quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

A motivação vale mais do que o fato em si

 

Isabel

“Todo ser humano tem o desejo de lutar pela perfeição, pela capacidade de amar, pela verdadeira bondade, pela luz e pela verdade. Esse desejo vive na chama divina de todo ser. Mas esse desejo, em estado puro, nem sempre penetra em todas as camadas da imperfeição. É como se o sol brilhasse através de um vidro sujo e os raios saíssem pelo outro lado como sombras indistintas. É isso que acontece com o desejo de desenvolvimento.

No entanto, meus queridos amigos, muito à parte desse desejo do eu superior, o mesmo desejo de perfeição também vem do eu inferior. Isso acontece com todos os que entenderam que o egoísmo e as metas unicamente pessoais não acarretam muitos resultados desejáveis. Se vocês fossem satisfazer apenas as metas do eu inferior, como ele é em sua essência, vocês não despertariam simpatia, e sem dúvida não seriam amados nem admirados. Portanto, o desejo da bondade também é egoísta. É importante entender isso e admitir, no íntimo, que o desejo da bondade como tal não tem origem necessária e exclusivamente no eu superior. Esse é um problema que confunde muitos seres humanos. O único modo de ter clareza a esse respeito é tomar consciência das emoções, dos desejos e motivações; então vocês podem distinguir a motivação pura da motivação egoísta. Essa confusão às vezes é tão grande que muitas pessoas ficam em dúvida se devem procurar concretizar o desejo de bondade, principalmente depois de perceberem que motivações egoístas estão envolvidas. Certamente, vocês devem continuar a ter por meta o certo e o bom em vocês e em seus atos, mas sabendo muito bem até que ponto esse desejo é matizado pelo egoísmo. Muitas vezes esse conflito ainda não é consciente. Vocês sabem que, por um lado, querem o bom, o verdadeiro, o belo; mas existe também uma voz interior que fala com muita clareza e que vocês conhecem muito bem: "Será realmente bondade, pura bondade, puro altruísmo agir de uma determinada maneira?” Assim, vocês ficam confusos e incertos quanto à natureza boa de suas motivações.

Apenas os muito cegos, os seres humanos que espiritualmente ainda são bebês, buscam objetivos egoístas e acreditam que tais objetivos egoístas servirão a suas finalidades. Quem já superou essa infância espiritual sabe muito bem que atingir os próprios fins muitas vezes traz mais desvantagens do que resistir a esses impulsos egoístas. A essa altura, a entidade já superou o estágio mais primitivo, mas ainda não alcançou a etapa em que o desejo do egoísmo é emocionalmente superado. Essa é a etapa em que a maioria de vocês se encontra, e é exatamente essa luta que estão travando agora. O primeiro passo é sempre reconhecer o significado dos seus diversos desejos, motivações e sentimentos. Daí por diante, o caminho é mais suave. Reconheçam quando seu desejo de bondade vem da sua centelha divina e quando não vem. Tendo clareza sobre esse ponto, vocês  a maioria de vocês se encontra, e é exatamente essa luta que estão travando agora. O primeiro passo é sempre reconhecer o significado dos seus diversos desejos, motivações e sentimentos. Daí por diante, o caminho é mais suave. Reconheçam quando seu desejo de bondade vem da sua centelha divina e quando não vem. Tendo clareza sobre esse ponto, vocês terão dado mais um passo no autoconhecimento; além disso, esse conhecimento, mesmo não sendo de forma alguma lisonjeiro ou agradável, aumenta a paz de espírito – pelo menos a partir do momento em que vocês aceitam plenamente a idéia de que o egoísmo ocupa um lugar maior dentro de vocês do que estavam dispostos a admitir anteriormente. Quando vocês admitirem esse fato e descerem do pedestal onde querem ser mais perfeitos do que são agora, vocês começarão a encarar a si mesmos na verdadeira acepção da palavra. Isso é saudável, e a saúde – emocional ou não – terá um efeito muito bom sobre vocês. É a verdade, e a verdade é sempre saudável e calmante para quem tomou a decisão de não mais lutar contra ela.”

( O Guia. Palestra 47: A PAREDE INTERIOR)

Quando eu iniciei o meu trabalho de auto-conhecimento não demorou muito para eu descobrir uma coisa: É muito mais importante a motivação do ato so que o ato em si. Como é dito no trecho acima da palestra até mesmo uma atitude “boa” pode ter motivos egoístas ocultos. E quando isso acontece o resultado acaba não deixando a pessoa satisfeita.

Pela minha própria experiência eu não acho que isso aconteça por um castigo de Deus por ainda termos um certo egoísmo dentro de nós. Não. A questão toda está na expectativa dessa parte egoísta, que sempre espera algo em troca, e chega até, a exigir algo em troca. E se revolta toda a vez que não recebe o que acredita merecer.

Mas quando a motivação provem do eu superior, do aspecto mais elevado do ser, então sentimos prazer e satisfação pelo simples fato de termos ajudado alguém.  Pela simples satisfação de termos contibuido com algo. De nossas ações terem tido um efeito benéfico para as pessoas ao nosso redor. Essa é uma atitude interior completamente diferente der tentar barganhar o amor dos outros.

Eu assumo que eu já barganhei muito mas quando tomei consciência disso a minha atitude interior começou a mudar aos poucos. Agora essa atitude, apesar de ainda acontecer as vezes, está menos freqüente. E eu percebo que os resultados são muito melhores do que quando a motivação é egoísta. Então eu descobri que a motivação afeta mais no resultado do que o fato em si.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Porque o pathwork se centra no aspecto psicológico?

psicologico

 

“PERGUNTA: Assim como a abordagem psicológica, não é verdade que orar e voltar-se para Deus, pedindo ajuda, é um grande auxílio para nós?


RESPOSTA: A abordagem psicológica é, na verdade, a oração em ação. Se você analisar o que realmente acontece, verá que em todas as distorções que você descobre, reconhece e entende – sem lições de moral – você faz o melhor para se purificar. Como mencionado em algumas palestras recentes, a chamada abordagem psicológica não entra em contradição com a abordagem espiritual. Naturalmente, a oração ajuda e deve ser recomendada. Mas quero fazer mais por vocês além de defender a oração. E vocês precisam fazer mais do que apenas orar pedindo ajuda. Precisam observar a sua atitude quando oram. Trata-se de algo muito profundo e sutil. Se vocês oram e descobrem a atitude oculta de que esperam que Deus aja por vocês, a sua abordagem não é apenas não construtiva, mas também indica uma atitude errada, profundamente arraigada, em relação à vida e o papel de vocês na vida. Se vocês oram para pedir ajuda, mas sabendo plenamente que a ação cabe a vocês, que precisam encarar e finalmente mudar, por causa do entendimento completo, que precisam querer enxergar a verdade, que isso depende dos seus esforços e da sua disposição, nesse caso a oração é muito proveitosa. Existe uma tênue diferença entre essa atitude correta e saudável e a idéia de que vocês vão ficar esperando que Deus lhe dê seja o que for. Esse último tipo de oração não traz benefício nenhum.


PERGUNTA: Mas a abordagem espiritual que você ensinou e que acrescenta tanto à abordagem psicanalítica – como fica?


RESPOSTA: Eu já expus plenamente nas últimas palestras por que é saudável e bom para vocês, nessa etapa específica do seu desenvolvimento, dar menos ênfase à chamada abordagem espiritual e mais ênfase à chamada abordagem psicológica. Para nós, é tudo uma só coisa. São apenas diferentes facetas, aspectos, e abordagens que levam ao mesmo fim. A ênfase no espiritual, mantida por muito tempo em detrimento do autoconhecimento, leva ao escapismo e à falsa religião de que falei recentemente. Leva ao conceito errado de Deus. Se vocês relerem esta palestra, vão entender o que quero dizer. A idéia de que vocês negligenciam Deus pelo fato de não discuti-Lo, a idéia de que voltar a atenção para as distorções para poder mudar afastariam vocês da espiritualidade é, naturalmente, completamente inverídica. Basta usar o bom senso para ver isso. Se existirem essas idéias vagas, pode ser medo de descobrir e mudar o que quer permanecer oculto. Pode ser a expressão de uma esperança infantil de que, por falar sobre Deus e o mundo dos espíritos e suas leis, vocês vão conseguir mudar sem dor nem desconforto. Isso não pode ser feito, é claro. Mais conhecimento intelectual sobre fatores espirituais não induz a mudança interior. Mas o que vocês

todos estão fazendo agora neste caminho fatalmente acarretará uma mudança interior que vai levar vocês para mais perto da verdadeira espiritualidade do que todas as palavras que vocês ouvirem no mundo, por mais verdadeiras e belas que sejam. A crença exterior é uma coisa; a capacidade interior de vivenciar essas crenças é uma questão totalmente diferente. Leva muito mais tempo, exige muito mais esforço e dor conseguir a segunda capacidade que mencionei. Infelizmente, isso é muito deixado de lado por todas as denominações e sociedades religiosas. Elas ainda lidam com o mero processo mental, que muitas vezes entra em contradição e conflito com a verdadeira vida interior, a vida das emoções.
Que todos vocês, que cada um de vocês encontre na palestra de hoje alguma coisa que traga um pouco mais de luz e ajuda para o seu trabalho, um pouco mais de incentivo, de esperança, de força, de impulso interior, sem tensão nem ansiedade, para que vocês se libertem da sua escravidão, para que se tornem íntegros em vez de divididos. Vão em paz, meus queridos, por essa gloriosa estrada do autoconhecimento e da liberdade. Sejam abençoados, fiquem com Deus!”

(O Guia. Palestra 92: NECESSIDADES REPRIMIDAS, RENUNCIANDO ÀS NECESSIDADES CEGAS, REAÇÕES PRIMÁRIAS E SECUNDÁRIAS).

Bom apesar da ,palestra falar sobre necessidades eu peguei um trecho que o assunto é outro. Porque no momento foi essa parte que me chamou mais atenção.

Eu concordo com tudo o que o Guia falou a esse respeito. Apesar de eu saber que é útil e ajuda algumas pessoas. Eu nunca gostei muito de religiões. Para mim não fazia o menor sentido simplesmente pedir algo a Deus. e depois deitar na cama e esperar. srsrsrs. é claro que nem todos os religiosos agem assim. Mas eu encontrei vários com esse tipo de atitude. E essa foi uma das coisas que me afastou da religião.

O que o pathwork diz é muito mais sensato. Já que não é Deus quem nos impede de conseguir as coisas. Somos nos mesmos. Principalmente por conta das falsas crenças que temos e que nos faz atingir de uma maneira inadequada para a realização de nossos objetivos. Então são essas crenças que devemos apurar. E não apenas fazer meditações ou orar.

O pathwork é bem claro quanto a isso, por isso eu amei o Método!!!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Selo de Qualidade

selo2

Estou muito feliz pois acabo de receber uma homenagem. Um selo de qualidade. Apesar desse blog não ter como objetivo a busca do reconhecimento. E sempre agradável quando esse reconhecimento ocorre. Esse blog é relativamente novo e não espera conseguir 38 seguidores em tão pouco tempo.srsrsrs. Sim, é pouco mas já é mais do que eu esperava.

Esse blog assim como um outro de poesias que eu tenho me dá sensação de que eu posso contribuir para algo. E isso é algo muito legal e que tive muito pouco em minha vida até o momento.

Bem seguindo as regras indicarei alguns blogs.

O da minha amiga Atena, que eu adoro e é um tesoura para quem quer se conhece mais: http://expandiraconsciencia.blogspot.com/

O blog da minha amiga Aline. Que também considero muito bom para o auto-conhecimento: http://novasenergiasexuais.blogspot.com/

Esse é outro blog que possui informações super legais: http://consciencianarealidade.blogspot.com/

Esse também é muito legal: http://grazidavanso.blogspot.com/

Esses são alguns dos blogs que eu mais gosto. srsrsr. Não conheço tanto blog assim por isso não indiquei 10. Agora vejamos 10 coisas sobre mim.

1) Sempre fui uma pessoa reservada e não me abro facilmente. Agora que estou conseguindo me abrir mais com alguns amigos.

2) Era o tipo de aluna que os colegas costumavam chamar de Nerd e CDF no colégio. A Verdade é que apesar de gostar de estudar os estudos também eram minha figa.

3) Tinha um medo enorme de sentir. Achava que eram os sentimentos e as emoções que estragavam minha vida.

4) Hoje tenho um blog de poesias. A ironia é que alguns anos atrás eu detestava poemas. Achava que não levava jeito para isso.

5) Vivi a maior parte da minha vida com um intenso sentimento de incapacidade. E foi só depois que entrei em um caminho de auto conhecimento que esse sentimento começou a mudar

6) Sempre tive a tendência de observar muito e vivenciar pouco. Agora estou me arriscando a sair do campo teórico e viver mais.

7) Tinha muito medo da critica. por isso jamais imaginei que teria dois blogs.

8) Meus blogs fazem eu me sentir mais próxima de mim mesma

9) Meus blogs  me ajudam a entrar em contato com meus sentimentos

10) eus blogs me fizeram perceber que não sou tão diferente como pensava.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Luta Doentia

MOA_CO~1 “Quando o homem não gosta de alguns de seus sentimentos e atitudes, ou até mesmo tem medo deles, bloqueia a consciência deles. Isso significa represar a corrente que deveria fluir livremente. A idéia essencial dessa analogia com a corrente não é nova, naturalmente. Mas é preciso encontrar sempre novos enfoques e representações simbólicas para vocês poderem de fato visualizar o dano causado pela repressão. Você precisam de novos incentivos para adquirirem sempre nova inspiração para eliminar os bloqueios e barreiras. Portanto, meus amigos, procurem efetivamente visualizar cada sentimento, cada emoção, cada atitude interior, cada resposta como uma corrente. Se vocês represarem a corrente, o que acontece? É possível represar um rio ou uma corrente. A água flui até a represa e aí interrompe seu curso, deixando de fluir depois da represa. Mas quanto mais água se acumular por trás da represa, maior será a energia da água acumulada, até que ela explode a represa, transborda e destrói não só a represa mas toda a vegetação e as estruturas ao longo de seu caminho. Não é necessário destruir a represa ou barreira de maneira tão violenta. A represa não precisa ser construída. Mas já que ela foi, precisa ser eliminada. Vocês podem se esforçar para elimina-lá de forma gradual e sistemática. Esse é o processo consciente do auto-exame. Esperar até a natureza agir – contra a vontade de vocês, por assim dizer – significa que a barreira será arrastada pela força das águas. Quando a vida é dura com vocês, quando as atitudes destrutivas acumuladas cujas origens estão por trás da barreira finalmente extravasam, o homem passa por crises e colapsos de diversos tipos e graus.

Quando o rio não é represado, a sujeira e os resíduos que ele contém sobem espontaneamente à superfície, sendo assim eliminados. A água que se regenera sempre, em sua pureza e frescura, finalmente tem forças para livrar o rio dos destroços de um naufrágio. Não é assim que acontece na natureza? O mesmo se aplica às correntes da alma de vocês. Se vocês temerem os destroços das mágoas passadas e as conseqüentes atitudes destrutivas, vocês simplesmente os acumulam por trás da barreira, e eles vão fatalmente inundar vocês no dia em que vocês não conseguirem controlar o que acontece. Mas não haverá nada a temer se vocês simplesmente deixarem que esses destroços subam à superfície. É por isso que, quando vocês começam a eliminar os bloqueios, percebem a princípio principalmente emoções negativas, nunca sentidas conscientemente antes. A tentação é voltar a colocar um ferrolho nelas. Cuidado com essa tentação. No devido tempo, esses primeiros sentimentos serão seguidos por sentimentos positivos, generosos, amorosos, altruístas, calorosos. Os sentimentos negativos deixarão de ser prejudiciais para vocês, por causa da conscientização. O fato de não querer vê-lós não faz com que eles deixem de existir.

Quando vocês lutam contra a insegurança interior negando sua existência, ela cresce por trás da represa, como águas contidas. Enquanto houver a represa, vocês sentirão um vago desconforto que não conseguem identificar. Sentem-se inibidos, sem entender por quê. Percebem que deixam de utilizar alguns dos seus melhores potenciais. Mas em geral não conseguem entender a situação, nem percebem toda a intensidade da insegurança, que se torna maior simplesmente pelo fato de se avolumar por trás da barreira. Um dia o limite é ultrapassado, e isso acontece na forma de algum acontecimento exterior que inunda vocês com todo o desespero da impotência e da insegurança que vocês jamais ousaram encarar. Ou seja, ao lutar contra a insegurança interior, vocês só fazem aumenta-lá. Ao negar sua existência, ela fica maior e mais forte do que ficaria se não fosse essa negativa. O mesmo se aplica a qualquer outra emoção ou atitude. Medo, dúvida, hostilidade, seja o que for, o princípio é o mesmo. É necessariamente o mesmo. As leis naturais da criação aplicam-se igualmente a toda a todas as fontes e origens da criação, sejam os rios materiais ou os rios e as correntes de sentimentos..

Não é muito mais sensato e benéfico começar a eliminar a barreira? Esperar até a natureza agir, esperar que ela derrube tudo sem a intervenção de vocês, deixa vocês impotentes. Os sentimentos vão extravasar, e vocês não vão entender o significado e a importância deles, porque o ímpeto acumulado fica forte demais. Não esperem isso acontecer. É muito freqüente o homem esperar até surgir uma crise em sua vida para refletir sobre si mesmo.

Neste trabalho, nosso objetivo é evitar a luta vã, é eliminar a barreira antes que ela mesma se destrua, permitir que o fluxo traga à tona o que contém, ver e encarar os sentimentos que vocês prefeririam não enxergar: as dúvidas, a agressão, a inveja, a possessividade, o auto centrismo, a presunção – em resumo, tudo aquilo de vocês que representa a criança, a criança ferida.””

( O Guia. Palestra 114: LUTA – SAUDÁVEL E DOENTIA)

Eu adorei essa parte da palestra. Porque o Guia fala exatamente da luta doentia que eu costumava ter. A luta contra meus sentimentos. É bem diferente deixar que os sentimentos vejam a consciência e lutar contra eles. Na luta você se proíbe você~e se culpa por ter determinados sentimentos. E essa culpa é tão grande que acabamos por esconder esses sentimentos de nós mesmos. mas os sentimentos não crescem se não trabalharmos com eles. E isso é impossível de ser feito se os escondemos de nós mesmos.

Ter consciência de um sentimento é admitir que ele existe. E mesmo quase ele for negativo não nos culparmos por ter tais sentimentos.  Assim poderemos nos compreender. E quando os sentimentos são compreendidos. Ocorre uma alquimia. Eles mudam. Eles amadurecem e deixam de nos prejudicar.

Mas quando os escondemos atrás de um barreira eles agem da forma imatura pois são impedidos de amadurecer. E acabam atrapalhando nossa vida. Quanto menos consciência temos de um sentimento mais destrutivos eles se tornam.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Admitir Possibilidades

possibilades

“Saudações, meus caros amigos. As bênçãos divinas que fluem na atmosfera, à sua volta e em seu interior, representam uma poderosa força à disposição de quem estiver aberto e receptivo a ela.


O autoconhecimento implica a percepção dessa força universal e cósmica sempre presente. A tragédia do homem está em alijar-se desse poder, em esquecer ou ignorar que ele existe. Pois saber da sua existência é um dos requisitos para torná-lo disponível. No entanto, quando o homem entra na esfera em que essa energia está ao seu alcance, ele enfrenta a dificuldade de não reconhecer aquilo que ele não viveu. Portanto, para vencer a distância entre a experiência anterior e o poder disponível, é preciso admitir uma nova possibilidade. Essa é sempre a atitude inteligente a cada passo no rumo da diversificação, seja na ciência ou em qualquer outra percepção da verdade. Em geral, porém, o ser humano não está pronto para assim proceder, pois acredita, erradamente, que precisa ter opiniões definidas. Ele oscila a todo o tempo entre um "sim" absoluto e um “não” absoluto. Nenhuma descoberta é possível com esse tipo de atitude. A postura, na realidade, deve ser: “É possível? Poderia ser? Analisarei e considerarei a possibilidade honesta e sinceramente, sem poupar qualquer esforço que venha a ser necessário, em qualquer sentido.”

Essa pode parecer uma tarefa fácil, meus amigos. Contudo, por mais simples que realmente seja, faz parte das peculiaridades do ser humano achar extremamente difícil adotar esta postura. Portanto, um dos empecilhos para a liberação desse poder universal está na incapacidade de questionar séria e abertamente uma nova verdade e abrir-se a ela, por mais revolucionária que seja, dentro de uma nova perspectiva que parece se contrapor a convicções e experiências anteriores.

O obstáculo colocado pela negação de um fato imediatamente disponível, por culpa da falta de abertura que nos permita olhar sem idéias preconcebidas, não é nunca resultado apenas de “nunca se ter pensado no assunto”. Quando este é o caso, a pessoa adota instantaneamente esta postura aberta assim que se apresente a oportunidade em sua vida—o que sempre ocorre, repetidamente. A recusa rígida em examinar e considerar, o apego a opiniões que muitas vezes nem são baseadas em experiências reais mas em meros boatos e rumores, é sempre resultado do medo que as pessoas têm de olhar para si.

Outro grande obstáculo ao autoconhecimento é que o ser humano abriga atitudes, opiniões, pensamentos e sentimentos inconscientes que contradizem completamente suas atitudes, opiniões, pensamentos e sentimentos conscientes. Esta discrepância representa um bloqueio de grandes proporções, pois os materiais, inconscientemente mantidos, acobertam e obstruem a força cósmica. A mente acredita ser sua função impedir a entrada desse material, portanto ela não pode relaxar nem adotar uma postura flexível e destemida, essencial para entrar em sintonia com a força cósmica. Portanto, a incursão pelo inconsciente humano é absolutamente necessária para que o ser humano possa perceber o poder que tem dentro de si. Cada conceito falso, cada conclusão errada, cada opinião equivocada, cada postura destrutiva, cada emoção negativa se interpõe diretamente no caminho da percepção desse poder.

Tudo isso vocês sabem, e nós, em nosso caminho, trabalhamos de forma diligente. Contudo, por mais empenhados que estejam no trabalho, é comum vocês perderem a perspectiva do objetivo e da importância do autoconhecimento. Como já disse, autoconhecimento significa usar o poder que se tem. E esse poder é imenso, meus amigos.
Esse poder é duplo. É uma energia, uma força cósmica tão revitalizante e tão infinita, tão perene, tão auto-perpetuadora em sua dinâmica e em sua vitalidade que não se pode nem sonhar o efeito que pode ter sobre o indivíduo. A vida muda como um todo, drasticamente, quando essa energia se torna disponível—não são mudanças pontuais decorrentes da abertura ao poder, mas alterações permanentes, decorrentes de uma mudança de personalidade, que não mais cultiva posturas que obstruam o poder. Essa energia funciona de acordo com uma lei interna. Como vocês sabem, ela é totalmente impessoal. Quando prevalecem condições compatíveis com ela, seu fluxo corre sem impedimentos. Quando as condições são incompatíveis, o fluxo é interrompido. Dependendo da forma pela qual ocorre o desbloqueio, ela voltará a fluir, geralmente de uma forma inesperada pelo ser humano. Tudo ocorre de acordo com leis imutáveis, impessoais, internas.”

(O Guia. Palestra 151: INTENSIDADE: UM OBSTÁCULO PARA A AUTO-REALIZAÇÃO)

 

Apesar da paslestras falar sobre a intensidade. Eu não peguei essa parte da palestra. Peguei mais a introdução. POis nesse momento foi essa parte que me chamou mais atenção e me tocou mais. E eu sempre escolho o que me toca mais para comentar.

Eu simplismente adorei essa coisa de começar apenas admitindo a possibilidade. Todo o material espiritual que eu lia dizia que a fé é imprecindível. Que voc|ê você precisa ascreditar em algo para ele acontecer. Acontece que na maior parte das vezes eu não conseguia e ainda não consigo ter a tal fé inabalavél.  Então eu achava que tudo estava perdido para mim já que não conseguia ter tamanha certeza.

Então encontrei o pathwork.E nele eu li que não precisava com a fé inabalavel. Bastava assumir a possibilidade. Não só em relação a espiritualidade mas a qualquer coisa.

Por exemplo eu não acreditiva que poderia ter amigos. Então eu não passei no dia seguinte a ter certeza de que teria amigos. Eu apenas questionei a crença. Eu só comecei a questionar: Será que não posso estar enganada a respeito? Será mesmo que todos vão me ver como meus antigos colegas de escola me viam? Será que esses proprios colegas não teriam amadurecido e não me veriam diferente hoje? O simples questionamente da crença fez ela perder a força. Fez com que eu começasse a me abrir mais e fez com que eu me relacionasse mais.

Fazer isso retirou a pressão do “eu tenho de ter fé” e paradoxalmente isso aumentou a minha fé. Justamente porque eu parei de tentar força-la ela apareceu naturalmente.

Hoje quando eu fico pessimista em relação a algo. Eu não me forço a acreditar que vai dar certo. Eu simplesmente questiono:”Talvez eu esteja errada, pode dar certo afinal.” Eu admito a possibilidade de dar certo ao inves de ver o fracasso como fato.

E essa tatica é algo que está dando muito certo para mim. Muito mais do quer tentar me forçar a ter fé.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Sobre a Mudança

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“Qual é o plano? É de fato permitir que a substância divina se infiltre em tudo que existe. E essa substância nunca é estática. Ela contém ilimitadas possibilidades de ser, de expressão, de manifestação criativa, em formas literalmente ilimitadas de alegria, de êxtase, de sabedoria – a tal ponto que a linguagem humana é incapaz de retratar. Sempre que esse movimento é interrompido, ocorre uma parada da consciência e da energia.

No nível humano de desenvolvimento, por exemplo, essa parada se manifesta na morte. Mas é apenas uma parada. A consciência e a energia são retomadas, por assim dizer, em outro nível. Assim como acontece quando vocês dormem, há uma parada da consciência em um nível, porém a consciência continua em outro nível. Portanto, a parada é tão ilusória – ocorre somente no plano manifesto – quanto o medo do movimento.

O movimento para a expansão implica a disposição em mudar. E este é exatamente o nosso foco neste momento específico do caminho de vocês. Vocês todos sabem que existe um contra-movimento na alma humana, que é o medo da mudança. Muitos de vocês conseguem identificar perfeitamente o medo da mudança. E eu lhes digo que é igualmente importante identificar o movimento mais profundo, a expressão mais profunda da alma de vocês, que caminha constantemente para a mudança. A auto-expressão mais plena significa mudança. Se não houver mudança, não pode haver auto-expressão.

Vamos falar primeiro do plano puramente físico, para demonstrar esse princípio. Um organismo físico passa constantemente por fases e períodos de mudança. Tal mudança pode a princípio ser tão sutil e gradual que quase não é percebida, mas cumulativamente ela se torna bastante perceptível. Basta pensar na mudança radical do bebê que se torna uma criança, depois um adolescente, depois um adulto. Pensem como os órgãos físicos, o corpo, toda a aparência muda no decorrer dos anos, da fase de bebê à infância, daí à adolescência, depois à idade adulta e à velhice, quando ocorre uma nova metamorfose. Esta já está além da visão humana.

Portanto, existem ciclos de mudança que, se forem contidos, resultam em atrofia e finalmente em morte. Vamos supor que vocês coloquem um organismo humano num espaço tão restrito que seus movimentos naturais fiquem prejudicados. É muito fácil imaginar como isso afetaria o organismo. Seria um processo contrário à vida.

Não é diferente com o organismo psíquico, o organismo espiritual, o organismo mental e emocional. No entanto, a consciência humana criou uma imagem de massa de origem muito antiga, tão profundamente arraigada na psique humana que ela ainda precisa ser erradicada. Essa imagem de massa diz que a mudança deve ser temida. Essa imagem cria uma condição na psique humana que se assemelha a uma restrição física que impede a expansão natural do organismo humano. O espaço fornecido pela imagem é tão escasso que esse movimento expansionista natural não pode ocorrer.

A crença que essa imagem de massa perpetua é que apenas a situação imutável é segura. Ora, meus amigos, essa imagem de massa é extremamente forte e de significado e efeito tão profundos que ela é, de fato, responsável pela criação da morte. Pois vocês não podem viver a vida de nenhuma outra maneira se não de acordo com a sua convicção. Eu já mencionei isso muitas, muitas vezes ao longo desses nossos anos de contato. Mas esse princípio ainda é, em grande parte, deixado de lado. Ainda existe a tendência a ver o mundo ao contrário ou de cabeça para baixo. Vocês, equivocadamente, tomam determinados fenômenos como se fossem inevitáveis, e vêem como causa aquilo que na verdade é o efeito. Em outras palavras, vocês vêem a morte -- uma aparição desconhecida, um fenômeno desconhecido – e concluem que o seu medo da mudança é resultado desse fenômeno desconhecido. Na realidade, o medo que vocês têm da morte é o efeito da crença de que a mudança leva ao desconhecido e, portanto, deve ser temida. O desconhecido é visto exclusivamente como algo negativo e temível.

Se acreditarem que a mudança é temível, vocês vão atrofiar a musculatura espiritual e psíquica do seu organismo e se travar num estado de não movimento e não expansão, no qual dificilmente respiram, para não permitir que ocorra uma mudança. E esta é literalmente, em graus que variam um pouco, a condição humana. Portanto, é extremamente importante que vocês, meus amigos, que são os pioneiros da nova era, criem em si mesmos a nova consciência que não teme a mudança, que confiança na mudança como um fenômeno totalmente natural e desejável.

Se examinarem a sua consciência, vocês sempre encontrarão, de uma forma ou de outra, uma reação cega que expressa a crença de que vocês não devem se movimentar para não se colocarem em perigo. A confiança na vida é exatamente o oposto. Vocês precisam começar, de maneira propositada, intencional e consciente, a conceber a mudança como um movimento desejável e jubiloso, no qual vocês reivindicam nova concretização de experiência jubilosa. Eu gostaria que vocês se lembrassem dessas palavras e as gravassem indelevelmente na substância da alma. Dessa forma, vocês deixarão de deter o movimento natural de seguir a sua auto-expressão mais plena, caminhando para mais unidade interior, mais paz, mais serenidade, mais alegria, mais criatividade, mais completude.”

(O Guia. Palestra 230: A UNIVERSALIDADE DA MUDANÇA – PROCESSO REENCARNATÓRIO NUMA MESMA VIDA)

Essa foi outra palestra que eu amei!!!  A Grande maioria das pessoas se não todas temem a mudança. Eu mesma já temi. Acho que ainda temo um pouco porém com menos intensidade.

E agora estou aprendendo exatamente o que é dito nesse trecho da palestra. A mudança é algo natural. O não natural é se manter estático. A mudança ocorre em todos os níveis, não só no físico. Não seria natural se eu , agora, com 27 anos, pensasse igual , sentisse igual do que quando tinha 7 anos.  O natural é a pessoa amadurecer com o tempo e as experiências da vida.

pelo o que percebo a mudança não é difícil em si mesma. O que a torna difícil é a nossa resistência a ela. Tenho notado que as mudanças normalmente são boas. Mesmo que hajam períodos um tanto desagradáveis o resultado final acaba sendo positivo. E a resistência a mudança introduz uma dificuldade que não precisaria haver. Nem sempre eu consigo fazer isso mas o fato ´é que se você aceita a mudança  ela passa a não ser tão difícil.