domingo, 28 de novembro de 2010

O Proposito da Anestesia da Consciência

 

anestesia

“Antes de o eu espiritual tomar posse do corpo humano no processo de nascimento, a entidade já está em estado de sono, anestesiada, não consciente. Quando ocorre o nascimento, há um despertar em grau muito reduzido – ou seja, em relação ao estado real. A parte limitada da entidade que toma posse do corpo do bebê desperta até certo ponto, até o ponto de um determinado funcionamento físico, de sensações físicas e de algumas funções muito limitadas de percepção e consciência, mas que não podem ser adequadamente avaliadas, interpretadas, assimiladas. Isso acontece mais tarde. Assim, o estado de consciência após o nascimento é maior em comparação com o estado anterior ao nascimento, mas ainda se trata de uma consciência muito limitada. Como eu já disse, o aumento da consciência e do despertar é um processo muito gradual, à medida que ocorre o crescimento e a expansão da vida.

Os primeiros anos – eu poderia dizer talvez, mais ou menos, os primeiros vinte e dois a vinte e cinco anos, embora não se possa generalizar – são voltados principalmente para a aquisição de conhecimento exterior. Depois desse período, desde que o processo seja significativo e natural, o foco deve passar para a aquisição de conhecimento interior, espiritual, conhecimento que transcende a realidade física. Isso pode ocorrer primeiro no plano psicológico. Eu incluo o conhecimento psicológico quando falo de conhecimento interior, espiritual. Pois, o conhecimento psicológico trata das leis e processos do eu interior. Existe uma sobreposição, é claro. No caso de algumas pessoas muito desenvolvidas, mais capazes de realização espiritual, o despertar para a realidade interior muitas vezes, mas não sempre, acontece numa fase anterior e coincide com o aprendizado exterior. Assim, por exemplo, há crianças no caminho que, até certo ponto, começam logo no início da vida a adquirir e assimilar algum conhecimento interior. Isso pode ocorrer porque esse conhecimento está tão próximo e está profundamente ancorado na alma; porque em vidas anteriores ele passou a ser parte integrante da entidade, sendo assim muito mais fácil e rápido redespertar para ele do que é no caso de outras pessoas que ainda não passaram por esse desenvolvimento e que ainda precisam percorrer alguns processos de crescimento, de busca, de luta até que o conhecimento interior penetre em todas as partículas da alma. E esse, naturalmente, é o propósito da vida. Tudo isso é necessário: o processo de tentativas, o processo de ensaio e erro, a busca, a freqüente confusão e desconhecido, lidar com o desconhecido do modo mais construtivo possível, encontrar o equilíbrio, muitas vezes precário, entre paciência e humildade para receber a graça do conhecimento para se comunicar, por um lado e, por outro lado, o compromisso sério, o empenho, a concentração, a vontade firme, a agressão saudável em relação a esse processo. O segredo está nesse processo. Quando as lições dessas atividades são absorvidas pela alma, a reconquista do conhecimento será muito mais fácil em uma vida futura, para usar a terminologia de vocês com relação ao tempo.

Vou voltar agora à questão da razão pela qual existe a anestesia temporária. Talvez, com o que eu disse anteriormente, vocês já tenham entendido uma parte da resposta, mas eu vou procurar ir mais longe. Mesmo não sendo fácil transmitir esses princípios, vou me esforçar ao máximo. Fazendo uma breve recapitulação: quer a alma já tenha passado pelo processo descrito e, assim o conhecimento espiritual, o entendimento e a percepção sejam naturais, mesmo no estado limitado de corporificação humana; quer isso absolutamente ainda não tenha ocorrido; quer a alma esteja passando por esse processo e assim continue vida após vida – em todos esses casos, para começar, a personalidade manifesta não sabe o que sabe. O conhecimento, seja qual for seu grau, é riscado, é “esquecido”, por assim dizer. Portanto, seja qual for o estágio de desenvolvimento em que vocês estejam, vocês começam como uma folha em branco, começam sem saber de nada, não importa se vocês são altamente desenvolvidos ou ainda estão no início do desenvolvimento. No começo, o conhecimento que está dentro de vocês aparentemente não está dentro de vocês. Pois bem, qual a razão para isso?

Nesse ponto preciso relembrar uma palestra que dei recentemente sobre o processo evolutivo (palestra nº 218). Eu discuti como a “massa” da consciência se espalha, preenchendo o vazio. Ao faze-lo, partículas de consciência se soltam. A consciência divina essencial, em sua beleza, sabedoria e poder benigno, funciona de maneira limitada e distorcida. Essa partícula isolada procura se unir outra vez com o movimento rápido para frente, em difusão do estado divino da vida, que inexoravelmente enche o vazio. Nesse processo, as partículas separadas – entidades individuais – precisam encontrar o caminho de volta sozinhas, à custa de redespertar os potenciais divinos que estão sempre presentes, mesmo nos aspectos mais separados.


Já tornei a falar dessa analogia muitas e muitas vezes depois daquela palestra, para que vocês entendam o tópico em questão. Nesse caso específico, a parte da sua alma que ainda está separada precisa esquecer tudo que sabia em um estado mais desperto para que a parte não desenvolvida encontre seu próprio caminho.

Vou tentar esclarecer melhor. Vamos supor que vocês soubessem conscientemente agora tudo o que sabem profundamente. Nesse caso, os aspectos não desenvolvidos de vocês não encontrariam, por conta própria, sua essência, sua essência inata. Esses aspectos seriam arrastados, por assim dizer, pelos aspectos já conhecedores, já desenvolvidos. Portanto, eles nunca seriam confiáveis. Em essência, embora não de modo necessariamente manifesto, eles deixariam embaçada a beleza, a vitalidade, a criatividade e a sabedoria. Seriam arrastados pela vaga da glória total da consciência de Deus, mas não ficariam totalmente imbuídos nela. A purificação e a evolução significam que os menores aspectos de tudo que existe precisam estar imbuídos em sua própria essência.”

(O Guia. Palestra 220: DESPERTANDO DA ANESTESIA DELIBERADA FOCANDO CONSTANTEMENTE AS VOZES INTERIORES)

Achei essa palestra bem interessante. Já que uma coisa que eu nunca entendi foi o motivo do esquecimento. A gora ficou mais claro. Para que possamos lidar com um aspecto destrutivo é preciso que tenhamos conhecimento da sua existência. E como há a tendência em muitas pessoas a negar se os aspectos positivos ficassem muito em foque seria muito mais fácil a tal negação.

Muitas vezes é preciso que o aspecto destrutivo se manifeste como um problema para darmos a ele a devida atenção. Isso aconteceu comigo. Eu só comecei o trabalho de auto conhecimento com afinco depois que os aspectos negativas tornaram a aminha vida tão difícil que foi impossível deixa-los de lado. Fingir que eles não existiam. Eles produziram seus efeitos desde de bem cedo em minha vida. E hoje eu vejo que isso foi na realidade bem positivo. Pois graças a isso eu estou tendo a oportunidade de aumentar e expandir ainda mais minha consciência, através do trabalho que faço para que esses aspectos encontrem seu equilíbrio.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Consequências das Percepções Falhas

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“Uma criatura viva é sempre o produto, a soma total de todas as suas experiências anteriores. Como essa experiência é assimilada e entendida em termos da realidade determina o caráter, os pensamentos, as opiniões que a pessoa adota e por quê, seus sentimentos e emoções, suas atitudes e inclinações. Em outras palavras, determina a qualidade de sua vida. Quanto maior o grau de realismo e verdade colocados na interpretação e assimilação da experiência, tanto mais exata será a percepção; quanto mais livre a determinação (maior o alcance e a facilidade com que as decisões poderão ser tomadas), tanto maior será a capacidade de amar e se relacionar.

Deve ser fácil ver a interação e a interdependência das três facetas. Por exemplo, se existir em vocês relativamente poucos erros e interpretação incorreta da experiência passada (isto é, sem imagens), vocês terão menos defesas destrutivas. Portanto, podem ser mais amorosos. Isso, por sua vez, vai gerar bons relacionamentos que lhes proporcionarão uma gama mais ampla de experiências, mais possibilidades, mais recursos interiores e exteriores que darão a vocês um alcance maior de determinação. Mesmo que vocês passem por uma decepção, poderão enxergar outras oportunidades. A decepção não vai paralisar suas faculdades nem torná-los para sempre medrosos e desconfiados, como acontece no caso da experiência incorretamente assimilada. É muito importante entender o efeito dessa tríade. Essa compreensão vai deixar ainda mais claro por que é tão importante descobrir as suas imagens, entender por que elas representam uma percepção falha, ver que essa percepção falha ainda rege vocês, mesmo que tenha ocorrido na sua infância. Vocês vão ver até que ponto ainda são regidos por essa percepção falha, como ela continua a impedir a adequada interpretação e assimilação de novas experiências, às quais vocês reagem da mesma maneira que na infância. Vocês vão entender como essa contínua percepção falha compromete a sua determinação e todo a esfera do sentimento

.Vocês são levados por essas velhas imagens, essas percepções falhas, que fazem vocês responderem e reagirem de maneira automática, como se a nova experiência fosse de natureza igual à original, que fez com que vocês interpretassem erradamente uma situação ou ocorrência dolorosas. Vocês a viram por um ângulo limitado e unilateral, e generalizaram sua validade para todas as ocasiões semelhantes. O resultado é que a reação de vocês não é adequada à ocasião. Vocês não conseguirão mudar, a não ser que conscientizem essa interpretação equivocada e entendam perfeitamente por que e de que maneira a interpretação é errada. Somente então as suas reações serão mais adequadas e compatíveis com a realidade. Isso vai livrar vocês das limitações e dos sentimentos imobilizados.”

(O Guia. Palestra 115: PERCEPÇÃO, DETERMINAÇÃO E AMOR COMO ASPECTOS DA CONSCIÊNCIA)

Mais uma vez eu concordei com tudo o que o Guia disse. Coisa que acontece em 99,99% das vezes. srsrs. De fato a forma como assimilamos e interpretamos uma experiência é muito mais importante que o fato em si. Tanto isso é verdade que as pessoas reagem de forma diferente a mesma situação.

Achei bem interessante esse exemplo que o Guia deu da decepção. Realmente pessoas maduras não deixam de se relacionar só porque foram magoados uma vez. Mas muitas pessoas fazem isso. Eu mesma fazia isso.

Até porque eu tinha uma imagem de que até mesmo amizades não era para mim. Que era impossível eu ter. Essa crença tornava difícil aparecerem amizades até mesmo quando há interesse da outra pessoa porque minha tendência era não acreditar nela. Duvidar que ela realmente queria ser minha amiga.

Mas um amigo que apareceu na minha vida me ajudou a superar essa crença. Ele insistiu em ser meu amigo apesar da minha descrença. Ele parecia entender porque eu agia da maneira que agia.

Com o tempo passei a questionar se não tinha realmente nada de bom. Ninguém insistiria tanto se eu não tivesse. E esse questionamento enfraqueceu a crença e me levou a outras amizades. E com a dissolução da imagem uma porta para novas experiências foi aberta.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A Defesa

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“Quando, por conflitos psicológicos, por razões emocionais irreais, vocês entram na defesa, o seu sistema glandular, que não leva isso em consideração e não questiona a validade das suas decisões, libera uma substância venenosa no momento em que vocês se sentem atemorizados. E quando vocês estão na defesa vocês estão atemorizados. Assim, é importante que cesse o medo irreal, que o ser que está na defesa por uma razão não válida seja controlado na sua vida. Do contrário, a substância venenosa afetará a corrente sanguínea e o seu sistema nervoso, e o prejuízo físico virá de um modo ou de outro. De acordo com as características individuais e a resistência física de vários órgãos, o prejuízo aparecerá mais cedo ou mais tarde, mais ou menos visível, nesta ou naquela parte do corpo. Este é o lado físico da questão

Com relação ao lado mental de sua natureza, quando vocês estão em perigo real, as suas capacidades mentais como um todo automaticamente se concentram - com a ajuda do estimulante venenoso - sobre o tema em questão. A fim de que isso ocorra, vocês não conseguem concentrar-se sobre qualquer outra coisa. Não lhes é possível cultivar pensamentos de verdade e sabedoria, nada distinto do que lidar com o perigo do momento ou proteger a si mesmos deste perigo. Todas as outras considerações, por mais importantes que sejam para uma vida harmoniosa e significativa, serão excluídas. Se isso acontece em momentos isolados de perigo real, é bom e útil. Quando passa o perigo real, vocês retornam ao normal e os seus processos mentais podem novamente concentrar-se nos muitos lados da vida, nas outras pessoas, e sobre si mesmos, e tudo isso nada tem a ver com proteger-se de perigos.

Contudo, quando vocês estão constantemente ou freqüentemente num estado psicológico de desviar-se de um perigo ou ataque quando na verdade não há perigo ou ataque, o desenvolvimento das suas faculdades mentais poderá sofrer as conseqüências. Os seus conceitos permanecerão imaturos e limitados no trato com a vida. Tudo isso acontece de forma tão sutil e insidiosa que no final das contas vocês tornam-se inconscientes disso. Não é possível ver a diferença pois o estado de defesa tornou-se a sua segunda natureza. Isso dificulta a sua visão da verdade sobre os outros, sobre a vida e sobre si mesmos. Proíbe que vocês vejam as suas possibilidades e os seus verdadeiros potenciais e conseqüentemente evita que vocês façam as escolhas mais adequadas. Tudo isso ocorre porque o seu sistema mental está direcionado para um perigo imaginário e para defenderem-se dele. Os mesmos processos estão em funcionamento quando vocês estão passando por um perigo real. No perigo real, a sua percepção aumentada faz com que vocês decidam se desenvolvem um contra-ataque, ou se isso é perigoso e inútil e vocês simplesmente devem correr e esconder-se. Todas as suas faculdades estão concentradas neste tema. Não há espaço para considerações sobre qualquer outra coisa. Um procedimento muito similar ocorre no seu mecanismo de defesa às coisas não reais. Vocês podem por um lado escolher a pseudo-solução da agressividade, e/ou a ausência da vida, e/ou a conciliação que os faz acatar regras que não estão de acordo com sua integridade. Todas essas alternativas são palavras de ordens que brotam do seu medo de estarem expostos ao perigo. Vocês estão constantemente num estado de guerra com a parte principal das suas faculdades mentais a qual está enfocada em defendê-los, conseqüentemente isso não deixa espaço suficiente para lidar com a vida de uma forma adequada. Vocês poderão facilmente ver que essa concentração unilateralizada é necessária nos raros momentos de verdadeiro perigo, mas extremamente prejudicial e limitante quando não existe tal perigo.

 

No lado emocional da sua natureza, ao encarar um perigo verdadeiro raramente há tempo ou espaço para sentimentos outros além do medo e da raiva. Nos raros instantes de perigo real isso é bom porque essas duas emoções produzem o ímpeto e a força necessários para defender-se. Todas as faculdades do corpo-de-sentimentos retiram-se naquele momento e vocês são direcionados para o tema confrontado. Se assim não o fosse, se em tais momentos vocês fossem capazes de ter toda sorte de sentimentos, a força necessária para defender-se estaria ausente. Contudo, quando o perigo passa, a pessoa normal e integrada pode rapidamente retornar a um estado onde muitas outras emoções têm espaço no seu sistema emocional.

Porém se vocês estão constantemente na defesa, os sentimentos predominantes são de medo e raiva. Neste ponto eu não preciso discorrer muito sobre o quão prejudicial isto é para vocês e para as pessoas que estão em torno de vocês. Todas as vezes que vocês ficam magoados, esta mágoa é erroneamente interpretada como um ataque contra vocês. Erroneamente isto representa um perigo para a sua segurança. Assim vocês imediatamente reprimem a mágoa - que é a sua reação primária - e permanecem na raiva e na hostilidade como um substituto para a reação original. Vocês começam a deixar os seus mecanismos de defesa entrar em funcionamento, quaisquer que sejam as suas pseudo-soluções particulares. É desnecessário dizer que vocês não mais estão vivendo a verdade. Não apenas porque a mágoa que vocês experienciaram, por mais desconfortável que seja, não é um perigo e não exige defesas elaboradas às quais são infinitamente mais prejudiciais do que a mágoa original jamais será. Mas também porque vocês, por si mesmos, não estão conscientes do sentimento original - a mágoa - e sim apenas da reação secundária - a raiva. Isso institui um processo de auto-alienação e de distanciamento psicológico.”

(O Guia. Palestra 101: A defesa)

 

Eu achei muito interessante essa palestra. Ela explicou muitas coisas na minha vida. Eu era uma pessoa extremamente defensiva. E minhas defesa eram praticamente todas irreais. Claro que ainda existem defesas em mim. Mas eu estou mais consciente delas.

E realmente ocorre como é dito na palestra. Eu me defendia principalmente da rejeição e da critica. E agora eu percebo que minhas decisões era tomadas basicamente para me dedefender da rejeição e da critica. Mais nada passava na minha cabeça.

Se estudava muito era para obter a aprovação dos meus pais. Muitas vezes era gentil com o objetivo de ter aprovação. Meus sentimentos minhas emoções, tudo funcionava a ponto de evitar a rejeição.

E o meu sentimento predominante com certeza era medo. Medo de ser rejeitada. De ser criticada. Havia muitsa raiva dentro de mim também mas eu não tinhas consciencia dela.  Mas as primeiras emoções que vieram a tona no meu trabalho de auto conhecimento foram justamente o medo e a raiva. Pessoas defensivas tem muito desses sentimentos.

E como eu raramente tinha as emoções positivas. Chegeui a conclusão de que sentir era ruim.  Mas a verdade não é essa. A verdade é que eu estava tão centrada em evitar certas situações que não abria espaço para outras emoções, outros pensamento e mesmo outras possibilidades.

 

No momento que eu parei de me defender tanto. E de reprimir todas as emoçoes. Então eu comecei a sentir as emoções positivas também. E não apenas as negativas.

Descobri que a critica não me afeta se eu souber lidar com ela.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Sobre a Rejeição

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“Aqueles que estão famintos, e portanto apavorados com a rejeição, ficam cegos diante dos outros. Tudo que eles sentem é sua própria necessidade. Eles não têm espaço, nem calma para olhar verdadeiramente para a outra pessoa e sentir as necessidades do outro. A rejeição é tão devastadora que eles a cortejam com sua urgência. Quando ela vem, tudo que eles experienciam é a confirmação de sua falta de valor. Seus pontos de vista distorcidos impedem uma avaliação real da situação em questão, e no entanto sua própria falta de valor não tem nada a ver com a sua derrota. Os medos e problemas da outra pessoa podem ser tão responsáveis por isso quanto a sua própria cegueira, que vê o mundo e os outros somente em termos do seu próprio valor ou da ausência dele. A conseqüente e poderosa corrente coerciva, empregada para dispersar a temida falta de valor, torna-se, então, o meio de confirmação de seus piores medos.”

(O Guia. Pathwork)

 

Infelizmente eu não sei o numero da palestra desse trecho. Encontre-o em uma comunidade do Orkut.  Eu leio as palestras constantemente. Então em algum momento descobrirei qual é a palestra e coloco aqui. Apenas não posso deixar de comentar esse trecho. Já que nele o Guia descreve mais uma atitude desequilibrada que eu costumava ter.

Quando eu era rejeitada ou, pelo menos, me sentia rejeitada, tudo o que conseguia ver era a mim e os meus sentimentos de rejeição. Eu via como uma prova de que não poderia ter amigos. Eu me centrava tanto nesse sentimento que realmente ficava cega a outra pessoa.

Porque a outra pessoa estaria me rejeitando? Talvez o problema não fosse exatamente eu. Talvez a pessoa tenha dificuldade em lidar com certas características minhas. E essas dificuldades são da pessoa não minhas.

Sim, reconheço que muitas vezes fui muito fechada e não tornei fácil a aproximação das pessoas.  Não se trata de me ausentar da responsabilidade.  Se trata apenas de ter uma imagem real do que aconteceu.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A verdadeira Paz.

 

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“Como foi dito, a princípio essa experiência ocorrerá simultaneamente ao estado habitual de ansiedade, desesperança, infelicidade. É uma transição gradual, durante a qual o velho e o novo são vivenciados juntos, lado a lado, ou um sobreposto ao outro. O novo ainda é apenas uma vaga sensação bem no fundo do eu. Mas aos poucos ele passa a predominar, até tomar toda a cena e substituir o velho. O velho reaparece agora raramente, como antes aparecia raramente a verdadeira realidade interior da vida. Operar nos dois níveis do ser ao mesmo tempo é, em si mesma, uma experiência boa, pois coloca em relevo a divisão.

A simultaneidade dos dois níveis é uma experiência muito nítida no caminho. Ela deve ser esperada, não deve surpreender, deve ser vista como uma confirmação de que vocês estão de fato no rumo certo. Quando esses dois estados conflitantes são vivenciados ao mesmo tempo – ansiedade dilacerante, angústia, depressão, ao lado de uma profunda paz e bem-estar – o estado antigo deixa de ter poder. Vocês o enxergam tal qual ele é. No entanto, as coisas não vão continuar assim. Haverá alternância, oscilação. Vocês vão perder o que descobriram e, às vezes, vão se perguntar se aquilo era verdadeiro. Ao readquirirem o novo estado, vão saber que nada poderia ser mais real. Vocês vão precisar abrir caminho por esforço próprio, passando por fases em que regridem ao estado anterior sem estar ainda no novo – e isso vai acontecer muitas vezes. Cada batalha indica mais um marco que torna mais segura e mais permanente a conquista do estado real de vida. As regressões vão ficar cada vez menos freqüentes, até vocês alcançarem a total auto realização. Nesse momento, esse passará a ser o seu estado normal.

O que vou enfatizar agora talvez pareça um pouco confuso para vocês, pois as palavras são tão limitadas. No novo estado, desaparece toda intensidade. Essa afirmação só confunde se vocês associarem intensidade à profundidade, a envolvimento, a delícia e êxtase. Já falei desse fator uma vez anteriormente, noutro contexto. É muito importante entender esse princípio. Normalmente o homem não está apenas tenso, mas está tenso por causa de uma intensidade que está diretamente relacionada com o estado de dualidade, de acreditar em uma coisa muito boa em oposição a outra coisa muito ruim. Essa dualidade torna inevitável a contração dolorosa. Tudo que vocês não querem vocês afastam, intensamente. Tudo que vocês desejam vocês agarram, intensamente. Agarram o bom porque têm medo do mau e temem não alcançar o bom. Tudo que vocês evitam intensamente provoca necessariamente medo.

O estado sereno e seguro que mencionei – o único estado em que existe o prazer total – é totalmente isento dessa intensidade contraída que agarra ou evita. A pessoa agarra porque tem medo de não conseguir, e evita porque tem medo de conseguir. Assim, na realidade trata-se de um mesmo movimento da alma. Que profundidade pode ter o prazer nessas condições? É por isso que é bobagem acreditar que o prazer só é possível quando existe intensidade. O bom da dualidade é ilusório; ele não satisfaz. A conciliação da dualidade é o prazer supremo sem medo, que decorre do estado de flutuação de que falei anteriormente. Nesse estado, tudo é bem-vindo, tudo é bom, mesmo que alguma coisa seja preferida. Talvez isso pareça indiferença e distanciamento, superficialidade da experiência, mas essas são distorções do estado que estou descrevendo. Esse é um equívoco que ocorre muitas vezes em relação às filosofias espirituais, principalmente as orientais. Não é verdade que a pessoa no estado de auto realização fique tão distanciada a ponto de não se importar com nada e ser indiferente ao prazer. Mas o prazer que é o oposto da dor a que vocês estão acostumados fica necessariamente menos intenso, assim como a dor fica menos intensa quando vocês aprendem a vivenciar o que temem até o fim. Ir até o fim é o que acaba com a divisão da dualidade. Diminui a intensidade, tanto do prazer como da dor. Permite `a alma ir até o fim de qualquer coisa e permanecer no estado fluente de vivenciar a vida como ela realmente é. Gera uma mudança e leva a alma para um novo nível de experiência, de cura da divisão, onde tudo é um.

Qualquer pessoa que trilha o caminho acaba percebendo que a dor que não é mais combatida, evitada e temida passa a perder a intensidade até deixar totalmente de ser dor. Da mesma forma, os antigos prazeres imaturos deixam de ser atraentes e já não proporcionam satisfação. Agora, surgem prazeres mais profundos, que não são o oposto de coisa alguma. Eles existem em si mesmos e por si mesmos numa realidade sem opostos, infinita e inexorável.
A idéia de que a dor e o prazer se tornam mais “parecidos” pode

A idéia de que a dor e o prazer se tornam mais “parecidos” pode parecer impossível e até absurda. Admito que é difícil explicar ou descrever essa noção a uma pessoa que ainda não tenha passado por determinadas experiências do caminho. Mas qualquer um que já tenha estado perto de uma experiência assim vai sentir o que quero dizer. Vai entender a infelicidade das forças de sua alma ao agarrar de um lado e se proteger do outro. A atitude corajosa de examinar até o fim o que é produzido pelo eu e inevitável não deve ser confundida com masoquismo, autodestruição intencional, resignação desesperada. Encarar o que está no interior requer uma honestidade sem exageros. Com isso, as emoções começam a perder seus traços angulosos e passam a ser suportáveis. É o início da unificação. Com essa atitude, todos os sentimentos de dor deixam de aterrorizar, porque a pessoa deixa de vê-los como seu destino final. Ela sabe que são temporários, e os vivencia como tal.”

( O Guia. Palestra160: A conciliação da cisão interior)

Confesso que quando li esse trecho da palestra eu tive dificuldades em entender. E então eu percebi que esse estava sendo o problema. Algumas coisas realmente não dá para entender. Apenas para sentir e vivenciar. Então por falta de palavra melhor usarei a palavra captar.

Eu só captei o que realmente foi dito quando lembrei da minha própria experiência no caminho. Eu sempre tive um problema serio com a ansiedade e a insegurança. E eu lutava muito contra ela. E quanto mais eu lutava mais a ansiedade e a insegurança cresciam. Parecia não haver solução.

Aí eu descobri algo chamado auto-aceitação, A aceitação de todas as partes do ser inclusive a parte ansiosa e insegura. E como é dito nessa palestra tanto a ansiedade e a insegurança estão diminuindo de intensidade. Claro que eu ainda tenho os meus momentos. Mas estão se tornando manos freqüentes. Isso já é suficiente para eu considerar tudo o que está escrito nessa palestra verdadeiro.

Eu ainda estou no caminho então há coisas escritas aí que eu ainda vou vivenciar.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

O que é o Caminho?

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“O seu eu espiritual não pode ser libertado enquanto você não aprender a sentir todos os seus sentimentos, enquanto não aprender a aceitar todas as partes do seu ser, por mais destrutivo que isso possa ser nesse momento. Não importa o quanto você possa considerar negativa, mau, fútil, egoísta uma faceta de si mesmo (ao contrário de outros aspectos mais desenvolvidos de sua personalidade): é absolutamente necessário aceitar e lidar com todos os aspectos do seu ser. Nenhum aspecto deve ser poupado, posto de lado e encoberto na vã esperança de que assim ele não terá importância e, de alguma forma, desaparecerá. Ele tem importância, meus amigos. Nada que existe em vocês é desprovido de força. Por mais oculto que esteja, ele cria condições de vida que vocês acabarão lamentando. Esta é uma das razões pelas quais vocês precisam aprender a aceitar os seus aspectos negativamente criadores. Outra razão é que, por mais destrutivo, cruel e mau que seja, todo aspecto da energia e da consciência é originalmente, em essência, belo e positivo. As distorções precisam ser retransformadas na essência original. A energia e a consciência podem voltar a ser positivamente criadoras, mas somente quando sofrem o efeito do conhecimento e da intenção positiva. Se não fizerem isso, vocês não poderão chegar até o seu próprio âmago criativo.

Isto, basicamente, é o caminho. O caminho, portanto, só é difícil porque o homem, em sua vaidade, tem uma falsa idéia do que ele deveria ser agora. Esta é a única dificuldade: a ilusão a respeito do que vocês são e do que deveriam ser, e a ilusão de que vocês não podem, não devem ter determinados problemas e atitudes. A menos que renunciem a essas ilusões e façam um levantamento de tudo que existe em seu íntimo, vocês continuarão necessariamente separados de sua própria essência espiritual. Essa essência está em constante auto-renovação; está sempre conciliando conflitos aparentemente insolúveis. Essa essência fornece a vocês tudo de que jamais precisarão para viver a vida e cumprir a tarefa que vieram cumprir com o seu nascimento. Ela é o seu centro-Deus. Vocês são uma expressão de tudo que existe - a Consciência de Tudo. Se continuarem separados dela por terem medo demais de renunciar à vaidade mesquinha, o seu desejo jamais será realizado. Não importa o que prometam a vocês, não existe panacéia alguma capaz de dar-lhes aquilo de que precisam e verdadeiramente desejam sem passar por essa estrada e enveredar pelas suas próprias áreas sombrias. Nenhuma prática pode ajudar vocês a satisfazer esse anseio, por mais que vocês se dediquem à meditação e à concentração.
Essas práticas podem ser instrumentos úteis, a serem usados em aditamento ou em conjunto com o auto-exame, que o homem quer evitar a todo custo. A menos que vocês tomem esse Agora tal como é, com toda a feiúra que possa existir, bem como a sua beleza já existente, vocês não poderão descobrir que a beleza é aquela pessoa da qual vocês ainda não estão conscientes, mas com a qual desejam entrar em contato, perceber e expressar

 

Este é o caminho, meus amigos. Muito, muito poucas pessoas nesta terra estão dispostas a enveredar por ele. Um número ainda menor vai até o fim. A maioria das pessoa tem a vã esperança de encontrar outra forma de atingir a satisfação, contornando as áreas sombrias. Elas não querem saber que essas áreas sombrias interiores é o que as torna infelizes e solitárias. Algumas começam, mas quando se aproximam dessas áreas sombrias recuam, mudam subitamente e voltam toda a sua energia destrutiva para fora, contra aqueles que poderiam ajudá-las a encontrar o caminho. Elas não querem dar a si mesmas a oportunidade de encontrar o caminho passando pela escuridão.

 

Mas aqueles que têm a coragem de prosseguir até o fim, inflexível e pacientemente, que glória os espera em seu centro mais íntimo!
Aqueles que se abstêm de seguir o caminho até o fim normalmente têm como empecilho a ilusão de que, se não são a perfeição de suas ilusões, então são irremediavelmente maus. Essa ilusão deve ser deve ser objeto de questionamento, reflexão, trabalho e exame. Se vocês fizerem isso, eliminarão um importante obstáculo. Admitam, em princípio, a possibilidade de que essas não são as únicas alternativas. Tenham a mente aberta para encontrar o caminho interior que lhes permite serem totalmente honestos e enxergarem o pior sem perderem a fé em si mesmos. Ocorrerá então um milagre (o que parece ser um milagre, mas na realidade é muito lógico): simplesmente por terem encarado e admitido o pior, vocês encontraram seu verdadeiro valor.”

( O Guia. Palestra 204: O que é o caminho)

Esse trecho tem tudo a ver comigo. Alias tudo no pathwork tem a ver comigo. Essa era realmente uma ilusão que eu tinha. Ei tinha uma imagem de como eu deveria ser e de como minha vida deveria ser. E quando a realidade não correspondia a essa imagem eu me sentia irremediavelmente má como o Guia diz nessa palestra.

E sabe acho que é única e exclusivamente esse tipo de crença que torna o caminho difícil. é a auto-condenação que torna o caminho difícil, pelo menos comigo assim. Eu notei que quando eu me auto recrimino os sentimentos fluem com mais facilidade. Se eu aceito a raiva ela passa mais rápido, ela vai se dissolvendo. Mas se eu não a aceito ela aumenta.

Estou começando a entender a frase: “o que eu resisto persiste”. Quando paramos de nos auto condenar tudo se torna muito mais fácil.

sábado, 6 de novembro de 2010

Vontade interior e vontade exterior”

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“A vontade exterior é tensa, impaciente e contraída. A vontade interior é calma, descontraída, sem pressa. A vontade exterior é ansiosa e cheia de dúvidas. A vontade interior é segura e não conhece nem ansiedade nem dúvida.

A impaciência nasce da dúvida quanto ao resultado desejado. Se pensarmos bem, veremos que não pode haver impaciência onde há certeza. Por causa da incerteza ou dúvida quanto aos resultados, a pessoa não consegue esperar com tranqüilidade. Assim, a impaciência, a dúvida e a ansiedade estão estreitamente associadas. Como a vontade interior não conhece dúvidas, ela pode dar tempo ao tempo e acaba prevalecendo.

Para ter sucesso, a vontade exterior precisa ser sustentada, pelo menos até certo ponto, pela vontade interior. Na medida em que a vontade interior funciona, nessa mesma medida ocorre o sucesso. Se o grau de força de vontade interior for pequeno em relação à vontade exterior (com todas as suas correntes conflitantes), o resultado desejado acabará não se concretizando.

A vontade interior provém do plexo solar. A vontade exterior provém em parte do intelecto e em parte das regiões superficiais da alma. A vontade exterior tem como motivação, muitas vezes, sentimentos, desejos, reações e raciocínios imaturos. A vontade interior provém totalmente do eu superior.

Vamos pensar agora por que a vontade interior é impedida de funcionar. Esse impedimento é provocado pelas diversas camadas de erro, desvio em relação à verdade, e ilusões que predominam no mundo manifesto. Em resumo, é por causa das imagens, das conclusões erradas e das concepções equivocadas que vocês trazem na mente consciente e inconsciente. Elas sempre deixam vocês incertos e divididos interiormente, porque lá no fundo sabem que alguma coisa está errada. Embora essa seja uma sensação vaga, vocês sabem que não está de acordo com a vontade e não vai desaparecer se vocês não fizerem o trabalho de autoconhecimento e autodescoberta. Essa sensação vaga de alguma coisa errada deixa vocês totalmente incertos, mesmo quanto aos seus desejos e à satisfação deles. Mesmo se os desejos forem completamente legítimos e saudáveis, permanece a incerteza sobre eles. Isso não acontece apenas porque parte da motivação do resultado desejado pode ser muito imatura e egoísta a ponto de ofuscar as motivações boas e saudáveis, mas também porque os desvios e conceitos equivocados inconscientes, separados do próprio desejo, são suficientes para encobrir a vontade interior, impedindo-a de funcionar.”

O Guia Palestra 64: Vontade interior e Vontade Exterior)

 

Essa palestra foi muito significativa para a compreensão da minha vida. Eu finalmente entendi porque a minha força de vontade parecia não me ajudar em nada. Eu descobri que minha vontade era uma vontade exterior.

Era uma vontade exatamente como o Guia descreve. Tensa, impaciente, contraída. E assim como é dito nesse texto eu lutava ao máximo para consegue coisas que no fundo duvidava que pudesse conseguir.

E essa duvida realmente nascia de crenças erronias como: “eu sou incapaz”. Amizade não é para mim”. “ a única coisa que sei fazer é estudar”

Então minha vontade era apenas exterior porque interiormente eu achava que não conseguiria nada.

A única forma de trazer a tona a vontade interior é dissolvendo essas crenças erronias. Só assim a duvida poderá ir embora. Acho que a duvida é o principal obstáculo aqui. Afinal se você tem convicção de que tudo dará certo porque ficaria impaciente ou tenso?

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Maturidade Emocional

 

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PERGUNTA: A primeira pergunta refere-se a ultima expressão que usou. Por favor, defina o que é maturidade emocional.

 


RESPOSTA: Maturidade emocional é antes de mais nada, a habilidade de amar, a capacidade de amar. Muitas pessoas imaginam que a têm. Naturalmente a maturidade emocional é relativa, e é uma questão de grau. Porem, onde existe o medo de ser ferido, medo do desapontamento onde existe medo dos riscos de vida, a maturidade emocional não existe. Maturidade emocional desconhece o egoísmo ( naturalmente, isso é relativo na terra, não pode ainda ser absoluta em sua esfera de existência). Quanto mais egoísta forem, mais imaturos são. Todos vocês sabem que podemos ser extremamente generosos nas pequenas coisas exteriores; isto pode ser apenas uma camuflagem para acobertar seu egoísmo ou egocentrismo emocional. Poderão dar suas posses e serem generosos nesse sentido; mas, vocês tem medo de amar e arriscar de serem feridos, assim negam o amor dos outros. Portanto, vocês são emocionalmente imaturos apesar de possuírem maturidade intelectual. Maturidade emocional significa não ter medo de pagar o preço pela vida. E esse “preço pela vida” inclui magoas e desapontamentos ocasionais. A pessoa madura sabe disso, e espera isso, não os teme e reconhece o valor disso; porque ao se retirar em reclusão, e voltar-se para dentro, ela frustra não somente os outros, mas também a si mesmo. Maturidade emocional significa não ter medo de suas próprias emoções; porque se tiverem emoções negativas, seu medo delas não as fazem desaparecer. Ao contrário, somente encarando essas emoções negativas, poderão entender sua origem, suas razões; e somente então poderão ter controle real sobre elas, não o controle falso ao suprimi-las. Suas emoções positivas também não serão temidas, porque não se importarão com uma magoa ocasional; e antes, se arriscarão ao invés de retirar suas emoções positivas dos outros.
Porque se puderem doar suas boas emoções aos outros; envolvendo o outro com seu calor, conforto e ternura, isto é mais importante do que aquilo que pode acontecer a vocês mais adiante.

Maturidade emocional significa ser capaz de tomar uma decisão completa interiormente e saber, que não se pode ter as duas coisas, ambas as vantagens.. Inconscientemente, a maioria das pessoas querem isso constantemente, sem perceberem que isto os leva a conflitos consigo mesmos e com seu ambiente. A pessoa emocionalmente madura saberá que sempre há um preço a ser pago. Como já havia dito antes em algumas sessões particulares: maturidade emocional, saúde emocional, significa saber o que se quer; querer o que se pode ter, e estar disposto a pagar por isto. Renunciar ao egotismo em todos os níveis de seu ser, de ir até as profundezas de suas reações inconscientes (que podem ser tão contrárias as suas reações exteriores), isto é a verdadeira maturidade emocional.
Essas são as verdades universais, ensinadas por todas as religiões e filosofias que tenham algum mérito. A humanidade tentou por muito, muito tempo vivenciar essas idéias. Essas verdades são conhecidas; no entanto, até aqui, o indivíduo ignorou o grande perigo da auto-decepção, ao ignorar as muitas camadas da consciência onde pode esconder outras reações além daquelas que percebe conscientemente e também aquelas que deseja e que estão de acordo com essas verdades. Assim, encontrarão muitas vezes uma pessoa que exteriormente age de acordo com essas verdades universais, no entanto sentem que isto não é completamente genuíno. Interiormente ela esta escondendo muitas reações que são contrárias a essas verdades espirituais universais.
O Caminho pelo qual tenho o privilégio de conduzi-los, vai evitar esses perigos, de modo que suas reações exteriores irão tornar-se uma com as mais interiores. Sejamos claros sobre nossas metas. Queremos encontrar aquela parte de suas reações egoístas onde ainda são subdesenvolvidos, primitivos. Muitas vezes, no inicio, isso pode vir como um choque por ser tão diferente de suas sinceras reações conscientes exteriores. Seja que estas reações externas são realmente sinceras no sentido que isso foi o melhor que puderam fazer, ou seja, que são quase hipocrisias conscientes, essa máscara externa (que pode ser aplicada em ambos os casos) precisa ser dissolvidas para que possam olhar por dentro de suas almas. Lá encontrarão muitas tendências e sentimentos diametralmente opostos ao que acreditam sobre si mesmos. A vida até aqui, mostrou-lhes que a máscara não lhes deu a recompensa que desejavam ou pensaram obter através dela. Finalmente, isso os deixou zangados. Em seu “eu máscara” podem ter-se inclinados para trás na tentativa de esconder o que esta por trás disso. Assim, sentem-se abusados, aproveitados, sem, no entanto perceberem, que não foi a bondade como tal que foi tão pouco recompensada, mas antes, a bondade falsa e compulsiva. Com essa falsa conclusão poderão estar tentados a ir ao outro extremo; viverem através da parte que descobriram atrás da primeira máscara, acreditando que agora ao menos, são verdadeiros consigo mesmo.
Sim, até certo ponto essa parte existe em vocês e precisam admiti-la. Mas reconheçam que isso, também, é novamente, apenas uma camada superficial. Olhem para o que existe por trás da rebelião e raiva. Encontrem em si mesmos aquilo que sabe como manter o equilíbrio. Seu eu verdadeiro não é tão bom quanto parece ser na superfície a qual estão apenas retirando (taking down). Nem é tão “mau” quanto cheio de ódio, agressão, rebelião e raiva como são debaixo dessa capa. Todas essas reações são apenas uma “reação de perplexidade perante a vida” e o resultado de suas conclusões emocionais falsas. Use o nível de sua raiva e rebelião admitindo-a para si, sentindo o que haviam reprimido por tanto tempo, mas não considere isso como uma resposta final do seu eu, como aquilo que fariam se tivessem que viver (live yourself out) desse modo. Descubram a diferença entre reprimir essas emoções e considere-as como um sintoma do seu não saber as respostas para suas vidas; de não ter ainda encontrado a chave do seu ser.

 

Tentem entender isso, meus queridos, e vocês ficarão conscientes das armadilhas desnecessárias. Somente encontrarão a resposta se tiverem a coragem de admitir essa segunda camada sem se manter nela; e se reconhecerem sua falsidade como já reconheceram a camada da capa ou máscara, como tendo sido falsa e baseada em conclusões falsas. Então, serão capazes de ser verdadeiros consigo mesmo, sem exagerar a camada que descobriram. Assim, vão entender que seu (altruísmo ou generosidade) anterior foi ineficiente porque era falsa (mas só por isso, e não pelo altruísmo como tal). Esse estar alerta e modo de abordar, ira conduzi-los a uma segura maturidade emocional. Isto vai torna-los verdadeiramente homens e mulheres. Digo isso deliberadamente, não digo agora seres humanos, digo homens e mulheres. Porque ninguém pode ser verdadeiramente um homem --- ou uma mulher --- se não tiver maturidade emocional.
(O Guia. Palestra 49: OBSTÁCULOS NO CAMINHO: COISAS ANTIGAS, FALSA CULPA, E QUEM - EU?)

 

Achei essa pergunta e resposta bem interessante. Através dela eu pude ver o quanto eu era imatura ao iniciar esse caminho. Maturidade essa que tem aumentado a medida que eu aumento meu auto conhecimento.

Uma das formas em que minha imaturidade se manifestava era na minha “proteção” contra as magoas. Por eu ter tido certas magoas durante a minha infância. Eu acabei me fechando. Acabou surgindo a seguinte crença: “Não vale a pena eu tentar me aproximar das pessoas. O risco de rejeição é muito grande. Melhor esperar elas se aproximarem de mim.” Eu achava que ao fazer isso eu iria garantir que todos que se aproximassem de mim não iriam me rejeitar. Mas o fato é que raramente se aproximavam. Até porque eu não estava aberta para relacionamentos. Seja de que tipo fosse.

 

Eu percebi que ao tentar evitar a rejeição eu também evitava o encontro com pessoas as quais eu teria afinidade e poderia me dar bem. Então eu privava tanto a mim quanto aquela pessoa uma amizade verdadeira. Além do mais essa atitude é imatura porque eu queria segurança total de que não seria rejeitada por ninguém. E essa segurança não existe. Ninguém consegue agradar a todos. Mas se você possue auto –aceitação a rejeição de alguns não é arrasadora. Só se torna arrasador quando há uma substituição da auto-aceitação pela aceitação dos outros. Se houver auto-aceitação eu e qualquer outra pessoa conseguiremos conviver bem com o fato de que nem todos nos aceitarão.

é imaturidade reprimir as emoções negativas pois esse ato por si só já demonstra uma não aceitação. Eu reprimia a raiva porque achava que não poderia te-la que isso faria de mim uma pessoa ruim. Então além de reprimir eu negava. E com isso ela ia para o inconsciente. E qualquer coisa no inconsciente causa prejuízo pois perdemos o controle sobre elas.

 

Bom esses são alguns exemplos de minha imaturidade. srsrs. Agora eu já estou mais madura como resultado do aumento da minha consciência. E quando conseguimos maturidade emocional nós ficamos mais livres e nos soltamos de nossas amarras.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Visão Distorcida da Realidade

 

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“Quando a percepção que vocês têm do eu, dos outros e da vida não é distorcida e sim de acordo com a realidade, vocês expressam todas as forças benignas da razão, do amor, entendimento, compreensão, força, dos recursos, de recuperação, flexibilidade, adaptabilidade, auto-afirmação, criatividade, etc. etc., das quais o eu real está dotado. Vocês se comunicam com os outros, fazem-se entender, expressam-se adequadamente porque o eu real está livre. Têm condições de discriminar, fazer escolhas e tomar decisões porque o medo e a ansiedade se foram. Ao fazer uma escolha adequada e madura, vocês são capazes de distinguir o que é real, válido, construtivo, e o que não é. Com tudo isso, vocês encontram uma saída para qualquer dificuldade, e a própria dificuldade passa a ser um trampolim.

Vocês só poderão atingir essa etapa se não se deixarem aniquilar pela sensação da não realização. Por que isso tem tal efeito em vocês? É porque a sua percepção do eu e dos outros é tão distorcida que vocês sentem qualquer frustração como uma rejeição pessoal e uma prova da sua inadequação. Vocês só podem ceder depois que entenderem que o seu valor, a sua capacidade de despertar amor nada têm a ver com a não realização. Essa não realização pode ser resultado da inibição da força do eu real, mas não tem nada ver com o seu ser real. Acontece apenas que o ser real de vocês está inativo por causa da percepção distorcida da realidade, de alguns fatores da sua vida.

A pessoa afastada de si mesma sente a frustração de um desejo ou de um objetivo muito mais do que a não realização em si. Em outras palavras, a dor de não ter o que se quer é muito menor que a dor de receber uma prova, por assim dizer, de sua falta de valor, inadequação, de que não é amada, de que não é nada. Naturalmente isso é inconsciente. Na verdade, vocês fazem o possível para não tomar conhecimento dessa dedução. Vocês a encobrem com tendências, pensamentos, sentimentos e atitudes muito opostos.”

( O guia. Palestra 95: Auto-Alienação: O caminho de volta para o eu real)

Mais uma vez O Guia parece me descrever. é por isso que eu tenho a sensação de que o pathwork foi feito olhando especificamente para mim e para as minhas necessidades.

Só que comigo parece que a coisa não era tão inconscientes assim. Já que eu sempre tive sentimentos de inferioridade de forma muito aguda e obvia até para mim mesma.

Toda vez que eu não conseguia algo eu via isso como uma prova da minha inferioridade. Na época do colégio. Se eu tirasse nota baixa eu via isso como prova de que não era inteligente. A cada vez que eu me sentia rejeitada por alguém eu via isso como prova de que eu nunca poderia ter amigos. A cada pessoa que rejeitava uma característica minha eu via isso como prova de minha inadequação. E assim, ao meu ver, a vida parecia confirmar o tampo todo o quanto eu era incapaz e inferior.

Era isso que tornava essas situações tão difíceis. e não a situação em si. Tirar nota baixa em si não é arrasador. Mas se você ver isso como uma prova de que você é burro então passará a ser arrasador.

Mas ao longo do meu caminho no pathworek eu descobri que raramente usava meu eu real. Eu usava o eu idealizado aquele eu que eu achava que me traria aceitação. E normalmente o que acontecia era exatamente o contrario. A não-aceitação. Eu via isso como prova de que eu nunca poderia ser aceita. Mas quando eu descobri que o que eu achava que era meu eu real na realidade não era essa dedução deixou de fazer sentido.

E eu descobri que essas não realizações só ocorriam pela inibição que eu mesma fiz do meu eu real