quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Sobre a Mudança

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“Qual é o plano? É de fato permitir que a substância divina se infiltre em tudo que existe. E essa substância nunca é estática. Ela contém ilimitadas possibilidades de ser, de expressão, de manifestação criativa, em formas literalmente ilimitadas de alegria, de êxtase, de sabedoria – a tal ponto que a linguagem humana é incapaz de retratar. Sempre que esse movimento é interrompido, ocorre uma parada da consciência e da energia.

No nível humano de desenvolvimento, por exemplo, essa parada se manifesta na morte. Mas é apenas uma parada. A consciência e a energia são retomadas, por assim dizer, em outro nível. Assim como acontece quando vocês dormem, há uma parada da consciência em um nível, porém a consciência continua em outro nível. Portanto, a parada é tão ilusória – ocorre somente no plano manifesto – quanto o medo do movimento.

O movimento para a expansão implica a disposição em mudar. E este é exatamente o nosso foco neste momento específico do caminho de vocês. Vocês todos sabem que existe um contra-movimento na alma humana, que é o medo da mudança. Muitos de vocês conseguem identificar perfeitamente o medo da mudança. E eu lhes digo que é igualmente importante identificar o movimento mais profundo, a expressão mais profunda da alma de vocês, que caminha constantemente para a mudança. A auto-expressão mais plena significa mudança. Se não houver mudança, não pode haver auto-expressão.

Vamos falar primeiro do plano puramente físico, para demonstrar esse princípio. Um organismo físico passa constantemente por fases e períodos de mudança. Tal mudança pode a princípio ser tão sutil e gradual que quase não é percebida, mas cumulativamente ela se torna bastante perceptível. Basta pensar na mudança radical do bebê que se torna uma criança, depois um adolescente, depois um adulto. Pensem como os órgãos físicos, o corpo, toda a aparência muda no decorrer dos anos, da fase de bebê à infância, daí à adolescência, depois à idade adulta e à velhice, quando ocorre uma nova metamorfose. Esta já está além da visão humana.

Portanto, existem ciclos de mudança que, se forem contidos, resultam em atrofia e finalmente em morte. Vamos supor que vocês coloquem um organismo humano num espaço tão restrito que seus movimentos naturais fiquem prejudicados. É muito fácil imaginar como isso afetaria o organismo. Seria um processo contrário à vida.

Não é diferente com o organismo psíquico, o organismo espiritual, o organismo mental e emocional. No entanto, a consciência humana criou uma imagem de massa de origem muito antiga, tão profundamente arraigada na psique humana que ela ainda precisa ser erradicada. Essa imagem de massa diz que a mudança deve ser temida. Essa imagem cria uma condição na psique humana que se assemelha a uma restrição física que impede a expansão natural do organismo humano. O espaço fornecido pela imagem é tão escasso que esse movimento expansionista natural não pode ocorrer.

A crença que essa imagem de massa perpetua é que apenas a situação imutável é segura. Ora, meus amigos, essa imagem de massa é extremamente forte e de significado e efeito tão profundos que ela é, de fato, responsável pela criação da morte. Pois vocês não podem viver a vida de nenhuma outra maneira se não de acordo com a sua convicção. Eu já mencionei isso muitas, muitas vezes ao longo desses nossos anos de contato. Mas esse princípio ainda é, em grande parte, deixado de lado. Ainda existe a tendência a ver o mundo ao contrário ou de cabeça para baixo. Vocês, equivocadamente, tomam determinados fenômenos como se fossem inevitáveis, e vêem como causa aquilo que na verdade é o efeito. Em outras palavras, vocês vêem a morte -- uma aparição desconhecida, um fenômeno desconhecido – e concluem que o seu medo da mudança é resultado desse fenômeno desconhecido. Na realidade, o medo que vocês têm da morte é o efeito da crença de que a mudança leva ao desconhecido e, portanto, deve ser temida. O desconhecido é visto exclusivamente como algo negativo e temível.

Se acreditarem que a mudança é temível, vocês vão atrofiar a musculatura espiritual e psíquica do seu organismo e se travar num estado de não movimento e não expansão, no qual dificilmente respiram, para não permitir que ocorra uma mudança. E esta é literalmente, em graus que variam um pouco, a condição humana. Portanto, é extremamente importante que vocês, meus amigos, que são os pioneiros da nova era, criem em si mesmos a nova consciência que não teme a mudança, que confiança na mudança como um fenômeno totalmente natural e desejável.

Se examinarem a sua consciência, vocês sempre encontrarão, de uma forma ou de outra, uma reação cega que expressa a crença de que vocês não devem se movimentar para não se colocarem em perigo. A confiança na vida é exatamente o oposto. Vocês precisam começar, de maneira propositada, intencional e consciente, a conceber a mudança como um movimento desejável e jubiloso, no qual vocês reivindicam nova concretização de experiência jubilosa. Eu gostaria que vocês se lembrassem dessas palavras e as gravassem indelevelmente na substância da alma. Dessa forma, vocês deixarão de deter o movimento natural de seguir a sua auto-expressão mais plena, caminhando para mais unidade interior, mais paz, mais serenidade, mais alegria, mais criatividade, mais completude.”

(O Guia. Palestra 230: A UNIVERSALIDADE DA MUDANÇA – PROCESSO REENCARNATÓRIO NUMA MESMA VIDA)

Essa foi outra palestra que eu amei!!!  A Grande maioria das pessoas se não todas temem a mudança. Eu mesma já temi. Acho que ainda temo um pouco porém com menos intensidade.

E agora estou aprendendo exatamente o que é dito nesse trecho da palestra. A mudança é algo natural. O não natural é se manter estático. A mudança ocorre em todos os níveis, não só no físico. Não seria natural se eu , agora, com 27 anos, pensasse igual , sentisse igual do que quando tinha 7 anos.  O natural é a pessoa amadurecer com o tempo e as experiências da vida.

pelo o que percebo a mudança não é difícil em si mesma. O que a torna difícil é a nossa resistência a ela. Tenho notado que as mudanças normalmente são boas. Mesmo que hajam períodos um tanto desagradáveis o resultado final acaba sendo positivo. E a resistência a mudança introduz uma dificuldade que não precisaria haver. Nem sempre eu consigo fazer isso mas o fato ´é que se você aceita a mudança  ela passa a não ser tão difícil.

2 comentários:

  1. Muito legal, Luciana! Obrigada por compartilhar esta mensagem!

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  2. Eu estou em constantes mudanças... se é algo divino? Não sei...
    Só sei que mudo e sempre para o melhor que possa haver...

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