terça-feira, 23 de novembro de 2010

Consequências das Percepções Falhas

casa_distorcida

 

“Uma criatura viva é sempre o produto, a soma total de todas as suas experiências anteriores. Como essa experiência é assimilada e entendida em termos da realidade determina o caráter, os pensamentos, as opiniões que a pessoa adota e por quê, seus sentimentos e emoções, suas atitudes e inclinações. Em outras palavras, determina a qualidade de sua vida. Quanto maior o grau de realismo e verdade colocados na interpretação e assimilação da experiência, tanto mais exata será a percepção; quanto mais livre a determinação (maior o alcance e a facilidade com que as decisões poderão ser tomadas), tanto maior será a capacidade de amar e se relacionar.

Deve ser fácil ver a interação e a interdependência das três facetas. Por exemplo, se existir em vocês relativamente poucos erros e interpretação incorreta da experiência passada (isto é, sem imagens), vocês terão menos defesas destrutivas. Portanto, podem ser mais amorosos. Isso, por sua vez, vai gerar bons relacionamentos que lhes proporcionarão uma gama mais ampla de experiências, mais possibilidades, mais recursos interiores e exteriores que darão a vocês um alcance maior de determinação. Mesmo que vocês passem por uma decepção, poderão enxergar outras oportunidades. A decepção não vai paralisar suas faculdades nem torná-los para sempre medrosos e desconfiados, como acontece no caso da experiência incorretamente assimilada. É muito importante entender o efeito dessa tríade. Essa compreensão vai deixar ainda mais claro por que é tão importante descobrir as suas imagens, entender por que elas representam uma percepção falha, ver que essa percepção falha ainda rege vocês, mesmo que tenha ocorrido na sua infância. Vocês vão ver até que ponto ainda são regidos por essa percepção falha, como ela continua a impedir a adequada interpretação e assimilação de novas experiências, às quais vocês reagem da mesma maneira que na infância. Vocês vão entender como essa contínua percepção falha compromete a sua determinação e todo a esfera do sentimento

.Vocês são levados por essas velhas imagens, essas percepções falhas, que fazem vocês responderem e reagirem de maneira automática, como se a nova experiência fosse de natureza igual à original, que fez com que vocês interpretassem erradamente uma situação ou ocorrência dolorosas. Vocês a viram por um ângulo limitado e unilateral, e generalizaram sua validade para todas as ocasiões semelhantes. O resultado é que a reação de vocês não é adequada à ocasião. Vocês não conseguirão mudar, a não ser que conscientizem essa interpretação equivocada e entendam perfeitamente por que e de que maneira a interpretação é errada. Somente então as suas reações serão mais adequadas e compatíveis com a realidade. Isso vai livrar vocês das limitações e dos sentimentos imobilizados.”

(O Guia. Palestra 115: PERCEPÇÃO, DETERMINAÇÃO E AMOR COMO ASPECTOS DA CONSCIÊNCIA)

Mais uma vez eu concordei com tudo o que o Guia disse. Coisa que acontece em 99,99% das vezes. srsrs. De fato a forma como assimilamos e interpretamos uma experiência é muito mais importante que o fato em si. Tanto isso é verdade que as pessoas reagem de forma diferente a mesma situação.

Achei bem interessante esse exemplo que o Guia deu da decepção. Realmente pessoas maduras não deixam de se relacionar só porque foram magoados uma vez. Mas muitas pessoas fazem isso. Eu mesma fazia isso.

Até porque eu tinha uma imagem de que até mesmo amizades não era para mim. Que era impossível eu ter. Essa crença tornava difícil aparecerem amizades até mesmo quando há interesse da outra pessoa porque minha tendência era não acreditar nela. Duvidar que ela realmente queria ser minha amiga.

Mas um amigo que apareceu na minha vida me ajudou a superar essa crença. Ele insistiu em ser meu amigo apesar da minha descrença. Ele parecia entender porque eu agia da maneira que agia.

Com o tempo passei a questionar se não tinha realmente nada de bom. Ninguém insistiria tanto se eu não tivesse. E esse questionamento enfraqueceu a crença e me levou a outras amizades. E com a dissolução da imagem uma porta para novas experiências foi aberta.

4 comentários:

  1. Olá Luciana.
    Post Publicado .
    Tchau.

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  2. Olá Luciana querida!
    Muito bom o seu texto e reflexão.
    Acho que todos nós temos uma tendência a julgarmos, num primeiro momento, o livro pela capa... E com o passar dos tempos, as decepções e frustrações causadas por diversos tipos de experiências, criam uma "armadura" que nos protege até certo ponto, mas por outro lado nos impede de conhecermos ou vivenciarmos novas experiências... Acho que a vida, se não tiver seus riscos e nós, se não estivermos dispostos a corrê-los, perde um pouco o seu sentido. O legal é que com o amadurecimento, vamos criando uma percepção mais apurada acerca das pessoas e investimos mais nas relações... Eu já fui traída algumas vezes por não seguir a minha intuição e me deixar levar pelas aparências. Hoje, procuro ouvir um pouco mais o meu coração e deixar que a intuição me oriente um pouco... Corro os riscos, mas estou sempre buscando uma forma de me prevenir às consequências de um mal julgamento.
    Grande beijo,
    Jackie

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  3. A capa nem sempre reflete a realidade.
    Abraços forte

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  4. Jackie,

    Fico feliz que meu blog esteja servindo para as pessoas refletirem. E Você está certa essa armadura realmente nos impede de viver novas experiências. Elas acaba limitando a nossa vida!!!

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