quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

A motivação vale mais do que o fato em si

 

Isabel

“Todo ser humano tem o desejo de lutar pela perfeição, pela capacidade de amar, pela verdadeira bondade, pela luz e pela verdade. Esse desejo vive na chama divina de todo ser. Mas esse desejo, em estado puro, nem sempre penetra em todas as camadas da imperfeição. É como se o sol brilhasse através de um vidro sujo e os raios saíssem pelo outro lado como sombras indistintas. É isso que acontece com o desejo de desenvolvimento.

No entanto, meus queridos amigos, muito à parte desse desejo do eu superior, o mesmo desejo de perfeição também vem do eu inferior. Isso acontece com todos os que entenderam que o egoísmo e as metas unicamente pessoais não acarretam muitos resultados desejáveis. Se vocês fossem satisfazer apenas as metas do eu inferior, como ele é em sua essência, vocês não despertariam simpatia, e sem dúvida não seriam amados nem admirados. Portanto, o desejo da bondade também é egoísta. É importante entender isso e admitir, no íntimo, que o desejo da bondade como tal não tem origem necessária e exclusivamente no eu superior. Esse é um problema que confunde muitos seres humanos. O único modo de ter clareza a esse respeito é tomar consciência das emoções, dos desejos e motivações; então vocês podem distinguir a motivação pura da motivação egoísta. Essa confusão às vezes é tão grande que muitas pessoas ficam em dúvida se devem procurar concretizar o desejo de bondade, principalmente depois de perceberem que motivações egoístas estão envolvidas. Certamente, vocês devem continuar a ter por meta o certo e o bom em vocês e em seus atos, mas sabendo muito bem até que ponto esse desejo é matizado pelo egoísmo. Muitas vezes esse conflito ainda não é consciente. Vocês sabem que, por um lado, querem o bom, o verdadeiro, o belo; mas existe também uma voz interior que fala com muita clareza e que vocês conhecem muito bem: "Será realmente bondade, pura bondade, puro altruísmo agir de uma determinada maneira?” Assim, vocês ficam confusos e incertos quanto à natureza boa de suas motivações.

Apenas os muito cegos, os seres humanos que espiritualmente ainda são bebês, buscam objetivos egoístas e acreditam que tais objetivos egoístas servirão a suas finalidades. Quem já superou essa infância espiritual sabe muito bem que atingir os próprios fins muitas vezes traz mais desvantagens do que resistir a esses impulsos egoístas. A essa altura, a entidade já superou o estágio mais primitivo, mas ainda não alcançou a etapa em que o desejo do egoísmo é emocionalmente superado. Essa é a etapa em que a maioria de vocês se encontra, e é exatamente essa luta que estão travando agora. O primeiro passo é sempre reconhecer o significado dos seus diversos desejos, motivações e sentimentos. Daí por diante, o caminho é mais suave. Reconheçam quando seu desejo de bondade vem da sua centelha divina e quando não vem. Tendo clareza sobre esse ponto, vocês  a maioria de vocês se encontra, e é exatamente essa luta que estão travando agora. O primeiro passo é sempre reconhecer o significado dos seus diversos desejos, motivações e sentimentos. Daí por diante, o caminho é mais suave. Reconheçam quando seu desejo de bondade vem da sua centelha divina e quando não vem. Tendo clareza sobre esse ponto, vocês terão dado mais um passo no autoconhecimento; além disso, esse conhecimento, mesmo não sendo de forma alguma lisonjeiro ou agradável, aumenta a paz de espírito – pelo menos a partir do momento em que vocês aceitam plenamente a idéia de que o egoísmo ocupa um lugar maior dentro de vocês do que estavam dispostos a admitir anteriormente. Quando vocês admitirem esse fato e descerem do pedestal onde querem ser mais perfeitos do que são agora, vocês começarão a encarar a si mesmos na verdadeira acepção da palavra. Isso é saudável, e a saúde – emocional ou não – terá um efeito muito bom sobre vocês. É a verdade, e a verdade é sempre saudável e calmante para quem tomou a decisão de não mais lutar contra ela.”

( O Guia. Palestra 47: A PAREDE INTERIOR)

Quando eu iniciei o meu trabalho de auto-conhecimento não demorou muito para eu descobrir uma coisa: É muito mais importante a motivação do ato so que o ato em si. Como é dito no trecho acima da palestra até mesmo uma atitude “boa” pode ter motivos egoístas ocultos. E quando isso acontece o resultado acaba não deixando a pessoa satisfeita.

Pela minha própria experiência eu não acho que isso aconteça por um castigo de Deus por ainda termos um certo egoísmo dentro de nós. Não. A questão toda está na expectativa dessa parte egoísta, que sempre espera algo em troca, e chega até, a exigir algo em troca. E se revolta toda a vez que não recebe o que acredita merecer.

Mas quando a motivação provem do eu superior, do aspecto mais elevado do ser, então sentimos prazer e satisfação pelo simples fato de termos ajudado alguém.  Pela simples satisfação de termos contibuido com algo. De nossas ações terem tido um efeito benéfico para as pessoas ao nosso redor. Essa é uma atitude interior completamente diferente der tentar barganhar o amor dos outros.

Eu assumo que eu já barganhei muito mas quando tomei consciência disso a minha atitude interior começou a mudar aos poucos. Agora essa atitude, apesar de ainda acontecer as vezes, está menos freqüente. E eu percebo que os resultados são muito melhores do que quando a motivação é egoísta. Então eu descobri que a motivação afeta mais no resultado do que o fato em si.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Porque o pathwork se centra no aspecto psicológico?

psicologico

 

“PERGUNTA: Assim como a abordagem psicológica, não é verdade que orar e voltar-se para Deus, pedindo ajuda, é um grande auxílio para nós?


RESPOSTA: A abordagem psicológica é, na verdade, a oração em ação. Se você analisar o que realmente acontece, verá que em todas as distorções que você descobre, reconhece e entende – sem lições de moral – você faz o melhor para se purificar. Como mencionado em algumas palestras recentes, a chamada abordagem psicológica não entra em contradição com a abordagem espiritual. Naturalmente, a oração ajuda e deve ser recomendada. Mas quero fazer mais por vocês além de defender a oração. E vocês precisam fazer mais do que apenas orar pedindo ajuda. Precisam observar a sua atitude quando oram. Trata-se de algo muito profundo e sutil. Se vocês oram e descobrem a atitude oculta de que esperam que Deus aja por vocês, a sua abordagem não é apenas não construtiva, mas também indica uma atitude errada, profundamente arraigada, em relação à vida e o papel de vocês na vida. Se vocês oram para pedir ajuda, mas sabendo plenamente que a ação cabe a vocês, que precisam encarar e finalmente mudar, por causa do entendimento completo, que precisam querer enxergar a verdade, que isso depende dos seus esforços e da sua disposição, nesse caso a oração é muito proveitosa. Existe uma tênue diferença entre essa atitude correta e saudável e a idéia de que vocês vão ficar esperando que Deus lhe dê seja o que for. Esse último tipo de oração não traz benefício nenhum.


PERGUNTA: Mas a abordagem espiritual que você ensinou e que acrescenta tanto à abordagem psicanalítica – como fica?


RESPOSTA: Eu já expus plenamente nas últimas palestras por que é saudável e bom para vocês, nessa etapa específica do seu desenvolvimento, dar menos ênfase à chamada abordagem espiritual e mais ênfase à chamada abordagem psicológica. Para nós, é tudo uma só coisa. São apenas diferentes facetas, aspectos, e abordagens que levam ao mesmo fim. A ênfase no espiritual, mantida por muito tempo em detrimento do autoconhecimento, leva ao escapismo e à falsa religião de que falei recentemente. Leva ao conceito errado de Deus. Se vocês relerem esta palestra, vão entender o que quero dizer. A idéia de que vocês negligenciam Deus pelo fato de não discuti-Lo, a idéia de que voltar a atenção para as distorções para poder mudar afastariam vocês da espiritualidade é, naturalmente, completamente inverídica. Basta usar o bom senso para ver isso. Se existirem essas idéias vagas, pode ser medo de descobrir e mudar o que quer permanecer oculto. Pode ser a expressão de uma esperança infantil de que, por falar sobre Deus e o mundo dos espíritos e suas leis, vocês vão conseguir mudar sem dor nem desconforto. Isso não pode ser feito, é claro. Mais conhecimento intelectual sobre fatores espirituais não induz a mudança interior. Mas o que vocês

todos estão fazendo agora neste caminho fatalmente acarretará uma mudança interior que vai levar vocês para mais perto da verdadeira espiritualidade do que todas as palavras que vocês ouvirem no mundo, por mais verdadeiras e belas que sejam. A crença exterior é uma coisa; a capacidade interior de vivenciar essas crenças é uma questão totalmente diferente. Leva muito mais tempo, exige muito mais esforço e dor conseguir a segunda capacidade que mencionei. Infelizmente, isso é muito deixado de lado por todas as denominações e sociedades religiosas. Elas ainda lidam com o mero processo mental, que muitas vezes entra em contradição e conflito com a verdadeira vida interior, a vida das emoções.
Que todos vocês, que cada um de vocês encontre na palestra de hoje alguma coisa que traga um pouco mais de luz e ajuda para o seu trabalho, um pouco mais de incentivo, de esperança, de força, de impulso interior, sem tensão nem ansiedade, para que vocês se libertem da sua escravidão, para que se tornem íntegros em vez de divididos. Vão em paz, meus queridos, por essa gloriosa estrada do autoconhecimento e da liberdade. Sejam abençoados, fiquem com Deus!”

(O Guia. Palestra 92: NECESSIDADES REPRIMIDAS, RENUNCIANDO ÀS NECESSIDADES CEGAS, REAÇÕES PRIMÁRIAS E SECUNDÁRIAS).

Bom apesar da ,palestra falar sobre necessidades eu peguei um trecho que o assunto é outro. Porque no momento foi essa parte que me chamou mais atenção.

Eu concordo com tudo o que o Guia falou a esse respeito. Apesar de eu saber que é útil e ajuda algumas pessoas. Eu nunca gostei muito de religiões. Para mim não fazia o menor sentido simplesmente pedir algo a Deus. e depois deitar na cama e esperar. srsrsrs. é claro que nem todos os religiosos agem assim. Mas eu encontrei vários com esse tipo de atitude. E essa foi uma das coisas que me afastou da religião.

O que o pathwork diz é muito mais sensato. Já que não é Deus quem nos impede de conseguir as coisas. Somos nos mesmos. Principalmente por conta das falsas crenças que temos e que nos faz atingir de uma maneira inadequada para a realização de nossos objetivos. Então são essas crenças que devemos apurar. E não apenas fazer meditações ou orar.

O pathwork é bem claro quanto a isso, por isso eu amei o Método!!!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Selo de Qualidade

selo2

Estou muito feliz pois acabo de receber uma homenagem. Um selo de qualidade. Apesar desse blog não ter como objetivo a busca do reconhecimento. E sempre agradável quando esse reconhecimento ocorre. Esse blog é relativamente novo e não espera conseguir 38 seguidores em tão pouco tempo.srsrsrs. Sim, é pouco mas já é mais do que eu esperava.

Esse blog assim como um outro de poesias que eu tenho me dá sensação de que eu posso contribuir para algo. E isso é algo muito legal e que tive muito pouco em minha vida até o momento.

Bem seguindo as regras indicarei alguns blogs.

O da minha amiga Atena, que eu adoro e é um tesoura para quem quer se conhece mais: http://expandiraconsciencia.blogspot.com/

O blog da minha amiga Aline. Que também considero muito bom para o auto-conhecimento: http://novasenergiasexuais.blogspot.com/

Esse é outro blog que possui informações super legais: http://consciencianarealidade.blogspot.com/

Esse também é muito legal: http://grazidavanso.blogspot.com/

Esses são alguns dos blogs que eu mais gosto. srsrsr. Não conheço tanto blog assim por isso não indiquei 10. Agora vejamos 10 coisas sobre mim.

1) Sempre fui uma pessoa reservada e não me abro facilmente. Agora que estou conseguindo me abrir mais com alguns amigos.

2) Era o tipo de aluna que os colegas costumavam chamar de Nerd e CDF no colégio. A Verdade é que apesar de gostar de estudar os estudos também eram minha figa.

3) Tinha um medo enorme de sentir. Achava que eram os sentimentos e as emoções que estragavam minha vida.

4) Hoje tenho um blog de poesias. A ironia é que alguns anos atrás eu detestava poemas. Achava que não levava jeito para isso.

5) Vivi a maior parte da minha vida com um intenso sentimento de incapacidade. E foi só depois que entrei em um caminho de auto conhecimento que esse sentimento começou a mudar

6) Sempre tive a tendência de observar muito e vivenciar pouco. Agora estou me arriscando a sair do campo teórico e viver mais.

7) Tinha muito medo da critica. por isso jamais imaginei que teria dois blogs.

8) Meus blogs fazem eu me sentir mais próxima de mim mesma

9) Meus blogs  me ajudam a entrar em contato com meus sentimentos

10) eus blogs me fizeram perceber que não sou tão diferente como pensava.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Luta Doentia

MOA_CO~1 “Quando o homem não gosta de alguns de seus sentimentos e atitudes, ou até mesmo tem medo deles, bloqueia a consciência deles. Isso significa represar a corrente que deveria fluir livremente. A idéia essencial dessa analogia com a corrente não é nova, naturalmente. Mas é preciso encontrar sempre novos enfoques e representações simbólicas para vocês poderem de fato visualizar o dano causado pela repressão. Você precisam de novos incentivos para adquirirem sempre nova inspiração para eliminar os bloqueios e barreiras. Portanto, meus amigos, procurem efetivamente visualizar cada sentimento, cada emoção, cada atitude interior, cada resposta como uma corrente. Se vocês represarem a corrente, o que acontece? É possível represar um rio ou uma corrente. A água flui até a represa e aí interrompe seu curso, deixando de fluir depois da represa. Mas quanto mais água se acumular por trás da represa, maior será a energia da água acumulada, até que ela explode a represa, transborda e destrói não só a represa mas toda a vegetação e as estruturas ao longo de seu caminho. Não é necessário destruir a represa ou barreira de maneira tão violenta. A represa não precisa ser construída. Mas já que ela foi, precisa ser eliminada. Vocês podem se esforçar para elimina-lá de forma gradual e sistemática. Esse é o processo consciente do auto-exame. Esperar até a natureza agir – contra a vontade de vocês, por assim dizer – significa que a barreira será arrastada pela força das águas. Quando a vida é dura com vocês, quando as atitudes destrutivas acumuladas cujas origens estão por trás da barreira finalmente extravasam, o homem passa por crises e colapsos de diversos tipos e graus.

Quando o rio não é represado, a sujeira e os resíduos que ele contém sobem espontaneamente à superfície, sendo assim eliminados. A água que se regenera sempre, em sua pureza e frescura, finalmente tem forças para livrar o rio dos destroços de um naufrágio. Não é assim que acontece na natureza? O mesmo se aplica às correntes da alma de vocês. Se vocês temerem os destroços das mágoas passadas e as conseqüentes atitudes destrutivas, vocês simplesmente os acumulam por trás da barreira, e eles vão fatalmente inundar vocês no dia em que vocês não conseguirem controlar o que acontece. Mas não haverá nada a temer se vocês simplesmente deixarem que esses destroços subam à superfície. É por isso que, quando vocês começam a eliminar os bloqueios, percebem a princípio principalmente emoções negativas, nunca sentidas conscientemente antes. A tentação é voltar a colocar um ferrolho nelas. Cuidado com essa tentação. No devido tempo, esses primeiros sentimentos serão seguidos por sentimentos positivos, generosos, amorosos, altruístas, calorosos. Os sentimentos negativos deixarão de ser prejudiciais para vocês, por causa da conscientização. O fato de não querer vê-lós não faz com que eles deixem de existir.

Quando vocês lutam contra a insegurança interior negando sua existência, ela cresce por trás da represa, como águas contidas. Enquanto houver a represa, vocês sentirão um vago desconforto que não conseguem identificar. Sentem-se inibidos, sem entender por quê. Percebem que deixam de utilizar alguns dos seus melhores potenciais. Mas em geral não conseguem entender a situação, nem percebem toda a intensidade da insegurança, que se torna maior simplesmente pelo fato de se avolumar por trás da barreira. Um dia o limite é ultrapassado, e isso acontece na forma de algum acontecimento exterior que inunda vocês com todo o desespero da impotência e da insegurança que vocês jamais ousaram encarar. Ou seja, ao lutar contra a insegurança interior, vocês só fazem aumenta-lá. Ao negar sua existência, ela fica maior e mais forte do que ficaria se não fosse essa negativa. O mesmo se aplica a qualquer outra emoção ou atitude. Medo, dúvida, hostilidade, seja o que for, o princípio é o mesmo. É necessariamente o mesmo. As leis naturais da criação aplicam-se igualmente a toda a todas as fontes e origens da criação, sejam os rios materiais ou os rios e as correntes de sentimentos..

Não é muito mais sensato e benéfico começar a eliminar a barreira? Esperar até a natureza agir, esperar que ela derrube tudo sem a intervenção de vocês, deixa vocês impotentes. Os sentimentos vão extravasar, e vocês não vão entender o significado e a importância deles, porque o ímpeto acumulado fica forte demais. Não esperem isso acontecer. É muito freqüente o homem esperar até surgir uma crise em sua vida para refletir sobre si mesmo.

Neste trabalho, nosso objetivo é evitar a luta vã, é eliminar a barreira antes que ela mesma se destrua, permitir que o fluxo traga à tona o que contém, ver e encarar os sentimentos que vocês prefeririam não enxergar: as dúvidas, a agressão, a inveja, a possessividade, o auto centrismo, a presunção – em resumo, tudo aquilo de vocês que representa a criança, a criança ferida.””

( O Guia. Palestra 114: LUTA – SAUDÁVEL E DOENTIA)

Eu adorei essa parte da palestra. Porque o Guia fala exatamente da luta doentia que eu costumava ter. A luta contra meus sentimentos. É bem diferente deixar que os sentimentos vejam a consciência e lutar contra eles. Na luta você se proíbe você~e se culpa por ter determinados sentimentos. E essa culpa é tão grande que acabamos por esconder esses sentimentos de nós mesmos. mas os sentimentos não crescem se não trabalharmos com eles. E isso é impossível de ser feito se os escondemos de nós mesmos.

Ter consciência de um sentimento é admitir que ele existe. E mesmo quase ele for negativo não nos culparmos por ter tais sentimentos.  Assim poderemos nos compreender. E quando os sentimentos são compreendidos. Ocorre uma alquimia. Eles mudam. Eles amadurecem e deixam de nos prejudicar.

Mas quando os escondemos atrás de um barreira eles agem da forma imatura pois são impedidos de amadurecer. E acabam atrapalhando nossa vida. Quanto menos consciência temos de um sentimento mais destrutivos eles se tornam.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Admitir Possibilidades

possibilades

“Saudações, meus caros amigos. As bênçãos divinas que fluem na atmosfera, à sua volta e em seu interior, representam uma poderosa força à disposição de quem estiver aberto e receptivo a ela.


O autoconhecimento implica a percepção dessa força universal e cósmica sempre presente. A tragédia do homem está em alijar-se desse poder, em esquecer ou ignorar que ele existe. Pois saber da sua existência é um dos requisitos para torná-lo disponível. No entanto, quando o homem entra na esfera em que essa energia está ao seu alcance, ele enfrenta a dificuldade de não reconhecer aquilo que ele não viveu. Portanto, para vencer a distância entre a experiência anterior e o poder disponível, é preciso admitir uma nova possibilidade. Essa é sempre a atitude inteligente a cada passo no rumo da diversificação, seja na ciência ou em qualquer outra percepção da verdade. Em geral, porém, o ser humano não está pronto para assim proceder, pois acredita, erradamente, que precisa ter opiniões definidas. Ele oscila a todo o tempo entre um "sim" absoluto e um “não” absoluto. Nenhuma descoberta é possível com esse tipo de atitude. A postura, na realidade, deve ser: “É possível? Poderia ser? Analisarei e considerarei a possibilidade honesta e sinceramente, sem poupar qualquer esforço que venha a ser necessário, em qualquer sentido.”

Essa pode parecer uma tarefa fácil, meus amigos. Contudo, por mais simples que realmente seja, faz parte das peculiaridades do ser humano achar extremamente difícil adotar esta postura. Portanto, um dos empecilhos para a liberação desse poder universal está na incapacidade de questionar séria e abertamente uma nova verdade e abrir-se a ela, por mais revolucionária que seja, dentro de uma nova perspectiva que parece se contrapor a convicções e experiências anteriores.

O obstáculo colocado pela negação de um fato imediatamente disponível, por culpa da falta de abertura que nos permita olhar sem idéias preconcebidas, não é nunca resultado apenas de “nunca se ter pensado no assunto”. Quando este é o caso, a pessoa adota instantaneamente esta postura aberta assim que se apresente a oportunidade em sua vida—o que sempre ocorre, repetidamente. A recusa rígida em examinar e considerar, o apego a opiniões que muitas vezes nem são baseadas em experiências reais mas em meros boatos e rumores, é sempre resultado do medo que as pessoas têm de olhar para si.

Outro grande obstáculo ao autoconhecimento é que o ser humano abriga atitudes, opiniões, pensamentos e sentimentos inconscientes que contradizem completamente suas atitudes, opiniões, pensamentos e sentimentos conscientes. Esta discrepância representa um bloqueio de grandes proporções, pois os materiais, inconscientemente mantidos, acobertam e obstruem a força cósmica. A mente acredita ser sua função impedir a entrada desse material, portanto ela não pode relaxar nem adotar uma postura flexível e destemida, essencial para entrar em sintonia com a força cósmica. Portanto, a incursão pelo inconsciente humano é absolutamente necessária para que o ser humano possa perceber o poder que tem dentro de si. Cada conceito falso, cada conclusão errada, cada opinião equivocada, cada postura destrutiva, cada emoção negativa se interpõe diretamente no caminho da percepção desse poder.

Tudo isso vocês sabem, e nós, em nosso caminho, trabalhamos de forma diligente. Contudo, por mais empenhados que estejam no trabalho, é comum vocês perderem a perspectiva do objetivo e da importância do autoconhecimento. Como já disse, autoconhecimento significa usar o poder que se tem. E esse poder é imenso, meus amigos.
Esse poder é duplo. É uma energia, uma força cósmica tão revitalizante e tão infinita, tão perene, tão auto-perpetuadora em sua dinâmica e em sua vitalidade que não se pode nem sonhar o efeito que pode ter sobre o indivíduo. A vida muda como um todo, drasticamente, quando essa energia se torna disponível—não são mudanças pontuais decorrentes da abertura ao poder, mas alterações permanentes, decorrentes de uma mudança de personalidade, que não mais cultiva posturas que obstruam o poder. Essa energia funciona de acordo com uma lei interna. Como vocês sabem, ela é totalmente impessoal. Quando prevalecem condições compatíveis com ela, seu fluxo corre sem impedimentos. Quando as condições são incompatíveis, o fluxo é interrompido. Dependendo da forma pela qual ocorre o desbloqueio, ela voltará a fluir, geralmente de uma forma inesperada pelo ser humano. Tudo ocorre de acordo com leis imutáveis, impessoais, internas.”

(O Guia. Palestra 151: INTENSIDADE: UM OBSTÁCULO PARA A AUTO-REALIZAÇÃO)

 

Apesar da paslestras falar sobre a intensidade. Eu não peguei essa parte da palestra. Peguei mais a introdução. POis nesse momento foi essa parte que me chamou mais atenção e me tocou mais. E eu sempre escolho o que me toca mais para comentar.

Eu simplismente adorei essa coisa de começar apenas admitindo a possibilidade. Todo o material espiritual que eu lia dizia que a fé é imprecindível. Que voc|ê você precisa ascreditar em algo para ele acontecer. Acontece que na maior parte das vezes eu não conseguia e ainda não consigo ter a tal fé inabalavél.  Então eu achava que tudo estava perdido para mim já que não conseguia ter tamanha certeza.

Então encontrei o pathwork.E nele eu li que não precisava com a fé inabalavel. Bastava assumir a possibilidade. Não só em relação a espiritualidade mas a qualquer coisa.

Por exemplo eu não acreditiva que poderia ter amigos. Então eu não passei no dia seguinte a ter certeza de que teria amigos. Eu apenas questionei a crença. Eu só comecei a questionar: Será que não posso estar enganada a respeito? Será mesmo que todos vão me ver como meus antigos colegas de escola me viam? Será que esses proprios colegas não teriam amadurecido e não me veriam diferente hoje? O simples questionamente da crença fez ela perder a força. Fez com que eu começasse a me abrir mais e fez com que eu me relacionasse mais.

Fazer isso retirou a pressão do “eu tenho de ter fé” e paradoxalmente isso aumentou a minha fé. Justamente porque eu parei de tentar força-la ela apareceu naturalmente.

Hoje quando eu fico pessimista em relação a algo. Eu não me forço a acreditar que vai dar certo. Eu simplesmente questiono:”Talvez eu esteja errada, pode dar certo afinal.” Eu admito a possibilidade de dar certo ao inves de ver o fracasso como fato.

E essa tatica é algo que está dando muito certo para mim. Muito mais do quer tentar me forçar a ter fé.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Sobre a Mudança

mudança 2

 

“Qual é o plano? É de fato permitir que a substância divina se infiltre em tudo que existe. E essa substância nunca é estática. Ela contém ilimitadas possibilidades de ser, de expressão, de manifestação criativa, em formas literalmente ilimitadas de alegria, de êxtase, de sabedoria – a tal ponto que a linguagem humana é incapaz de retratar. Sempre que esse movimento é interrompido, ocorre uma parada da consciência e da energia.

No nível humano de desenvolvimento, por exemplo, essa parada se manifesta na morte. Mas é apenas uma parada. A consciência e a energia são retomadas, por assim dizer, em outro nível. Assim como acontece quando vocês dormem, há uma parada da consciência em um nível, porém a consciência continua em outro nível. Portanto, a parada é tão ilusória – ocorre somente no plano manifesto – quanto o medo do movimento.

O movimento para a expansão implica a disposição em mudar. E este é exatamente o nosso foco neste momento específico do caminho de vocês. Vocês todos sabem que existe um contra-movimento na alma humana, que é o medo da mudança. Muitos de vocês conseguem identificar perfeitamente o medo da mudança. E eu lhes digo que é igualmente importante identificar o movimento mais profundo, a expressão mais profunda da alma de vocês, que caminha constantemente para a mudança. A auto-expressão mais plena significa mudança. Se não houver mudança, não pode haver auto-expressão.

Vamos falar primeiro do plano puramente físico, para demonstrar esse princípio. Um organismo físico passa constantemente por fases e períodos de mudança. Tal mudança pode a princípio ser tão sutil e gradual que quase não é percebida, mas cumulativamente ela se torna bastante perceptível. Basta pensar na mudança radical do bebê que se torna uma criança, depois um adolescente, depois um adulto. Pensem como os órgãos físicos, o corpo, toda a aparência muda no decorrer dos anos, da fase de bebê à infância, daí à adolescência, depois à idade adulta e à velhice, quando ocorre uma nova metamorfose. Esta já está além da visão humana.

Portanto, existem ciclos de mudança que, se forem contidos, resultam em atrofia e finalmente em morte. Vamos supor que vocês coloquem um organismo humano num espaço tão restrito que seus movimentos naturais fiquem prejudicados. É muito fácil imaginar como isso afetaria o organismo. Seria um processo contrário à vida.

Não é diferente com o organismo psíquico, o organismo espiritual, o organismo mental e emocional. No entanto, a consciência humana criou uma imagem de massa de origem muito antiga, tão profundamente arraigada na psique humana que ela ainda precisa ser erradicada. Essa imagem de massa diz que a mudança deve ser temida. Essa imagem cria uma condição na psique humana que se assemelha a uma restrição física que impede a expansão natural do organismo humano. O espaço fornecido pela imagem é tão escasso que esse movimento expansionista natural não pode ocorrer.

A crença que essa imagem de massa perpetua é que apenas a situação imutável é segura. Ora, meus amigos, essa imagem de massa é extremamente forte e de significado e efeito tão profundos que ela é, de fato, responsável pela criação da morte. Pois vocês não podem viver a vida de nenhuma outra maneira se não de acordo com a sua convicção. Eu já mencionei isso muitas, muitas vezes ao longo desses nossos anos de contato. Mas esse princípio ainda é, em grande parte, deixado de lado. Ainda existe a tendência a ver o mundo ao contrário ou de cabeça para baixo. Vocês, equivocadamente, tomam determinados fenômenos como se fossem inevitáveis, e vêem como causa aquilo que na verdade é o efeito. Em outras palavras, vocês vêem a morte -- uma aparição desconhecida, um fenômeno desconhecido – e concluem que o seu medo da mudança é resultado desse fenômeno desconhecido. Na realidade, o medo que vocês têm da morte é o efeito da crença de que a mudança leva ao desconhecido e, portanto, deve ser temida. O desconhecido é visto exclusivamente como algo negativo e temível.

Se acreditarem que a mudança é temível, vocês vão atrofiar a musculatura espiritual e psíquica do seu organismo e se travar num estado de não movimento e não expansão, no qual dificilmente respiram, para não permitir que ocorra uma mudança. E esta é literalmente, em graus que variam um pouco, a condição humana. Portanto, é extremamente importante que vocês, meus amigos, que são os pioneiros da nova era, criem em si mesmos a nova consciência que não teme a mudança, que confiança na mudança como um fenômeno totalmente natural e desejável.

Se examinarem a sua consciência, vocês sempre encontrarão, de uma forma ou de outra, uma reação cega que expressa a crença de que vocês não devem se movimentar para não se colocarem em perigo. A confiança na vida é exatamente o oposto. Vocês precisam começar, de maneira propositada, intencional e consciente, a conceber a mudança como um movimento desejável e jubiloso, no qual vocês reivindicam nova concretização de experiência jubilosa. Eu gostaria que vocês se lembrassem dessas palavras e as gravassem indelevelmente na substância da alma. Dessa forma, vocês deixarão de deter o movimento natural de seguir a sua auto-expressão mais plena, caminhando para mais unidade interior, mais paz, mais serenidade, mais alegria, mais criatividade, mais completude.”

(O Guia. Palestra 230: A UNIVERSALIDADE DA MUDANÇA – PROCESSO REENCARNATÓRIO NUMA MESMA VIDA)

Essa foi outra palestra que eu amei!!!  A Grande maioria das pessoas se não todas temem a mudança. Eu mesma já temi. Acho que ainda temo um pouco porém com menos intensidade.

E agora estou aprendendo exatamente o que é dito nesse trecho da palestra. A mudança é algo natural. O não natural é se manter estático. A mudança ocorre em todos os níveis, não só no físico. Não seria natural se eu , agora, com 27 anos, pensasse igual , sentisse igual do que quando tinha 7 anos.  O natural é a pessoa amadurecer com o tempo e as experiências da vida.

pelo o que percebo a mudança não é difícil em si mesma. O que a torna difícil é a nossa resistência a ela. Tenho notado que as mudanças normalmente são boas. Mesmo que hajam períodos um tanto desagradáveis o resultado final acaba sendo positivo. E a resistência a mudança introduz uma dificuldade que não precisaria haver. Nem sempre eu consigo fazer isso mas o fato ´é que se você aceita a mudança  ela passa a não ser tão difícil.

domingo, 28 de novembro de 2010

O Proposito da Anestesia da Consciência

 

anestesia

“Antes de o eu espiritual tomar posse do corpo humano no processo de nascimento, a entidade já está em estado de sono, anestesiada, não consciente. Quando ocorre o nascimento, há um despertar em grau muito reduzido – ou seja, em relação ao estado real. A parte limitada da entidade que toma posse do corpo do bebê desperta até certo ponto, até o ponto de um determinado funcionamento físico, de sensações físicas e de algumas funções muito limitadas de percepção e consciência, mas que não podem ser adequadamente avaliadas, interpretadas, assimiladas. Isso acontece mais tarde. Assim, o estado de consciência após o nascimento é maior em comparação com o estado anterior ao nascimento, mas ainda se trata de uma consciência muito limitada. Como eu já disse, o aumento da consciência e do despertar é um processo muito gradual, à medida que ocorre o crescimento e a expansão da vida.

Os primeiros anos – eu poderia dizer talvez, mais ou menos, os primeiros vinte e dois a vinte e cinco anos, embora não se possa generalizar – são voltados principalmente para a aquisição de conhecimento exterior. Depois desse período, desde que o processo seja significativo e natural, o foco deve passar para a aquisição de conhecimento interior, espiritual, conhecimento que transcende a realidade física. Isso pode ocorrer primeiro no plano psicológico. Eu incluo o conhecimento psicológico quando falo de conhecimento interior, espiritual. Pois, o conhecimento psicológico trata das leis e processos do eu interior. Existe uma sobreposição, é claro. No caso de algumas pessoas muito desenvolvidas, mais capazes de realização espiritual, o despertar para a realidade interior muitas vezes, mas não sempre, acontece numa fase anterior e coincide com o aprendizado exterior. Assim, por exemplo, há crianças no caminho que, até certo ponto, começam logo no início da vida a adquirir e assimilar algum conhecimento interior. Isso pode ocorrer porque esse conhecimento está tão próximo e está profundamente ancorado na alma; porque em vidas anteriores ele passou a ser parte integrante da entidade, sendo assim muito mais fácil e rápido redespertar para ele do que é no caso de outras pessoas que ainda não passaram por esse desenvolvimento e que ainda precisam percorrer alguns processos de crescimento, de busca, de luta até que o conhecimento interior penetre em todas as partículas da alma. E esse, naturalmente, é o propósito da vida. Tudo isso é necessário: o processo de tentativas, o processo de ensaio e erro, a busca, a freqüente confusão e desconhecido, lidar com o desconhecido do modo mais construtivo possível, encontrar o equilíbrio, muitas vezes precário, entre paciência e humildade para receber a graça do conhecimento para se comunicar, por um lado e, por outro lado, o compromisso sério, o empenho, a concentração, a vontade firme, a agressão saudável em relação a esse processo. O segredo está nesse processo. Quando as lições dessas atividades são absorvidas pela alma, a reconquista do conhecimento será muito mais fácil em uma vida futura, para usar a terminologia de vocês com relação ao tempo.

Vou voltar agora à questão da razão pela qual existe a anestesia temporária. Talvez, com o que eu disse anteriormente, vocês já tenham entendido uma parte da resposta, mas eu vou procurar ir mais longe. Mesmo não sendo fácil transmitir esses princípios, vou me esforçar ao máximo. Fazendo uma breve recapitulação: quer a alma já tenha passado pelo processo descrito e, assim o conhecimento espiritual, o entendimento e a percepção sejam naturais, mesmo no estado limitado de corporificação humana; quer isso absolutamente ainda não tenha ocorrido; quer a alma esteja passando por esse processo e assim continue vida após vida – em todos esses casos, para começar, a personalidade manifesta não sabe o que sabe. O conhecimento, seja qual for seu grau, é riscado, é “esquecido”, por assim dizer. Portanto, seja qual for o estágio de desenvolvimento em que vocês estejam, vocês começam como uma folha em branco, começam sem saber de nada, não importa se vocês são altamente desenvolvidos ou ainda estão no início do desenvolvimento. No começo, o conhecimento que está dentro de vocês aparentemente não está dentro de vocês. Pois bem, qual a razão para isso?

Nesse ponto preciso relembrar uma palestra que dei recentemente sobre o processo evolutivo (palestra nº 218). Eu discuti como a “massa” da consciência se espalha, preenchendo o vazio. Ao faze-lo, partículas de consciência se soltam. A consciência divina essencial, em sua beleza, sabedoria e poder benigno, funciona de maneira limitada e distorcida. Essa partícula isolada procura se unir outra vez com o movimento rápido para frente, em difusão do estado divino da vida, que inexoravelmente enche o vazio. Nesse processo, as partículas separadas – entidades individuais – precisam encontrar o caminho de volta sozinhas, à custa de redespertar os potenciais divinos que estão sempre presentes, mesmo nos aspectos mais separados.


Já tornei a falar dessa analogia muitas e muitas vezes depois daquela palestra, para que vocês entendam o tópico em questão. Nesse caso específico, a parte da sua alma que ainda está separada precisa esquecer tudo que sabia em um estado mais desperto para que a parte não desenvolvida encontre seu próprio caminho.

Vou tentar esclarecer melhor. Vamos supor que vocês soubessem conscientemente agora tudo o que sabem profundamente. Nesse caso, os aspectos não desenvolvidos de vocês não encontrariam, por conta própria, sua essência, sua essência inata. Esses aspectos seriam arrastados, por assim dizer, pelos aspectos já conhecedores, já desenvolvidos. Portanto, eles nunca seriam confiáveis. Em essência, embora não de modo necessariamente manifesto, eles deixariam embaçada a beleza, a vitalidade, a criatividade e a sabedoria. Seriam arrastados pela vaga da glória total da consciência de Deus, mas não ficariam totalmente imbuídos nela. A purificação e a evolução significam que os menores aspectos de tudo que existe precisam estar imbuídos em sua própria essência.”

(O Guia. Palestra 220: DESPERTANDO DA ANESTESIA DELIBERADA FOCANDO CONSTANTEMENTE AS VOZES INTERIORES)

Achei essa palestra bem interessante. Já que uma coisa que eu nunca entendi foi o motivo do esquecimento. A gora ficou mais claro. Para que possamos lidar com um aspecto destrutivo é preciso que tenhamos conhecimento da sua existência. E como há a tendência em muitas pessoas a negar se os aspectos positivos ficassem muito em foque seria muito mais fácil a tal negação.

Muitas vezes é preciso que o aspecto destrutivo se manifeste como um problema para darmos a ele a devida atenção. Isso aconteceu comigo. Eu só comecei o trabalho de auto conhecimento com afinco depois que os aspectos negativas tornaram a aminha vida tão difícil que foi impossível deixa-los de lado. Fingir que eles não existiam. Eles produziram seus efeitos desde de bem cedo em minha vida. E hoje eu vejo que isso foi na realidade bem positivo. Pois graças a isso eu estou tendo a oportunidade de aumentar e expandir ainda mais minha consciência, através do trabalho que faço para que esses aspectos encontrem seu equilíbrio.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Consequências das Percepções Falhas

casa_distorcida

 

“Uma criatura viva é sempre o produto, a soma total de todas as suas experiências anteriores. Como essa experiência é assimilada e entendida em termos da realidade determina o caráter, os pensamentos, as opiniões que a pessoa adota e por quê, seus sentimentos e emoções, suas atitudes e inclinações. Em outras palavras, determina a qualidade de sua vida. Quanto maior o grau de realismo e verdade colocados na interpretação e assimilação da experiência, tanto mais exata será a percepção; quanto mais livre a determinação (maior o alcance e a facilidade com que as decisões poderão ser tomadas), tanto maior será a capacidade de amar e se relacionar.

Deve ser fácil ver a interação e a interdependência das três facetas. Por exemplo, se existir em vocês relativamente poucos erros e interpretação incorreta da experiência passada (isto é, sem imagens), vocês terão menos defesas destrutivas. Portanto, podem ser mais amorosos. Isso, por sua vez, vai gerar bons relacionamentos que lhes proporcionarão uma gama mais ampla de experiências, mais possibilidades, mais recursos interiores e exteriores que darão a vocês um alcance maior de determinação. Mesmo que vocês passem por uma decepção, poderão enxergar outras oportunidades. A decepção não vai paralisar suas faculdades nem torná-los para sempre medrosos e desconfiados, como acontece no caso da experiência incorretamente assimilada. É muito importante entender o efeito dessa tríade. Essa compreensão vai deixar ainda mais claro por que é tão importante descobrir as suas imagens, entender por que elas representam uma percepção falha, ver que essa percepção falha ainda rege vocês, mesmo que tenha ocorrido na sua infância. Vocês vão ver até que ponto ainda são regidos por essa percepção falha, como ela continua a impedir a adequada interpretação e assimilação de novas experiências, às quais vocês reagem da mesma maneira que na infância. Vocês vão entender como essa contínua percepção falha compromete a sua determinação e todo a esfera do sentimento

.Vocês são levados por essas velhas imagens, essas percepções falhas, que fazem vocês responderem e reagirem de maneira automática, como se a nova experiência fosse de natureza igual à original, que fez com que vocês interpretassem erradamente uma situação ou ocorrência dolorosas. Vocês a viram por um ângulo limitado e unilateral, e generalizaram sua validade para todas as ocasiões semelhantes. O resultado é que a reação de vocês não é adequada à ocasião. Vocês não conseguirão mudar, a não ser que conscientizem essa interpretação equivocada e entendam perfeitamente por que e de que maneira a interpretação é errada. Somente então as suas reações serão mais adequadas e compatíveis com a realidade. Isso vai livrar vocês das limitações e dos sentimentos imobilizados.”

(O Guia. Palestra 115: PERCEPÇÃO, DETERMINAÇÃO E AMOR COMO ASPECTOS DA CONSCIÊNCIA)

Mais uma vez eu concordei com tudo o que o Guia disse. Coisa que acontece em 99,99% das vezes. srsrs. De fato a forma como assimilamos e interpretamos uma experiência é muito mais importante que o fato em si. Tanto isso é verdade que as pessoas reagem de forma diferente a mesma situação.

Achei bem interessante esse exemplo que o Guia deu da decepção. Realmente pessoas maduras não deixam de se relacionar só porque foram magoados uma vez. Mas muitas pessoas fazem isso. Eu mesma fazia isso.

Até porque eu tinha uma imagem de que até mesmo amizades não era para mim. Que era impossível eu ter. Essa crença tornava difícil aparecerem amizades até mesmo quando há interesse da outra pessoa porque minha tendência era não acreditar nela. Duvidar que ela realmente queria ser minha amiga.

Mas um amigo que apareceu na minha vida me ajudou a superar essa crença. Ele insistiu em ser meu amigo apesar da minha descrença. Ele parecia entender porque eu agia da maneira que agia.

Com o tempo passei a questionar se não tinha realmente nada de bom. Ninguém insistiria tanto se eu não tivesse. E esse questionamento enfraqueceu a crença e me levou a outras amizades. E com a dissolução da imagem uma porta para novas experiências foi aberta.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A Defesa

defesa

“Quando, por conflitos psicológicos, por razões emocionais irreais, vocês entram na defesa, o seu sistema glandular, que não leva isso em consideração e não questiona a validade das suas decisões, libera uma substância venenosa no momento em que vocês se sentem atemorizados. E quando vocês estão na defesa vocês estão atemorizados. Assim, é importante que cesse o medo irreal, que o ser que está na defesa por uma razão não válida seja controlado na sua vida. Do contrário, a substância venenosa afetará a corrente sanguínea e o seu sistema nervoso, e o prejuízo físico virá de um modo ou de outro. De acordo com as características individuais e a resistência física de vários órgãos, o prejuízo aparecerá mais cedo ou mais tarde, mais ou menos visível, nesta ou naquela parte do corpo. Este é o lado físico da questão

Com relação ao lado mental de sua natureza, quando vocês estão em perigo real, as suas capacidades mentais como um todo automaticamente se concentram - com a ajuda do estimulante venenoso - sobre o tema em questão. A fim de que isso ocorra, vocês não conseguem concentrar-se sobre qualquer outra coisa. Não lhes é possível cultivar pensamentos de verdade e sabedoria, nada distinto do que lidar com o perigo do momento ou proteger a si mesmos deste perigo. Todas as outras considerações, por mais importantes que sejam para uma vida harmoniosa e significativa, serão excluídas. Se isso acontece em momentos isolados de perigo real, é bom e útil. Quando passa o perigo real, vocês retornam ao normal e os seus processos mentais podem novamente concentrar-se nos muitos lados da vida, nas outras pessoas, e sobre si mesmos, e tudo isso nada tem a ver com proteger-se de perigos.

Contudo, quando vocês estão constantemente ou freqüentemente num estado psicológico de desviar-se de um perigo ou ataque quando na verdade não há perigo ou ataque, o desenvolvimento das suas faculdades mentais poderá sofrer as conseqüências. Os seus conceitos permanecerão imaturos e limitados no trato com a vida. Tudo isso acontece de forma tão sutil e insidiosa que no final das contas vocês tornam-se inconscientes disso. Não é possível ver a diferença pois o estado de defesa tornou-se a sua segunda natureza. Isso dificulta a sua visão da verdade sobre os outros, sobre a vida e sobre si mesmos. Proíbe que vocês vejam as suas possibilidades e os seus verdadeiros potenciais e conseqüentemente evita que vocês façam as escolhas mais adequadas. Tudo isso ocorre porque o seu sistema mental está direcionado para um perigo imaginário e para defenderem-se dele. Os mesmos processos estão em funcionamento quando vocês estão passando por um perigo real. No perigo real, a sua percepção aumentada faz com que vocês decidam se desenvolvem um contra-ataque, ou se isso é perigoso e inútil e vocês simplesmente devem correr e esconder-se. Todas as suas faculdades estão concentradas neste tema. Não há espaço para considerações sobre qualquer outra coisa. Um procedimento muito similar ocorre no seu mecanismo de defesa às coisas não reais. Vocês podem por um lado escolher a pseudo-solução da agressividade, e/ou a ausência da vida, e/ou a conciliação que os faz acatar regras que não estão de acordo com sua integridade. Todas essas alternativas são palavras de ordens que brotam do seu medo de estarem expostos ao perigo. Vocês estão constantemente num estado de guerra com a parte principal das suas faculdades mentais a qual está enfocada em defendê-los, conseqüentemente isso não deixa espaço suficiente para lidar com a vida de uma forma adequada. Vocês poderão facilmente ver que essa concentração unilateralizada é necessária nos raros momentos de verdadeiro perigo, mas extremamente prejudicial e limitante quando não existe tal perigo.

 

No lado emocional da sua natureza, ao encarar um perigo verdadeiro raramente há tempo ou espaço para sentimentos outros além do medo e da raiva. Nos raros instantes de perigo real isso é bom porque essas duas emoções produzem o ímpeto e a força necessários para defender-se. Todas as faculdades do corpo-de-sentimentos retiram-se naquele momento e vocês são direcionados para o tema confrontado. Se assim não o fosse, se em tais momentos vocês fossem capazes de ter toda sorte de sentimentos, a força necessária para defender-se estaria ausente. Contudo, quando o perigo passa, a pessoa normal e integrada pode rapidamente retornar a um estado onde muitas outras emoções têm espaço no seu sistema emocional.

Porém se vocês estão constantemente na defesa, os sentimentos predominantes são de medo e raiva. Neste ponto eu não preciso discorrer muito sobre o quão prejudicial isto é para vocês e para as pessoas que estão em torno de vocês. Todas as vezes que vocês ficam magoados, esta mágoa é erroneamente interpretada como um ataque contra vocês. Erroneamente isto representa um perigo para a sua segurança. Assim vocês imediatamente reprimem a mágoa - que é a sua reação primária - e permanecem na raiva e na hostilidade como um substituto para a reação original. Vocês começam a deixar os seus mecanismos de defesa entrar em funcionamento, quaisquer que sejam as suas pseudo-soluções particulares. É desnecessário dizer que vocês não mais estão vivendo a verdade. Não apenas porque a mágoa que vocês experienciaram, por mais desconfortável que seja, não é um perigo e não exige defesas elaboradas às quais são infinitamente mais prejudiciais do que a mágoa original jamais será. Mas também porque vocês, por si mesmos, não estão conscientes do sentimento original - a mágoa - e sim apenas da reação secundária - a raiva. Isso institui um processo de auto-alienação e de distanciamento psicológico.”

(O Guia. Palestra 101: A defesa)

 

Eu achei muito interessante essa palestra. Ela explicou muitas coisas na minha vida. Eu era uma pessoa extremamente defensiva. E minhas defesa eram praticamente todas irreais. Claro que ainda existem defesas em mim. Mas eu estou mais consciente delas.

E realmente ocorre como é dito na palestra. Eu me defendia principalmente da rejeição e da critica. E agora eu percebo que minhas decisões era tomadas basicamente para me dedefender da rejeição e da critica. Mais nada passava na minha cabeça.

Se estudava muito era para obter a aprovação dos meus pais. Muitas vezes era gentil com o objetivo de ter aprovação. Meus sentimentos minhas emoções, tudo funcionava a ponto de evitar a rejeição.

E o meu sentimento predominante com certeza era medo. Medo de ser rejeitada. De ser criticada. Havia muitsa raiva dentro de mim também mas eu não tinhas consciencia dela.  Mas as primeiras emoções que vieram a tona no meu trabalho de auto conhecimento foram justamente o medo e a raiva. Pessoas defensivas tem muito desses sentimentos.

E como eu raramente tinha as emoções positivas. Chegeui a conclusão de que sentir era ruim.  Mas a verdade não é essa. A verdade é que eu estava tão centrada em evitar certas situações que não abria espaço para outras emoções, outros pensamento e mesmo outras possibilidades.

 

No momento que eu parei de me defender tanto. E de reprimir todas as emoçoes. Então eu comecei a sentir as emoções positivas também. E não apenas as negativas.

Descobri que a critica não me afeta se eu souber lidar com ela.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Sobre a Rejeição

menina-chorando

 

“Aqueles que estão famintos, e portanto apavorados com a rejeição, ficam cegos diante dos outros. Tudo que eles sentem é sua própria necessidade. Eles não têm espaço, nem calma para olhar verdadeiramente para a outra pessoa e sentir as necessidades do outro. A rejeição é tão devastadora que eles a cortejam com sua urgência. Quando ela vem, tudo que eles experienciam é a confirmação de sua falta de valor. Seus pontos de vista distorcidos impedem uma avaliação real da situação em questão, e no entanto sua própria falta de valor não tem nada a ver com a sua derrota. Os medos e problemas da outra pessoa podem ser tão responsáveis por isso quanto a sua própria cegueira, que vê o mundo e os outros somente em termos do seu próprio valor ou da ausência dele. A conseqüente e poderosa corrente coerciva, empregada para dispersar a temida falta de valor, torna-se, então, o meio de confirmação de seus piores medos.”

(O Guia. Pathwork)

 

Infelizmente eu não sei o numero da palestra desse trecho. Encontre-o em uma comunidade do Orkut.  Eu leio as palestras constantemente. Então em algum momento descobrirei qual é a palestra e coloco aqui. Apenas não posso deixar de comentar esse trecho. Já que nele o Guia descreve mais uma atitude desequilibrada que eu costumava ter.

Quando eu era rejeitada ou, pelo menos, me sentia rejeitada, tudo o que conseguia ver era a mim e os meus sentimentos de rejeição. Eu via como uma prova de que não poderia ter amigos. Eu me centrava tanto nesse sentimento que realmente ficava cega a outra pessoa.

Porque a outra pessoa estaria me rejeitando? Talvez o problema não fosse exatamente eu. Talvez a pessoa tenha dificuldade em lidar com certas características minhas. E essas dificuldades são da pessoa não minhas.

Sim, reconheço que muitas vezes fui muito fechada e não tornei fácil a aproximação das pessoas.  Não se trata de me ausentar da responsabilidade.  Se trata apenas de ter uma imagem real do que aconteceu.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A verdadeira Paz.

 

paz

 

“Como foi dito, a princípio essa experiência ocorrerá simultaneamente ao estado habitual de ansiedade, desesperança, infelicidade. É uma transição gradual, durante a qual o velho e o novo são vivenciados juntos, lado a lado, ou um sobreposto ao outro. O novo ainda é apenas uma vaga sensação bem no fundo do eu. Mas aos poucos ele passa a predominar, até tomar toda a cena e substituir o velho. O velho reaparece agora raramente, como antes aparecia raramente a verdadeira realidade interior da vida. Operar nos dois níveis do ser ao mesmo tempo é, em si mesma, uma experiência boa, pois coloca em relevo a divisão.

A simultaneidade dos dois níveis é uma experiência muito nítida no caminho. Ela deve ser esperada, não deve surpreender, deve ser vista como uma confirmação de que vocês estão de fato no rumo certo. Quando esses dois estados conflitantes são vivenciados ao mesmo tempo – ansiedade dilacerante, angústia, depressão, ao lado de uma profunda paz e bem-estar – o estado antigo deixa de ter poder. Vocês o enxergam tal qual ele é. No entanto, as coisas não vão continuar assim. Haverá alternância, oscilação. Vocês vão perder o que descobriram e, às vezes, vão se perguntar se aquilo era verdadeiro. Ao readquirirem o novo estado, vão saber que nada poderia ser mais real. Vocês vão precisar abrir caminho por esforço próprio, passando por fases em que regridem ao estado anterior sem estar ainda no novo – e isso vai acontecer muitas vezes. Cada batalha indica mais um marco que torna mais segura e mais permanente a conquista do estado real de vida. As regressões vão ficar cada vez menos freqüentes, até vocês alcançarem a total auto realização. Nesse momento, esse passará a ser o seu estado normal.

O que vou enfatizar agora talvez pareça um pouco confuso para vocês, pois as palavras são tão limitadas. No novo estado, desaparece toda intensidade. Essa afirmação só confunde se vocês associarem intensidade à profundidade, a envolvimento, a delícia e êxtase. Já falei desse fator uma vez anteriormente, noutro contexto. É muito importante entender esse princípio. Normalmente o homem não está apenas tenso, mas está tenso por causa de uma intensidade que está diretamente relacionada com o estado de dualidade, de acreditar em uma coisa muito boa em oposição a outra coisa muito ruim. Essa dualidade torna inevitável a contração dolorosa. Tudo que vocês não querem vocês afastam, intensamente. Tudo que vocês desejam vocês agarram, intensamente. Agarram o bom porque têm medo do mau e temem não alcançar o bom. Tudo que vocês evitam intensamente provoca necessariamente medo.

O estado sereno e seguro que mencionei – o único estado em que existe o prazer total – é totalmente isento dessa intensidade contraída que agarra ou evita. A pessoa agarra porque tem medo de não conseguir, e evita porque tem medo de conseguir. Assim, na realidade trata-se de um mesmo movimento da alma. Que profundidade pode ter o prazer nessas condições? É por isso que é bobagem acreditar que o prazer só é possível quando existe intensidade. O bom da dualidade é ilusório; ele não satisfaz. A conciliação da dualidade é o prazer supremo sem medo, que decorre do estado de flutuação de que falei anteriormente. Nesse estado, tudo é bem-vindo, tudo é bom, mesmo que alguma coisa seja preferida. Talvez isso pareça indiferença e distanciamento, superficialidade da experiência, mas essas são distorções do estado que estou descrevendo. Esse é um equívoco que ocorre muitas vezes em relação às filosofias espirituais, principalmente as orientais. Não é verdade que a pessoa no estado de auto realização fique tão distanciada a ponto de não se importar com nada e ser indiferente ao prazer. Mas o prazer que é o oposto da dor a que vocês estão acostumados fica necessariamente menos intenso, assim como a dor fica menos intensa quando vocês aprendem a vivenciar o que temem até o fim. Ir até o fim é o que acaba com a divisão da dualidade. Diminui a intensidade, tanto do prazer como da dor. Permite `a alma ir até o fim de qualquer coisa e permanecer no estado fluente de vivenciar a vida como ela realmente é. Gera uma mudança e leva a alma para um novo nível de experiência, de cura da divisão, onde tudo é um.

Qualquer pessoa que trilha o caminho acaba percebendo que a dor que não é mais combatida, evitada e temida passa a perder a intensidade até deixar totalmente de ser dor. Da mesma forma, os antigos prazeres imaturos deixam de ser atraentes e já não proporcionam satisfação. Agora, surgem prazeres mais profundos, que não são o oposto de coisa alguma. Eles existem em si mesmos e por si mesmos numa realidade sem opostos, infinita e inexorável.
A idéia de que a dor e o prazer se tornam mais “parecidos” pode

A idéia de que a dor e o prazer se tornam mais “parecidos” pode parecer impossível e até absurda. Admito que é difícil explicar ou descrever essa noção a uma pessoa que ainda não tenha passado por determinadas experiências do caminho. Mas qualquer um que já tenha estado perto de uma experiência assim vai sentir o que quero dizer. Vai entender a infelicidade das forças de sua alma ao agarrar de um lado e se proteger do outro. A atitude corajosa de examinar até o fim o que é produzido pelo eu e inevitável não deve ser confundida com masoquismo, autodestruição intencional, resignação desesperada. Encarar o que está no interior requer uma honestidade sem exageros. Com isso, as emoções começam a perder seus traços angulosos e passam a ser suportáveis. É o início da unificação. Com essa atitude, todos os sentimentos de dor deixam de aterrorizar, porque a pessoa deixa de vê-los como seu destino final. Ela sabe que são temporários, e os vivencia como tal.”

( O Guia. Palestra160: A conciliação da cisão interior)

Confesso que quando li esse trecho da palestra eu tive dificuldades em entender. E então eu percebi que esse estava sendo o problema. Algumas coisas realmente não dá para entender. Apenas para sentir e vivenciar. Então por falta de palavra melhor usarei a palavra captar.

Eu só captei o que realmente foi dito quando lembrei da minha própria experiência no caminho. Eu sempre tive um problema serio com a ansiedade e a insegurança. E eu lutava muito contra ela. E quanto mais eu lutava mais a ansiedade e a insegurança cresciam. Parecia não haver solução.

Aí eu descobri algo chamado auto-aceitação, A aceitação de todas as partes do ser inclusive a parte ansiosa e insegura. E como é dito nessa palestra tanto a ansiedade e a insegurança estão diminuindo de intensidade. Claro que eu ainda tenho os meus momentos. Mas estão se tornando manos freqüentes. Isso já é suficiente para eu considerar tudo o que está escrito nessa palestra verdadeiro.

Eu ainda estou no caminho então há coisas escritas aí que eu ainda vou vivenciar.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

O que é o Caminho?

image_caminho

 

“O seu eu espiritual não pode ser libertado enquanto você não aprender a sentir todos os seus sentimentos, enquanto não aprender a aceitar todas as partes do seu ser, por mais destrutivo que isso possa ser nesse momento. Não importa o quanto você possa considerar negativa, mau, fútil, egoísta uma faceta de si mesmo (ao contrário de outros aspectos mais desenvolvidos de sua personalidade): é absolutamente necessário aceitar e lidar com todos os aspectos do seu ser. Nenhum aspecto deve ser poupado, posto de lado e encoberto na vã esperança de que assim ele não terá importância e, de alguma forma, desaparecerá. Ele tem importância, meus amigos. Nada que existe em vocês é desprovido de força. Por mais oculto que esteja, ele cria condições de vida que vocês acabarão lamentando. Esta é uma das razões pelas quais vocês precisam aprender a aceitar os seus aspectos negativamente criadores. Outra razão é que, por mais destrutivo, cruel e mau que seja, todo aspecto da energia e da consciência é originalmente, em essência, belo e positivo. As distorções precisam ser retransformadas na essência original. A energia e a consciência podem voltar a ser positivamente criadoras, mas somente quando sofrem o efeito do conhecimento e da intenção positiva. Se não fizerem isso, vocês não poderão chegar até o seu próprio âmago criativo.

Isto, basicamente, é o caminho. O caminho, portanto, só é difícil porque o homem, em sua vaidade, tem uma falsa idéia do que ele deveria ser agora. Esta é a única dificuldade: a ilusão a respeito do que vocês são e do que deveriam ser, e a ilusão de que vocês não podem, não devem ter determinados problemas e atitudes. A menos que renunciem a essas ilusões e façam um levantamento de tudo que existe em seu íntimo, vocês continuarão necessariamente separados de sua própria essência espiritual. Essa essência está em constante auto-renovação; está sempre conciliando conflitos aparentemente insolúveis. Essa essência fornece a vocês tudo de que jamais precisarão para viver a vida e cumprir a tarefa que vieram cumprir com o seu nascimento. Ela é o seu centro-Deus. Vocês são uma expressão de tudo que existe - a Consciência de Tudo. Se continuarem separados dela por terem medo demais de renunciar à vaidade mesquinha, o seu desejo jamais será realizado. Não importa o que prometam a vocês, não existe panacéia alguma capaz de dar-lhes aquilo de que precisam e verdadeiramente desejam sem passar por essa estrada e enveredar pelas suas próprias áreas sombrias. Nenhuma prática pode ajudar vocês a satisfazer esse anseio, por mais que vocês se dediquem à meditação e à concentração.
Essas práticas podem ser instrumentos úteis, a serem usados em aditamento ou em conjunto com o auto-exame, que o homem quer evitar a todo custo. A menos que vocês tomem esse Agora tal como é, com toda a feiúra que possa existir, bem como a sua beleza já existente, vocês não poderão descobrir que a beleza é aquela pessoa da qual vocês ainda não estão conscientes, mas com a qual desejam entrar em contato, perceber e expressar

 

Este é o caminho, meus amigos. Muito, muito poucas pessoas nesta terra estão dispostas a enveredar por ele. Um número ainda menor vai até o fim. A maioria das pessoa tem a vã esperança de encontrar outra forma de atingir a satisfação, contornando as áreas sombrias. Elas não querem saber que essas áreas sombrias interiores é o que as torna infelizes e solitárias. Algumas começam, mas quando se aproximam dessas áreas sombrias recuam, mudam subitamente e voltam toda a sua energia destrutiva para fora, contra aqueles que poderiam ajudá-las a encontrar o caminho. Elas não querem dar a si mesmas a oportunidade de encontrar o caminho passando pela escuridão.

 

Mas aqueles que têm a coragem de prosseguir até o fim, inflexível e pacientemente, que glória os espera em seu centro mais íntimo!
Aqueles que se abstêm de seguir o caminho até o fim normalmente têm como empecilho a ilusão de que, se não são a perfeição de suas ilusões, então são irremediavelmente maus. Essa ilusão deve ser deve ser objeto de questionamento, reflexão, trabalho e exame. Se vocês fizerem isso, eliminarão um importante obstáculo. Admitam, em princípio, a possibilidade de que essas não são as únicas alternativas. Tenham a mente aberta para encontrar o caminho interior que lhes permite serem totalmente honestos e enxergarem o pior sem perderem a fé em si mesmos. Ocorrerá então um milagre (o que parece ser um milagre, mas na realidade é muito lógico): simplesmente por terem encarado e admitido o pior, vocês encontraram seu verdadeiro valor.”

( O Guia. Palestra 204: O que é o caminho)

Esse trecho tem tudo a ver comigo. Alias tudo no pathwork tem a ver comigo. Essa era realmente uma ilusão que eu tinha. Ei tinha uma imagem de como eu deveria ser e de como minha vida deveria ser. E quando a realidade não correspondia a essa imagem eu me sentia irremediavelmente má como o Guia diz nessa palestra.

E sabe acho que é única e exclusivamente esse tipo de crença que torna o caminho difícil. é a auto-condenação que torna o caminho difícil, pelo menos comigo assim. Eu notei que quando eu me auto recrimino os sentimentos fluem com mais facilidade. Se eu aceito a raiva ela passa mais rápido, ela vai se dissolvendo. Mas se eu não a aceito ela aumenta.

Estou começando a entender a frase: “o que eu resisto persiste”. Quando paramos de nos auto condenar tudo se torna muito mais fácil.

sábado, 6 de novembro de 2010

Vontade interior e vontade exterior”

bebe

“A vontade exterior é tensa, impaciente e contraída. A vontade interior é calma, descontraída, sem pressa. A vontade exterior é ansiosa e cheia de dúvidas. A vontade interior é segura e não conhece nem ansiedade nem dúvida.

A impaciência nasce da dúvida quanto ao resultado desejado. Se pensarmos bem, veremos que não pode haver impaciência onde há certeza. Por causa da incerteza ou dúvida quanto aos resultados, a pessoa não consegue esperar com tranqüilidade. Assim, a impaciência, a dúvida e a ansiedade estão estreitamente associadas. Como a vontade interior não conhece dúvidas, ela pode dar tempo ao tempo e acaba prevalecendo.

Para ter sucesso, a vontade exterior precisa ser sustentada, pelo menos até certo ponto, pela vontade interior. Na medida em que a vontade interior funciona, nessa mesma medida ocorre o sucesso. Se o grau de força de vontade interior for pequeno em relação à vontade exterior (com todas as suas correntes conflitantes), o resultado desejado acabará não se concretizando.

A vontade interior provém do plexo solar. A vontade exterior provém em parte do intelecto e em parte das regiões superficiais da alma. A vontade exterior tem como motivação, muitas vezes, sentimentos, desejos, reações e raciocínios imaturos. A vontade interior provém totalmente do eu superior.

Vamos pensar agora por que a vontade interior é impedida de funcionar. Esse impedimento é provocado pelas diversas camadas de erro, desvio em relação à verdade, e ilusões que predominam no mundo manifesto. Em resumo, é por causa das imagens, das conclusões erradas e das concepções equivocadas que vocês trazem na mente consciente e inconsciente. Elas sempre deixam vocês incertos e divididos interiormente, porque lá no fundo sabem que alguma coisa está errada. Embora essa seja uma sensação vaga, vocês sabem que não está de acordo com a vontade e não vai desaparecer se vocês não fizerem o trabalho de autoconhecimento e autodescoberta. Essa sensação vaga de alguma coisa errada deixa vocês totalmente incertos, mesmo quanto aos seus desejos e à satisfação deles. Mesmo se os desejos forem completamente legítimos e saudáveis, permanece a incerteza sobre eles. Isso não acontece apenas porque parte da motivação do resultado desejado pode ser muito imatura e egoísta a ponto de ofuscar as motivações boas e saudáveis, mas também porque os desvios e conceitos equivocados inconscientes, separados do próprio desejo, são suficientes para encobrir a vontade interior, impedindo-a de funcionar.”

O Guia Palestra 64: Vontade interior e Vontade Exterior)

 

Essa palestra foi muito significativa para a compreensão da minha vida. Eu finalmente entendi porque a minha força de vontade parecia não me ajudar em nada. Eu descobri que minha vontade era uma vontade exterior.

Era uma vontade exatamente como o Guia descreve. Tensa, impaciente, contraída. E assim como é dito nesse texto eu lutava ao máximo para consegue coisas que no fundo duvidava que pudesse conseguir.

E essa duvida realmente nascia de crenças erronias como: “eu sou incapaz”. Amizade não é para mim”. “ a única coisa que sei fazer é estudar”

Então minha vontade era apenas exterior porque interiormente eu achava que não conseguiria nada.

A única forma de trazer a tona a vontade interior é dissolvendo essas crenças erronias. Só assim a duvida poderá ir embora. Acho que a duvida é o principal obstáculo aqui. Afinal se você tem convicção de que tudo dará certo porque ficaria impaciente ou tenso?

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Maturidade Emocional

 

liberdade4

PERGUNTA: A primeira pergunta refere-se a ultima expressão que usou. Por favor, defina o que é maturidade emocional.

 


RESPOSTA: Maturidade emocional é antes de mais nada, a habilidade de amar, a capacidade de amar. Muitas pessoas imaginam que a têm. Naturalmente a maturidade emocional é relativa, e é uma questão de grau. Porem, onde existe o medo de ser ferido, medo do desapontamento onde existe medo dos riscos de vida, a maturidade emocional não existe. Maturidade emocional desconhece o egoísmo ( naturalmente, isso é relativo na terra, não pode ainda ser absoluta em sua esfera de existência). Quanto mais egoísta forem, mais imaturos são. Todos vocês sabem que podemos ser extremamente generosos nas pequenas coisas exteriores; isto pode ser apenas uma camuflagem para acobertar seu egoísmo ou egocentrismo emocional. Poderão dar suas posses e serem generosos nesse sentido; mas, vocês tem medo de amar e arriscar de serem feridos, assim negam o amor dos outros. Portanto, vocês são emocionalmente imaturos apesar de possuírem maturidade intelectual. Maturidade emocional significa não ter medo de pagar o preço pela vida. E esse “preço pela vida” inclui magoas e desapontamentos ocasionais. A pessoa madura sabe disso, e espera isso, não os teme e reconhece o valor disso; porque ao se retirar em reclusão, e voltar-se para dentro, ela frustra não somente os outros, mas também a si mesmo. Maturidade emocional significa não ter medo de suas próprias emoções; porque se tiverem emoções negativas, seu medo delas não as fazem desaparecer. Ao contrário, somente encarando essas emoções negativas, poderão entender sua origem, suas razões; e somente então poderão ter controle real sobre elas, não o controle falso ao suprimi-las. Suas emoções positivas também não serão temidas, porque não se importarão com uma magoa ocasional; e antes, se arriscarão ao invés de retirar suas emoções positivas dos outros.
Porque se puderem doar suas boas emoções aos outros; envolvendo o outro com seu calor, conforto e ternura, isto é mais importante do que aquilo que pode acontecer a vocês mais adiante.

Maturidade emocional significa ser capaz de tomar uma decisão completa interiormente e saber, que não se pode ter as duas coisas, ambas as vantagens.. Inconscientemente, a maioria das pessoas querem isso constantemente, sem perceberem que isto os leva a conflitos consigo mesmos e com seu ambiente. A pessoa emocionalmente madura saberá que sempre há um preço a ser pago. Como já havia dito antes em algumas sessões particulares: maturidade emocional, saúde emocional, significa saber o que se quer; querer o que se pode ter, e estar disposto a pagar por isto. Renunciar ao egotismo em todos os níveis de seu ser, de ir até as profundezas de suas reações inconscientes (que podem ser tão contrárias as suas reações exteriores), isto é a verdadeira maturidade emocional.
Essas são as verdades universais, ensinadas por todas as religiões e filosofias que tenham algum mérito. A humanidade tentou por muito, muito tempo vivenciar essas idéias. Essas verdades são conhecidas; no entanto, até aqui, o indivíduo ignorou o grande perigo da auto-decepção, ao ignorar as muitas camadas da consciência onde pode esconder outras reações além daquelas que percebe conscientemente e também aquelas que deseja e que estão de acordo com essas verdades. Assim, encontrarão muitas vezes uma pessoa que exteriormente age de acordo com essas verdades universais, no entanto sentem que isto não é completamente genuíno. Interiormente ela esta escondendo muitas reações que são contrárias a essas verdades espirituais universais.
O Caminho pelo qual tenho o privilégio de conduzi-los, vai evitar esses perigos, de modo que suas reações exteriores irão tornar-se uma com as mais interiores. Sejamos claros sobre nossas metas. Queremos encontrar aquela parte de suas reações egoístas onde ainda são subdesenvolvidos, primitivos. Muitas vezes, no inicio, isso pode vir como um choque por ser tão diferente de suas sinceras reações conscientes exteriores. Seja que estas reações externas são realmente sinceras no sentido que isso foi o melhor que puderam fazer, ou seja, que são quase hipocrisias conscientes, essa máscara externa (que pode ser aplicada em ambos os casos) precisa ser dissolvidas para que possam olhar por dentro de suas almas. Lá encontrarão muitas tendências e sentimentos diametralmente opostos ao que acreditam sobre si mesmos. A vida até aqui, mostrou-lhes que a máscara não lhes deu a recompensa que desejavam ou pensaram obter através dela. Finalmente, isso os deixou zangados. Em seu “eu máscara” podem ter-se inclinados para trás na tentativa de esconder o que esta por trás disso. Assim, sentem-se abusados, aproveitados, sem, no entanto perceberem, que não foi a bondade como tal que foi tão pouco recompensada, mas antes, a bondade falsa e compulsiva. Com essa falsa conclusão poderão estar tentados a ir ao outro extremo; viverem através da parte que descobriram atrás da primeira máscara, acreditando que agora ao menos, são verdadeiros consigo mesmo.
Sim, até certo ponto essa parte existe em vocês e precisam admiti-la. Mas reconheçam que isso, também, é novamente, apenas uma camada superficial. Olhem para o que existe por trás da rebelião e raiva. Encontrem em si mesmos aquilo que sabe como manter o equilíbrio. Seu eu verdadeiro não é tão bom quanto parece ser na superfície a qual estão apenas retirando (taking down). Nem é tão “mau” quanto cheio de ódio, agressão, rebelião e raiva como são debaixo dessa capa. Todas essas reações são apenas uma “reação de perplexidade perante a vida” e o resultado de suas conclusões emocionais falsas. Use o nível de sua raiva e rebelião admitindo-a para si, sentindo o que haviam reprimido por tanto tempo, mas não considere isso como uma resposta final do seu eu, como aquilo que fariam se tivessem que viver (live yourself out) desse modo. Descubram a diferença entre reprimir essas emoções e considere-as como um sintoma do seu não saber as respostas para suas vidas; de não ter ainda encontrado a chave do seu ser.

 

Tentem entender isso, meus queridos, e vocês ficarão conscientes das armadilhas desnecessárias. Somente encontrarão a resposta se tiverem a coragem de admitir essa segunda camada sem se manter nela; e se reconhecerem sua falsidade como já reconheceram a camada da capa ou máscara, como tendo sido falsa e baseada em conclusões falsas. Então, serão capazes de ser verdadeiros consigo mesmo, sem exagerar a camada que descobriram. Assim, vão entender que seu (altruísmo ou generosidade) anterior foi ineficiente porque era falsa (mas só por isso, e não pelo altruísmo como tal). Esse estar alerta e modo de abordar, ira conduzi-los a uma segura maturidade emocional. Isto vai torna-los verdadeiramente homens e mulheres. Digo isso deliberadamente, não digo agora seres humanos, digo homens e mulheres. Porque ninguém pode ser verdadeiramente um homem --- ou uma mulher --- se não tiver maturidade emocional.
(O Guia. Palestra 49: OBSTÁCULOS NO CAMINHO: COISAS ANTIGAS, FALSA CULPA, E QUEM - EU?)

 

Achei essa pergunta e resposta bem interessante. Através dela eu pude ver o quanto eu era imatura ao iniciar esse caminho. Maturidade essa que tem aumentado a medida que eu aumento meu auto conhecimento.

Uma das formas em que minha imaturidade se manifestava era na minha “proteção” contra as magoas. Por eu ter tido certas magoas durante a minha infância. Eu acabei me fechando. Acabou surgindo a seguinte crença: “Não vale a pena eu tentar me aproximar das pessoas. O risco de rejeição é muito grande. Melhor esperar elas se aproximarem de mim.” Eu achava que ao fazer isso eu iria garantir que todos que se aproximassem de mim não iriam me rejeitar. Mas o fato é que raramente se aproximavam. Até porque eu não estava aberta para relacionamentos. Seja de que tipo fosse.

 

Eu percebi que ao tentar evitar a rejeição eu também evitava o encontro com pessoas as quais eu teria afinidade e poderia me dar bem. Então eu privava tanto a mim quanto aquela pessoa uma amizade verdadeira. Além do mais essa atitude é imatura porque eu queria segurança total de que não seria rejeitada por ninguém. E essa segurança não existe. Ninguém consegue agradar a todos. Mas se você possue auto –aceitação a rejeição de alguns não é arrasadora. Só se torna arrasador quando há uma substituição da auto-aceitação pela aceitação dos outros. Se houver auto-aceitação eu e qualquer outra pessoa conseguiremos conviver bem com o fato de que nem todos nos aceitarão.

é imaturidade reprimir as emoções negativas pois esse ato por si só já demonstra uma não aceitação. Eu reprimia a raiva porque achava que não poderia te-la que isso faria de mim uma pessoa ruim. Então além de reprimir eu negava. E com isso ela ia para o inconsciente. E qualquer coisa no inconsciente causa prejuízo pois perdemos o controle sobre elas.

 

Bom esses são alguns exemplos de minha imaturidade. srsrs. Agora eu já estou mais madura como resultado do aumento da minha consciência. E quando conseguimos maturidade emocional nós ficamos mais livres e nos soltamos de nossas amarras.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Visão Distorcida da Realidade

 

o_eu_real

 

 

“Quando a percepção que vocês têm do eu, dos outros e da vida não é distorcida e sim de acordo com a realidade, vocês expressam todas as forças benignas da razão, do amor, entendimento, compreensão, força, dos recursos, de recuperação, flexibilidade, adaptabilidade, auto-afirmação, criatividade, etc. etc., das quais o eu real está dotado. Vocês se comunicam com os outros, fazem-se entender, expressam-se adequadamente porque o eu real está livre. Têm condições de discriminar, fazer escolhas e tomar decisões porque o medo e a ansiedade se foram. Ao fazer uma escolha adequada e madura, vocês são capazes de distinguir o que é real, válido, construtivo, e o que não é. Com tudo isso, vocês encontram uma saída para qualquer dificuldade, e a própria dificuldade passa a ser um trampolim.

Vocês só poderão atingir essa etapa se não se deixarem aniquilar pela sensação da não realização. Por que isso tem tal efeito em vocês? É porque a sua percepção do eu e dos outros é tão distorcida que vocês sentem qualquer frustração como uma rejeição pessoal e uma prova da sua inadequação. Vocês só podem ceder depois que entenderem que o seu valor, a sua capacidade de despertar amor nada têm a ver com a não realização. Essa não realização pode ser resultado da inibição da força do eu real, mas não tem nada ver com o seu ser real. Acontece apenas que o ser real de vocês está inativo por causa da percepção distorcida da realidade, de alguns fatores da sua vida.

A pessoa afastada de si mesma sente a frustração de um desejo ou de um objetivo muito mais do que a não realização em si. Em outras palavras, a dor de não ter o que se quer é muito menor que a dor de receber uma prova, por assim dizer, de sua falta de valor, inadequação, de que não é amada, de que não é nada. Naturalmente isso é inconsciente. Na verdade, vocês fazem o possível para não tomar conhecimento dessa dedução. Vocês a encobrem com tendências, pensamentos, sentimentos e atitudes muito opostos.”

( O guia. Palestra 95: Auto-Alienação: O caminho de volta para o eu real)

Mais uma vez O Guia parece me descrever. é por isso que eu tenho a sensação de que o pathwork foi feito olhando especificamente para mim e para as minhas necessidades.

Só que comigo parece que a coisa não era tão inconscientes assim. Já que eu sempre tive sentimentos de inferioridade de forma muito aguda e obvia até para mim mesma.

Toda vez que eu não conseguia algo eu via isso como uma prova da minha inferioridade. Na época do colégio. Se eu tirasse nota baixa eu via isso como prova de que não era inteligente. A cada vez que eu me sentia rejeitada por alguém eu via isso como prova de que eu nunca poderia ter amigos. A cada pessoa que rejeitava uma característica minha eu via isso como prova de minha inadequação. E assim, ao meu ver, a vida parecia confirmar o tampo todo o quanto eu era incapaz e inferior.

Era isso que tornava essas situações tão difíceis. e não a situação em si. Tirar nota baixa em si não é arrasador. Mas se você ver isso como uma prova de que você é burro então passará a ser arrasador.

Mas ao longo do meu caminho no pathworek eu descobri que raramente usava meu eu real. Eu usava o eu idealizado aquele eu que eu achava que me traria aceitação. E normalmente o que acontecia era exatamente o contrario. A não-aceitação. Eu via isso como prova de que eu nunca poderia ser aceita. Mas quando eu descobri que o que eu achava que era meu eu real na realidade não era essa dedução deixou de fazer sentido.

E eu descobri que essas não realizações só ocorriam pela inibição que eu mesma fiz do meu eu real

sábado, 30 de outubro de 2010

Perfeccionismo

Perfeccionismo

 

PERGUNTA: se você tiver um sentimento agressivo e não gostar dele, mas ele for muito forte; seu bom senso lhe diz que você não deveria sentir-se dessa forma. Você entende, com sua mente, que talvez a pessoa que esteja fazendo isto tenha seus problemas; no entanto, você não quer isto e você reconhece esse sentimento. Como você lida com isto?


RESPOSTA: o primeiro passo é a compreensão de que suas emoções ainda não podem sentir de forma diferente. Neste caso, mais uma vez, de forma muito distorcida, o perfeccionismo entra em cena porque algo em você diz: “Eu não deveria ter esses sentimentos agressivos. Eu deveria ter sabedoria suficiente para saber que ele age a partir de seus próprios problemas não resolvidos”. Tudo isso pode ser verdade. Ainda assim, nesta colocação verdadeira está contido o “eu não deveria” do perfeccionismo. No entanto, se você disser a si mesmo: “eu não consigo evitar sentir dessa forma porque eu estou tateando no escuro. Eu, como ser humano, freqüentemente tateio no escuro. Eu não sei muitas respostas. Eu não compreendo as outras pessoas”. Mas porque de alguma forma todos vocês sentem “eu realmente deveria compreender todas as pessoas, todos deveriam entender-me, e eu deveria saber todas as respostas com relação a minha vida e às relações humanas”, é esta atitude que torna isto tão difícil. Apenas ao aceitar suas limitações humanas é que a agressividade e a hostilidade desaparecerão porque, no fundo, você descobrirá e tornar-se-á consciente de que se sentiu ferido, de que se sentiu rejeitado. Sua vergonha e medo dessas emoções fazem com que você sobreponha os sentimentos agressivos, duros e muito mais desagradáveis. Uma vez que você se torne consciente da ferida, que é um aspecto muito mais autêntico, será mais fácil lidar com ela. E logo, também, ela se diluirá e dará lugar a sentimentos mais autênticos, que estão ainda mais próximos do você real. Mas, antes de tudo, você tem que aceitar sua limitação humana; você tem que abrir mão da expectativa de que você, da mesma forma que os outros, deve sempre compreender e saber. Se você puder assumir o fato de que você está tateando no escuro, você poderá ser capaz de identificar, na sua mente, aquilo de que você não tem clareza. Aceite o fato de que esta falta de clareza possa permanecer, e pode ser que ela se esclareça por si mesma porque sua resistência a ela terá desaparecido. Aceite também a agressividade que você ainda sente, perguntando a si mesmo se ela não é uma distorção da ferida. Então, aceite a ferida. Desta forma, você poderá descobrir uma resposta muito antes do que na pressão compulsiva e confusa de que você já “deveria não sentir agressividade”.

(O guia. Plestra 97: Perfeccionismo)

 

Essa pergunta eu poderia ter feito. Todo vez que eu tinha sentimentos agressivos em mim. Ou mesmo não agressivos mas considerados negativos eu sempre me culpava. Sempre achava que não deveria estar me sentindo da maneira que estava me sentindo. Se eu estava com raiva de alguem eu me culpava, achava que deveria ser mais compreensiva. se eu sentia inveja eu me cupava e achava que ao inves de estar sentindo isso deveria trabalhar para atingir meus objetivos. Se eu estava desanimada eu achava que deveria ser mais forte. E assim ia com todos os sentimentos negativos

Quando eu me dei conta do que eu fazia eu vi o quando era perfecionista. O meu perfeccionismo não se manifesta tanto no exterior. Eu consigo sobreviver se a linha ficar um pouco torta. srsrs.  Mas quando se trata de sentimentos interiores. De ser uma pessoa boa. Então eu sou extremamente perfeccionista.

E esse perfeccionismo só atrapalha.  o perfeccionismo além de não diminuir em nada minha raiva ou desanimo ainda me leva a ter sentimentos de culpa, que por sua vez, muitas vezes me levam a negar esses sentimentos.

Eu percebi que para crescer é preciso aceitar as minhas limitações humanas. Limitações essas que não me fazem poior do que ninguem já que todos possuem algumas dessas limitações. E quando eu consigo aceita-las então eu consigo ter uma auto-compreensão maior. Uma especie de auto-compaxão.  E então eu consigo olhar para mim mesma com um certo distanciamento. E a auto compreensão vai aumentando. E a medida que aumenta a compreensão em relação as outras pessoas aumenta também.  e então a raiva, o desanimo, a inveja ou seja lá o que for vai desaparecendo aos poucos.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A Imagem de Deus

“O FALSO CONCEITO DE DEUS

As crianças experimentam seu primeiro conflito com a autoridade muito cedo em suas vidas. Elas também aprendem que Deus é a autoridade maior. Conseqüentemente, não é surpreendente que as crianças projetem suas experiências subjetivas com a autoridade sobre a imagem que têm de Deus. Por isso, forma-se uma conclusão errônea sobre Deus que é inconscientemente cultivada até a maturidade

As crianças experimentam todos os tipos de autoridade. Quando elas são proibidas de fazer aquilo de que mais gostam, a experiência com a autoridade é a de algo hostil.
Quando a autoridade dos pais é indulgente para com a criança, ela pode ser sentida como benigna. Quando existe a predominância de um tipo de autoridade na infância, a sua reação a esta autoridade torna-se a atitude inconsciente para com Deus.

Em muitas instâncias, contudo, as crianças experimentam uma mistura de ambos. Conseqüentemente, a combinação destes dois tipos de autoridade formará a imagem que elas têm de Deus.
Na medida em que a criança experiência medo e frustração, ela sentirá - inconscientemente - medo e frustração, na mesma medida para com Deus.

Deus é, então, tomado como uma força punitiva, severa e freqüentemente até injusta, com a qual o indivíduo deve medir forças.

Eu sei, meus amigos, que conscientemente vocês não pensam desta forma, mas no caminho da auto-descoberta lhes é pedido para verificar quais as suas reações emocionais que não correspondem aos seus conceitos conscientes, qualquer que seja o tema.
Quanto menos o conceito inconsciente coincide com o consciente, maior é o choque quando o indivíduo percebe a discrepância.

Praticamente tudo o que a criança mais gosta é proibido. Aquilo que dá mais prazer é proibido, geralmente pelo bem da própria criança; isto ela não consegue compreender.
Acontece que os pais exercem sua autoridade também a partir da sua própria ignorância e medo. Conseqüentemente, fica impresso na mente da criança, que para as coisas mais prazerosas do mundo as pessoas estão sujeitas à punição de Deus, a autoridade máxima e a mais severa.

Além disso, vocês estão sujeitos a encontrar a injustiça humana no curso das suas vidas, tanto na infância quanto na maturidade. Particularmente, se estas injustiças são perpretadas pelas pessoas que representam a autoridade estão inconsciente- mente, associadas a Deus; com isso fortalece-se a crença inconsciente na injustiça severa de Deus. Tais experiências intensificam o seu medo de Deus.
Tudo isso forma uma imagem que, se apropriadamente analisada, faz de Deus um monstro. Este Deus vivo na sua mente inconsciente, aproxima-se mais de um Satã.

(…)

O VERDADEIRO CONCEITO DE DEUS

Deus é! As leis de Deus são inexoráveis para todos e funcionam automaticamente, por assim dizer. Pensem em Deus como, entre todas as outras coisas sendo a vida e a força da vida. Pensem em Deus como uma corrente elétrica dotada de suprema inteligência. Esta "corrente elétrica" está aí, em vocês, ao seu redor, fora de vocês. É sua escolha como utilizá-la.
Podemos usar a eletricidade para propósitos construtivos, como para a cura, ou pode-se usá-la para matar. Isso não torna a corrente boa ou má. Esta corrente de força é um aspecto importante de Deus e é aquilo que mais lhe toca.
Este conceito pode fazer surgir questões como se Deus é pessoal

Este conceito pode fazer surgir questões como se Deus é pessoal ou impessoal, uma inteligência, lei ou princípio direcionado. Os seres humanos, porque experienciam a vida como uma visão dualista, tendem a acreditar que uma outra afirmação é verdadeira. Contudo, Deus é ambos. Mas o aspecto pessoal de Deus não significa personalidade.
Deus não é uma pessoa residindo num determinado lugar


AS LEIS ETERNAS E DIVINAS

O amor de Deus não é apenas pessoal na sua manifestação dentro da alma humana mas, também, nas leis divinas, no sentido antológico das leis. O amor, aparentemente impessoal nas leis, mostra - claramente - o fato de que elas são feitas de maneira a conduzi-lo, em última instância, à luz e às bênçãos, não importando o quanto vocês se desviem dele.
Quanto mais vocês se desviam tanto mais se aproximam devido à dor que o desvio inflige. Esta dor fará com que de algum ponto vocês se voltem, alguns mais cedo, outros mais tarde, mas todos ao final chegarão ao ponto de perceber que eles, por si mesmos, determinam sua dor ou sua bênção.
Este é o amor que está contido na lei - este é o "Plano de Salvação". O desvio da lei é o único remédio para curar a dor causada pelo afastamento e, conseqüentemente, os leva para mais próximos da meta. A união com Deus.
Deus deixa que vocês se afastem das leis universais, se assim o desejam. Vocês são feitos à semelhança de Deus o que significa que estão completamente livres para escolher. Vocês não estão forçados a viver na busca e na luz, embora possam fazê-lo, se quiserem. Tudo isso expressa o amor de Deus.
Quando vocês têm dificuldade em compreender a justiça do universo e auto-responsabilidade na sua própria vida, não pensem em Deus como "Ele" ou "Ela". Pelo contrário, pensem em Deus como a Grande Força Criativa à sua disposição.
Não é Deus que é injusto, a injustiça é causada pelo uso incorreto da poderosa corrente que está à sua disposição. Se vocês começarem, a partir desta premissa e meditarem sobre ela e se a partir de agora vocês buscam encontrar onde e como, ignorantemente, abusaram da corrente do poder em vocês, Deus lhes responderá. Isto eu posso prometer."
(O Guia. Palestra 52: A Imagem de Deus)

Essa palestra me fez perceber o quanto a minha imagem de Deus era equivocada. Eu mesmo sem ter muita consciência disso via Deus como um ser muito severo.

No fundo eu achava que Deus exigia que as pessoas fossem boas 100% do tempo. Que só tivessem sentimentos bons e puros. Caso contrario Deus ficaria insatisfeito comigo e de uma forma ou de outra me castigaria.


Essa imagem não era algo que eu tinha intelectualmente. Mas analizando as minhas emoções e como eu achava que deveria ser conclui que essa era a minha imagem.

Cheguei a essa conclusão ao perceber minha atitude geral diante da vida e de mim mesma. Eu sempre me julguei com muita severidade. E também sempre achei mais provavel receber uma critica do que um elogio. Tudo isso é um reflexo da minha imagem de Deus. Agora já melhorei bastante nisso. Mas como essas imagens normalmente são muito arraigadas é preciso ficar sempre atenta e observa-las. E quanto mais observamos mais elas vão perdendo a força.

existem pessoas que creem em Deus indulgente. A palestra fala um pouco sobre isso. Mas eu me centrei no severo porque é essa umagem que se aplica mais no meu caso.

Hoje eu não acredito mais em um deus em algum lugar olhando e julgando nossos atos. Acredito que temos liberdade para fazermos o que quizermos e não há castigo há apenas consequências de determinados atos, emoções , crenças. Não há julgamentos. Há apenas consequencia.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Expectativas Irrealistas

"Onde quer que a força vital não tenha sido violada, a felicidade - caso você queira escolher essa palavra por falta de uma melhor - a completa harmonia e a paz seriam suas sem as agitações, sem os medos de perdê-la novamente, que a felicidade temporária traz para os seres humanos.

Todos vocês sabem, pelos ensinamentos até agora recebidos, que constantemente violam a lei espiritual dentro de suas almas -- se não com ações, palavras ou pensamentos, pelo menos em suas emoções inconscientes. Sempre que isso acontece, distorcem a força vital que poderia fluir através de vocês. Isso impede que a força vital os reviva. E o que estou a mostrar-lhes neste caminho de autodescoberta é uma forma lenta e gradual -- e não existe forma mais rápida -- para dissolver todas as muralhas, as rochas e as petrificações em seu interior, de modo a permitir que a força vital opere em vocês. Quem quer que haja experimentado mesmo uma ligeira vitória, sobrepujando uma resistência, que tenha encontrado uma verdade ou um reconhecimento dentro de si mesmo, mesmo que pareça ser desagradável, ou mesmo só isso, experimentou um sentimento de paz, de força e de estar vibrantemente vivo até que a próxima obstrução seja enfrentada. Isso deveria ser, para vocês, uma prova viva e deveria ajudá-los a pensar nesses raros momentos para saber que aquilo que eu digo aqui não é apenas uma bela história ou uma teoria remota e abstrata sem aplicação imediata, mas é pura realidade, acessível a qualquer momento de sua escolha, bastando voltar-se para dentro.

As obstruções no interior da sua própria alma só podem existir porque você violou a lei divina de alguma maneira. E quando a lei divina é violada, a força vital não pode operar. Mas a palavra "lei" freqüentemente tem uma conotação errada. A maioria dos seres humanos, quando ouvem essa palavra, reagem emocionalmente de uma forma que nada tem a ver com o sentido que eu lhe empresto. Lei significa –muitas vezes inconscientemente -- algo a que você é forçado ou compelido a obedecer. Como delineei em uma recente palestra, indica uma autoridade que é mais forte que você. Essa associação emocional ligada ao conceito de "lei" é completamente oposta ao seu verdadeiro significado. A lei em seu sentido real e divino não tem qualquer relação com força ou compulsão, muito pelo contrário. Sempre que se introduzem a força e a compulsão, quer venham de dentro ou de fora do seu próprio ser, neste momento a lei divina é violada. Pois a lei divina é liberdade interior. Você só pode obter essa liberdade interior libertando-se dos seus erros. Isso é feito trazendo tais erros para a consciência como primeiro passo inevitável. Somente depois é que você pode libertar-se desses erros. Talvez seja melhor dizer que: ao invés de violar a lei divina, a verdade divina é violada. Pois a verdade é força vital e certamente é a lei divina. Todos vocês sabem, meus amigos, que o caminho no qual eu os conduzo mostra-lhes a verdade sobre vocês mesmos.

"A força vital é regeneração. A força vital petrificada significa degeneração. Sempre que vocês mantêm as suas imagens, suas conclusões errôneas, sua ignorância e os seus erros conscientes e inconscientes, vocês não vivem a verdade e, portanto sufocam a força vital que, entre outros atributos, é uma força de cura -- cura para o seu corpo, para sua mente, sua alma e seu espírito. Caso percebam esse fato, verão que toda doença física é apenas uma reação em cadeia, uma manifestação externa final da obstrução da força vital.

Sempre que você tem tais blocos ou obstruções no interior de sua alma, a única maneira de curar a enfermidade é preparar-se para a recepção adequada da força vital. O primeiro passo é encontrar a inverdade e isso, naturalmente, não é agradável. Esse fato leva muitas pessoas a acreditarem que não pode ser o jeito certo; pensam que, porque o divino é belo, harmonioso e uma experiência de bem-aventurança, vivenciar o oposto de tudo isso é uma indicação de que algo contrário ao Divino tem lugar em suas vidas. Que engano é este, meus amigos! Como podem acreditar, que é possível simplesmente passar ao largo de toda a desarmonia que vocês mesmos plantaram em suas almas e vir a experimentar diretamente a harmonia divina. É preciso que compreendam as causas erradas que vocês puseram em movimento antes que possam verdadeiramente entender a verdade divina. Se vocês plantaram uma planta venenosa no jardim, arruinando todas as plantas boas, é possível livrar-se dela sem segurar essa planta ruim e arrancá-la por seus próprios esforços? Esse trabalho não é exatamente agradável, o veneno pode até mesmo afetá-lo temporariamente enquanto a estão tocando, mas não pode ser evitado. É melhor do que deixar a planta no jardim.

Portanto, é necessário suportar alguma dor de uma forma ou de outra, antes que vocês possam livrar-se daquilo que causa e constantemente causou a dor em seu interior. É preciso distinguir entre dois tipos básicos de dor, meus amigos: a degenerativa e a regenerativa. Mesmo no reino físico existem dois tipos de dor. Há a dor experimentada quando uma pessoa fica doente onde ela sente o sintoma da enfermidade. Neste caso, ela está na curva descendente. E existe um tipo diferente de dor, por vezes até mais aguda, que acompanha o processo de cura ou dor regenerativa. Esse ciclo é uma necessidade, antes que possa ocorrer a cura completa. Esta é então, a curva ascendente. Antes de sofrer uma operação, por exemplo, quando a pessoa fica doente, com freqüência muito antes que ela saiba o que está errado, ela experimenta primeiro um tipo de dor. Subseqüentemente, o seu médico descobre e pode decidir operá-la. No processo de cura ela suporta um tipo completamente diferente de dor. Todos vocês sabem que a ferida não pode curar-se a menos que o pus tenha sido retirado e, nesse estado purificado, os tecidos possam refazer-se. O mesmo se dá com a alma. Não se pode escapar a isso, meus amigos. Você só tem a escolha de, ou permanecer na curva descendente, no estado em que sofre dos sintomas, recusando-se a ir à raiz do problema, ou de reunir coragem, aproximando-se da raiz do mal; abrir a ferida e assim permitir que as forças curativas da natureza se instalem, deixando sair o pus (seus erros e conclusões errôneas), suportando um pouco o tipo de dor que é regenerativa. O corte, a "operação" em si mesma seria o desprazer de encarar o que há de errado em você. Esse é o ponto alto, ou talvez devamos dizer o ponto baixo, antes que a curva ascendente possa começar."
(O guia. Palestra 48: A Força vital no Universo)

O motivo de eu ter colocado o trecho dessa palestra é o seguinte. Eu quando iniciei o meu caminho tive algumas expectativas irrealistas. E eu imagino que outras pessoas tenham essas mesmas expectativas.

Eu achava que quando eu entrasse na ascenção, no despertar, seja lá qual for o nome que você de para a coisa. Todos os meus problemas simplesmente desapareceriam e eu não viveria outra coisas se não paz. Tudo estaria subitamente resolvido tanto internamente quanto externamente.

Mas uma das primeiras coisas que eu percebi é que as coisas não são bem assim. Quando temos um machucado temos de tratar da ferida para ela não infeccionar. E para isso é necessário tocar na ferida mesmo que doa.

Se ignorarmos a ferida com medo de que doa ao toca-la há o risco da ferida infeccionar e assim piorar. O mesmo ocorre no aspecto emocional.

é preciso cuidar, tratar da parte em nós que nos impedi de experimentar a felicidade a harmonia. Porque só poderemos experimentá-las retirando as obstruções. E isso não é feito ao se ignorar a ferida.