sábado, 30 de outubro de 2010

Perfeccionismo

Perfeccionismo

 

PERGUNTA: se você tiver um sentimento agressivo e não gostar dele, mas ele for muito forte; seu bom senso lhe diz que você não deveria sentir-se dessa forma. Você entende, com sua mente, que talvez a pessoa que esteja fazendo isto tenha seus problemas; no entanto, você não quer isto e você reconhece esse sentimento. Como você lida com isto?


RESPOSTA: o primeiro passo é a compreensão de que suas emoções ainda não podem sentir de forma diferente. Neste caso, mais uma vez, de forma muito distorcida, o perfeccionismo entra em cena porque algo em você diz: “Eu não deveria ter esses sentimentos agressivos. Eu deveria ter sabedoria suficiente para saber que ele age a partir de seus próprios problemas não resolvidos”. Tudo isso pode ser verdade. Ainda assim, nesta colocação verdadeira está contido o “eu não deveria” do perfeccionismo. No entanto, se você disser a si mesmo: “eu não consigo evitar sentir dessa forma porque eu estou tateando no escuro. Eu, como ser humano, freqüentemente tateio no escuro. Eu não sei muitas respostas. Eu não compreendo as outras pessoas”. Mas porque de alguma forma todos vocês sentem “eu realmente deveria compreender todas as pessoas, todos deveriam entender-me, e eu deveria saber todas as respostas com relação a minha vida e às relações humanas”, é esta atitude que torna isto tão difícil. Apenas ao aceitar suas limitações humanas é que a agressividade e a hostilidade desaparecerão porque, no fundo, você descobrirá e tornar-se-á consciente de que se sentiu ferido, de que se sentiu rejeitado. Sua vergonha e medo dessas emoções fazem com que você sobreponha os sentimentos agressivos, duros e muito mais desagradáveis. Uma vez que você se torne consciente da ferida, que é um aspecto muito mais autêntico, será mais fácil lidar com ela. E logo, também, ela se diluirá e dará lugar a sentimentos mais autênticos, que estão ainda mais próximos do você real. Mas, antes de tudo, você tem que aceitar sua limitação humana; você tem que abrir mão da expectativa de que você, da mesma forma que os outros, deve sempre compreender e saber. Se você puder assumir o fato de que você está tateando no escuro, você poderá ser capaz de identificar, na sua mente, aquilo de que você não tem clareza. Aceite o fato de que esta falta de clareza possa permanecer, e pode ser que ela se esclareça por si mesma porque sua resistência a ela terá desaparecido. Aceite também a agressividade que você ainda sente, perguntando a si mesmo se ela não é uma distorção da ferida. Então, aceite a ferida. Desta forma, você poderá descobrir uma resposta muito antes do que na pressão compulsiva e confusa de que você já “deveria não sentir agressividade”.

(O guia. Plestra 97: Perfeccionismo)

 

Essa pergunta eu poderia ter feito. Todo vez que eu tinha sentimentos agressivos em mim. Ou mesmo não agressivos mas considerados negativos eu sempre me culpava. Sempre achava que não deveria estar me sentindo da maneira que estava me sentindo. Se eu estava com raiva de alguem eu me culpava, achava que deveria ser mais compreensiva. se eu sentia inveja eu me cupava e achava que ao inves de estar sentindo isso deveria trabalhar para atingir meus objetivos. Se eu estava desanimada eu achava que deveria ser mais forte. E assim ia com todos os sentimentos negativos

Quando eu me dei conta do que eu fazia eu vi o quando era perfecionista. O meu perfeccionismo não se manifesta tanto no exterior. Eu consigo sobreviver se a linha ficar um pouco torta. srsrs.  Mas quando se trata de sentimentos interiores. De ser uma pessoa boa. Então eu sou extremamente perfeccionista.

E esse perfeccionismo só atrapalha.  o perfeccionismo além de não diminuir em nada minha raiva ou desanimo ainda me leva a ter sentimentos de culpa, que por sua vez, muitas vezes me levam a negar esses sentimentos.

Eu percebi que para crescer é preciso aceitar as minhas limitações humanas. Limitações essas que não me fazem poior do que ninguem já que todos possuem algumas dessas limitações. E quando eu consigo aceita-las então eu consigo ter uma auto-compreensão maior. Uma especie de auto-compaxão.  E então eu consigo olhar para mim mesma com um certo distanciamento. E a auto compreensão vai aumentando. E a medida que aumenta a compreensão em relação as outras pessoas aumenta também.  e então a raiva, o desanimo, a inveja ou seja lá o que for vai desaparecendo aos poucos.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A Imagem de Deus

“O FALSO CONCEITO DE DEUS

As crianças experimentam seu primeiro conflito com a autoridade muito cedo em suas vidas. Elas também aprendem que Deus é a autoridade maior. Conseqüentemente, não é surpreendente que as crianças projetem suas experiências subjetivas com a autoridade sobre a imagem que têm de Deus. Por isso, forma-se uma conclusão errônea sobre Deus que é inconscientemente cultivada até a maturidade

As crianças experimentam todos os tipos de autoridade. Quando elas são proibidas de fazer aquilo de que mais gostam, a experiência com a autoridade é a de algo hostil.
Quando a autoridade dos pais é indulgente para com a criança, ela pode ser sentida como benigna. Quando existe a predominância de um tipo de autoridade na infância, a sua reação a esta autoridade torna-se a atitude inconsciente para com Deus.

Em muitas instâncias, contudo, as crianças experimentam uma mistura de ambos. Conseqüentemente, a combinação destes dois tipos de autoridade formará a imagem que elas têm de Deus.
Na medida em que a criança experiência medo e frustração, ela sentirá - inconscientemente - medo e frustração, na mesma medida para com Deus.

Deus é, então, tomado como uma força punitiva, severa e freqüentemente até injusta, com a qual o indivíduo deve medir forças.

Eu sei, meus amigos, que conscientemente vocês não pensam desta forma, mas no caminho da auto-descoberta lhes é pedido para verificar quais as suas reações emocionais que não correspondem aos seus conceitos conscientes, qualquer que seja o tema.
Quanto menos o conceito inconsciente coincide com o consciente, maior é o choque quando o indivíduo percebe a discrepância.

Praticamente tudo o que a criança mais gosta é proibido. Aquilo que dá mais prazer é proibido, geralmente pelo bem da própria criança; isto ela não consegue compreender.
Acontece que os pais exercem sua autoridade também a partir da sua própria ignorância e medo. Conseqüentemente, fica impresso na mente da criança, que para as coisas mais prazerosas do mundo as pessoas estão sujeitas à punição de Deus, a autoridade máxima e a mais severa.

Além disso, vocês estão sujeitos a encontrar a injustiça humana no curso das suas vidas, tanto na infância quanto na maturidade. Particularmente, se estas injustiças são perpretadas pelas pessoas que representam a autoridade estão inconsciente- mente, associadas a Deus; com isso fortalece-se a crença inconsciente na injustiça severa de Deus. Tais experiências intensificam o seu medo de Deus.
Tudo isso forma uma imagem que, se apropriadamente analisada, faz de Deus um monstro. Este Deus vivo na sua mente inconsciente, aproxima-se mais de um Satã.

(…)

O VERDADEIRO CONCEITO DE DEUS

Deus é! As leis de Deus são inexoráveis para todos e funcionam automaticamente, por assim dizer. Pensem em Deus como, entre todas as outras coisas sendo a vida e a força da vida. Pensem em Deus como uma corrente elétrica dotada de suprema inteligência. Esta "corrente elétrica" está aí, em vocês, ao seu redor, fora de vocês. É sua escolha como utilizá-la.
Podemos usar a eletricidade para propósitos construtivos, como para a cura, ou pode-se usá-la para matar. Isso não torna a corrente boa ou má. Esta corrente de força é um aspecto importante de Deus e é aquilo que mais lhe toca.
Este conceito pode fazer surgir questões como se Deus é pessoal

Este conceito pode fazer surgir questões como se Deus é pessoal ou impessoal, uma inteligência, lei ou princípio direcionado. Os seres humanos, porque experienciam a vida como uma visão dualista, tendem a acreditar que uma outra afirmação é verdadeira. Contudo, Deus é ambos. Mas o aspecto pessoal de Deus não significa personalidade.
Deus não é uma pessoa residindo num determinado lugar


AS LEIS ETERNAS E DIVINAS

O amor de Deus não é apenas pessoal na sua manifestação dentro da alma humana mas, também, nas leis divinas, no sentido antológico das leis. O amor, aparentemente impessoal nas leis, mostra - claramente - o fato de que elas são feitas de maneira a conduzi-lo, em última instância, à luz e às bênçãos, não importando o quanto vocês se desviem dele.
Quanto mais vocês se desviam tanto mais se aproximam devido à dor que o desvio inflige. Esta dor fará com que de algum ponto vocês se voltem, alguns mais cedo, outros mais tarde, mas todos ao final chegarão ao ponto de perceber que eles, por si mesmos, determinam sua dor ou sua bênção.
Este é o amor que está contido na lei - este é o "Plano de Salvação". O desvio da lei é o único remédio para curar a dor causada pelo afastamento e, conseqüentemente, os leva para mais próximos da meta. A união com Deus.
Deus deixa que vocês se afastem das leis universais, se assim o desejam. Vocês são feitos à semelhança de Deus o que significa que estão completamente livres para escolher. Vocês não estão forçados a viver na busca e na luz, embora possam fazê-lo, se quiserem. Tudo isso expressa o amor de Deus.
Quando vocês têm dificuldade em compreender a justiça do universo e auto-responsabilidade na sua própria vida, não pensem em Deus como "Ele" ou "Ela". Pelo contrário, pensem em Deus como a Grande Força Criativa à sua disposição.
Não é Deus que é injusto, a injustiça é causada pelo uso incorreto da poderosa corrente que está à sua disposição. Se vocês começarem, a partir desta premissa e meditarem sobre ela e se a partir de agora vocês buscam encontrar onde e como, ignorantemente, abusaram da corrente do poder em vocês, Deus lhes responderá. Isto eu posso prometer."
(O Guia. Palestra 52: A Imagem de Deus)

Essa palestra me fez perceber o quanto a minha imagem de Deus era equivocada. Eu mesmo sem ter muita consciência disso via Deus como um ser muito severo.

No fundo eu achava que Deus exigia que as pessoas fossem boas 100% do tempo. Que só tivessem sentimentos bons e puros. Caso contrario Deus ficaria insatisfeito comigo e de uma forma ou de outra me castigaria.


Essa imagem não era algo que eu tinha intelectualmente. Mas analizando as minhas emoções e como eu achava que deveria ser conclui que essa era a minha imagem.

Cheguei a essa conclusão ao perceber minha atitude geral diante da vida e de mim mesma. Eu sempre me julguei com muita severidade. E também sempre achei mais provavel receber uma critica do que um elogio. Tudo isso é um reflexo da minha imagem de Deus. Agora já melhorei bastante nisso. Mas como essas imagens normalmente são muito arraigadas é preciso ficar sempre atenta e observa-las. E quanto mais observamos mais elas vão perdendo a força.

existem pessoas que creem em Deus indulgente. A palestra fala um pouco sobre isso. Mas eu me centrei no severo porque é essa umagem que se aplica mais no meu caso.

Hoje eu não acredito mais em um deus em algum lugar olhando e julgando nossos atos. Acredito que temos liberdade para fazermos o que quizermos e não há castigo há apenas consequências de determinados atos, emoções , crenças. Não há julgamentos. Há apenas consequencia.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Expectativas Irrealistas

"Onde quer que a força vital não tenha sido violada, a felicidade - caso você queira escolher essa palavra por falta de uma melhor - a completa harmonia e a paz seriam suas sem as agitações, sem os medos de perdê-la novamente, que a felicidade temporária traz para os seres humanos.

Todos vocês sabem, pelos ensinamentos até agora recebidos, que constantemente violam a lei espiritual dentro de suas almas -- se não com ações, palavras ou pensamentos, pelo menos em suas emoções inconscientes. Sempre que isso acontece, distorcem a força vital que poderia fluir através de vocês. Isso impede que a força vital os reviva. E o que estou a mostrar-lhes neste caminho de autodescoberta é uma forma lenta e gradual -- e não existe forma mais rápida -- para dissolver todas as muralhas, as rochas e as petrificações em seu interior, de modo a permitir que a força vital opere em vocês. Quem quer que haja experimentado mesmo uma ligeira vitória, sobrepujando uma resistência, que tenha encontrado uma verdade ou um reconhecimento dentro de si mesmo, mesmo que pareça ser desagradável, ou mesmo só isso, experimentou um sentimento de paz, de força e de estar vibrantemente vivo até que a próxima obstrução seja enfrentada. Isso deveria ser, para vocês, uma prova viva e deveria ajudá-los a pensar nesses raros momentos para saber que aquilo que eu digo aqui não é apenas uma bela história ou uma teoria remota e abstrata sem aplicação imediata, mas é pura realidade, acessível a qualquer momento de sua escolha, bastando voltar-se para dentro.

As obstruções no interior da sua própria alma só podem existir porque você violou a lei divina de alguma maneira. E quando a lei divina é violada, a força vital não pode operar. Mas a palavra "lei" freqüentemente tem uma conotação errada. A maioria dos seres humanos, quando ouvem essa palavra, reagem emocionalmente de uma forma que nada tem a ver com o sentido que eu lhe empresto. Lei significa –muitas vezes inconscientemente -- algo a que você é forçado ou compelido a obedecer. Como delineei em uma recente palestra, indica uma autoridade que é mais forte que você. Essa associação emocional ligada ao conceito de "lei" é completamente oposta ao seu verdadeiro significado. A lei em seu sentido real e divino não tem qualquer relação com força ou compulsão, muito pelo contrário. Sempre que se introduzem a força e a compulsão, quer venham de dentro ou de fora do seu próprio ser, neste momento a lei divina é violada. Pois a lei divina é liberdade interior. Você só pode obter essa liberdade interior libertando-se dos seus erros. Isso é feito trazendo tais erros para a consciência como primeiro passo inevitável. Somente depois é que você pode libertar-se desses erros. Talvez seja melhor dizer que: ao invés de violar a lei divina, a verdade divina é violada. Pois a verdade é força vital e certamente é a lei divina. Todos vocês sabem, meus amigos, que o caminho no qual eu os conduzo mostra-lhes a verdade sobre vocês mesmos.

"A força vital é regeneração. A força vital petrificada significa degeneração. Sempre que vocês mantêm as suas imagens, suas conclusões errôneas, sua ignorância e os seus erros conscientes e inconscientes, vocês não vivem a verdade e, portanto sufocam a força vital que, entre outros atributos, é uma força de cura -- cura para o seu corpo, para sua mente, sua alma e seu espírito. Caso percebam esse fato, verão que toda doença física é apenas uma reação em cadeia, uma manifestação externa final da obstrução da força vital.

Sempre que você tem tais blocos ou obstruções no interior de sua alma, a única maneira de curar a enfermidade é preparar-se para a recepção adequada da força vital. O primeiro passo é encontrar a inverdade e isso, naturalmente, não é agradável. Esse fato leva muitas pessoas a acreditarem que não pode ser o jeito certo; pensam que, porque o divino é belo, harmonioso e uma experiência de bem-aventurança, vivenciar o oposto de tudo isso é uma indicação de que algo contrário ao Divino tem lugar em suas vidas. Que engano é este, meus amigos! Como podem acreditar, que é possível simplesmente passar ao largo de toda a desarmonia que vocês mesmos plantaram em suas almas e vir a experimentar diretamente a harmonia divina. É preciso que compreendam as causas erradas que vocês puseram em movimento antes que possam verdadeiramente entender a verdade divina. Se vocês plantaram uma planta venenosa no jardim, arruinando todas as plantas boas, é possível livrar-se dela sem segurar essa planta ruim e arrancá-la por seus próprios esforços? Esse trabalho não é exatamente agradável, o veneno pode até mesmo afetá-lo temporariamente enquanto a estão tocando, mas não pode ser evitado. É melhor do que deixar a planta no jardim.

Portanto, é necessário suportar alguma dor de uma forma ou de outra, antes que vocês possam livrar-se daquilo que causa e constantemente causou a dor em seu interior. É preciso distinguir entre dois tipos básicos de dor, meus amigos: a degenerativa e a regenerativa. Mesmo no reino físico existem dois tipos de dor. Há a dor experimentada quando uma pessoa fica doente onde ela sente o sintoma da enfermidade. Neste caso, ela está na curva descendente. E existe um tipo diferente de dor, por vezes até mais aguda, que acompanha o processo de cura ou dor regenerativa. Esse ciclo é uma necessidade, antes que possa ocorrer a cura completa. Esta é então, a curva ascendente. Antes de sofrer uma operação, por exemplo, quando a pessoa fica doente, com freqüência muito antes que ela saiba o que está errado, ela experimenta primeiro um tipo de dor. Subseqüentemente, o seu médico descobre e pode decidir operá-la. No processo de cura ela suporta um tipo completamente diferente de dor. Todos vocês sabem que a ferida não pode curar-se a menos que o pus tenha sido retirado e, nesse estado purificado, os tecidos possam refazer-se. O mesmo se dá com a alma. Não se pode escapar a isso, meus amigos. Você só tem a escolha de, ou permanecer na curva descendente, no estado em que sofre dos sintomas, recusando-se a ir à raiz do problema, ou de reunir coragem, aproximando-se da raiz do mal; abrir a ferida e assim permitir que as forças curativas da natureza se instalem, deixando sair o pus (seus erros e conclusões errôneas), suportando um pouco o tipo de dor que é regenerativa. O corte, a "operação" em si mesma seria o desprazer de encarar o que há de errado em você. Esse é o ponto alto, ou talvez devamos dizer o ponto baixo, antes que a curva ascendente possa começar."
(O guia. Palestra 48: A Força vital no Universo)

O motivo de eu ter colocado o trecho dessa palestra é o seguinte. Eu quando iniciei o meu caminho tive algumas expectativas irrealistas. E eu imagino que outras pessoas tenham essas mesmas expectativas.

Eu achava que quando eu entrasse na ascenção, no despertar, seja lá qual for o nome que você de para a coisa. Todos os meus problemas simplesmente desapareceriam e eu não viveria outra coisas se não paz. Tudo estaria subitamente resolvido tanto internamente quanto externamente.

Mas uma das primeiras coisas que eu percebi é que as coisas não são bem assim. Quando temos um machucado temos de tratar da ferida para ela não infeccionar. E para isso é necessário tocar na ferida mesmo que doa.

Se ignorarmos a ferida com medo de que doa ao toca-la há o risco da ferida infeccionar e assim piorar. O mesmo ocorre no aspecto emocional.

é preciso cuidar, tratar da parte em nós que nos impedi de experimentar a felicidade a harmonia. Porque só poderemos experimentá-las retirando as obstruções. E isso não é feito ao se ignorar a ferida.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Sobre o eu real e o eu superficial

"Quanto mais vocês trabalham neste caminho e compreendem a natureza dele, mais passam a entender a meta que é encontrar o seu eu real, o seu verdadeiro ser, as camadas por baixo de camadas do eu que, à primeira vista, parecem ser a sua personalidade. Mas quanto mais vocês avançam, mais percebem que não se trata do seu eu real, e sim de tendências e traços artificiais que vocês cultivaram por tanto tempo que elas passaram a ser sua segunda natureza, e assim parecem ser vocês. Quando pensamos no eu real, sabemos que ele representa a centelha divina. Inconscientemente, o conceito que vocês têm disso é que o eu real é tão elevado e santo que é totalmente alheio ao eu que vocês conhecem. Isso não apenas assusta um pouco, mas também desanima vocês. Esse é um dos maiores obstáculos no caminho para o eu real. O eu real, de fato, está muito mais perto de vocês do que imaginam. Na verdade, existem áreas na sua vida em que vocês agem a partir do eu real, mas não sabem disso porque é um processo muito natural. Por enquanto, vocês não conseguem distinguir esse tipo de ação e a ação que vem das camadas superficiais.

Vocês supõem que o eu real e divino aparece na forma de uma perfeição rígida com um padrão uniforme. Isso atrapalha vocês mais que as suas imperfeições. A sua concepção equivocada da perfeição divina leva vocês, por um lado, à rigidez e à compulsão, e por outro lado, à revolta contra ela. Vocês ignoram a verdade vital de que a imperfeição pode levar à perfeição, e no momento pode até ser a perfeição. Pois a perfeição, no sentido real divino, é relativa e depende mais da atitude da pessoa em relação a si mesma e a seus atos do que de um ato perfeito como tal. Em outras palavras, não se trata do que vocês fazem, e sim de como fazem. O ato que é considerado certo pelo mundo inteiro e de acordo com todas as leis espirituais pode ser desonesto. Vocês podem estar divididos nesse ato e podem praticá-lo por medo, compulsão e, assim, por vontade de receber amor e aprovação. Nesse caso não é o eu real que age, independentemente da perfeição que a ação exterior possa aparentar. Por outro lado, o ato de vocês pode ser condenado pelo mundo. Pode ser contraditório com o produto final acabado da perfeição. Mas no seu estado atual, ele é não apenas inevitável, mas até mesmo necessário. Vocês se mostram como são, de acordo com sua natureza, com sua trajetória interior de crescimento. Se vocês são autênticos quando o praticam, assumem total responsabilidade por ele, estão prontos para arcar com as conseqüências, esse ato imperfeito é mais perfeito, mais de acordo com a sua verdade do que o ato anterior. Isso não é fácil de entender e exige uma cerca dose de insight e avanço. Certamente não pode ser abordado com superficialidade e irresponsabilidade. Não se deve jamais confundir esse ato com a vontade infantil, o desejo de obter algo em troca de nada."

(O Guia. Palestra 94: O Verdadeiro eu versus os niveis superficiais de personalidade)

Outra palestra que eu adorei. A lias no pathwork é difícil encontrar algo que eu não goste. srsrs

Exatamente como é dito nesse trecho minha ideia de eu real era essa perfeição rigida. Que no meu caso seria: Nunca ter raiva, sempre compreender todos, nunca sentir inveja. Enfim nunca ter nenhum sentimento considerado negativo.

E essa crença me fez reprimir minhas emoções. E no meu trabalho de autoconhcimento eu estou percebendo que muitas vezes a minha amorosidade não foi real. Foi apenas uma especie de barganha para ver se conseguia o amor da outra pessoa.Claro que existiam e existem circunstâncias que minha amorosidade é real . Mas ela não é naquele momento em que eu apenas quero fazer com que outra pessoa me ame através disso. Nesse momento a amorosidade não vem do meu eu real. Estou descobrindo que a motivação é muito mais importante do que o ato em si. E que uma amizade construída nessas bases não é uma amizade real.

no ano passado eu tive uma experiência que no momento que ocorreu me deixou pessima. Mas depois eu vi que era o melhor que poderia ocorrer naquele momento, que aquilo significou uma mudança de padrão. Aconteceu o seguinte.

Eu fiquei com tanta raiva de uma amiga que não consegui reprimir esse sentimento como normalmente fazia. E nós nos desentendemos e ficamos um tempo sem nos falar.

Foi um tempo que eu achei que seria definitivo, mas não foi. E a verdade é que acontecer isso foi muito melhor do que o que teria acontecido se eu tivesse reprimido.

Não é muito difícil imaginar. Porque essa tinha sido a história da minha vida até então. Eu teria reprimido a raiva. Minha amiga nunca ficaria sabendo o que estava me incomodando. Então ou eu me afastaria definitivamente por causa da magoa acumulada. Ou seria mais uma amizade superficial.

Mas ao eu expressar a raiva eu expressei algo verdadeiro. Eu fui honesta com ela. Expus meus verdadeiros sentimentos. E isso gera maior profundidade. No fim a amizade que eu achava que tinha morrido apenas se tornou mais profunda.

Isso é apenas um exemplo do quanto vale a pena expressar o eu real.

sábado, 23 de outubro de 2010

Sobre Pensamento positivo

"Agora quero falar a respeito de um assunto muito discutido entre vocês, meus amigos - o tema do Pensamento Positivo. Pensamento Positivo é, na verdade, essencial para a pessoa que quer crescer espiritualmente. Contudo, infelizmente ele é com freqüência mal interpretado e aplicado de forma errada. Construir pensamentos limpos e adequados de acordo com a Lei Divina é, naturalmente, um dos princípios fundamentais. Uma vez que, como você sabe, os seus pensamentos são realidade, eles têm forma e substância. E por meio de pensamentos impuros você cria formas desarmoniosas que devem, cedo ou tarde, produzir seus efeitos em sua vida e no seu destino. Não são apenas os pensamentos, todavia, que têm esse efeito, mas também os sentimentos e reações emocionais - ou pensamentos subconscientes. Em todo caso, a grande tentação de pessoas espiritual e emocionalmente imatura é pôr tudo que é desconfortável no subconsciente onde causa infinitamente mais prejuízo que qualquer pensamento consciente, por pior que seja. No consciente pode-se lidar com ele e resolvê-lo enquanto que na mente inconsciente ele permanece latente como uma bomba-relógio, e de lá as formas desarmoniosas constroem-se de forma tão destrutiva quanto do pensamento consciente. O estudante diligente do princípio do Pensamento Positivo é portanto, com freqüência, encorajado a fazer exatamente o que é pior para ele. Ele está tão preocupado em não acolher pensamentos negativos que tende a forçar todos aqueles que existam nele para o subconsciente e assim negligencia a discrepância que passa a existir - aquilo que ele quer pensar e aquilo que ainda realmente pensa e sente. Deveria ser enfatizado que os pensamentos podem ser controlados pela sua direção consciente de vontade, assim como as ações também o podem. Contudo os seus sentimentos não podem ser controlados assim; você não pode controlar diretamente os seus sentimentos. Todos vocês sabem disso. Vocês podem saber muito bem que odiar é pecaminoso, mas quando ainda existe ódio em vocês, essa corrente interna não pode ser modificada simplesmente porque vocês tentam forçar-se; ou, se você não ama uma pessoa, você não pode forçar-se a fazê-lo, não importa quanto o queira. A mudança só pode ser produzida de forma bastante indireta: por controle remoto, se posso usar essa expressão. A cada passo "para cima" que você dá no seu Pathwork, pouco a pouco, os seus sentimentos mudarão de maneira automática, natural e gradual. Mas uma das condições para realizá-lo é que você torne o seu subconsciente conhecido à sua consciência. E ao tentar com muita força o sistema de Pensamento Positivo pode trabalhar exatamente na direção oposta e induzi-lo a pensar superficialmente naquilo que não tem verdadeiras raízes em você. Assim você vive uma mentira, por mais bem-intencionada que seja, e essa é a mais prejudicial de todas as coisas ! Portanto é imperativo confrontar aquilo que ainda existe realmente em você, encará-lo de frente. Porém quando você está tão preocupado com esse Pensamento Positivo - que é correto na sua forma adequada - você é posto em perigo pela sua própria boa vontade e também em parte pela parte de você que detesta reconhecer correntes desagradáveis no seu interior e que negligencia o que realmente existe em você, trancando-o no lugar onde vai fermentar e agir mais tenazmente em seu desfavor do que se seus pensamentos permanecessem conscientes. Esse é um importante fator que vocês devem lembrar: por certo vocês devem praticar o Pensamento Positivo. Observe os seus pensamentos, mas de forma calma, com distanciamento e de maneira relaxada, sem sentimento de culpa para que as suas emoções não sejam sempre paralelas aos seus pensamentos ou ao jeito que você quer que os seus pensamentos e sentimentos sejam. Você tem que aprender a ver o seu próprio Eu Inferior, a aceitar a sua existência atual embora ela seja temporária, o quão temporária depende inteiramente de você mesmo. Porém ele é ainda uma realidade neste plano e você não pode fechar os olhos para qualquer realidade em qualquer que seja o plano em que exista!"
(O Guia. Palestra 13: "pensamento positivo, o tipo certo e o Tipo errado")

O que mais me fascina no pathwork é que o Guia simplesmente me descreve. Descreve as atitudes que eu costumava adotar e que não davam muito certo. srsrs

Essa do pensamento positivo é uma. Lembro que eu ficava muito nervosa na hora das provas no colégio. Daí eu tentava usar o pensamento positivo. Repetia para mim mesma: "eu estou calma, eu estou calma". As vezes até me acalmava por um tempo. Mas quando a prova chegava a minha mesa a calma evaporava. Porque na realidade ela nunca existiu. Era simplesmente eu tentando me enganar.

Eu descobri que o pensamento positivo deve ser usado. Mas não da maneira que eu usava. O que depois do pathwork eu descobri é que o pensamento positivo realmente construtivo no caso que eu citei seria: "sim, eu fico nervosa durante as provas. Não negarei isso. Mas olharei para dentro de mim e descobrirei de onde vem tamanha insegurança. Assim poderiei tratar a raiz do problema e resolve-lo."

Esse tipo de pensamento ajuda. Agora tentar se forçar a ter calma, amor ou seja lá o que for não ajuda em nada. É tentar se enganar!!

Agora eu procuro não fechar mais os olhos para nada que exista dentro de mim. E os resultados estão sendo muito melhores do que quando eu tentava me forçar a ter determinados sentimentos. Quando fazemos isso as mudanças passam a acontecer naturalmente.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O Modo "correto" de lidar com o "negativo"

"PERGUNTA: Eu acabei de ler um livro de Prentice Mulford, no qual quase tudo está de acordo com o que você diz. Mas há uma coisa que não entendo. Ele escreve que uma pessoa não deve se preocupar com o negativo, especialmente não com os próprios erros, porque eles refletem o negativo. Mas você disse que nós deveríamos encarar nossos erros e lutar contra eles. Mas para poder lutar contra eles, nós temos que pensar sobre eles diariamente. Isso é uma contradição?

RESPOSTA: Não, não é uma contradição. O importante é o “como”. Claro, existem muitos seres humanos que “mergulham” nos próprios erros, que têm esse tipo de falso arrependimento que eu mencionei anteriormente. Eles reclamam de seus erros, dizendo “eu sou um pecador; eu sou tão ruim; eu simplesmente não consigo superar meus erros. Que terrível que eu tenha essa ou aquela falha!” E toda vez que pensam sobre elas, eles se deixam dominar por essa corrente ou vibração improdutiva, e os sentimentos de culpa crescem. Mas esses sentimentos de culpa, por sua vez, causam outras reações negativas e, portanto se inicia uma cadeia de reações negativas. Claro, essa é a abordagem errada. Não somente ela atrai as correntes negativas, mas também envolve auto-engano. Esse ser humano pensa que é humilde, quando, na realidade, quer seu próprio conforto ao dizer a si mesmo que é irremediável. Você vai encontrar essa atitude muito freqüentemente. É tão extremada quanto a atitude oposta, que descreve a perfeição. Um ser humano com conhecimentos espirituais, que aconselha contra pensar sobre as correntes negativas está falando desse tipo de atitude. Mas, no nosso caminho, é uma necessidade bem diferente e inevitável que o homem aprenda a se conhecer, a encarar a verdade e a aceitá-la temporariamente como um fato, sem querer dizer que ele deva considerá-la como imutável, sem fazer nada a respeito disso. Ele deveria dizer: “esse sou eu; eu tenho essas falhas. Eu sei que para me livrar delas é necessário lutar, ter força de vontade e paciência. Mas eu posso e vou fazê-lo.” Isso é produtivo.

Ao analisar corretamente e colocar o dedo na ferida, você vai descobrir que o fato de o homem se chocar com seus defeitos e imperfeições de forma tão terrível e adquirir sentimentos de culpa a esse respeito, do que mais se trata se não de um certo tipo de orgulho e presunção, de fingir ser mais do que ele é? Esse ser humano se vê como perfeito, ao invés de passar pelo esforço de se tornar perfeito. E perceber que ele não é perfeito é uma descoberta terrível que fere sua vaidade. Assim, ele não pode se tomar pelo que é naquele momento. Essa é a parte doentia disso. Se você usar seus sentimentos e depois pensar, meditar a respeito, você vai, desse modo, abrir novas portas. É sempre o “como”. Eu já disse isso antes. Claro, uma vez que for capaz de se ver com todas suas falhas, sem um sentimento de desarmonia ou resistência interna, como um observador objetivo poderia vê-lo, aí então, mas só então, você pode construir sua casa positiva.

Você deve construir sobre a fundação da verdade. Não há como construir sobre mentiras ou inverdades. Se você não se conhece, ou não quer se conhecer, ou se engana sobre si mesmo e sobre suas motivações, e se você não consegue se encarar como é, com facilidade, você constrói sobre inverdade. Mas encarar a si mesmo de uma maneira relaxada é humildade verdadeira, que coloca as forças benéficas em movimento, capacitando-o a mudar a partir do interior, e não superficialmente. Nesse caso existe construção, reconhecendo o ponto de virada e a essência de Deus que está contida na raiz que foi torcida por um erro. Isso deve ser imaginado e buscado. Quando eu falo repetidamente sobre essa perfeição, meus queridos, que vocês devem atingir, vocês vagamente pensam em conseguir essa perfeição através de influências ou experiências externas, isto é, conseguir alguma coisa que ainda não está em vocês. Mas isso não é assim! Ela está inativa dentro de vocês, escondida por trás de muitas camadas, como eu tenho dito freqüentemente. Ela está coberta pelo seu eu inferior, mas apenas coberta. A perfeição já existe dentro de vocês. Basta remover as camadas!

Para remover as camadas vocês precisam, antes, perceber que elas estão lá, e aceitar o fato de que elas são como são, e se manifestaram de uma determinada forma. Assim elas podem ser suficientemente diminuídas, para permitir a passagem para o eu superior, mesmo quando há bloqueios reais impedindo a passagem. Quanto vocês ficarem completamente conscientes de que a perfeição já está em vocês, irão achar mais fácil superar as dificuldades, e a imperfeição não os prenderá mais em correntes. Liberem essa perfeição, ela está dentro de vocês, escondida por trás de várias camadas, libertem-na. Uma vez que tiverem cristalizado o eu inferior, estendido diante de vocês como um corpo estranho, vocês podem começar a construir as formas positivas que querem realizar.

Vamos tomar o exemplo de alguém que luta contra o egoísmo. Essa é um defeito presente em algum grau, de alguma maneira ou forma na maioria dos seres humanos, mas cada um só tem uma porção dele. Quando, em sua meditação diária, vocês pensarem sobre as ações e reações relacionadas com esse defeito, vocês vão passar por fases, passo a passo. Primeiro mal conseguem perceber quando foram egoístas. Depois irão lembrar de acontecimentos, ainda mais quando pedirem para reconhecer a verdade e se abrirem para ela, quando antes não tinham consciência da tendência egoísta.


Depois disso virão o desconforto, o choque e uma forte consciência de culpa, ao lado da resistência contra o reconhecimento. Portanto, vocês devem primeiro lutar contra qualquer resistência que apareça, vencer e aceitar, por enquanto, que o seu egoísmo é um fato. Essa prática trará uma imensa força espiritual, que tem muitas bênçãos em seu rastro. Nesse momento, para avançar,vocês têm que atacar o problema a partir de vários lados. Isso requer que orem, pedindo energia e força de vontade para se verem como são. Requer meditação para se tornarem conscientes, lá no fundo, de quão pouca humildade existe quando vocês ficam tão exageradamente chocados a respeito de cada falha, de quanto orgulho e vaidade isso revela, e de como essa atitude de não serem capazes de se aceitarem como são nesse momento está distante da verdade. Também requer o desejo de enxergar as interligações com outros defeitos, etc.

Depois de um certo tempo, vocês ficarão familiarizados com esse seu lado até então desconhecido, com as correntes inconscientes. Com esforço contínuo, trabalho diário, meditação, oração e resoluções, vocês serão capazes de controlar suas ações e reações, de quebrar o padrão anterior. Aos poucos serão capazes de aplicar à vida cotidiana aquilo que reconheceram em seus momentos de recolhimento, e de agir de acordo. Por outro lado, nos momentos de recolhimento vocês irão perceber o progresso em suas ações, apesar de ser forçoso admitir que as emoções ainda não acompanham as atitudes, e o resultado é uma discrepância porque é mais fácil controlar ações do que emoções. Agora existe um perigo de encobrir suas reações emocionais, de se enganarem, até que elas estejam enterradas novamente no inconsciente.

Isso muito freqüentemente causa correntes emocionalmente doentias. O homem age corretamente, porque lhe ensinaram a distinguir o que é certo ou errado, sua consciência registrou isso, ou porque ele quer o reconhecimento e o amor de seus companheiros. Mas essas ações não estão embasadas nos sentimentos certos e, portanto, se tornam uma mentira. Mas não desistam.

Continuem a lutar com coragem pela sua verdade interior. Aí, então, serão capazes de impedir essas inversões. A discrepância entre a emoção errada e a ação correta irá desaparecer. Nessa fase, vocês irão perceber que é necessário muito mais trabalho espiritual para mudar as emoções, e vocês não se furtarão a esse trabalho pesado. Vocês irão construir, na meditação, as formas boas e corretas, ao se imaginarem livres do egoísmo (ou de alguma outra característica), ao sentirem a alegria de deixar os outros terem o que vocês sempre desejaram somente para si mesmos.

À medida que o tempo passa, essas formas ficarão poderosas. Elas irão cercá-los como árvores, enquanto o eu inferior se estende diante de vocês como um corpo estranho. A discrepância se torna mais aparente, mas vocês não irão ficar horrorizados cada vez que isso acontecer. Aos poucos, mas com certeza, as correntes erradas irão mudar, e as emoções irão verdadeiramente se adaptar às ações exteriores que já foram mudadas. Esse é o procedimento. Claro, sempre é mais cômodo não mexer em nada disso, porque incomoda olhar para si mesmo honestamente todos os dias. O homem é esperto quanto se trata de achar subterfúgios para explicar porque ele não quer ou não precisa disso ou daquilo. Ele tende a se agarrar ao que é mais fácil. Mas o que se ganha com facilidade não é tão precioso. Aquilo que é conquistado através da disciplina – que é um preço justo –traz uma felicidade maior e mais duradoura. Simplesmente não poderia ser de outro modo."

(O Guia. Palestra 7: Decida! Perfeição, Bem- aventurança, Medo, Problema.)

Me lembro até hoje de quando li essa pergunta e resposta pela primeira vez. Foi extremamente esclarecedor!!!

Esse tipo que o Guia chama de falso arrependimento existia de maneira muito forte em mim. Qualquer sentimento negativa fazia eu me sentir a pior das piores. E eu entrava na culpa e no ciclo improdutivo.

Eu realmente não percebia que isso também é vaidade. É uma espécie de vaidade porque é querer ser uma santa e se proibir de sentir coisas que todos os seres humanos sentem.

Esse tipo de culpa decorre da não aceitação do estagio atual em que se está. outra coisa bastante esclarecedora foi quando o Guia disse que a perfeição já existe dentro de nós. Mas existem camadas sobrepostas que a esconde.

Quando se percebe isso torna-se bem mais fácil não se culpar pelo "negativo" que existe em nós. Pois compreendemos que em essência todos somos perfeitos. e a medida que lidamos com essas camadas mais conseguimos expressar essa perfeição. E isso se torna um incentivo para lidar com elas.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Auto Confiança

"No curso desse trabalho que está realizando, você talvez tenha muitas vezes ponderado: “onde reside o meu eu real? O que é ele?” E você pensa a respeito dele como sendo algo remoto que só pode aparecer depois que procurar em lugares longínquos, espantado, imaginando que o seu ser real é algo completamente estranho e novo. Por isso, você tem um pouco de medo dele. Mas nada pode estar mais longe da verdade. Você conhece seu ser real. Não há necessidade de temê-lo, não há nada para temer. Ele não está longe - de fato, está bem perto, bem abaixo de seu nariz, melhor falando, só que na maior parte do tempo você não compreende nem reconhece isso.

Você não o usa e prefere expressar o outro ser ao qual já se habituou, mas que não é o seu eu real. Este ao qual está habituado consiste dos seus impulsos compulsivos que você inconscientemente pensa que deve expressar para ser feliz, ou apenas sobreviver. Qualquer coisa que venha desse nível não expressa seus sentimentos reais. Seus sentimentos reais vêm de seu ser real que está logo abaixo desse padrão de comportamento tenso, compulsivo e emocional. Uma vez que você pára de crer, como inconscientemente faz agora, que tal impulso compulsivo é necessário e, ao invés disso, utiliza seus sentimentos reais, sua natureza intuitiva irá emergir. Depois que algum trabalho construtivo estiver feito e alguns insights válidos forem obtidos, você automaticamente ficará consciente dessa corrente compulsiva e a sentirá distintamente quase como se fosse uma substância separada dentro de você. Assim, você irá compreender que todas suas imagens e concepções errôneas são produtos dessa corrente que eu já venho chamando de corrente de força. Ela é baseada num mal entendimento fundamental sobre a vida.

Para ter uma visão compreensiva sobre esse tópico, necessário que sejam repetidos certos aspectos que já foram discutidos anteriormente. Gostaria de mencionar que alguns de meus amigos já acharam dentro de si o que abordo aqui. Para eles minhas palavras não serão novidade, mas elas irão fortalecer seus achados, colocando-os em maior foco. Outros que ainda não identificaram tal corrente - ou o fizeram somente em pequenas áreas - e ainda não reconhecem o quanto esse aspecto é fundamental, podem ser ajudados por essas palavras a chegarem ao ponto tão necessário para obter liberdade, perder suas inibições e incertezas e deixarem o ser real emergir. Mas, novamente eu enfatizo que o mero conhecimento intelectual nunca trará liberdade.

O que causa todos os seus conflitos e desvios é o seu desejo de ser feliz ou ser amado. Ser amado é um requisito necessário para ser feliz, por isso constitui-se na maior parte de seus impulsos compulsivos. Há subdivisões tal como o desejo de ser aprovado e admirado. Esse pode tomar o lugar do seu desejo de ser amado, como pode também ser um fator adicional. Há também um segundo aspecto. A criança dentro de você acredita que somente pode ser feliz se tiver sua vontade satisfeita. Às vezes, isso simplesmente significa que sua vontade é ser amado e admirado. Em outras ocasiões, você pode sentir-se infeliz se as pessoas que lhe são caras possuem falhas ou se suas opiniões contradizem as suas, ou ainda se é proibido de alcançar determinada meta. A criança dentro de você pensa que isto impede sua felicidade.
Assim você emerge de sua infância com a convicção raramente consciente “Para que eu seja feliz minha vontade tem que ser satisfeita”. Enquanto você não reconhecer essa convicção inconsciente não poderá chegar à libertação desejada. Quanto mais seu intelecto conflitar com suas emoções escondidas, mais difícil será desenterrar esses conceitos errôneos de raízes profundas que criam uma corrente tensa - a corrente de força. Isto cria luta, tensão e ansiedade constantes. Quanto menos você tiver consciência disto, mais potente será tal corrente dentro de sua psique. Inconscientemente, você sente que satisfazer sua vontade é caso de vida ou morte. Não consegui-lo representa o abismo, mais satisfazer-se assinala aniquilação para você - inconscientemente, é claro. Esse medo é tão forte que freqüentemente você não admite nem para você mesmo que não satisfez a sua vontade: você tenta enganar-se, mas é baseado no conceito errôneo de que não receber o que você quer é sinônimo de terror, escuridão e infelicidade.
Simultaneamente, a parte evoluída da consciência já reconheceu que você não pode ter sempre o que deseja e isso cria um elemento adicional de conflito. Sua psique procurará maneiras de ultrapassar a ameaça de não satisfazer seu desejo. Como tais meios são procurados inconscientemente e não à luz da consciência, e como são procurados dentro do conceito errôneo de que satisfazer a vontade é o mesmo que felicidade, tais procuras inconscientes não são somente ineficientes mas trazem mais conflitos.

De um lado tais buscas interiores são direcionadas a obter preenchimento de outro lado você está constantemente temeroso em não o conseguir e, inconscientemente, esforça-se para esconder tal fracasso de si mesmo. Desta forma uma corrente é constituída indo em duas direções. Uma pede para você seguir em frente, tentando forçar a vida, pessoas e circunstâncias a cederem à sua vontade, para conquistar a realidade onde nada pode acontecer segundo seus desejos. Há várias maneiras onde você tenta fazê-lo. Freqüentemente, escolhe várias formas ao mesmo tempo, nunca reconhecendo que são mutuamente excludentes e que iriam contra seu objetivo, mesmo que fosse possível sempre obter o que quer. Por isso que freqüentemente você tem muitos menos do que a vida pode lhe dar, criando a situação absurda de que os meios utilizados para obter sempre o que quer, na verdade, são as causas que o levam a ter menos do que teria se não houvesse esse esforço. A segunda direção dessa corrente tem a ver com o seu medo de não ganhar o que você quer ou até a convicção de que você nunca irá obtê-lo, e isso lhe leva a adotar meios que são tão negativos e derrotistas que novamente você sabota o que comumente poderia ter.

Ambas as crenças subliminares de que você ou tem que obter sempre o que quer ou que nunca poderá tê-lo, bem como os vários meios, com os quais tenta forçar ou defender-se contra tais conclusões errôneas, são irreais. Todos os impulsos e forças que você emprega a seu serviço são conclusões igualmente irreais, imaginárias, ineficientes e danosas. Elas são camadas subrepostas que encobrem seu ser real. Seu ser real funciona em realidade. Não pode manifestar-se no mundo ilusório criado por você, num mundo baseado em crenças errôneas. Assim, toda vez que sua natureza intuitiva manifestou-se em sua vida e você experienciou uma certeza profunda e pacífica, naquele momento você deveria estar livre da sua corrente de força.

Seu verdadeiro ser e seus verdadeiros sentimentos são o mesmo que criação, Deus, vida, destino, a força da vida cósmica, a corrente da vida ou realidade. Na verdade você não é infeliz se não satisfaz sempre sua vontade, não é infeliz se todos não o amarem e admirarem, não é infeliz se os outros não concordarem sempre com você, ou têm falhas que você não pode tolerar. Nem é realidade que você nunca poderá obter o que realmente quer, que você nunca poderá ser amado ou respeitado, que a vida e o mundo é hostil e proíbem-no de usufruir do melhor que têm a oferecer. Você não precisa lutar. Nem precisa recuar para evitar os perigos da vida. Você não precisa suplicar, chorar, submeter-se e vender sua alma para obter o que quer, mesmo que, inconscientemente, o faça constantemente. Também, não precisa defender-se contra o fracasso constante - outro fato suposto que seu subconsciente geralmente acredita. Seu verdadeiro ser sabe disto tudo. Mas, enquanto você repetir sua luta inútil ele não pode evoluir. Em seu mundo de irrealidade, os impulsos não verdadeiros e irreais têm que funcionar. Eles não podem funcionar na realidade mais do que os sentimentos reais poderiam funcionar no mundo irreal.

É surpreendente que apesar disso tudo lhe falta confiança? Seu ser interior sabe perfeitamente bem que nesse nível você não pode confiar em si mesmo. Tal confiança não seria justificada porque essa camada sobreposta baseada em inverdades somente poderia levar-lhe a pseudo-soluções insatisfatórias. Somente quando você livrar-se da idéia de que sua vontade sempre tem que ser satisfeita para ser feliz é que você livrar-se-á da corrente “eu quero”. E somente quando isso se for você operará no nível que é real. Na realidade, você não fica infeliz por esperar ou ocasionalmente desistir. Essa infelicidade é uma ilusão. Se você estiver em harmonia com a corrente da vida entregando-se a ela, qualquer coisa que vier em sua direção lhe conduzirá suavemente à frente. Quando está em irrealidade, você conhece duas alternativas que são igualmente erradas. Uma é: “eu posso ser feliz somente se tudo ocorrer da maneira que quero e quando quero”. A outra alternativa é: “como eu já vi tantas vezes que não posso ter o que quero, eu nunca poderei tê-lo e por isso nunca poderei ser feliz”. Você opera no nível de ilusão e, onde há ilusão ou inverdade, tem que haver incerteza constante, bem como tensão, ansiedade, luta e dúvida. Algo dentro de você sente profundamente que não há nada firme para segurar-se. E de certa maneira, você tem razão. Enquanto você permanecer em ilusão, não poderá apoiar-se na realidade que é a única coisa firme. A única fortaleza é a verdade constantemente flexível da corrente da vida que é certamente independente de pequenos desejos."

(O Guia. Palestra77: Auto confiança sua verdadeira origem e o que a proíbe)

Essa palestra também esclareceu muita coisa em relação a mim. A minha auto confiança era péssima. Eu era muito insegura. Era algo extremo. O meu primeiro pensamento ao inciciar algo era o de que provavelmente não iria conseguir.

E ao ler essa palestra eu percebi que realmente não poderia ter auto-confiança. Eu achava que agir pelo o meu eu real era uma desvantagem. Então usava o outro eu. O eu da imagem idealizada. O eu que achava que as outras pessoas iriam gostar.

Porque? Como o Guia mesmo diz para conseguir o que queria. Para conseguir o amor das outras pessoas. Achava que se mostrasse meu eu real não iriam gostar de mim.

E eu achava que minha vida confirmava isso. Será? Depois de ler essa palestra me veio a pergunta: Quando foi que realmente mostrei o meu eu real?

A resposta é que foram poucas vezes. Só recentimente foi que eu comecei a mostra-lo. Eu não mostrava meu eu real. Eu mostrava o que eu achava que me daria aceitação das pessoas. E era exatamente isso que eu não conseguia. srsrsrs

Quando comecei a me aceitar mais e amostrar mais meu eu real o resultado foi que a aceitação exterior melhorou muito. E minha auto confiança também. Descobri que ninguém pode ter confiança quando baseia sua vida em algo que não é real.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

A Troca da Realidade pela fantasia

"Na fantasia você vive uma vida só sua, por trás de suas paredes de isolamento, e pode dirigir tudo da maneira como você preferir, sem interferência de outros e sem encontrar obstáculos. Assim, a fantasia parece mais desejável do que a vida. Mas quanto mais você viver nessas fantasias, menor será a possibilidade de você lidar com os obstáculos externos, e maior será o poder deles sobre você. No final, você passará a acreditar que a realização real é impossível, uma vez que você não pode dirigir as pessoas e as circunstâncias segundo a sua vontade. Esta visão negativa da realização é, com certeza, absolutamente falsa, já que a realização é possível, apesar de tudo não acontecer exatamente quando e como você deseja. Mas a realização é possível somente se você for flexível e fluir com a vida. Devido à convicção inconsciente de que na realidade a realização é impossível, você poderá se afastar completamente da vida e não mais tentar uma satisfação real de suas necessidades. A pseudo-realização precária, pelo menos é alguma coisa, e parece ser muito mais do que você é capaz de experimentar na realidade. Determine se isso é realmente uma verdade para você, e em que medida. Isto será tão benéfico, tão saudável!"
(O Guia. Palestra 98: Sonhando acordado")

Essa palestra foi realmente feita para mim. Eu já havia ouvido e lido que era preciso imaginar algo primeiro para depois aquilo se materializar. Mas eu achava isso besteira porque confundia isso com Sonhar acordado.

Uma coisa é imaginar algo e acreditar que isso é possível de ser feito. Outra coisa é substituir a fantasia pela vida real por achar que só é possível obter a realização na fantasia. Isso é sonhar acordado. E isso aconteceu comigo.

Houve uma epoca no colégio que eu não tinha amigos e era muito zoada. Por um tempo eu acreditei que não era possível para mim ter amigos. Então o que eu fazia? Sonhava acordada comigo tendo um monte amigos. E na vida real não dava um passo para me aproximar das pessoas. Porque?

Porque eu não acreditava que poderia conseguir isso na vida real. Então a aminha conclusão é que a imaginação ajuda sim, e muito. Mas não quando é utilizada como uma forma de fuga da realidade. E sim quando acreditamos que o imaginado e realmente possível e nos movemos para concretizar o que queremos.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Porque Vivências

Hoje darei um parênteses antes de continuar falando das minhas descobertas através das palestras. Vou falar um pouco sobre o titulo e dessa forma falarei também sobre o objetivo blog.

Bom, porque vivências? Não importa que tipo de ensinamento você leia entender teoricamente não é suficiente.

É preciso que o ensinamento realmente toque a sua alma. É preciso que você consiga sentir como esses ensinamentos se aplicam em sua vida.

Para que haja uma mudança verdadeira e profunda é preciso muito mais do que entender com o intelecto. Para que haja uma verdadeira mudança todos os niveis da personalidade devem ser incluídos. Inclusive as emoções e os sentimentos. Na verdade estou achando que eles são os principais.

Por isso vivencias. Apesar de eu colocar também coisas teroricas. Não se trata de teorias. Trata-se de mostrar como o pathwork tocou a minha alma.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Moralizando a si mesmo

"Qual o significado dessa moralização? De imediato, vocês poderiam dizer “Mas que mal há nisso? Não aprendemos dessa forma a distinguir o bom e certo, não apenas em religião, mas em todas as filosofias, a importância da bondade, da decência, da integridade? Não deveríamos seguir essas normas? Não precisamos delas? Sem elas, talvez não fôssemos pessoas tão boas.” É verdade, como eu já disse tantas vezes, que a humanidade ainda é muito subdesenvolvida para viver sem leis exteriores. Quando se trata de conduta e atos, essas leis servem de proteção, e representam uma necessidade. Mas é totalmente diferente esperar que vocês estejam totalmente livres de impulsos e emoções negativas, e que rejeitem a si mesmos por isso. Essa não-aceitação de si mesmos como ainda são leva a esconder aquilo que vocês não aprovam. E sempre que a crise traz esse aspecto para fora, vocês assumem uma atitude severa, rígida, moralizante consigo mesmos. Uma coisa é saber que algo está longe da perfeição. Outra coisa é proibir-se de sentir aquilo que não se pode evitar sentir naquele momento, e depois deixar de gostar de tudo que se é – o que acontece com tanta, tanta freqüência – mesmo que vocês não tenham consciência disso.

Enquanto a sua conduta “certa” for motivada por moralização rígida, com base no “bom ou mau”, a bondade ou integridade de vocês não é autêntica. Ela não deriva do entendimento natural e do crescimento interior, mas deriva do medo, do medo que vocês têm de si mesmos, de sua imperfeição. Portanto, essa “bondade” é falsa, não convence nem a vocês nem aos outros. É uma compulsão. E vocês não podem estar na realidade, pois a realidade não pode ser avaliada em termos de bom ou mau. Quando se deixa de lado, as questões muito flagrantes, as fronteiras são sutis, tênues, impossíveis de ser traçadas pelo juízo apressado em termos de bom ou mau. A verdade só pode ser encontrada no âmago de vocês, e não nas leis e normas rígidas que vocês tomam emprestado porque sondar a própria alma deixa vocês muito inseguros. Em vez disso, vocês adotam essas normas que já estão prontas e, no momento em que fazem isso, passam a moralizar.
Qualquer tipo de bondade resultante desse estado é sempre uma imitação pálida e superficial do real. É só por serem inseguros demais para confiar em si mesmos que vocês acham que precisam se guiar por normas e regulamentos. E como vocês fazem isso, não conseguem perder essa insegurança e, ao contrário, ficam cada vez mais inseguros. Isso acontece porque as normas e regulamentos, na maioria, são tão inadequados que não sobra nada em que vocês possam se apoiar. E aí está criado outro círculo vicioso."
(O Guia. Palestra 90: Moralização, reações desproporcionais, necessidades)

Destaquei aqui o trecho da palestra que fala sobre moralização. Como sei que muitos que lerão o blog não estão familiarizados com o pathwork vou esclarecer algo: Aqui o Guia se refere a uma moralização interna. Não está se referindo a dar lição de moral nos outros. srsrs. è mais sobre o que muitas vezes fazemos com nós mesmos.

Para esclarecer melhor vou dar o meu exemplo e já vou contando a minha vivência com essa palestra. Eu era uma dessas pessoas que achava que pessoas boas nunca tinham sentimentos negativos. Ou seja, pessoas boas nunca sentiam raiva, odio, despreso em nenhuma circunstancia.

Para mim pessoas boas eram sempre compreensivas, amorosoas. Bom daí já deu para vocês terem uma noção.

Mas nunca ter emoções negativas é impossível pois as emoções negativas também são partes do ser humano. Mas eu achava que não podia ter. Então exatamente como é dito no trecho dessa palestra toda vez que eu não conseguia reprimir e aparecia a raiva ou qualquer outra emoção considerada negativa. Eu me julgava severamente. E me achava péssima pois queria ser uma pessoa boa e pessoas boas não teriam sentimentos negativos. srsrs. E eu deixava de gostar de mim por completo.

Mas eu percebi que não se pode forçar um sentimento. O Guia tem razão quando tentamos forçar a bondade ela é falsa e nós acabamos desconfiando de nossa própria bondade. Pois até para nós mesmos não soa real, embora nós tentemos nos convencer que sim. srsrs

além do mais no momento que eu comecei a aceitar minhas emoções deixei de ser dominada por elas. Pois assim elas puderam sair do inconsciente e o que está no inconsciente nos domina.

Eu achava que se sentisse raiva sairia batendo em todo mundo. Mas ano passado eu senti e muito. E o que aconteceu foi que aquela raiva toda me empurrou para ação e eu fiz um blog. A raiva superou o medo que eu tinha de me expor. Então no final a raiva me ajudou. srsrs

Nesse momento eu entendi que o problema não é a emoção em si. E sim nossa atitude em relação a elas.

E no momento em que eu sou mais sincera com relação aos meus sentimentos pude ver a bondade real que habita em mim.

domingo, 17 de outubro de 2010

Imagens

"Meus queridos amigos, é importante perceber que cada personalidade, no curso da vida,
geralmente na mais tenra infância, forma certas impressões devido a fatores e influências do
ambiente ou a súbitas experiências inesperadas. Estas impressões ou atitudes são, geralmente,
conclusões formadas pela personalidade.

A maioria das vezes, são conclusões erradas. A pessoa vê e experimenta algo infeliz, uma das
inevitáveis durezas da vida e, então, generaliza devido a esses acontecimentos formando, assim,
certas idéias preconcebidas. As conclusões que podem ser formadas na infância não são elaboradas;
são mais aquilo que pode ser chamado reação emocional, atitudes generalizadas relativas à vida, em
um ou vários aspectos.

Não são, totalmente desprovidas de algum tipo de lógica, uma lógica própria, de um tipo
limitado e errôneo. E, à medida que os anos vão passando, estas conclusões e atitudes afundam
cada vez mais no inconsciente, moldando, até certo ponto, a vida da pessoa em questão.

Chamamos tal conclusão de IMAGEM, pois nós, espíritos, vemos o processo global do
pensamento como uma forma espiritual - ou uma imagem. Pode-se achar que é possível alguém ter
uma imagem positiva e saudável gravada na alma. Isto é verdadeiro apenas em parte porque, se
nenhuma imagem errônea foi produzida, todos os pensamentos e sentimentos estão flutuando, eles
são dinâmicos e relaxados, eles são flexíveis.
Vocês sabem que todo o universo é impregnado por forças, correntes e influxos divinos.
Pensamentos, sentimentos e atitudes que estão desconectados com uma imagem fluem
harmoniosamente com estas forças e correntes divinas adaptando-se espontaneamente, à
necessidade imediata e mudando de acordo com a necessidade do momento e da situação.

Mas as formas pensamento e sentimento que emanam das imagens errôneas são estáticas e
congestionadas. Não fluem de acordo com as circunstâncias e criam desordens. As correntes puras
que fluem através da alma humana ficam perturbadas e distorcidas. Estabelece-se um curto
circuito."
(O Guia. Palestra 38: Imagens)

Esse entendimento de imagens foi um crucial para mim. Porque ao ler essa palestra e ao procurar onde isso se encaixava na minha vida muitas coisas passaram a fazer sentido.

Uma das imagens que eu tinha era a da incapacidade. Eu me acha menos capaz que as outras pessoas e não era em uma coisa ou outra, era em tudo. Me sentia como se eu tivesse de me esforçar o triplo para chegar no mesmo resultado que outras pessoas chegavam sem tanto esforço.

E muitas vezes era isso que acontecia o que fortalecia a crença. Mas como é dito no próprio trecho as imagens acabam moldando a nossa vida.

E foi um alivio descobrir que a minha dificuldade em conseguir as coisas não era por eu ser incapaz. Mas por eu acreditar nisso e consequentimente irradiar essa energia. Quando essa crença começou a ser questionada, ela enfraqueceu. E isso bastou para eu me sentir diferente. Para eu me sentir um pouco mais livre.

E quando essa crença enfraqueceu eu fiquei mais tranquila e pude aproveitar melhor as oportunidades que surgiam.

sábado, 16 de outubro de 2010

Porque negligenciamos o lado emocional?

"No mundo dos sentimentos, vocês experimentam o bom e o mau, o feliz e o infeliz, o prazer
e a dor. Contrariamente ao registro mental, essa experiência emocional toca vocês de fato, pois a luta
do homem é primordialmente para alcançar a felicidade, e como as emoções imaturas levam à
infelicidade, a segunda meta passa a ser a luta para evitar a infelicidade. Isso cria a primeira
conclusão, principalmente inconsciente: “se eu não sentir, não vou ser infeliz.” Em outras palavras,
em vez de dar o passo corajoso e adequado de viver até o fim as emoções negativas e imaturas, a fim
de dar a elas a oportunidade de crescer e, assim, se tornarem maduras e construtivas, as emoções
infantis são suprimidas, retiradas da consciência e enterradas, de modo que permanecem
inadequadas e destrutivas, mesmo que a pessoa não esteja ciente de sua existência.


Situações infelizes existem na vida de toda criança; dor e decepção também. Quanto menos
essa dor e decepção forem uma experiência consciente e quanto mais fizerem parte de um quadro
vago e indistinto, que não se pode discernir com exatidão, não passando de algo cuja existência se
toma como certa, maior é o perigo de ser tomada uma resolução inconsciente: “não posso permitir-
me ter sentimentos, se quiser impedir a dor e a experiência da infelicidade.”

Já discutimos anteriormente por que essa conclusão, essa solução é errada. Mas posso
recapitular sucintamente: apesar de poder ser verdade que vocês embotam a capacidade de ter
experiência emocional, como acontece na anestesia e portanto não sentem a dor imediatamente,
também é verdade que vocês embotam a capacidade de sentir felicidade e prazer, enquanto, a longo
prazo, na realidade não evitam a temida infelicidade. Ou seja, a infelicidade que vocês parecem evitar
vem ao seu encontro de um modo diferente e indireto, muito mais doloroso. A amarga dor do
isolamento, da solidão, o torturante sentimento de ter atravessado a vida sem passar pelos altos e
baixos, sem se desenvolver até o máximo e o melhor possível, é o resultado dessa fuga acovardada,
dessa solução errada."
(O Guia, Palestra 89: O desenvolvimento emocional e sua função)

Essa palestra me fez abrir os olhos para muitas coisas. Durante muito tempo eu achei que a razão pela qual a minha vida estava tão insatisfatória eram as emoções. Eu culpei minhas emoções pelas situações desagradáveis da minha vida.

O que eu via era, por exemplo, que eu sabia a matéria de uma prova e o nervosismo me fazia ir mal nela. Que minha insegurança fazia com que fosse mal em coisas que eu sabia que poderia ir bem. Para mim eu não conseguia as coisas devido as minhas emoções e meus sentimentos.

E eu via que racionalmente eu sabia que não havia motivos para tamanha insegurança. Por isso achava que se conseguisse suprimir totalmente minhas emoções não seria infeliz.

E assim eu fiz. Eu reprimi o máximo possível. Estava convencida de que era o melhor a fazer. Mas na epoca eu não percebi que ao reprimir meus sentimentos eu não reprimia apenas os negativos. Reprimia os positivos também. Essa palestra me abriu os olhos para esse fato e eu finalmente compreendi o quanto eu perdia ao reprimir minhas emoções.

Quando comecei a não reprimir mais. Descobri que não era perigoso como eu pensava. Os sentimentos negativos vem. Mas se os observamos sem julgar. Sem dizer a nós mesmos que não deveríamos ter tais sentimentos. Eles se dissolvem. E no final só fica o que "pertence" ao nosso eu verdadeiro.

Reprimir as emoções e vida estagnada

"Quando os sentimentos não são vividos em sua plena intensidade e realidade, o fluxo de vida
interior fica necessariamente estagnado. A pessoa, em consequência, percebe que está
inexplicavelmente paralisada. Suas ações passam a ser ineficazes. A vida parece obstruir todas as
suas metas e desejos. Ela descobre que as portas estão fechadas para a concretização de seus
talentos, de suas necessidades, de si mesma. A chamada preguiça pode ser uma manifestação desse
fenômeno. A falta de criatividade é outra. Um sentimento de desespero generalizado, sem ser capaz
de defini-lo, pode ser outra. (Nesse último caso, a pessoa pode muitas vezes “usar” um fato ou
dificuldade atuais para explicar seu estado interior.) Um senso de futilidade e confusão com respeito
à vida e ao papel exercido nela envolvem a pessoa que resiste a viver até o fim os sentimentos que
abriga, e que continua abrigando porque se ilude com a premissa de que evitar os sentimentos é uma
forma de sofrer menos do que expor-se a eles. Há muitas outras manifestações, que já discuti muitas
vezes. A incapacidade de sentir prazer, de viver a vida plenamente, é um dos efeitos mais difundidos
e generalizados. E não existe outro meio de ficar vivo a não ser trilhar o caminho que indiquei tantas vezes."
(O Guia, Trecho da palestra 190 - A Importância de vivenciar todos os sentimentos)

Essa palestra foi uma das mais importantes para mim até o momento. Eu sempre tive forte tendência em reprimir meus sentimentos. primeiro que eu achava que pessoas boas não tinham sentimentos negativos. e eu queria muito ser boa. Segundo porque achava que se não reprimisse tais sentimentos ia sair fazendo um monte de besteira. Hoje vejo que não é bem assim.

Então como conseqüência de tal repressão aconteceu o que o Guia diz nesse trecho. A energia ficou bloqueada e não importava o que eu fizesse nada dava resultado. Eu achava que isso acontecia por eu ser menos capaz que as outras pessoas. Essa era uma crença muito forte em mim.

Mas depois de ler essa palestra essa crença perdeu a força. Pois finalmente eu havia encontrado outra explicação para as coisas estarem estagnadas na minha vida. Era apenas devido a extrema repressão dos meus sentimentos e não por eu ser incapaz. E isso foi um grande alivio pois nesse momento o que parecia insoluvel passou a ter solução.

E depois que a falsa crença de incapacidade enfraqueceu começaram a surgir oportunidades em minha vida.

Como Comecei

Olá a Todos,

Quando iniciei o meu processo de transformação eu sequer conseguia perceber o que estava acontecendo. A unica coisa que eu sabia é que algo não estava igual dentro de mim. Minha alma pedia e ansiava por uma mudança interior.

Quando essa ânsia ocorre vários podem ser os caminhos. Eu acredito que os caminhos variem de acordo com a necessidade da pessoa. Tenho percebido que muitas fontes dizem o mesmo em essência mas a maneira das coisas serem ditas é um pouco diferente. O que é ótimo porque essa variedade permiti que cada um encontre o melhor caminho para si.

No Momento o que mais está me ajudando na minha auto-transformação é o pathwork. No pathwork eu estou encontrando muitas respostas sobre os motivos de certas dificuldades em minha vida.

E eu estou com muita vontade de compartilhar as minhas descobertas com todas as pessoas que quiserem.

Então nesse blog eu postarei alguns trechos de palestras que foram cruciais para mim. E então direi como elas se encaixam na minha vida. Falarei sobre o novo entendimento sobre mim mesma e sobre a vida que adquiri.

Se você achar que meu novo entendimento serve a você use-o. Se achar que não descarte-o. Como eu disse no inicio cada pessoa tem suas necessidades e o direito de viver sua vida como quiser.

Sejam todos Bem- Vindos!!!