sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A Imagem de Deus

“O FALSO CONCEITO DE DEUS

As crianças experimentam seu primeiro conflito com a autoridade muito cedo em suas vidas. Elas também aprendem que Deus é a autoridade maior. Conseqüentemente, não é surpreendente que as crianças projetem suas experiências subjetivas com a autoridade sobre a imagem que têm de Deus. Por isso, forma-se uma conclusão errônea sobre Deus que é inconscientemente cultivada até a maturidade

As crianças experimentam todos os tipos de autoridade. Quando elas são proibidas de fazer aquilo de que mais gostam, a experiência com a autoridade é a de algo hostil.
Quando a autoridade dos pais é indulgente para com a criança, ela pode ser sentida como benigna. Quando existe a predominância de um tipo de autoridade na infância, a sua reação a esta autoridade torna-se a atitude inconsciente para com Deus.

Em muitas instâncias, contudo, as crianças experimentam uma mistura de ambos. Conseqüentemente, a combinação destes dois tipos de autoridade formará a imagem que elas têm de Deus.
Na medida em que a criança experiência medo e frustração, ela sentirá - inconscientemente - medo e frustração, na mesma medida para com Deus.

Deus é, então, tomado como uma força punitiva, severa e freqüentemente até injusta, com a qual o indivíduo deve medir forças.

Eu sei, meus amigos, que conscientemente vocês não pensam desta forma, mas no caminho da auto-descoberta lhes é pedido para verificar quais as suas reações emocionais que não correspondem aos seus conceitos conscientes, qualquer que seja o tema.
Quanto menos o conceito inconsciente coincide com o consciente, maior é o choque quando o indivíduo percebe a discrepância.

Praticamente tudo o que a criança mais gosta é proibido. Aquilo que dá mais prazer é proibido, geralmente pelo bem da própria criança; isto ela não consegue compreender.
Acontece que os pais exercem sua autoridade também a partir da sua própria ignorância e medo. Conseqüentemente, fica impresso na mente da criança, que para as coisas mais prazerosas do mundo as pessoas estão sujeitas à punição de Deus, a autoridade máxima e a mais severa.

Além disso, vocês estão sujeitos a encontrar a injustiça humana no curso das suas vidas, tanto na infância quanto na maturidade. Particularmente, se estas injustiças são perpretadas pelas pessoas que representam a autoridade estão inconsciente- mente, associadas a Deus; com isso fortalece-se a crença inconsciente na injustiça severa de Deus. Tais experiências intensificam o seu medo de Deus.
Tudo isso forma uma imagem que, se apropriadamente analisada, faz de Deus um monstro. Este Deus vivo na sua mente inconsciente, aproxima-se mais de um Satã.

(…)

O VERDADEIRO CONCEITO DE DEUS

Deus é! As leis de Deus são inexoráveis para todos e funcionam automaticamente, por assim dizer. Pensem em Deus como, entre todas as outras coisas sendo a vida e a força da vida. Pensem em Deus como uma corrente elétrica dotada de suprema inteligência. Esta "corrente elétrica" está aí, em vocês, ao seu redor, fora de vocês. É sua escolha como utilizá-la.
Podemos usar a eletricidade para propósitos construtivos, como para a cura, ou pode-se usá-la para matar. Isso não torna a corrente boa ou má. Esta corrente de força é um aspecto importante de Deus e é aquilo que mais lhe toca.
Este conceito pode fazer surgir questões como se Deus é pessoal

Este conceito pode fazer surgir questões como se Deus é pessoal ou impessoal, uma inteligência, lei ou princípio direcionado. Os seres humanos, porque experienciam a vida como uma visão dualista, tendem a acreditar que uma outra afirmação é verdadeira. Contudo, Deus é ambos. Mas o aspecto pessoal de Deus não significa personalidade.
Deus não é uma pessoa residindo num determinado lugar


AS LEIS ETERNAS E DIVINAS

O amor de Deus não é apenas pessoal na sua manifestação dentro da alma humana mas, também, nas leis divinas, no sentido antológico das leis. O amor, aparentemente impessoal nas leis, mostra - claramente - o fato de que elas são feitas de maneira a conduzi-lo, em última instância, à luz e às bênçãos, não importando o quanto vocês se desviem dele.
Quanto mais vocês se desviam tanto mais se aproximam devido à dor que o desvio inflige. Esta dor fará com que de algum ponto vocês se voltem, alguns mais cedo, outros mais tarde, mas todos ao final chegarão ao ponto de perceber que eles, por si mesmos, determinam sua dor ou sua bênção.
Este é o amor que está contido na lei - este é o "Plano de Salvação". O desvio da lei é o único remédio para curar a dor causada pelo afastamento e, conseqüentemente, os leva para mais próximos da meta. A união com Deus.
Deus deixa que vocês se afastem das leis universais, se assim o desejam. Vocês são feitos à semelhança de Deus o que significa que estão completamente livres para escolher. Vocês não estão forçados a viver na busca e na luz, embora possam fazê-lo, se quiserem. Tudo isso expressa o amor de Deus.
Quando vocês têm dificuldade em compreender a justiça do universo e auto-responsabilidade na sua própria vida, não pensem em Deus como "Ele" ou "Ela". Pelo contrário, pensem em Deus como a Grande Força Criativa à sua disposição.
Não é Deus que é injusto, a injustiça é causada pelo uso incorreto da poderosa corrente que está à sua disposição. Se vocês começarem, a partir desta premissa e meditarem sobre ela e se a partir de agora vocês buscam encontrar onde e como, ignorantemente, abusaram da corrente do poder em vocês, Deus lhes responderá. Isto eu posso prometer."
(O Guia. Palestra 52: A Imagem de Deus)

Essa palestra me fez perceber o quanto a minha imagem de Deus era equivocada. Eu mesmo sem ter muita consciência disso via Deus como um ser muito severo.

No fundo eu achava que Deus exigia que as pessoas fossem boas 100% do tempo. Que só tivessem sentimentos bons e puros. Caso contrario Deus ficaria insatisfeito comigo e de uma forma ou de outra me castigaria.


Essa imagem não era algo que eu tinha intelectualmente. Mas analizando as minhas emoções e como eu achava que deveria ser conclui que essa era a minha imagem.

Cheguei a essa conclusão ao perceber minha atitude geral diante da vida e de mim mesma. Eu sempre me julguei com muita severidade. E também sempre achei mais provavel receber uma critica do que um elogio. Tudo isso é um reflexo da minha imagem de Deus. Agora já melhorei bastante nisso. Mas como essas imagens normalmente são muito arraigadas é preciso ficar sempre atenta e observa-las. E quanto mais observamos mais elas vão perdendo a força.

existem pessoas que creem em Deus indulgente. A palestra fala um pouco sobre isso. Mas eu me centrei no severo porque é essa umagem que se aplica mais no meu caso.

Hoje eu não acredito mais em um deus em algum lugar olhando e julgando nossos atos. Acredito que temos liberdade para fazermos o que quizermos e não há castigo há apenas consequências de determinados atos, emoções , crenças. Não há julgamentos. Há apenas consequencia.

Um comentário:

  1. Florzinha:
    Finalmente consegui começar a ler estes textos. Estava ansiosa por isso, mas faltava o tempo para.
    Interessante o que o Guia colocou sobre a projeção de autoridade que a criança faz sobre Deus. Eu nunca tinha visto dessa forma.
    Já comecei a aprender. Oba! rsrs
    beijão

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