quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

A motivação vale mais do que o fato em si

 

Isabel

“Todo ser humano tem o desejo de lutar pela perfeição, pela capacidade de amar, pela verdadeira bondade, pela luz e pela verdade. Esse desejo vive na chama divina de todo ser. Mas esse desejo, em estado puro, nem sempre penetra em todas as camadas da imperfeição. É como se o sol brilhasse através de um vidro sujo e os raios saíssem pelo outro lado como sombras indistintas. É isso que acontece com o desejo de desenvolvimento.

No entanto, meus queridos amigos, muito à parte desse desejo do eu superior, o mesmo desejo de perfeição também vem do eu inferior. Isso acontece com todos os que entenderam que o egoísmo e as metas unicamente pessoais não acarretam muitos resultados desejáveis. Se vocês fossem satisfazer apenas as metas do eu inferior, como ele é em sua essência, vocês não despertariam simpatia, e sem dúvida não seriam amados nem admirados. Portanto, o desejo da bondade também é egoísta. É importante entender isso e admitir, no íntimo, que o desejo da bondade como tal não tem origem necessária e exclusivamente no eu superior. Esse é um problema que confunde muitos seres humanos. O único modo de ter clareza a esse respeito é tomar consciência das emoções, dos desejos e motivações; então vocês podem distinguir a motivação pura da motivação egoísta. Essa confusão às vezes é tão grande que muitas pessoas ficam em dúvida se devem procurar concretizar o desejo de bondade, principalmente depois de perceberem que motivações egoístas estão envolvidas. Certamente, vocês devem continuar a ter por meta o certo e o bom em vocês e em seus atos, mas sabendo muito bem até que ponto esse desejo é matizado pelo egoísmo. Muitas vezes esse conflito ainda não é consciente. Vocês sabem que, por um lado, querem o bom, o verdadeiro, o belo; mas existe também uma voz interior que fala com muita clareza e que vocês conhecem muito bem: "Será realmente bondade, pura bondade, puro altruísmo agir de uma determinada maneira?” Assim, vocês ficam confusos e incertos quanto à natureza boa de suas motivações.

Apenas os muito cegos, os seres humanos que espiritualmente ainda são bebês, buscam objetivos egoístas e acreditam que tais objetivos egoístas servirão a suas finalidades. Quem já superou essa infância espiritual sabe muito bem que atingir os próprios fins muitas vezes traz mais desvantagens do que resistir a esses impulsos egoístas. A essa altura, a entidade já superou o estágio mais primitivo, mas ainda não alcançou a etapa em que o desejo do egoísmo é emocionalmente superado. Essa é a etapa em que a maioria de vocês se encontra, e é exatamente essa luta que estão travando agora. O primeiro passo é sempre reconhecer o significado dos seus diversos desejos, motivações e sentimentos. Daí por diante, o caminho é mais suave. Reconheçam quando seu desejo de bondade vem da sua centelha divina e quando não vem. Tendo clareza sobre esse ponto, vocês  a maioria de vocês se encontra, e é exatamente essa luta que estão travando agora. O primeiro passo é sempre reconhecer o significado dos seus diversos desejos, motivações e sentimentos. Daí por diante, o caminho é mais suave. Reconheçam quando seu desejo de bondade vem da sua centelha divina e quando não vem. Tendo clareza sobre esse ponto, vocês terão dado mais um passo no autoconhecimento; além disso, esse conhecimento, mesmo não sendo de forma alguma lisonjeiro ou agradável, aumenta a paz de espírito – pelo menos a partir do momento em que vocês aceitam plenamente a idéia de que o egoísmo ocupa um lugar maior dentro de vocês do que estavam dispostos a admitir anteriormente. Quando vocês admitirem esse fato e descerem do pedestal onde querem ser mais perfeitos do que são agora, vocês começarão a encarar a si mesmos na verdadeira acepção da palavra. Isso é saudável, e a saúde – emocional ou não – terá um efeito muito bom sobre vocês. É a verdade, e a verdade é sempre saudável e calmante para quem tomou a decisão de não mais lutar contra ela.”

( O Guia. Palestra 47: A PAREDE INTERIOR)

Quando eu iniciei o meu trabalho de auto-conhecimento não demorou muito para eu descobrir uma coisa: É muito mais importante a motivação do ato so que o ato em si. Como é dito no trecho acima da palestra até mesmo uma atitude “boa” pode ter motivos egoístas ocultos. E quando isso acontece o resultado acaba não deixando a pessoa satisfeita.

Pela minha própria experiência eu não acho que isso aconteça por um castigo de Deus por ainda termos um certo egoísmo dentro de nós. Não. A questão toda está na expectativa dessa parte egoísta, que sempre espera algo em troca, e chega até, a exigir algo em troca. E se revolta toda a vez que não recebe o que acredita merecer.

Mas quando a motivação provem do eu superior, do aspecto mais elevado do ser, então sentimos prazer e satisfação pelo simples fato de termos ajudado alguém.  Pela simples satisfação de termos contibuido com algo. De nossas ações terem tido um efeito benéfico para as pessoas ao nosso redor. Essa é uma atitude interior completamente diferente der tentar barganhar o amor dos outros.

Eu assumo que eu já barganhei muito mas quando tomei consciência disso a minha atitude interior começou a mudar aos poucos. Agora essa atitude, apesar de ainda acontecer as vezes, está menos freqüente. E eu percebo que os resultados são muito melhores do que quando a motivação é egoísta. Então eu descobri que a motivação afeta mais no resultado do que o fato em si.

2 comentários:

  1. Oi, tudo bem?
    Legal os textos de seu blog. Isso parece os textos de uma disciplina espiritual de auto-estudo que pratico, que se chama UM CURSO EM MILAGRES (Já ouviu falar?). Fala praticamente as mesmas coisas, so que com um enfoque diferente baesado no perdão e já tenho mudado muito minhas atitudes infantis tambem e que principalmente mudam nosso relacionamento com Deus desfazendo imagens falsas sobre Ele (como Deus irado, punidor, etc...) e assim encontrando nEle uma fonte de amor e cura.

    Visite tambem meu blog: http://acasasobrearocha.wordpress.com/

    Fique com Deus!
    SHALOM!

    José Eduardo (DUDA)

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  2. OLá José,

    Fico feliz que ytenha gostado do meu blog. Vc será sempre bem vindo para visita-lo e comenta-lo sempre que quiser fique a vontade!!!

    Visitei seu blog e gostei muito!!!

    Sabe acho que no fundo todos os ensinamentos espirituais ensinam o mesmo. A penas o enfoque muda. Afinal existem vários tipos de pessoas e cada uma se beneficia com um enfoque.

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