uma fonte constante de dor e desilusão e, conseqüentemente, causam um aumento da falta de auto-respeito.

Como falei antes, existe sempre uma mistura de todas estas soluções" numa mesma pessoa, embora uma delas seja predominante. Daí, a pessoa não poder cumprir suas próprias imposições. Mesmo que fosse possível nunca falhar ou amar todas as pessoas, ou ser completamente independente dos outros, torna-se uma impossibilidade porque as imposições da Auto-Imagem idealizada de uma pessoa exigem, ao mesmo tempo, que ela ame e seja amada por todos e que os domine.

Para conseguir isso, vai precisar ser agressivo e, eventualmente, rude. Uma Auto-Imagem Idealizada pode, simultaneamente, exigir que uma pessoa seja sempre altruísta, a fim de obter amor; seja egoísta para conseguir poder; seja completamente indiferente e alheado de todas as emoções humanas para não ser perturbado.

Você pode avaliar o tamanho do conflito desta alma? Como esta alma deve estar distorcida! Qualquer que seja, sua atitude será errônea e levará à culpa, vergonha, inadequação e, conseqüentemente, à frustração e auto desprezo.”

( O Guia. Palestra 84: AMOR, PODER E SERENIDADE COMO ATRIBUTOS DIVINOS E COMO DISTORÇÕES)

 

Essa é a tuto imagem que eu menos vejo em mim. Não que ela não exista em mim. Existe. Como o proprio Guia diz há sempre uma mistura dos três. Mas é menos predominante. Porque em mim a submissão sempre foi bem mais forte. E o retraimento também. Falarei do retraimento no proximo post.

Esse trecho me ajudou no meu auto conhecimento principalmente na parte em que o Guiafaz uma comparação entre o tipo agressivo e o tipo submisso. Quando o Guia fala que o tipo submisso valoriza mais o fracasso no começo eu achei que isso não se aplicava a mim. Até que olhei de mais perto e com mais atenção. Então eu percebi que costumava falar muito mais dos meus fracassos do que das minhas conquistas. E mais costumava desvalorizar minhas conquistas. Se tirava uma nota boa pensava: “também estudando do jeito que eu estudo se não tirasse seria uma idiota mesmo.” Mas toda vez que a nota era baixa eu aumentava aquilo a ponto de me achar a pessoa mais idiota do mundo. E o que é isso se não valorizar mais o fracassdo?

Eu costuma falar para todos sobre os meus “fracassos”. Porque? Não seria para eles verem o quanto eu era incapaz e precisava de proteção? Sim, era exatamente isso. mas agora que tomei consciencia dessa minha tendencia essa atitude tem diminuido consideravelmente..

E eu realmente achava que deveria amar todas as pessoas. Mas esse amar era uma obrigação. Não era algo real e genuino. Era uma estrategia para conseguir o amor dos outros..

Mas seria incorreto afirmar que essa distorção está totalmente ausente. Agora que a submissãio enfraqueceu eu consigo ve-la em mim. Só que ela não me afeta tanto pois agora eu já tenho consciencia de que isso é uma distorção. E além do mais por mais que exista ela é bem mais fraca que a sibmissão e o retraimento.

O importante é sempre a conscoencia . Com a consciencia nenhuma dessas auto imagnes nos domina.

sexta-feira, 4 de março de 2011

A resposta de um amigo

 

resposta

Olá pessoal,

 

No post anterior eu falei sobre a submissão e disse que havia me identificado muito com essa distorção do amor. A ponto de me sentir mal. E na epoca eu me senti tão mal ao ler e identificar isso em mim que precisei recorrer a um amigo. Ele é super consciente. E eu posso dizer que é um privilegio tê-lo como amigo.  E foi ele quem mew introdiuziu no auto-conhecimento. Eu costumava me depreciar muito. E esse amigo me recomendou que eu começasse a falar coisas boas sobre mim. Pois bem, eu comecei. Só que depois que eu li sobre a submissão eu vi que as qualidades que via em mim eram na verdade distorção. Então eu mandei um email para ele falando sobre isso. Perguntando se eu tinha alguma parte saudavel a final. A resposta dele foi tão boa que resolvi coloca-la aqui para que outras pessoas possam vê-la:

 

Querida Luciana,


Com a experiência criada até o momento, você pode escolher se dar um crédito, escolher acreditar em você, na sua capacidade de conseguir ver algo, mesmo que não esteja óbvio no momento ou que leve algum tempo.


Que tal isso? Que tal começar a ser menos exigente?! Talvez você não consiga ver o futuro da humanidade daqui a mil anos, mas certamente consegue respirar e deixar a vida fluir, deixar as coisas virem no tempo que tiverem que vir...
Assim como tudo o que você tem descoberto nos últimos meses, todos os segredos serão revelados... no tempo apropriado.
Tão real quanto suas áreas desequilibradas, são suas áreas saudáveis. Você possui as duas.
O livro ressalta várias vezes que não se trata de reprimir ou se identificar com essas áreas ou aspectos da personalidade. TRATA-SE DE TRANSCENDÊ-LAS!!!


É notório perceber que os humanos tendem a se identificarem com os chamados aspectos positivos. Por exemplo, a maioria gosta de se chamar altruísta e convence-se a si mesmo que faz algo, mesmo que esse algo seja negativo, em nome do bem, do amor, da justiça, etc, etc, etc...


Da mesma forma, a negação das coisas "más" que fazemos acaba por nos deixar igualmente desconfortáveis e insatisfeitos.
Eu digo que você tem qualidades. O livro diz que você, na verdade, não as possui.
Certamente o livro não está tentando te desanimar ou te confundir. Mas lembre-se a que o mesmo se propõe: tratar da verdade, doa o quanto doer.

Você as possui, mas perceba como você se identifica com elas... e agora você começa a criar consciência sobre as consequências dessa identificação, você começa a compreender o lado negativo de algo que você julgava apenas positivo.

Você consegue perceber que, do jeito que você vive, tantos seus defeitos quanto suas qualidades te levam ao mesmo estado de espírito: baixa auto-estima, ansiedade, agressividade, medo?!

Você está começando a viver a vida como ela realmente é: mutável!

As coisas nunca são exatamente o que parecem ser. Isso pode parecer cansativo e até injusto. Mas é verdade!

Nós não estamos aqui para pararmos na beira do caminho e ficarmos reclamando ou discutindo. Partimos do pressuposto de que exista uma maneira de viver a vida sem os sacrifícios e dores que a maioria da população experimenta.

Quando você não tinha nada, eu disse para você olhar para as suas "qualidades". Agora o livro está dizendo para você olhar melhor para elas... e perceber que elas ainda não são suas verdadeiras qualidades.

A lógica de tudo isso é que antes você se identificava apenas com seus aspectos negativos. E durante esse tempo você se permitiu se identificar com alguns aspectos positivos.

Agora o próximo passo é ir além disso. Agora seu objetivo deve ser transcendê-los.

A base de seu desequiíbrio, seja físico, emocional, mental ou espiritual, está exatamente nessa "armadilha": a dualidade!

A sua plenitude e satisfação estarão do outro lado dessa ilusão. A ilusão de que existe um certo e um errado, um bem e um mal, uma qualidade e um defeito... embora tudo isso "realmente" exista no mundo em que você "vive".

Trata-se de passar a viver em outro mundo... mas sem morrer, ficar louca ou se isolar das pessoas. Apenas se permitindo ser perfeita num sentido muito mais amplo e profundo do que você antes concebia.

Por isso, minha sugestão é que você continue acreditando em você, continue se permitindo novas possibilidades... e respirando.

Lembre-se que a leitura desse livro não é algo simples. Respeite-se!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Amor/submissão

submissão

 

Hoje darei uma pequena explicação antes de colocar o trecho da palestra afim de facilitar o entendimento das pessoas que não estão familiarizadas com o pathwork. No pathwork há o que o Guia chama de auto imagem idealizada. Eu gostaria de falar sobre os 3 tipos básicos de auto imagem idealizadas. Mas antes preciso definir isso. srsrs. A auto imagem idealizada é uma idéia de como achamos que deveríamos ser. Ela foi construída a fim de passarmos uma boa imagem e sermos aceitos.  E tentamos a todo custo corresponder aos padrões dessa imagem idealizada. Acontece que , normalmente, esses padrões são muito rígidos e impossíveis de se manter. E toda vez que não conseguimos manter esses padrões caímos aos nossos próprios olhos. Uma das formas que a auto imagem idealizada se manifesta´são na distorção do amor, do poder , e da serenidade. Falarei sobre cada um deles . Começando pela distorção do a mor: A submissão. Segue abaixo a explicação dessa distorção:

 

“Uma dessas pseudo-soluções é o amor. O sentimento é: "se ao menos eu fosse amado, tudo estaria bem". Em outras palavras, espera-se que o amor resolva todos os problemas. É desnecessário dizer que isto não é verdadeiro, especialmente quando se considera a maneira como esperamos que esse amor seja dado, quando, na realidade, tal pessoa - com distorções - dificilmente será capaz de experienciar o amor.

A fim de receber amor, tal pessoa desenvolve várias tendências e padrões típicos da personalidade, de comportamento e reação internos e externos e, conseqüentemente, torna-se mais vulnerável e mais fraco do que já é.

Ele aprende características cada vez mas auto-destrutivas a fim de obter amor e proteção; tudo isto parece salvá-lo da aniquilação. Ele obedece às exigências reais ou imaginárias das outras pessoas. Ele se humilha e se submete a ponto de vender sua alma para receber aprovação, simpatia, ajuda e amor.

Inconscientemente, acredita que ao afirmar seus desejos e suas necessidades perderá o único valor que reconhece na vida: o de ser cuidado como se fosse uma criança - não necessariamente em termos financeiros, mas emocionalmente.

Assim ele, artificialmente (em última análise) , desonestamente, proclama uma imperfeição, uma desesperança, uma submissão que não são genuínas. Ele as usa como uma arma e como um meio de, finalmente, vencer e dominar a vida.

A fim de continuar inconsciente desta falsidade, estas tendências tornam-se a sua Auto Imagem idealizada, ou uma parte dela. Ele se convence de que todas estas tendências são sinais de sua "divindade", "santidade" e "altruísmo".

Quando se "sacrifica", a fim de, finalmente, ter um protetor forte e amoroso, ele se orgulha de sua capacidade de sacrifício altruísta. Se orgulha da sua "modéstia" em nunca reivindicar reconhecimento, realização e força.

Conseqüentemente, espera forçar o outro a sentir-se amoroso e protetor com relação a ele. Existem muitíssimos aspectos desta pseudo-solução. Meticulosamente, eles devem ser encontrados no trabalho que vocês estão realizando.

Não é fácil detectá-los posto que estas atitudes estão profundamente arraigadas. Elas parecem tornar-se partes de sua natureza. Além do mais, a mente pode transformá-las em necessidades, aparentemente, reais.

E, por último, mas muito importante, elas são sempre frustradas pelas tendências diametralmente opostas das outras pseudo-soluções que, também, estão presentes apesar de, provavelmente, não serem predominantes.

Da mesma maneira, os outros tipos encontrarão aspectos dessa submissão na sua psique. Varia de indivíduo para indivíduo a extensão da predominância desta pseudo-solução e, também, a extensão da "contra-ação" oferecida pelas outras "soluções"

A pessoa com atitudes predominantes de submissão terá mais dificuldades na descoberta do orgulho que prevalece nestas atitudes. O orgulho, nos outros tipos, está bem na superfície. Pode haver orgulho do próprio orgulho; pode haver orgulho da própria agressividade e do cinismo.

Mas, uma vez que se enxerga isso, então não poderá ser disfarçado com "amor", ou qualquer atitude "santa". O tipo submisso terá de olhar com profundo discernimento para as tendências a fim de ver como as idealizou.

Pode descobrir uma reação de indiferença crítica e desprezo por todos aqueles que tentam se impor sobre ele, não apenas com a agressividade da distorção do poder, mas até mesmo com assertividade saudável.

Ele pode, ao mesmo tempo, admirar e invejar aquilo que despreza e sente-se superior em termos de "desenvolvimento espiritual" e "padrões éticos". Ele pode melancolicamente pensar, ou dizer, "se eu pudesse ser assim, eu iria muito mais longe na vida" mas, ao fazê-lo, reforça sua "divindade" que o impede de conseguir aquilo que as pessoas "menos divinas" obtém.

Assim, ele se sente orgulhoso do seu martírio auto-sacrificante e apenas um bom insight da natureza real destes motivos revelará o egoísmo e egocentrismo fundamental que prevalece nesta atitude, bem como em outras.

Orgulho, hipocrisia e pretensão estão presentes em todas essas atitudes quando incorporadas à Auto-Imagem idealizada. O tipo submisso terá maior dificuldade em descobrir o orgulho, ao passo que o tipo agressivo terá dificuldades para descobrir a pretensão. Isso porque ele finge uma "honestidade" quando é cruel, cínico e ao agir com seu desejo de tirar vantagem.

A necessidade do amor protetor tem uma certa validade para a criança mas, se esta atitude permanece na maturidade não mais será válida. Nesta busca de ser amado, além da ânsia do prazer supremo, está o aspecto de "eu devo ser amado, para que eu possa acreditar no meu próprio valor. Então, poderei retribuir o amor". É, em última instância, um desejo auto centrado e unilateral. Os efeitos desta conjuntura são graves.

Em primeiro lugar, a necessidade de tal amor e dependência torna a pessoa vulnerável. Ela não cultiva a faculdade de se sustentar sobre os próprios pés. Pelo contrário, usa toda sua força psíquica para viver o seu ideal ao máximo, forçando as pessoas a suprir as suas necessidades.

Em outras palavras, ela obedece para que as outras pessoas obedeçam: submeter-se a fim de dominar; ainda que essa dominação se manifeste sempre de maneira suave, fraca e vulnerável.
Não é atoa que uma pessoa que age assim se afaste do seu Eu Real. Seu Eu Real deve ser negado, pois a expressão dele evidencia atrevimento e agressividade e isso tem que ser evitado a todo o custo.

Mas, a indignidade imposta sobre a individualidade pela auto negação, aparece como desprezo e desqualificação de si mesmo. Como isto é doloroso, além de ser contrário à Auto-Imagem idealizada, que preconiza o "auto-apagamento" como virtude suprema, isso deve ser projetado nos outros.

Tais emoções de desprezo e ressentimento pelos outros, por outro lado, contradiz o padrão do Eu idealizado. Conseqüentemente, elas devem ficar escondidas. Tudo isto gera uma inversão e tem sérias repercussões sobre a personalidade, manifestando-se, também, em sintomas físicos de todos os tipos.

Raivas, fúria, vergonha, frustração, auto desprezo e ódio de si mesmo, existem por duas razões. Em primeiro lugar, existem pela negação do seu Eu Real, pela indignidade de não se expressar como em realidade se é. Então se acredita que o mundo nos evita, abusa e tira vantagem de nossa "sanidade". Isto é projeção.

Em segundo lugar, existem porque se é incapaz de viver de acordo com as imposições do Eu idealizado, que exige que nunca se fique ressentido, se despreze, se desgoste, se culpe ou se encontrem faltas nos outros, etc. Como resultado, não somos tão "bons" quanto deveríamos ser.
Em resumo, este é o quadro de uma pessoa que escolheu "amar" com todas as subdivisões de compaixão, compreensão, perdão, união, comunicação, irmandade, sacrifício, como solução rígida e unilateral.

Esta é uma distorção do atributo divino. A Auto-Imagem idealizada, deste tipo terá padrões e imposições similares. Ele deve estar sempre "por baixo" nunca auto-afirmar-se, sempre abrir mão, nunca descobrir falhas nos outros, amar todo mundo, nunca reconhecer seus próprios valores verdadeiros e realizações e assim por diante.
A primeira vista, parece ser um quadro bastante "santo" mas, meus amores, isto não é senão a caricatura do verdadeiro amor, da compreensão, perdão e compaixão. O veneno dos motivos subjacentes distorce e destrói aquilo que poderia ser realmente genuíno.”

( O guia. Palestra 84: AMOR, PODER E SERENIDADE COMO ATRIBUTOS DIVINOS E COMO DISTORÇÕES)

 

Me lembro da primeira vez que li essa palestra. Principalmente dessa parte que fala da submissão. Eu me senti péssima. Afinal eu me vi em quase tudo. Eu tinha fixação por ser boa. ter apenas bons e nobres sentimentos. Mas essa palestra me ajudou a perceber que muito desse desejo era apenas para ser aceita. Não era que eu realmente me importasse muito com outro. Na verdade era simples barganha. Era tentar dar o que o outro quer para conseguir o amor do outro.

Era tentar ser a filha perfeita e obediente para ser aceita pelos pais. Era tentar ser a melhor das amigas, ser compreensiva sempre para conseguir a amizade do outro.  Então quando eu descobri isso tive uma grande decepção comigo mesma. srsrsrs

E eu realmente raramente me afirmava. Pois o outro poderia me achar metida. E eu não queria correr o risco do outro me achar vaidosa se eu me elogiasse.

Mas hoje eu sei que não se conquista nenhuma amizade com barganha. Hoje eu procuro simplesmente ser eu mesma. Independente disso agradar o outro ou não. E agora sim eu encontro pessoas que me respeitam. Antes não. Ninguém poderia me respeitar como eu era. Pelo simples fato de que ninguém me conhecia. Já que eu só mostrava uma mascara e não quem era na verdade.