domingo, 16 de outubro de 2011

O Estado de Contentaramento




"O Universo todo é constituido de tal forma que cada individuo criado é capaz de estar em estado constante de contentamento. Todo o individuo criado é feito de tal forma que isso não é apenas uma teoria, mas sim o estado de ser natural do homem. É a lei natural. Quando uma pessoa não está em estado de contentamento, sua situação é não natural.

Quando falo de contentamento, não estou me referindo a um futuro vago - Nesta vida ou em uma vida além do estado fisico de existencia. O contentamento é de fato possível exatamente aqui, exatamente agora. Não depende de algum feito complicado, de um estado de perfeição alheio ao modo de ser natural de vocês. Não depende de acontecimentos exteriores, ou na verdade, de qulquer coisa diferente do que é neste exato minuto. O homem tem a propensão a achar que se isso ou aquilo fosse diferente(dentro dele ou a sua volta), nada impediria sua felicidade. Mas a felicidade é possível agora mesmo, como vocês são agora."


(O guia: Palestra 150: Gostar de si mesmo, condição para o estado de contentamento)


Esse trecho da pelestra me chamou muita atenção. Principalmente a ultima frase que coloquei: a felicidade é possível agora mesmo, como vocês são agora.

Eu já havia lido essa palestra antes. Mas não tinha dado muita atenção a essa frase. Já há um tempo eu tenho aprendido a aceitar as condições externas. A aceitar que nem todas as pessoas irão gostar de mim, ou que jamais serei aprovada por todas as pessoas, por exemplo.

Mas percebo que na hora de aceitar a mim mesma nem sempre eu consigo com tanta eficiência. Apesar de já ter lido inumeras vezes, e em diversos locais, não só no path, sobre a grande importancia disso.

Recentemente eu fiquei com raiva e até mogoada com uma pessoa que me ajudou muito e continua me ajudando. E eu não aceitei isso muito bem. Afinal era muita ingratidão ficar magoado com uma pessoa que me juda tanto. srsr.

Eu fiquei bem mal. Mas agora eu percebo que o que me deixou mal e infeliz não foi o sentimento em si. Foi a não aceitação do mesmo e o auto julgamento por estar sentindo isso. E também, percebo que eu só fiquei tão magoada porque eu não me permiti sentir os pequenois descontentamentos a medida que iam aparecendo e eles foram se acumulando. Felizmente eu não tive dificuldade em liberar esses descontentamentos. E depois disso que me senti outra pessoa.

Essa experiência me mostrou o seguinte: as emoções negativas só tem o poder de acabar com nossa felicidade quando a julgamos e tentamos reprimi-las. Quando não as aceitamos. De outra maneira elas são bem temporarias. Elas vem e vão muito rapidamente.

O que verdadeiramente causa insatisfação não são as emoções negativas em si. São o julgamento das mesmas e não aceitação do nosso eu humano.

domingo, 4 de setembro de 2011

O Plano dualista.





"O plano dualista é o plano do ego. O plano unificado é o mundo do centro divino, o eu maior. O ego encontra roda a sua existencia no palano em que se sente a vontade. Renunciar a esse plano significa abandonar as exigencias do pequeno ego. Isso não significa aniquilação, mas para o ego parece ser exatamente isso. Na verdade o ego é uma particula, um aspecto isolado da inteligencia-mestram o eu interior, verdadeiro, Aquele não é diferente deste; apenas há nele menos do eu verdadeiro. por ser separado e limitado ele é menos confiavel. Mas isso não signfoca que o ego deva ser destruido aniquilado. Na verdade chegará o momento em que o ego se integratá ao verdadeito eu., formando um unico eu, mais pleno, mais equipado. Ele terá um patrimonio maior do que você pode imaginar.

Mas o ego separado pensa que esse desenvolvimento significa aniquilação. No seu modo limitado, o ego existe apenas como um ser separado; daí ele busca ainda maior separação. (....)

Enquanto houver identificação total com o ego, você continuará a cultivar mais separação,e a consequencia será a auto-idealização. Desse ponto de vista a autoglorificação e a idealização parecem ser a salvação e a garantia que ameniza seus medos existenciais. O ego pensa: "se todos ao meu redor me considerarem especial, melhor que os outros, esperto, bonito, talentoso, feliz, infeliz ou mesmo mau - ou qualquer outra caracteristica que tenha escolhido para sua autoglorificação- então receberei a privação, o amor, a admiração, e a concordancia de que necessito para viver". Esse argumento significa que em algum ponto do seu interior, você acredita que pode existir apenas se for percebido, afirmado e confirmado pelos outros. Isso pode parecer exagero mas não é.

Assim sua salvação parece estar nos que reconhecem a sua existencia somente se você for especial. Ao mesmo tempo , a mensagem emitida pelo eu verdadeiro , e que você interpreta mal, quer que você demone a vida, mas você a domina no pano errado. Toda pseudo-solução é um artificuio que vocês dispões para eliminar os obstaculos que o inpedem de ser algo especial."

( O guia. Livro o caminho da auto transformação. Capitulo 5: Unidade e dualidade)

Coloquei um trecho desse capitulo porque ele foi muito esclarecedor para mim. Mas antes de falar especificamente o que ele me esclareceu gostaria de fazer algumas observações. Notem que esse ser especial que o ego que não precisa necessariamente ser especial de uma forma positiva.

A verdade é que tanto se achar o pior como p melhor são duas faces da mesma moeda. Ambas são dualistas. Ambas vem da crença de que melhores e piores existem. Ambos se veem diferentes das outras pessoas. Ambos se veem como especiais. Um especial por ser o melhor e o outro especial por ser o pior.

Quem se considera o melhor espera receber amor através da admiração. E quem se considera o pior espera receber através da piedade. Nem a admiração nem a piedade são amor. No entanto é isso que a pessoa acredita que recebe nesses casos. Sendo assim ambos dependem de outras pessoas para se sentir bem.

E eu estive por muito tempo no extremo do pior. Mas gora isso está mudando. Só que as vezes eu me pego tentando exigir que as outras pessoas me deem valor. se as pessoas não veem meu crescimento eu acabo achando isso injusto. E isso ainda é ser dependente das outras pessoas. Só terei transcendido a dualidade quando o que os outros consideram de mim não for tão importante. Coisa que eu consigo em alguns momentos , mas em outros não. O que é natural. Já que não se muda de uma hora para outra. E é essencial eu respeitar o meu próprio ritmo.


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Amor Autentico



“Como vocês podem atingir esse amor autentico? Não é tentando forçar, isso seria impossível. Só pode ser atingido indiretamente. Comecem com vocês mesmos. Investiguem todo o seu ser, sem enganos. Descubram as obstrução: egocentrismo, auto piedade, vaidade e orgulho. Depois que perceberem a sua extensão, vocês estarão caminhando para o amor autentico, verdadeiro.

Se você concentram o seu amor em uma unica pessoa, e se isso for feito da maneira errada indicando doença da alma nessa área, então tal amor lhes enfraquece. Talvez tenham medo de perder o amor do outro, e por isso procurem mudar de personalidade, o que no entanto resulta em humilhação. As vezes vocês pensam que esse é sinal do verdadeiro amor mas é auto-engano. Quem sente amor saudável e autentico jamais compromete sia dignidade

Talvez não seja fácil perceber a diferença, mas meditem no que eu disse e vocês terão mais condições de entender. Aqueles que são capazes de sentir o amor real e autentico, deixando de lado o orgulho, os pequenos infortuneos, mantendo a integridade interior, sem abrir mão dela por medo de perder o amor do outro., esses jamais serão maltratados. O amor autentico sempre mantem a sua dignidade. Vocês podem sofrer uma desilusão mas não passar por uma humilhação indevida. Esse tipo de amor se basta, essa dignidade gera respeito, não rebaixamento ou maus tratos. O amor saudável – que enxerga, não é cego. Que é forte , não é fraco – sempre é leal ao eu interior simplesmente porque, ao eliminar o pequeno ego, ele não deseja satisfazer seus desejos egoístas. Assim o amor real é isento de tendências masoquistas ou sádicas, é saudável e não apresenta egocentrismo ou correntes que sufocam a personalidade.”

( O Guia. Palestra 04: O cansaço do Mundo em contraposição ao amor)



Esse trecho dessa palestra me fez refletir muito. Percebo que muitas das vezes o que chamamos de amor é apenas carência. é busca de alguém que nos aceite e nos ame. Quando é assim na verdade não nos importamos com a outra pessoa e sim a atitude dela com relação a nos. O mais importante passa a ser que o outro nos ame, nos aprove, nos aceite… E isso gera problemas porque nessas circunstâncias não seremos mais nos mesmos e sim o que a outra pessoa espera de nós.

E também vamos esperar certas atitudes da outra pessoa. Isso não é amor é uma tentativa de que outra pessoa supra nossas carências.

Por isso é importante aprender a amar a si mesmo. Já que se nos amamos, se nos aceitamos não precisaremos suprir essa necessidade com outra pessoa. E dessa forma estaremos livres para amar de verdade o outro. Porque não iremos precisar exigir que ele nos aceite o tempo todo.

Poderemos aceitar melhor o fato de alguém não gostar de nós. deixar o outro livre para não gostar de nós. E assim não precisaremos nos humilhar para conseguir o amor do outro. Infelizmente eu já fiz muito isso. mas agora não. estou aprendendo a não precisar dos outros para me valorizar.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Felicidade e Medo


felicidade

“Se você deseja a felicidade porque teme a infelicidade, a felicidade permanecerá inacessível. Se você deseja a felicidade por querer estar feliz e não por temer a infelicidade. Se você deseja a felicidade por querer estar feliz, e não por temer a infelicidade nenhum bloqueio com relação a realização existirá. E esta é uma enorme diferença.”
( O Guia. Palestra 130: Abundancia versus aceitação)

Coloquei esse pequeno trecho da palestra pois acredito que esse trecho resume a ideia de toda a palestra. E esse pequeno trecho já foi o suficiente para eu compreender diversas coisas em minha vida.
O que é dito aí é totalmente verdadeiro. Se você teme a infelicidade não pode realmente ser feliz. Porque mesmo em momentos de alegria em momentos em que não haveria motivos para a tristeza a pessoa não estará em paz. Porque? Porque estará acompanhado do medo de que essa alegria acabe. O que sem duvida acontecerá já que tudo na vida é mutável. E não há apenas momentos de alegrias e contentamento na vida de ninguém…
No entanto se você souber que pode suportar os momentos de angustia, tristeza, que são emoções que normalmente fazem as pessoas se sentirem infelizes, você conseguirá aproveitar melhor seus momentos de alegria.  Já que não estará a assustado com a possiblidade de ter alguma dor.
Se a pessoa souber que é capaz de sobreviver mesmo ao momentos mais difíceis ela não ficará desesperada quando esse momento acontecer.E a dor não será insuportável.
E assim ocorre com todo o resto. Se uma pessoa é rica e tem medo de ficar pobre , não conseguirá aproveitar a sua riqueza. Estará sempre procurado  e até poupando dinheiro. srsrs. Se uma pessoa tem medo de perder os amigos, ela estará sempre preocupada de um dia perde-los..
Enfim a pessoa só consegue aproveitar algo que tem não tiver medo de perder..

domingo, 7 de agosto de 2011

O Desejo segundo o Pathwork

 

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“Vamos definir de uma vez por todas as diferenças entre motivações saudáveis e doentias do desejos. Não vamos nos preocupar com desejos que são obviamente doentios porque eles são destrutivos. Vamos sondar as regiões mais profundas da mente e da alma onde os desvios existem de uma maneira muito sutil e discreta. Você pode ter um desejo perfeitamente legitimo, e, ainda assim, doentio. As motivações doentias e tensas estão sempre ligadas ao medo. É por isso que em certas doutrinas se fala tanto no estado de não desejo que é, no plano onde a maioria de vocês está, uma impossibilidade. Então nos resta tentar encontrar a diferença entra o que faz um desejo ser saudável e o que faz o mesmo ser doentio. Uma das explicações é essa: Quando você deseja uma coisa por ela mesma, esse desejo é saudável, mas quando você deseja alguma coisa como meio de obter um fim, esse desejo é doentio. Se for esse caso o desejo automaticamente se torna tenso. Ele passa a ser uma necessidade e portanto o medo vem no seu rastro

Vou dar um exemplo: Se você deseja segurança financeira pelo desejo de desfrutar esse estado não tem nada de doentio nisso. Mas se você deseja segurança financeira para impressionar os outros ou para mitigar um sentimento de inferioridade então o desejo passa a ser doentio. O objetivo foi distorcido para preencher uma necessidade diferente daquela que deveria preencher de forma saudável. Essa situação pode passar perfeitamente despercebida, Você pode sentir apenas uma necessidade premente. Podem ser encontradas explicações racionais em abundância sobre o porque o desejo é tão urgente. Enquanto por baixo as verdadeiras motivações permanecem ocultas.”

( O Guia. Palestra 56: A Capacidade de Desejar)

 

Mais uma vez eu encontro um trecho do pathwork que parece ter sido escrito especialmente para mim. Essa é uma situação que eu vivi a pouco tempo. Na verdade ainda estou vivendo mas agora tenho mais consciência dela.

Esse exemplo de desejo doentio caiu como uma luva para mim. Eu ainda estou trabalhando para conseguir minha independência financeira e pouco tempo atrás fiquei literalmente desesperado por não te-la ainda.

E eu percebi que muito do meu desespero não era por conta da minha depenica financeira por si só. E sim por eu acreditar que as outras pessoas me veriam como incapaz por causa dela.

Então eu queria independência financeira não apenas para ter mais autonomia mas para provar que sou capaz. Para diminuir o meu complexo de inferioridade. Então esse desejo era um meio para atingir um fim, exatamente como é dito na palestra.

Eu acreditar que a independência financeira daria um fim na minha imagem de menina incapaz fez esse desejo se tornar tenso. Veio com ele o medo de nunca conseguir provar que sou capaz. Isso tornou o desejo urgente e fez com que ficasse impaciente demais para esperar que o que plantei com minhas novas atitudes desse frutos.

E agora que tomei consciência de tudo isso estou um pouco mais tranquila. E sei que essa necessidade de provar que sou capaz é uma ilusão. Afinal não preciso provar nada para ninguém.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Reações Desproporcionais

 

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“O segundo estado doentio que eu gostaria de discutir é a questão das reações desproporcionais, do exagero. sobre isso  já falamos um pouco em outras ocasiões. Eu mencionei, por exemplo a frequência em que vocês dramatizam as situações em que estão envolvidos. Mas anteriormente essa reação se aplicava mais as manifestações externas desse aspecto, demonstrada principalmente por algumas estruturas de personalidade. Mas esse aspecto também pode estar presente naqueles que, externamente, dramatizam muito pouco as suas emoções. Em outras palavras, o aspecto pode não ser visível.No entanto em algum plano emocional ele sempre existe. (….)

Por exemplo, um pequeno elogio, em si mesmo não muito importante, pode salvar o dia de vocês. Uma aprovação casual pode mudar totalmente o seu estado de espirito. Da mesma forma qualquer pequena critica ou desaprovação pode estregar por completo o humor de vocês. Pode lança-los na depressão e no mau humor. No primeiro caso há um aumento desproporcional da auto confiança, no segundo caso ela cai. Há muitos outros exemplos mas vocês precisaram descobrir essas reações a medida que prosseguirem, aprendendo a tirar do esconderijo as reações emocionais. Em qualquer caso vocês sobem ou caem devido a um único aspecto – Seja ou não verdadeiro – referente ao que outra pessoa pensa de vocês. No primeiro caso, do ponto de vista emocional, vocês se percebem bons, perfeitos dignos de amor. No segundo caso uma pequena critica faz com que vocês não se sintam bons, pelo menos aos olhos da outra pessoa. Isso é muito difícil de detectar porque intelectualmente vocês sabem muito bem que isso é um absurdo, e sempre que essas reações aparecem vocês se furtam a avalia-las integralmente. “

 

(O guia, Palestra 90: Moralização, reações desproporcionais, Necessidades)

 

Escolhi comentar esse trecho da palestra pois mais uma vez me vi em algo que o guia descreve. Esse tipo de reação emocional se repetiu muito na minha vida. Hoje nem tanto, mas ainda acontece se eu não tomar cuidado.

Hoje percebo que, por mais que negasse e dissesse que não estava nem aí para o que os outros diziam, as criticas me afetavam sim. E muito. Acontece que raramente deixava transparecer. Ficava tudo dentro mim sem jamais ser expressado.

Inúmeras vezes diante da menor critica eu pensava: “ Fulano tem razão sou mesmo uma porcaria.” Sim, eu me defendia. Mas no intimo não só dava razão a critica como me condenava muito mais severamente que a própria pessoa que me criticou. Um exemplo apenas para vocês entenderem. Se a critica foi que eu não lavei a louça direito. Eu já pensava: Não faço nada direito mesmo. Só que normalmente eu me defendia ao invés de verbalizar isso. Mas no fundo eu achava a critica acertada e me criticava mais ainda. srsrs

Essas reações desproporcionais as vezes acontecem comigo em outras situações. Se eu tento fazer algo e não consigo me veem pensamentos do tipo: Nunca conseguirei isso. Sou uma incapaz.

Antigamente eu me deixava dominar por esses pensamentos derrotistas, hoje não. Quando eles aparecem eu já os questionam lembrado que nãos conseguir uma vez não significa não consegui mais tarde. E que inúmeras pessoas só conseguirão um emprego depois de muitas entrevistas. Ou que só passaram do vestibular depois de varias tentativas. Enfim, é possível dar inúmeros outros exemplos. E esse questionamento já diminui o impacto desses pensamentos em mim e eu me sinto pronta para continuar o meu caminho…

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Como Parei de me Desprezar

 

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“Naturalmente seria infantil imaginar que o que vocês não apreciam em si mesmos não existe porque vocês procuram evitar encarar esse aspecto, mas o eu inferior é imaturo e ignorante. Portanto eu digo: Não se esquivem do que está em vocês! Muitas pessoas que vão a psiquiatras muitas vezes sofrem um colapso ao ficaram cara a cara com o eu inferior diante o tratamento. Mas isso não será possível se vocês souberem que o eu inferior não é o ser final.É essa ideia errada que leva as pessoas analisadas a tal desprezo por si próprias e aversão por si próprias que ocorre um colapso. Mas todos vocês sabem que o eu inferior não passa de uma camada , que é algo temporário. Ele estás aqui agora e deve ser considerado. Mas é temporário e não é o eu real. Existe o eu superior que se manifesta através de suas boas qualidades. Na generosidade, na amabilidade, por exemplo. Mas mesmo que ele ainda não consiga se manifestar, bem escondido, atrás do eu inferior, está o eu superior em sua brilhante perfeição.”

( O Guia. Palestra 25: O Caminho: Passos Iniciais)

 

Escolhi esse pequeno trecho dessa palestra pois ele ilustra a principal descoberta que eu fiz no pathwork. Antes do pathwork , mesmo sem fazer uma terapia bem sucedida, que realmente me fizesse entrar em contato com meu lado negro essa aversão por mim mesma aconteceu.

Isso porque eu não era tão boa em esconder de mim mesma essa lado negro. Por mais que me esforçasse para ser gentil e amável eu via que em muitas ocasiões eu era na verdade egoísta e mesquinha. E que na maior parte das vezes minha gentileza era apenas uma mascara para conseguir a aprovação das pessoas.

E mesmo que eu não deixasse transparecer, já que sempre fui boa em me fazer de indiferente. Eu sabia sofria e me condenava por ter esses sentimentos negativos em mim. Eu achava que não poderia ter. Para mim pessoas boas teriam de ter pensamentos e sentimentos harmoniosos o tempo todo.

E por estar tão ficada em esconder meus sentimentos “negativos”  eu não acreditava que realmente havia os “positivos “ em mim. Passei a ver o meu lado “negativo” como real e o “positivo” como mascara.

Eu entrei mesmo em colapso. Cheguei muitas vezes a pensar: “Realmente não há nada de bom em mim”.  Embora muitas vezes isso não fosse verbalizado.

No pathwork eu aprendi que todos tem momentos de raiva. E ter momentos de raiva não significa ser raivosa o tempo todo. Que ter momentos de egoísmo não sínica ser egoísta o tempo todo.

E que quando não temos consciência de uma caracteriza ela nos domina. Mas se temos consciencia controle sobre ela , ela para de nos dominar.

Podemos sentir todas as emoções. Mas podemos escolher como manifestá-las. Ou não manifestá-las, mas ter consciência de que ela está lá. E através dela aprender mais sobre nós mesmos. Dessa forma até mesmo uma emoção “negativa” nos beneficia. O problema não é a emoção. é como lidamos com ela.