quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A Defesa

defesa

“Quando, por conflitos psicológicos, por razões emocionais irreais, vocês entram na defesa, o seu sistema glandular, que não leva isso em consideração e não questiona a validade das suas decisões, libera uma substância venenosa no momento em que vocês se sentem atemorizados. E quando vocês estão na defesa vocês estão atemorizados. Assim, é importante que cesse o medo irreal, que o ser que está na defesa por uma razão não válida seja controlado na sua vida. Do contrário, a substância venenosa afetará a corrente sanguínea e o seu sistema nervoso, e o prejuízo físico virá de um modo ou de outro. De acordo com as características individuais e a resistência física de vários órgãos, o prejuízo aparecerá mais cedo ou mais tarde, mais ou menos visível, nesta ou naquela parte do corpo. Este é o lado físico da questão

Com relação ao lado mental de sua natureza, quando vocês estão em perigo real, as suas capacidades mentais como um todo automaticamente se concentram - com a ajuda do estimulante venenoso - sobre o tema em questão. A fim de que isso ocorra, vocês não conseguem concentrar-se sobre qualquer outra coisa. Não lhes é possível cultivar pensamentos de verdade e sabedoria, nada distinto do que lidar com o perigo do momento ou proteger a si mesmos deste perigo. Todas as outras considerações, por mais importantes que sejam para uma vida harmoniosa e significativa, serão excluídas. Se isso acontece em momentos isolados de perigo real, é bom e útil. Quando passa o perigo real, vocês retornam ao normal e os seus processos mentais podem novamente concentrar-se nos muitos lados da vida, nas outras pessoas, e sobre si mesmos, e tudo isso nada tem a ver com proteger-se de perigos.

Contudo, quando vocês estão constantemente ou freqüentemente num estado psicológico de desviar-se de um perigo ou ataque quando na verdade não há perigo ou ataque, o desenvolvimento das suas faculdades mentais poderá sofrer as conseqüências. Os seus conceitos permanecerão imaturos e limitados no trato com a vida. Tudo isso acontece de forma tão sutil e insidiosa que no final das contas vocês tornam-se inconscientes disso. Não é possível ver a diferença pois o estado de defesa tornou-se a sua segunda natureza. Isso dificulta a sua visão da verdade sobre os outros, sobre a vida e sobre si mesmos. Proíbe que vocês vejam as suas possibilidades e os seus verdadeiros potenciais e conseqüentemente evita que vocês façam as escolhas mais adequadas. Tudo isso ocorre porque o seu sistema mental está direcionado para um perigo imaginário e para defenderem-se dele. Os mesmos processos estão em funcionamento quando vocês estão passando por um perigo real. No perigo real, a sua percepção aumentada faz com que vocês decidam se desenvolvem um contra-ataque, ou se isso é perigoso e inútil e vocês simplesmente devem correr e esconder-se. Todas as suas faculdades estão concentradas neste tema. Não há espaço para considerações sobre qualquer outra coisa. Um procedimento muito similar ocorre no seu mecanismo de defesa às coisas não reais. Vocês podem por um lado escolher a pseudo-solução da agressividade, e/ou a ausência da vida, e/ou a conciliação que os faz acatar regras que não estão de acordo com sua integridade. Todas essas alternativas são palavras de ordens que brotam do seu medo de estarem expostos ao perigo. Vocês estão constantemente num estado de guerra com a parte principal das suas faculdades mentais a qual está enfocada em defendê-los, conseqüentemente isso não deixa espaço suficiente para lidar com a vida de uma forma adequada. Vocês poderão facilmente ver que essa concentração unilateralizada é necessária nos raros momentos de verdadeiro perigo, mas extremamente prejudicial e limitante quando não existe tal perigo.

 

No lado emocional da sua natureza, ao encarar um perigo verdadeiro raramente há tempo ou espaço para sentimentos outros além do medo e da raiva. Nos raros instantes de perigo real isso é bom porque essas duas emoções produzem o ímpeto e a força necessários para defender-se. Todas as faculdades do corpo-de-sentimentos retiram-se naquele momento e vocês são direcionados para o tema confrontado. Se assim não o fosse, se em tais momentos vocês fossem capazes de ter toda sorte de sentimentos, a força necessária para defender-se estaria ausente. Contudo, quando o perigo passa, a pessoa normal e integrada pode rapidamente retornar a um estado onde muitas outras emoções têm espaço no seu sistema emocional.

Porém se vocês estão constantemente na defesa, os sentimentos predominantes são de medo e raiva. Neste ponto eu não preciso discorrer muito sobre o quão prejudicial isto é para vocês e para as pessoas que estão em torno de vocês. Todas as vezes que vocês ficam magoados, esta mágoa é erroneamente interpretada como um ataque contra vocês. Erroneamente isto representa um perigo para a sua segurança. Assim vocês imediatamente reprimem a mágoa - que é a sua reação primária - e permanecem na raiva e na hostilidade como um substituto para a reação original. Vocês começam a deixar os seus mecanismos de defesa entrar em funcionamento, quaisquer que sejam as suas pseudo-soluções particulares. É desnecessário dizer que vocês não mais estão vivendo a verdade. Não apenas porque a mágoa que vocês experienciaram, por mais desconfortável que seja, não é um perigo e não exige defesas elaboradas às quais são infinitamente mais prejudiciais do que a mágoa original jamais será. Mas também porque vocês, por si mesmos, não estão conscientes do sentimento original - a mágoa - e sim apenas da reação secundária - a raiva. Isso institui um processo de auto-alienação e de distanciamento psicológico.”

(O Guia. Palestra 101: A defesa)

 

Eu achei muito interessante essa palestra. Ela explicou muitas coisas na minha vida. Eu era uma pessoa extremamente defensiva. E minhas defesa eram praticamente todas irreais. Claro que ainda existem defesas em mim. Mas eu estou mais consciente delas.

E realmente ocorre como é dito na palestra. Eu me defendia principalmente da rejeição e da critica. E agora eu percebo que minhas decisões era tomadas basicamente para me dedefender da rejeição e da critica. Mais nada passava na minha cabeça.

Se estudava muito era para obter a aprovação dos meus pais. Muitas vezes era gentil com o objetivo de ter aprovação. Meus sentimentos minhas emoções, tudo funcionava a ponto de evitar a rejeição.

E o meu sentimento predominante com certeza era medo. Medo de ser rejeitada. De ser criticada. Havia muitsa raiva dentro de mim também mas eu não tinhas consciencia dela.  Mas as primeiras emoções que vieram a tona no meu trabalho de auto conhecimento foram justamente o medo e a raiva. Pessoas defensivas tem muito desses sentimentos.

E como eu raramente tinha as emoções positivas. Chegeui a conclusão de que sentir era ruim.  Mas a verdade não é essa. A verdade é que eu estava tão centrada em evitar certas situações que não abria espaço para outras emoções, outros pensamento e mesmo outras possibilidades.

 

No momento que eu parei de me defender tanto. E de reprimir todas as emoçoes. Então eu comecei a sentir as emoções positivas também. E não apenas as negativas.

Descobri que a critica não me afeta se eu souber lidar com ela.

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