sábado, 30 de outubro de 2010

Perfeccionismo

Perfeccionismo

 

PERGUNTA: se você tiver um sentimento agressivo e não gostar dele, mas ele for muito forte; seu bom senso lhe diz que você não deveria sentir-se dessa forma. Você entende, com sua mente, que talvez a pessoa que esteja fazendo isto tenha seus problemas; no entanto, você não quer isto e você reconhece esse sentimento. Como você lida com isto?


RESPOSTA: o primeiro passo é a compreensão de que suas emoções ainda não podem sentir de forma diferente. Neste caso, mais uma vez, de forma muito distorcida, o perfeccionismo entra em cena porque algo em você diz: “Eu não deveria ter esses sentimentos agressivos. Eu deveria ter sabedoria suficiente para saber que ele age a partir de seus próprios problemas não resolvidos”. Tudo isso pode ser verdade. Ainda assim, nesta colocação verdadeira está contido o “eu não deveria” do perfeccionismo. No entanto, se você disser a si mesmo: “eu não consigo evitar sentir dessa forma porque eu estou tateando no escuro. Eu, como ser humano, freqüentemente tateio no escuro. Eu não sei muitas respostas. Eu não compreendo as outras pessoas”. Mas porque de alguma forma todos vocês sentem “eu realmente deveria compreender todas as pessoas, todos deveriam entender-me, e eu deveria saber todas as respostas com relação a minha vida e às relações humanas”, é esta atitude que torna isto tão difícil. Apenas ao aceitar suas limitações humanas é que a agressividade e a hostilidade desaparecerão porque, no fundo, você descobrirá e tornar-se-á consciente de que se sentiu ferido, de que se sentiu rejeitado. Sua vergonha e medo dessas emoções fazem com que você sobreponha os sentimentos agressivos, duros e muito mais desagradáveis. Uma vez que você se torne consciente da ferida, que é um aspecto muito mais autêntico, será mais fácil lidar com ela. E logo, também, ela se diluirá e dará lugar a sentimentos mais autênticos, que estão ainda mais próximos do você real. Mas, antes de tudo, você tem que aceitar sua limitação humana; você tem que abrir mão da expectativa de que você, da mesma forma que os outros, deve sempre compreender e saber. Se você puder assumir o fato de que você está tateando no escuro, você poderá ser capaz de identificar, na sua mente, aquilo de que você não tem clareza. Aceite o fato de que esta falta de clareza possa permanecer, e pode ser que ela se esclareça por si mesma porque sua resistência a ela terá desaparecido. Aceite também a agressividade que você ainda sente, perguntando a si mesmo se ela não é uma distorção da ferida. Então, aceite a ferida. Desta forma, você poderá descobrir uma resposta muito antes do que na pressão compulsiva e confusa de que você já “deveria não sentir agressividade”.

(O guia. Plestra 97: Perfeccionismo)

 

Essa pergunta eu poderia ter feito. Todo vez que eu tinha sentimentos agressivos em mim. Ou mesmo não agressivos mas considerados negativos eu sempre me culpava. Sempre achava que não deveria estar me sentindo da maneira que estava me sentindo. Se eu estava com raiva de alguem eu me culpava, achava que deveria ser mais compreensiva. se eu sentia inveja eu me cupava e achava que ao inves de estar sentindo isso deveria trabalhar para atingir meus objetivos. Se eu estava desanimada eu achava que deveria ser mais forte. E assim ia com todos os sentimentos negativos

Quando eu me dei conta do que eu fazia eu vi o quando era perfecionista. O meu perfeccionismo não se manifesta tanto no exterior. Eu consigo sobreviver se a linha ficar um pouco torta. srsrs.  Mas quando se trata de sentimentos interiores. De ser uma pessoa boa. Então eu sou extremamente perfeccionista.

E esse perfeccionismo só atrapalha.  o perfeccionismo além de não diminuir em nada minha raiva ou desanimo ainda me leva a ter sentimentos de culpa, que por sua vez, muitas vezes me levam a negar esses sentimentos.

Eu percebi que para crescer é preciso aceitar as minhas limitações humanas. Limitações essas que não me fazem poior do que ninguem já que todos possuem algumas dessas limitações. E quando eu consigo aceita-las então eu consigo ter uma auto-compreensão maior. Uma especie de auto-compaxão.  E então eu consigo olhar para mim mesma com um certo distanciamento. E a auto compreensão vai aumentando. E a medida que aumenta a compreensão em relação as outras pessoas aumenta também.  e então a raiva, o desanimo, a inveja ou seja lá o que for vai desaparecendo aos poucos.

3 comentários:

  1. Vim retribuir sua visita ao Arca. Gostei do seu blog. Tem postagens interessantes e que levam ao autoconhecimento, como essa que acabei de ler sobre o perfeccionismo. Voltarei outras vezes. Grande abraço.

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  2. Olá Luciana,
    Muito obrigada pelo seu comentário ao meu blog.
    Gostei muito dos temas que aborda neste seu.
    O auto-conhecimento é uma ferramenta indispensável para a evolução consciente.

    Até sempre.
    Namasté.

    Maria Laura(Áurea)

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  3. Olá, Luciana!
    O perfeccionismo significa falta de auto-aceitação. Se a gente não se aceita como estamos hoje, como vamos aceitar as pessoas e o mundo ao nosso redor? Não há algo errado ou certo realmente. Acredito que tudo são experiências para a gente nos compreender como seres criadores. Quando eu me aceito como eu sou, superando as crenças de que eu fiz algo que não foi legal perante os olhos dos outros, eu me sinto mais leve e mais feliz.
    Obrigada por compartilhar esses assuntos tão interessantes e importantes em seu blog. E ele está muito lindo!!

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