segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Admitir Possibilidades

possibilades

“Saudações, meus caros amigos. As bênçãos divinas que fluem na atmosfera, à sua volta e em seu interior, representam uma poderosa força à disposição de quem estiver aberto e receptivo a ela.


O autoconhecimento implica a percepção dessa força universal e cósmica sempre presente. A tragédia do homem está em alijar-se desse poder, em esquecer ou ignorar que ele existe. Pois saber da sua existência é um dos requisitos para torná-lo disponível. No entanto, quando o homem entra na esfera em que essa energia está ao seu alcance, ele enfrenta a dificuldade de não reconhecer aquilo que ele não viveu. Portanto, para vencer a distância entre a experiência anterior e o poder disponível, é preciso admitir uma nova possibilidade. Essa é sempre a atitude inteligente a cada passo no rumo da diversificação, seja na ciência ou em qualquer outra percepção da verdade. Em geral, porém, o ser humano não está pronto para assim proceder, pois acredita, erradamente, que precisa ter opiniões definidas. Ele oscila a todo o tempo entre um "sim" absoluto e um “não” absoluto. Nenhuma descoberta é possível com esse tipo de atitude. A postura, na realidade, deve ser: “É possível? Poderia ser? Analisarei e considerarei a possibilidade honesta e sinceramente, sem poupar qualquer esforço que venha a ser necessário, em qualquer sentido.”

Essa pode parecer uma tarefa fácil, meus amigos. Contudo, por mais simples que realmente seja, faz parte das peculiaridades do ser humano achar extremamente difícil adotar esta postura. Portanto, um dos empecilhos para a liberação desse poder universal está na incapacidade de questionar séria e abertamente uma nova verdade e abrir-se a ela, por mais revolucionária que seja, dentro de uma nova perspectiva que parece se contrapor a convicções e experiências anteriores.

O obstáculo colocado pela negação de um fato imediatamente disponível, por culpa da falta de abertura que nos permita olhar sem idéias preconcebidas, não é nunca resultado apenas de “nunca se ter pensado no assunto”. Quando este é o caso, a pessoa adota instantaneamente esta postura aberta assim que se apresente a oportunidade em sua vida—o que sempre ocorre, repetidamente. A recusa rígida em examinar e considerar, o apego a opiniões que muitas vezes nem são baseadas em experiências reais mas em meros boatos e rumores, é sempre resultado do medo que as pessoas têm de olhar para si.

Outro grande obstáculo ao autoconhecimento é que o ser humano abriga atitudes, opiniões, pensamentos e sentimentos inconscientes que contradizem completamente suas atitudes, opiniões, pensamentos e sentimentos conscientes. Esta discrepância representa um bloqueio de grandes proporções, pois os materiais, inconscientemente mantidos, acobertam e obstruem a força cósmica. A mente acredita ser sua função impedir a entrada desse material, portanto ela não pode relaxar nem adotar uma postura flexível e destemida, essencial para entrar em sintonia com a força cósmica. Portanto, a incursão pelo inconsciente humano é absolutamente necessária para que o ser humano possa perceber o poder que tem dentro de si. Cada conceito falso, cada conclusão errada, cada opinião equivocada, cada postura destrutiva, cada emoção negativa se interpõe diretamente no caminho da percepção desse poder.

Tudo isso vocês sabem, e nós, em nosso caminho, trabalhamos de forma diligente. Contudo, por mais empenhados que estejam no trabalho, é comum vocês perderem a perspectiva do objetivo e da importância do autoconhecimento. Como já disse, autoconhecimento significa usar o poder que se tem. E esse poder é imenso, meus amigos.
Esse poder é duplo. É uma energia, uma força cósmica tão revitalizante e tão infinita, tão perene, tão auto-perpetuadora em sua dinâmica e em sua vitalidade que não se pode nem sonhar o efeito que pode ter sobre o indivíduo. A vida muda como um todo, drasticamente, quando essa energia se torna disponível—não são mudanças pontuais decorrentes da abertura ao poder, mas alterações permanentes, decorrentes de uma mudança de personalidade, que não mais cultiva posturas que obstruam o poder. Essa energia funciona de acordo com uma lei interna. Como vocês sabem, ela é totalmente impessoal. Quando prevalecem condições compatíveis com ela, seu fluxo corre sem impedimentos. Quando as condições são incompatíveis, o fluxo é interrompido. Dependendo da forma pela qual ocorre o desbloqueio, ela voltará a fluir, geralmente de uma forma inesperada pelo ser humano. Tudo ocorre de acordo com leis imutáveis, impessoais, internas.”

(O Guia. Palestra 151: INTENSIDADE: UM OBSTÁCULO PARA A AUTO-REALIZAÇÃO)

 

Apesar da paslestras falar sobre a intensidade. Eu não peguei essa parte da palestra. Peguei mais a introdução. POis nesse momento foi essa parte que me chamou mais atenção e me tocou mais. E eu sempre escolho o que me toca mais para comentar.

Eu simplismente adorei essa coisa de começar apenas admitindo a possibilidade. Todo o material espiritual que eu lia dizia que a fé é imprecindível. Que voc|ê você precisa ascreditar em algo para ele acontecer. Acontece que na maior parte das vezes eu não conseguia e ainda não consigo ter a tal fé inabalavél.  Então eu achava que tudo estava perdido para mim já que não conseguia ter tamanha certeza.

Então encontrei o pathwork.E nele eu li que não precisava com a fé inabalavel. Bastava assumir a possibilidade. Não só em relação a espiritualidade mas a qualquer coisa.

Por exemplo eu não acreditiva que poderia ter amigos. Então eu não passei no dia seguinte a ter certeza de que teria amigos. Eu apenas questionei a crença. Eu só comecei a questionar: Será que não posso estar enganada a respeito? Será mesmo que todos vão me ver como meus antigos colegas de escola me viam? Será que esses proprios colegas não teriam amadurecido e não me veriam diferente hoje? O simples questionamente da crença fez ela perder a força. Fez com que eu começasse a me abrir mais e fez com que eu me relacionasse mais.

Fazer isso retirou a pressão do “eu tenho de ter fé” e paradoxalmente isso aumentou a minha fé. Justamente porque eu parei de tentar força-la ela apareceu naturalmente.

Hoje quando eu fico pessimista em relação a algo. Eu não me forço a acreditar que vai dar certo. Eu simplesmente questiono:”Talvez eu esteja errada, pode dar certo afinal.” Eu admito a possibilidade de dar certo ao inves de ver o fracasso como fato.

E essa tatica é algo que está dando muito certo para mim. Muito mais do quer tentar me forçar a ter fé.

7 comentários:

  1. Luciana querida!
    Como estou feliz com sua caminhada,você esta desabrochando,que lindo!
    É isso querida,veja sempre o lado positivo,porque a gente sempre pode mudar todas as coisas basta a gente crê.
    Mil bjos em seu coração!

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  2. Para ler teu texto foi preciso parar com tudo aqui... voltar em algumas frases, pensamentos e creio que tua conclusão elucida totalmente a inicial.

    De fato tendemos a "cortar" possibilidades quando definimos como não teremos êxito. Se põe um ponto final, sem chance de haver alguma modificação no destino.

    Isto é errado.
    Vou aproveitar algumas táticas que assinalas e tentar me descobrir mais flexível às oportunidades.

    Muito obrigada, amiga

    beijos, Maria Marçal - Porto Alegre - RS

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  3. Olá Luciana!

    Isso é maravilhoso! Muito bem explicado mais um texto profundo do Pathwork, este é um excelente caminho com ótimos resultados, pois costumamos duvidar justamente do bem e tememos o mal, e por teme-lo deixamos de ser flexíveis e passamos longe da tolerância, as quais nos apontaria com facilidade a passagem a visão do bem, portante, quando duvidamos e criticamos justamente o mal, o bem se reforça e amplia a confiança nos apontando o caminho da fé! Fiquei muito feliz mais uma vez por estar participando da sua caminhada espiritual!
    Se quiser dê uma olhadinha num texto meu que diz: - Critique o Mal -

    Um abraço,
    "Todo o Conhecimento é Luz que Inspira a Alma" -*Vera Luz*-

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  4. Eu só consegui me autoconhecer melhor quando parei para me ouvir mais, a falar NAO quando realmente não quero. O amadurecimento tem contribuído para isso, creio que continuo aprendendo.

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  5. Olá Luciana!
    Vim a convite da Vera Luz e gostei muito do texto. Vou lhe dar um testemunho que ficou mais claro ainda com seu texto!Há uma coisa que me deixava muito desanimada...Eu sempre fui questionadora, no sentido de criar novas receitas,novos métodos, formas de transformar o velho, ou o que parecia inútil, em algo bonito(por isto sou artesã). Bem, criei meus filhos permitindo perguntas e conversávamos muito. Mas, o grande problema com meu relacionamento de amor é exatamente que ao questionar sôbre outras possibilidades, sempre ouvia: " você sabe que eu detesto que você me conteste..e a discussão começava, quando eu não me calava, e mesmo que eu não tivesse tido intenção de discutir, mas só de refletir a dois.
    Este seu texto me deu uma luz! Acho que, com o tempo fui deixando a intuição e as coisas que eu conhecia ou gostava de lado, apenas para não "provocar" a pessoa que eu mais queria amar.Me afastei assim de todo o trabalho que eu fazia com terapias, pelo mesmo motivo, pois parecia que nada do que eu fizesse era suficientemente bom para que fosse respeitado, então, ao escolher, eu ia com minha criatividade para onde ponto.
    Taí, vou pensar no assunto. Vou me perguntar mais: " Vera, por que não?" Muito obrigada.
    Abraço, Vera.

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  6. Olá Luciana.
    Post publicado.
    Tchau!!

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  7. Agradeço a todos pelos comentários. Fico feliz em saber que meu blog está levando as pessoas a refletir aí eu sinto que contribuo com algo!!!

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