segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Visão Distorcida da Realidade

 

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“Quando a percepção que vocês têm do eu, dos outros e da vida não é distorcida e sim de acordo com a realidade, vocês expressam todas as forças benignas da razão, do amor, entendimento, compreensão, força, dos recursos, de recuperação, flexibilidade, adaptabilidade, auto-afirmação, criatividade, etc. etc., das quais o eu real está dotado. Vocês se comunicam com os outros, fazem-se entender, expressam-se adequadamente porque o eu real está livre. Têm condições de discriminar, fazer escolhas e tomar decisões porque o medo e a ansiedade se foram. Ao fazer uma escolha adequada e madura, vocês são capazes de distinguir o que é real, válido, construtivo, e o que não é. Com tudo isso, vocês encontram uma saída para qualquer dificuldade, e a própria dificuldade passa a ser um trampolim.

Vocês só poderão atingir essa etapa se não se deixarem aniquilar pela sensação da não realização. Por que isso tem tal efeito em vocês? É porque a sua percepção do eu e dos outros é tão distorcida que vocês sentem qualquer frustração como uma rejeição pessoal e uma prova da sua inadequação. Vocês só podem ceder depois que entenderem que o seu valor, a sua capacidade de despertar amor nada têm a ver com a não realização. Essa não realização pode ser resultado da inibição da força do eu real, mas não tem nada ver com o seu ser real. Acontece apenas que o ser real de vocês está inativo por causa da percepção distorcida da realidade, de alguns fatores da sua vida.

A pessoa afastada de si mesma sente a frustração de um desejo ou de um objetivo muito mais do que a não realização em si. Em outras palavras, a dor de não ter o que se quer é muito menor que a dor de receber uma prova, por assim dizer, de sua falta de valor, inadequação, de que não é amada, de que não é nada. Naturalmente isso é inconsciente. Na verdade, vocês fazem o possível para não tomar conhecimento dessa dedução. Vocês a encobrem com tendências, pensamentos, sentimentos e atitudes muito opostos.”

( O guia. Palestra 95: Auto-Alienação: O caminho de volta para o eu real)

Mais uma vez O Guia parece me descrever. é por isso que eu tenho a sensação de que o pathwork foi feito olhando especificamente para mim e para as minhas necessidades.

Só que comigo parece que a coisa não era tão inconscientes assim. Já que eu sempre tive sentimentos de inferioridade de forma muito aguda e obvia até para mim mesma.

Toda vez que eu não conseguia algo eu via isso como uma prova da minha inferioridade. Na época do colégio. Se eu tirasse nota baixa eu via isso como prova de que não era inteligente. A cada vez que eu me sentia rejeitada por alguém eu via isso como prova de que eu nunca poderia ter amigos. A cada pessoa que rejeitava uma característica minha eu via isso como prova de minha inadequação. E assim, ao meu ver, a vida parecia confirmar o tampo todo o quanto eu era incapaz e inferior.

Era isso que tornava essas situações tão difíceis. e não a situação em si. Tirar nota baixa em si não é arrasador. Mas se você ver isso como uma prova de que você é burro então passará a ser arrasador.

Mas ao longo do meu caminho no pathworek eu descobri que raramente usava meu eu real. Eu usava o eu idealizado aquele eu que eu achava que me traria aceitação. E normalmente o que acontecia era exatamente o contrario. A não-aceitação. Eu via isso como prova de que eu nunca poderia ser aceita. Mas quando eu descobri que o que eu achava que era meu eu real na realidade não era essa dedução deixou de fazer sentido.

E eu descobri que essas não realizações só ocorriam pela inibição que eu mesma fiz do meu eu real

2 comentários:

  1. Olá Luciana.
    Post publicado .
    Até.

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  2. Que bom Luciana que vc encontrou uma luz no seu caminho. Não conhecia esse metódo, interessante como o mundo virtual nos proporciona coisas novas.Grande abraço, Nara

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